terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sonda Mars envia imagens de erosão causada pela água em Marte


A agência espacial europeia (ESA) divulgou imagens do relevo de Marte obtidas pela sonda Mars Express.

As imagens mostram fotos panorâmicas do terreno caótico da região de Kasei Valles e Sacra Fossae. Segundo os especialistas, as rachaduras foram causadas por água.

As imagens são de uma região localizada 12 graus ao norte do Equador e apresentam uma resolução da superfície de 21 metros por pixel. Elas cobrem uma área de 21.375 km quadrados.

A parte superior da imagem mostra a margem oriental de Kasei Valles com o planalto de Lunae Planum, além da Sacra Fossae.

Kasei Valles é um dos maiores canais de Marte, com um comprimento de cerca de 3 mil km, que compreendem desde a bacia Chryse Planitia, ao norte, até a Echus Chasma, ao sul.

Sacra Fossae é um sistema de falhas que se estende por 1 mil km com centenas de metros de profundidade. Fica entre Kasei Valles sul e oeste de Lunae Planum.

A imagem mostra uma cratera de 35 km de diâmetro ao norte. A borda sudoeste do anel está muito desgastada pela erosão, causada principalmente pelas correntes de água. A fonte de origem desta água foi localizada em Ecgus Rabble, que fica 850 km ao sudoeste.

O fundo da cratera e a parte noroeste da região mostrada na foto é plano e foi formado por fluxos de lava basáltica e sedimentos originários da região vulcânica de Tharsis. A parte inferior da imagem mostra claramente a planície com numerosas crateras e a que apresenta rachaduras.

É provável que toda a região esteja passando por atividades tectônicas, bem como uma 'sub-erosão', um processo no qual as rochas do subsolo são dissolvidas pela água causando um colapso parcial e rachaduras na superfície. Várias dessas zonas de fratura são visíveis a oeste.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

Supernova veloz pode ser novo tipo de explosão estelar


Detonação parece ter ocorrido com o acúmulo de gás hélio na superfície de uma estrela anã branca.

Uma supernova incomum, redescoberta em dados astronômicos de sete anos atrás, pode ser o primeiro exemplar de um novo tipo de explosão cósmica, possivelmente de um a estrela binária onde o gás hélio flui de uma anã branca para outra, até detonar uma catástrofe termonuclear.

Em artigo publicado na quinta-feira, 5, no serviço online Science Express, da revista Science, o astrônomo Dovi Poznanski e colegas descrevem a detonação, chamada SN 2002bj, e por que acreditam, que se trate de um tipo de explosão nunca visto antes.

"Trata-se da supernova de evolução mais veloz já vista", disse Poznanski. "É três ou quatro vezes mais rápida que uma supernova comum, basicamente desaparecendo em 20 dias. O brilho caiu como uma rocha".

A queda rápida, associada ao brilho pouco intenso da supernova, a forte assinatura de hélio no espectro da explosão, a ausência de hidrogênio e a possível presença de vanádio - um elemento nunca antes visto em um espectro de supernova - indicam a detonação de hélio na supernova, dizem os autores do trabalho.

"Acreditamos que esse pode muito bem ser um novo mecanismo físico de explosão, não apenas uma pequena variação dos que já conhecemos", afirma o coautor Alex Filippenko.

"Esta supernova é qualitativamente diferente da destruição completa de uma anã branca, conhecida como supernova Tipo Ia, ou do colapso do núcleo de ferro e rebote do material circundante, as chamadas supernovas de colapso de núcleo".

A supernova foi detectada em 2002 na galáxia NGC 1821, pelo Observatório Lick, nos EUA, e por astrônomos amadores. A supernova foi classificada, na época, como uma explosão comum do Tipo II.

Em, junho deste ano, Poznanski encontrou o espectro da explosão enquanto pesquisava dados sobre supernovas Tipo II, e descobriu que o fenômeno não correspondia a essa modalidade.


Fonte: Estadão/arquivosdoinsolito

sábado, 7 de novembro de 2009

Fantasma de mulher afogada



Fonte: Sobrenatural.org

Imagem do telescópio espacial Hubble mostra nascimento de estrelas

crédito: Nasa, ESA, R. O'Connell (Univ. Virginia), B. Whitmore (Space Telescope Science Institute), M. Dopita (Australian National Univ.), e comitê de supervisão científica da Wide Field Camera 3


Fenômeno registrado ocorre na Galáxia M83, ou ‘Cata-vento do Sul’. Wide Field Camera 3 foi instalada no Hubble em maio.

A nova câmera (WFC3, de Wide Field Camera 3) instalada no Telescópio Espacial Hubble em maio deste ano captou a mais detalhada imagem de nascimento de estrelas.

O processo de formação estelar, flagrado na galáxia espiral M83, é mais rápido, especialmente em seu núcleo, do que o presente na Via-Láctea.

A WFC3 (de Wide Field Camera 3) revela estrelas em diferentes estágios de evolução, fornecendo aos astrônomos subsídios para dissecar a história de sua formação.

Também é possível visualizar os remanescentes de cerca de 60 explosões de supernovas, as explosões de estrelas massivas, podem ser vistas na imagem, cinco vezes mais nítidos do que os registros anteriores.



Fonte: G1/arquivosdoinsolito

Nasa divulga fotos de sobrevoo da sonda espacial Cassini sobre lua de Saturno

Veja quatro imagens inéditas de Encélado. Sonda foi lançada em outubro de 1997.

Sonda Cassini registrou imagens de Encélado, lua de Saturno (Foto: AP Photo/Nasa)


A Nasa divulgou nesta sexta-feira (6) imagens, obtidas pela sonda espacial Cassini, de Encélado, lua de Saturno. A sonda foi lançada em 15 de outubro de 1997.


Ela chegou a Saturno em meados de 2004, após sete anos de viagem. Com 5,6 toneladas, a sonda completou um período inicial de quatro anos de missão em junho de 2008. Como continuou plenamente operacional depois disso, está fazendo ‘hora-extra’ desde então, com sucesso.

A sonda chama-se "Cassini" em homenagem ao italiano Jean-Dominique Cassini (1625-1712), que descobriu 4 das dezenas de luas de Saturno: Jápeto (ou Iapetus), Reia (ou Rhea), Tétis (ou Tethys) e Dione.

Crédito: Cassini/Ciclops - Cassini Imaging Central Laboratory for Operations / Nasa-ESA



Fonte: G1/arquivosdoinsolito

Mistério geológico proposto por Darwin é resolvido

Charles Darwin, conhecido principalmente pela evolução e seleção natural, se considerava um geólogo


Em junho de 1833, Charles Darwin pediu ao capitão da embarcação HMS Beagle que atrasasse a partida de Tierra del Fuego para que ele pudesse estudar um grupo estranho de rochedos de granito que ele havia encontrado na costa da Bahía San Sebastian.

"Um deles, com um formato de celeiro, tinha 14 metros de circunferência e se projetava 1,5 metro acima da praia", ele posteriormente escreveu.

"Havia muitos outros com metade desse tamanho e eles devem ter viajado pelo menos 144 km de seu rochedo de origem."

O que tornava os rochedos incomuns era que, fora as cerca de 500 grandes rochas espalhadas em uma região longa em forma de banana, não havia outros rochedos nas proximidades. Darwin ficou perplexo. Como as rochas haviam chegado lá?

"Darwin é conhecido principalmente pela evolução e seleção natural", diz Edward Evenson, geólogo glacial da Universidade Lehigh em Bethlehem, Pensilvânia - mas seus interesses eram mais amplos.

"Darwin se considerava um geólogo", Evenson disse em recente encontro da Sociedade Geológica da América em Portland, Oregon.

Na América do Sul, as rochas misteriosas não foram tudo que Darwin encontrou. Ele também viu paisagens praianas, centenas de metros acima das águas do Pacífico de hoje.

Ele viu rochas incrustadas em gelo glacial e ouviu pelo menos um relato de um iceberg rochoso flutuando no alto mar.

Os rochedos, ele concluiu, haviam se desprendido de montanhas e foram levados por geleiras mar adentro.

Os icebergs encalharam nos bancos de areia, derreteram e depositaram sua carga rochosa no leito do mar, onde uma elevação subsequente ergueu as rochas sobre as ondas.



Em forma de picles



Era uma boa teoria, mas infelizmente, disse Evenson, que recentemente revisitou o local como parte de um projeto de mapeamento, ela não funciona.

Para começar, ele disse, existe outro grupo similar de rochas em um lugar chamado Bahía Inútil. Esse grupo era composto de mil grandes rochedos, também espalhados por uma zona alongada, cujo contorno Evenson comparou a um picles ou pepino em conserva, com oito quilômetros de extensão e dois quilômetros de largura. "Darwin nunca viu essas rochas", ele disse.

Se ambos os grupos tivessem sido carregados por icebergs, esses icebergs teriam que ser extraordinariamente parecidos.

No entanto, ambos os grupos de rochas eram angulares, indicando que haviam sido carregados no topo do gelo, ao invés de empurrados em sua parte frontal.

"Onde grandes rochedos angulares são carregados por geleiras hoje?", Evenson perguntou. "Em deslizamentos de pedras."

O formato da área onde estavam os rochedos deu outra pista: como o fluxo das geleiras é mais rápido no centro do que nas beiradas, fragmentos de deslizamentos tendem a se estender em elipses cada vez mais longas enquanto descem um vale.

Finalmente, ele disse, a rocha deve ter caído sobre a geleira em algum lugar acima da zona onde a neve derrete mais rápido do que se acumula.

Daí para cima, Evenson disse, as geleiras tendem a ser côncavas, possibilitando que as rochas deslizem para longe.

Em altitudes mais baixas, as geleiras tendem a ser mais convexas, aprisionando as rochas perto das beiradas.

Juntando todas essas pistas, Evenson foi capaz de determinar três possíveis locais de origem da queda das rochas, sendo que a mais provável delas fica ao lado de um afluente chamado Parry Glacier, a 200 quilômetros dos locais atuais dos rochedos.

Quando o fluxo de um grupo mais ou menos circular de rochas surge a partir desse local, ele disse, "acabamos com um picles em Bahía Inútil e uma banana em San Sebastian".

Outros cientistas ficaram impressionados. "Foi bem convincente", disse Kevin Padian, curador do Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Ele observa, no entanto, que Darwin não estava completamente errado. "Ele acertou na ideia geral de onde (as rochas) vieram e em qual direção elas estavam indo, mas não percebeu que elas foram carregadas por uma geleira", Padian disse. "Ele achou que elas foram carregadas por icebergs."


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Necroturismo: os cemitérios mais famosos do mundo, segundo a Forbes

Dentre os muitos motivos para se fazer turismo, um que chama a atenção é a que leva as pessoas a procurar cemitérios.

Seja porque neles estão pessoas famosas, seja pela arquitetura ou por um aspecto histórico particular, há alguns que atraem milhares de viajantes a cada ano. A revista Forbes divulgou uma matéria com os cemitérios mais famosos do mundo. Confira.


1.Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA





Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana.

A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.


2.La Recoleta - Buenos Aires, Argentina





O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres.

Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças.

Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.



3.Trinity Churchyard - Nova York, EUA






Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária.

Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.



4.Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA





Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta.

E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral.

Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.




5.Hollywood Forever - Hollywood, EUA






O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia.

É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado.

À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o "Hollywood Forever", hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.




6.Mt. Auburn - Cambridge, EUA





Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto.

Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.



7.Père Lachaise - Paris, França







É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison.

A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.



8.Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca





Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada.

Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka.

O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.




9.San Michele - Veneza, Itália






É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de "ilha dos mortos".

É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.



10.St. Louis - Nova Orleans, EUA





Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos.

O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.



No Brasil





Aqui, em terras brasileiras, o Cemitério da Consolação, o mais antigo dos 22 em funcionamento na cidade de São Paulo, é o mais famoso.

Foi inaugurado em 1858 e é morada eterna de muitas figuras célebres da história do País. Se nos seus inícios ele abrigava democraticamente gente de todas as cores e classes (do patrão ao escravo, todos iguais no final da vida), no início do século XX ele virou objeto de desejo dos mais ricos.

Como efeito, ter uma parcela eterna aqui virou símbolo de prestígio, o que levou a uma subida dos preços e a um florescimento das esculturas suntuosas, produzidas por alguns dos artistas mais renomados da época.

Por isso, hoje o passeio é considerado referência não apenas por necrófilos, mas também por amantes das artes -escultura e a chamada arte tumular.

Foi esta corrida de dondocas e figurões que fez com que neste espaço do bairro da Consolação, perto do Centro e da Avenida Paulista, descansem os ossos de muitas personalidades importantes, como a tríade Modernista: Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Os Alcantara Machado, pai e filo: o escritor modernista Antonio e o jurista José .

Os presidentes Campos Sales e Washington Luís e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, o escritor Monteiro Lobato, o acordeonista Mario Zan e santos populares como Antoninho da Rocha Marmo.

Destaque especial para o faustoso mausoléu da família Matarazzo, considerado o maior da América Latina: do subsolo ao topo são 25 metros, com uma área de 150 metros quadrados.



Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

Extinção em massa não foi causada por cometa, diz pesquisa

Imagem de satélite dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, atingidos por uma frente fria que durou 1.300 anos


O impacto de um cometa não deu início a uma frente fria que durou 1.300 anos e extinguiu a maior parte da vida na América do Norte, cerca de 12,9 mil anos atrás.

Ainda que ninguém conteste a ocorrência desse período de frio intenso, conhecido como "Dryas recente", mais e mais pesquisadores vêm encontrando dificuldades para confirmar um avaliação conduzida em 2007, segundo a qual uma colisão teria deflagrado a mudança.

O estudo anterior afirma que a queda na temperatura, e mais incêndios causados pelo suposto impacto, extinguiram os tigres de dentes de sabre, mastodontes e outros animais gigantescos, e podem ter causado o declínio de uma civilização anterior conhecida como "cultura Clóvis".

A pesquisa de 2007 combinava artefatos arqueológicos e grãos magnéticos extraterrestres encontrados em amostras de solo recolhidas de uma fina camada de sedimento encontrada em toda a América do Norte.

A equipe responsável pela pesquisa, liderada por Richard Firestone, químico nuclear do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, também descobriu o que ele define como traços de carvão e pedaços microscópicos de carbono, de intensos incêndios causados pela colisão.

No entanto, novas pesquisas cujos resultados foram apresentados em uma reunião da Sociedade Geológica da América, esta semana, em Portland, Oregon, contestam todas essas constatações.


Terras úmidas e minimeteoritos



Nicholas Pinter, geólogo da Universidade do Sul de Illinois, argumentou que as camadas negras descritas como carvão pela pesquisa de 2007 não constituem efetivamente carvão. Em lugar disso, são uma forma muito antiga e escura de terra formada em terras úmidas do passado, afirmou Pinter.

"É uma interpretação equivocada daquilo que essas camadas representam", ele disse. Da mesma forma, as pequenas quantidades de carbono "não estão unicamente associadas a incêndios de alta intensidade", ele disse.

Quanto aos grãos magnéticos, eles podem bem ter vindo do espaço exterior. Mas é provável que os grãos provenham das cerca de 30 mil toneladas de minúsculos meteoritos que caem na Terra a cada ano.

Ele encontrou grãos semelhantes em concentrações iguais ou ainda maiores em diversas outras camadas, datadas de períodos diferentes.


Evolução de estilo



Vance Holliday, arqueólogo da Universidade do Arizona, acrescentou que não existe sinal de que a extinção da cultura Clóvis esteja relacionada a uma colisão de cometa com a Terra.

Por volta da época em que surgiu a frente fria, o estilo das pontas de pedra usadas nas lanças dessa cultura mudou, e segundo Firestone e seus colegas isso representaria indicação de que os povos da cultura Clovis teriam declinado devido ao impacto do cometa.

Mas Holliday disse que isso reflete uma evolução normal de preferências. Ele comparou os desenhos das pontas de lança à aparição - e desaparição -de rabos-de-peixe nos automóveis clássicos.

"Não sabemos ao certo o que o estilo representa em termos de registro arqueológico", ele afirmou. O gosto "vai e vem, e não sabemos por quê". Mas "um impacto extraterrestre representa uma solução desnecessária para um problema arqueológico que nem mesmo existe".


Firestone defende suas constatações



O proponente original da teoria sobre o cometa, Richard Firestone, defende sua tese. Ainda que ninguém seja capaz de provar que a cultura Clóvis tenha desaparecido naquela época, ou como, o número total de pontas de lança identificadas cai muito depois do período em questão, ele afirmou em mensagem de e-mail.

Da mesma forma, outras pesquisas demonstraram um hiato de mais de uma centena de anos entre os traços finais da cultura Clóvis identificados na América do Norte e os traços iniciais da cultura que a sucedeu na região, a cultura Folsom, apontou Firestone.

Quanto a outros indícios, a camada deixada pelo impacto do cometa é muito fina, ele declarou à revista australiana Cosmos, e é fácil ignorá-la sem querer caso as amostras tenham sofrido diluição por terra proveniente de camadas adjacentes.

Pinter, da Universidade do Sul do Illinois, também está errado sobre o carvão e sobre os fragmentos de carbono, ele acrescentou. Essas substâncias não estão dispersas da mesma maneira que a terra, e só podem ser localizadas em uma banda estreita de sedimentos.

Além disso, os grãos magnéticos não têm a mesma composição dos que costumam ser encontrados nos pequenos meteoritos típicos, ele disse.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Comunicação com os Mortos

É possível se comunicar com os mortos? Para evitar fraudes de mediuns, desenvolveram o teste da Senha. Esta matéria vem explicar o que é este teste.

... Logo após os primeiros passos da pesquisa, os próprios pioneiros passaram ao contra-ataque. Isto é, não ficaram somente na espera de casos espontâneos e na observação dos fenômenos apresentados pelos médiuns, senão que passaram a arquitetar experiências em certas condições ou características que pudessem garantir se de fato havia ou não comunicação dos mortos.

Um dos fundadores da Sociedade de Pesquisas Parapsicológicas, o Dr. Myers, tomou a iniciativa. O pesquisador, em absoluto segredo, deve colocar uma frase-senha num envelope fechado e lacrado e deixá-lo sob a vigilância da Sociedade. O envelope devia ficar lacrado até depois da morte do pesquisador.

Por outra parte, por mais dados de “identificação” que aparecessem, se não aparecesse a senha seria prova irretorquível de que não se trata de comunicação dos espíritos dos mortos, mas sim de telepatia entre vivos.

Myers escolheu uma senha que não fosse facilmente dedutível por alguém que o conhecesse bem. Após a morte de Myers, numerosos médiuns afirmaram receber comunicações de seu espírito. Especial destaque foi dado a prestigiada médium Sra. Thompson por suas maravilhosas qualidades de adivinhação. Bastante tempo depois, também, encheu de esperanças outra médium psicógrafa, famosíssima e culta, a Sra. Verral: perfeitamente “identificou” o espírito de Myers. Por fim, quase quatro anos após a morte de Myers, a Sociedade de Pesquisas Parapsicológicas decidiu abrir o envelope. E o fracasso foi contundente e cruel: nenhum de tantos parlapatões médiuns nem as estrelas Sras. Thompson, Verral, Piper e Willer apresentaram absolutamente nada que tivesse o mínimo parecido com a senha.

Visivelmente decepcionado pelo fracasso da experiência de Myers, o Dr. Hodgson jurou que ele, após sua morte, conseguiria, ou então todos deveriam renunciar definitivamente à hipótese da comunicação dos espíritos.

Deixou uma senha num envelope lacrado e selado, guardado no cofre da Sociedade. Morreu subitamente. A Sra. Piper, com efeito, recebeu muitas mensagens. O “espírito de Hodgson” conversava, discutia, animava os outros pesquisadores, exaltava o espiritismo.

Em 69 sessões com a Sra. Piper, o “espírito de Hodgson” mostrava todo o seu desejo de provar, dia após dia, a comunicação e a sua identidade. A médium remedava inclusive a voz de Hodgson, com perfeição. Para os espíritas, “agora sim”. Tinham certeza... Com ar de triunfo, esperavam a abertura do envelope. Abriu-se. Agora, também não! Da senha, nem vestígio! Nem Hodgson conseguiu! Agora todos deveriam renunciar definitivamente à hipótese da comunicação. Como a própria Piper haveria de concluir: “Devo dizer em verdade que não creio que os espíritos jamais tenham se comunicado por intermédio de mim em transe. Jamais disse alguma coisa que não estivesse latente no meu espírito ou no espírito de qualquer outra pessoa presente ou, enfim, no espírito de alguma pessoa ausente, mas viva em alguma parte deste mundo”. No presente ou no passado e mesmo no futuro. Mas viva. Telepatia entre vivos.

2 - MORTO, QUAL É A SENHA? (2.º de 3)

Acima vimos que os fundadores da Sociedade de Pesquisas Parapsicológica, internacional, organizaram a experiência em série de guardar em vida uma senha para ser revelada depois da morte. Sem a senha, certamente não seria comunicação dos mortos, senão telepatia entre vivos.

Williams James, o famoso filósofo e psicólogo da Universidade de Harvard, quis ele próprio colaborar na experiência da senha.

Pouco antes de morrer, enviou desde EUA carimbado o envelope com a senha. Guardou-se cuidadosamente no cofre da Sociedade.

Um mês após a morte já começaram os médiuns de diversos lugares a afirmarem que estavam recebendo mensagens de W. James. Por exemplo, o Sr. Ayer, presidente do “Tabernacle Spirite” garantia que estava em comunicação com o sábio pesquisador americano. E a afirmação fez tanta mais força quanto que publicava em nome de Williams James: “Eu acabo de acordar para uma vida que supera tudo o que eu pude conceber durante toda a minha vida terrestre, ‘dizei aos meus amigos que eu lhes transmitirei uma mensagem que lhes provará claramente minha personalidade’”.

Os pesquisadores pensavam que poderia tratar-se precisamente de senha. A esperança, especialmente dos espíritas, era tanto maior quanto que o “espírito de W. James” acabava de assegurar que “acordara para uma vida que superava tudo o que pode conceber...”. Sem dúvida plena lucidez! O entusiasmo que viu nos pesquisadores animou mais ainda o Sr. Ayer, que ficou cheio de confiança que os convenceria...

Mas... quando mais ou menos veladamente exigiram a senha..., o Sr. Ayer contrariando a lucidez que até agora atribuíra ao “espírito”, desculpou-se alegando que “como todos aqueles que acabem de morrer, James encontrava-se um pouco perturbado pela passagem à nossa vida. Ainda não encontrara a calma necessária para revelar-nos os mistérios do além, mas não tardaria!”

Queriam a senha. Não os mistérios do além. Só a senha. “Não tardaria”, acontece que a Sociedade ainda está esperando...

Camille Flammarion quando jovem, foi colaborador íntimo de Allan Kardec. Cesare Lombroso foi famoso psiquiatra e jurista. Ambos estavam profundamente interessados na experiência da senha. Deixaram suas senhas em envelopes lacrados.

Enquanto “esperava” o tempo de cumprir a promessa, Flammarion induziu a Sra. Werner, desenganada pelos médicos, a realizar a experiência. E foi total o fracasso nada menos que com Eusapia Palladino, a mais famosa médium de todos os tempos.

Ao seu tempo morreram Lombroso e Flammarion. E... até hoje não apareceram as senhas de nenhum dos três!

Provavelmente ninguém estava mais decepcionado do que Sir Oliver Lodge. Tendo morrido seu filho Raymond, Lodge estava doentiamente convencido de que recebia mensagens do além... O famoso físico garantia cada dia mais que quando ele próprio morresse, provaria a comunicação...

Deu-se a si mesmo bastante tempo para reestruturar-se no além (!?), ou para poder requerer aajuda de outros “desencarnados” realmente em condições de ser “espíritos-guias”: O envelope só poderia ser aberto muito depois da morte de Lodge. Assim também dava muito tempo aos intentos de muitos médiuns...

A Sociedade de Pesquisas carimbou com seu selo o envelope a 10 de junho de 1930. Morreu dez anos mais tarde, a 22 de agosto de 1940. Mas o envelope só poderia ser aberto a 19 de maio de 1951. Entre a escrita e abertura, 24 anos!

A quantidade de médiuns que aceitaram o desafio é inumerável. “Oficialmente”, apresentaram-se à Sociedade e ela controlou nada menos que 130 médiuns de prestígio. E a senha? Abriu-se o envelope na data prevista. Expectativa enorme... Ninguém adivinhara! A Sociedade divulgou que se tratava de quinze notas musicais. E nem assim, até hoje NINGUÉM reproduziu a senha!

Gurney e Sidgwick, que com Myers foram os principais fundadores da Sociedade deixaram também suas senhas.

Com a médium Sra. Willet manifestaram-se com toda a naturalidade e facilidade os “espíritos” de Gurney e de Sidgwick junto com os “espíritos” de Hodgson e de Myers. Todos convencidíssimos com tão maravilhosas e abundantes “provas de identificação”. Mas das senhas, precisamente das senhas, experiências de que tanto fizeram questão em vida, nada!

O espírito de Conan Doyle, apesar de ter sido em vida tão entusiasta do espiritismo, NÃO apresentou a senha até hoje, pese a que numerosíssimos médiuns afirmaram e ainda afirmam receber mensagens do célebre novelista inglês.

3 A EXPERIÊNCIA DA SENHA (3.º de 3)

Acima, vimos que os cientistas após a morte nunca conseguiram vir revelar a senha que em envelope lacrado deixaram na Sociedade de Pesquisas Parapsicológicas.

E conseguiu alguém fora da Ciência?

Houdini foi um dos melhores mágicos, e em evasões certamente o melhor de todos os tempos. Houdini morreu em outubro de 1926. Em 1929, a revista Graphic de New York explicava que Harry Houdini, pouco antes de sua morte, prometera que tentaria volver, se é que havia comunicação, e que como prova deixara com sua esposa, Beatrice, uma senha que só ele e ela conheciam. Mais ainda, comunicava também que Houdini estabelecera um prêmio de 10.000 dólares (soma muito elevada naquela época!) ao médium que recebesse a senha. A revista comunicava também que a senha constava de duas palavras.

Os juízes não concederam a ninguém o prêmio de 10.000 dólares.

Houve outra senha desconhecida de todos, em envelope lacrado, e para ser aberto após dez anos. Durante dez anos a viúva Beatrice freqüentou, numerosíssimas sessões de espiritismo. Em 1936, depois de célebre e quase pública sessão anunciada como último intento de contato, publicou que a senha nunca aparecera.

Em 1969, quando a BBC de Londres realizou um documentário para a tevê sobre a vida de Houdini, referiu que nenhum médium jamais apresentara nenhuma de outra senha de Houdini.

No Brasil, Monteiro Lobato prometera fazer largo uso da mediunidade psicográfica de Francisco Cândido Xavier – mas a fim de evitar mistificações - receoso das mortificações impostas a outros escritores nossos pela mediunidade nacional, deixou com Godofredo Rangel – diretor de dois jornais cariocas – senhas por que se daria a conhecer, caso baixasse. Monteiro Lobato morreu em São Paulo, em 1948. Chico Xavier, que não adivinhou nem a existência da “senha”, logo imitou o estilo. E os espíritas ficaram convencidos, como ficaram convencidos de que os melhores escritores brasileiros continuam suas obras pela psicografia do médium mineiro. Só que com Godofredo Rangel logo o desmentiu: faltavam as senhas.

Dona Ruth Fontoura – do Laboratório Fontoura - tem e mostrou ao nosso diretor padre Oscar Quevedo – outra senha deixada por Monteiro Lobato em envelope fechado e desconhecida por todos. Quando após as imitações de Chico Xavier foi aberto o envelope, nada de senha. A imitação de estilo de Monteiro Lobato é habilidade e mérito - não pequeno - de Chico Xavier, nada tendo a ver com a comunicação espírita do autor de “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

O mesmo há que dizer, portanto por analogia, a respeito dos outros autores de língua portuguesa que Chico Xavier leu e imita... Em alemão, porém, em latim – língua de quem seria seu “espírito-guia”! –, nem sequer em espanhol – quase igual ao português – o “papa do espiritismo brasileiro”, ou só mínimas frases, bem curtas, manifestamente aprendidas de cor... Imitação de estilo, “ao modo de...”. Sem a senha e contra qualquer outra prova científica.

Freqüentemente nos livros dos mestres do espiritismo, ao tratar da experiência da senha, incluem-se casos que, embora tenham alguma analogia com esta experiência, na realidade não encaixam nela, como “O Ouvido de Diunysius”, que já fora expressamente citado dois anos antes da morte do Dr. Verral; a senha não secreta de Stead; o caso do Sr. Knox, onde o sobrevivente conhecia a senha e estava presente quando a médium adivinhou etc.

A senha poderia sair alguma vez, várias vezes, até muitas vezes. O importante e a comparação numérica dos êxitos “depois da morte” teriam que ser muito numerosos em comparação com os êxitos “antes da morte”. Mas foi plenamente ao contrário: Êxitos “antes da morte” em experiências mal arquitetadas, houve muitos; êxitos “depois da morte” nas condições científicas, não houve nenhum! Absolutamente nenhum! Por quê? Se a senha tivesse que provir dos espíritos dos mortos de quem nunca saiu e certamente nunca sairá, a comunicação dos mortos seria milagre de Deus. E Deus nunca faria um milagre como resposta a magia, que Ele proibiu.

Pretender com técnicas naturais obter efeitos sobrenaturais é magia e, portanto, herética, e, portanto, “vã esperança”, impossível.

Por Luiz Roberto Turatti, aluno do Centro Latino-Americano de Parapsicologia, CLAP (www.clap.org.br), dirigido pelo Prof. Dr. Padre Oscar González-Quevedo, S.J.

Esse artigo já foi publicado em:
- “Tribuna do Povo”, Araras/SP (Brasil), sábado, 18/3/1995;
- “Jornal de Parapsicologia”, Braga (Portugal), março/1997;
- Usina das Letras



Fonte: sobrenatural.org

O Álbum dos Mortos

Assim que o daguerreótipo, processo fotográfico inventado pelo francês Louis Daguerre em 1837 foi se popularizando, começaram a aparecer as primeiras fotografias post mortem. Os álbuns dos mortos eram uma espécie de negação da morte ao mesmo tempo que tornavam-se coisas guardadas pela família para lembrar dos entes queridos. Além disso, fotos nesta época eram um grande luxo. Essa atividade tornou-se tão comum durante o século XIX que quase todos os membros da sociedade podiam pagar por uma foto. Tal fenômeno se difundiu tanto na Europa e naAmérica do Norte que muitos fotógrafos passaram a se especializar nesse tipo de fotografia. No princípio, os corpos eram retratados como se estivessem dormindo, o que dava aos mesmos uma imagem de naturalidade e "descanso eterno". Porém, também se tornou comum retratar os mortos simulando alguma atividade cotidiana que permitia que a imagem desse a impressão de que ainda estavam vivos. Dada a circunstância de fotografar a pessoa ainda fresca, eram criados verdadeiros cenários elaborados com composições muitas vezes complexas de estúdio para fazer os álbuns dos mortos. Em outros casos, depois de instalado o rigor mortis, era necessário inventar situações complicadas para a foto ficar natural. Isso envolvia colocar calços sob cadeiras e inclinar a maquina para que a cena se ajustasse a posição fixa do cadáver. Tornou-se comum também a presença de pessoas vivas nas fotos. Pais segurando seus bebês falecidos no colo como se estivessem apenas embalando seus pequenos enquanto estes dormiam tranqüilamente. Fotografias de grupos, todos mortos, ou com parentes vivos em volta do falecido, cuja aparência não indicava de forma alguma sua real condição. As fotografias post mortem de figuras religiosas geralmente os mostrava sentados com um crucifixo nas mãos ou outro objeto similar.

Como as fotografias post mortem foram ficando cada vez mais populares e comuns, não havia muita variedade nas posições dos cadáveres. Nos anos 30 do século XX, as fotografias eram tiradas momentos antes do enterro, durante o velório ou antes do cadáver ser depositado no caixão.

Ao passar dos anos, já não havia a necessidade de fotografar os mortos em simulações de vida. Adornos, como flores por exemplo, eram incluídas nas fotos, dando plena consciência da real condição da pessoa.

Com a invenção de máquinas fotográficas mais modernas, a prática de fotografar pessoas vivas em situações cotidianas e normais se tornou mais popular e mais agradável aos nossos olhos.

Atualmente em nossa sociedade moderna, as fotografias post mortem são consideradas por muitas pessoas como bizarras e assustadoras.

A falta de vida, de reação, nos causa desconforto e assombro. Mas ainda hoje, em alguns lugares, se fotografam os mortos. Talvez remexendo fotos antigas naquela caixa velha ou no báu guardado no porão, você possa encontrar alguma recordação de um parente "adormecido".

Veja uma Galeria de imagens


Pai segurando o filho (ambos estão mortos).


A mulher do meio está morta.




Fonte: sobrenatural.org

A música dos mortos

Rosemary Brown, uma viúva londrina, tinha um piano, mas seus conhecimentos musicais não eram suficientes para tocá-lo. Ela conhecia apenas um músico - um ex-organista de igreja, que tentara ensiná-la a tocar o instrumento. De súbito, o mundo musical e o resto de Londres viram-se pressionados a explicar como, em 1964, Rosemary começou a compor peças musicais que pareciam ter sido escritas pelos grandes mestres.

Na verdade, Rosemary Brown autoproclamava-se clarividente; sua mãe e avó também seriam médiuns. Ela contou que Franz Liszt, que a "visitara" certa vez em uma visão quando ela era criança, apareceu a sua frente e começou a trazer-lhe partituras de compositores como Beethoven, Bach, Chopin e outros. Cada um deles ditava sua própria música. Às vezes, disse ela, os músicos controlavam suas mãos, movendo-as de acordo com o estilo musical adequado; outras vezes, eles apenas ditavam as notas. Entre as obras que Rosemary produziu estão incluídas as conclusões da Décima e da Décima Primeira Sinfonia de Beethoven, que ficaram inacabadas devido à morte do compositor; uma sonata de Schubert de quarenta páginas; e numerosas obras de Liszt e outros.

Rosemary Brown obteve destaque na mídia nos anos 70. Apareceu em programas de TV dentre eles um documentário para a emissora britânica BBC, em abril de 1969. Nesta ocasião, chegou a "psicografar" diante das câmeras uma partitura inédita de Liszt. A peça produzida chamava-se Grübelei e era de elevada dificuldade técnica: possuía seis sustenidos na clave e compassos distintos para as mãos: 5/4 na direita e 3/2 na esquerda. Ao fim da psicografia, Brown afirmou que a peça era difícil demais para ela própria executar. Um pianista profissional então se ocupou de tocá-la. Posteriormente, a peça Grübelei foi analisada por Humphrey Searle, compositor britânico e grande estudioso de Liszt, que ressaltou, em seu artígo, as harmonias avançadas e a tonalidade típica das últimas composições de Liszt.

Músicos e psicólogos examinaram as partituras e investigaram tanto as músicas quanto os testemunhos de Rosemary. Embora alguns críticos tenham descartado a possibilidade de que a obra tenha sido copiada, ou que não tenha sido bem copiada, outros ficaram impressionados com o nível do trabalho. Todos concordaram que cada peça produzida por ela foi definitivamente escrita no estilo do compositor ao qual era atribuída.

Ninguém encontrou provas de que Rosemary pudesse estar mentindo, e os estudiosos, em sua maioria, afirmaram que ela estava sendo sincera. Música de qualidade ou não, o fato inegável é que era música muito além da capacidade de Rosemary Brown. Liszt, no entanto, decepcionou Rosemary em um aspecto. Em sua primeira visita, segundo declarações da clarividente, o compositor prometeu transformá-la um dia em grande virtuose. Não obstante, ela continuou sendo uma pianista medíocre.

Talvez esse seja o motivo pelo qual, ainda conforme Rosemary, os compositores, que ditavam suas músicas a ela em inglês, freqüentemente levantavam as mãos e gritavam Mein Gott! (Meu Deus!).


Fonte: sobrenatural.org

Laboratório dos EUA pesquisou fenômenos paranormais por 60 anos


Em uma de suas frases de efeito mais conhecidas, Albert Einstein teria dito, segundo sua secretária: "Eu jamais acreditaria em fantasmas, mesmo que eu visse um".

Vinda de um físico, essa atitude pode parecer brusca, já que a física sempre se inspirou em observações de fenômenos aparentemente estranhos.

Em se tratando mesmo de eventos fantasmagóricos, porém, a ciência parece não ter chegado a um consenso sobre como tratá-los, seja para prová-los, seja para simplesmente descartá-los.

Em parte, a crença em coisas como telepatia e psicocinese ainda existe porque poucos acham hoje que vale a pena gastar tempo (e queimar a reputação) tentando estudá-las.

Pelo menos um homem sério, porém, já teve a coragem (ou a imprudência) de embarcar na empreitada de tentar levar a parapsicologia para um laboratório. Sua história é contada no recém-lançado "Unbelievable" ("Inacreditável"), da jornalista americana Stacy Horn.

O aventureiro em questão foi o botânico Joseph Banks Rhine, que decidiu mudar de área e conseguiu apoio para montar um laboratório de parapsicologia na prestigiosa Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), em 1935. Eram outros tempos.

Na época, a comunidade científica não era tão avessa a questões espirituais, e Rhine tinha certa reputação, ainda. Interessado num problema que era considerado aberto, antes de ter seu laboratório o cientista ganhou reputação ao desmascarar falsos médiuns.

Intrigado com relatos em que não parecia haver fraude, porém, Rhine decidiu usar o laboratório para verificar se, em experimentos controlados, coisas como telepatia e clarividência de fato apareciam.

E apareceram. Mas, como esperado, a interpretação dos resultados não é bem algo que se possa chamar de consenso.

Por décadas, Rhine e seus colegas foram à caça de médiuns para testá-los em um engenhoso experimento bolado em seu laboratório na Duke: adivinhação de cartas.

Ao longo dos anos, cientistas testaram laboriosamente a habilidade de voluntários repetidas vezes até formar, com cada um deles, um corpo de dados que tivesse alguma significância estatística.

Outro teste era feito com dados. Pessoas com suposta habilidade de telecinese eram avaliadas enquanto tentavam influenciar os resultados obtidos movendo os cubos de resina com a força da mente.


Clarividência


O acervo do laboratório registra mais de 10 mil sessões de testes, a maioria deles decepcionantes. Alguns poucos voluntários, porém, conseguiam adivinhar cartas com taxa de acerto maior do que se esperaria por puro acaso.

E lá estava a prova de que a clarividência existiria: planilhas mostrando que alguns poucos voluntários tinham obtido sucesso que não é explicável apenas pela sorte.

Qualquer pessoa com um mínimo de ceticismo, claro, torce o nariz. Quem garante que o próprio Rhine não estava trapaceando?

Horn dedica boa parte do livro a mostrar como o cientista conseguiu proteger razoavelmente bem os seus dados de críticas de manipulação.

Sem uma teoria minimamente plausível para explicar seus experimentos, porém, o laboratório da Duke também não conseguiu convencer grupos sérios de outras universidades a tentarem reproduzir os experimentos.

E, mesmo que o bombardeio dos céticos nunca tenha cessado, o laboratório acabou sendo mais vítima da descrença de amigos.

Planilhas cheias de números, claro, não são tão interessantes quanto relatos anedóticos de "poltergeists" e histórias de fantasmas.

O laboratório até chegou a investir um pouco em "pesquisa de campo", investigando casos supostamente reais que inspiraram os filmes "Poltergeist" e "O Exorcista", mas Rhine rejeitou levar ao periódico "Journal of Parapsychology" estudos que não tivessem um corpo de provas rígido.

Muitos dos filantropos que bancavam o laboratório, porém, estavam interessados mesmo era em contatar entes queridos no além.

Não queriam saber de dados e baralhos. E financiadores mais benevolentes, como a Fundação Rockefeller, também acabaram se vendo com reputação ameaçada.

Na década de 1960, Rhine fez algumas tentativas de reavivar o laboratório, entre elas a de receber o psicólogo Timothy Leary para testar se o LSD poderia dar habilidades de clarividência a pessoas normais. Aparentemente, foi divertido, e só.

O dinheiro para pesquisa em parapsicologia foi aos poucos indo embora. A Duke nunca fechou oficialmente o laboratório, hoje batizado de Centro Rhine.

A Associação Americana para o Avanço da Ciência, apesar de não dar mais crédito ao tema, nunca desfiliou a Associação de Parapsicologia de Rhine. O físico John Wheeler, na década de 1970, defendeu isso, mas não foi atendido.

O livro de Horn, porém, talvez seja condescendente demais com Rhine ao descrever o debate de parapsicólogos contra céticos como um "empate".

Aí talvez valha uma velha regra: alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. Acredite quem quiser que as planilhas de Rhine são a prova da clarividência.

Em se tratando de jornalismo, porém, um cético de mente mais fechada dificilmente levantaria a história fascinante que Horn esquadrinhou.


Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito

Múmias de Animais

Uma gazela de estimação de uma rainha era mumificada com a mesma pompa de membros da família real. Envolta em bandagens e posta num caixão de madeira feito sob medida, ela seguiu sua dona ao túmulo por volta de 945 a.C.


Embrulhados em linho e encerrados com toda reverência em jazigos, as múmias de animais guardam pistas intrigantes sobre a vida e a morte no Antigo Egito.



Por A. R. Williams


Em 1888, ao escavar a areia nas proximidades do vilarejo de Istabl Antar, um fazendeiro egípcio descobriu uma sepultura coletiva.

Os corpos não eram humanos. Eram de felinos - um número assombroso de gatos da Antiguidade mumificados e enterrados em covas. Alguns envoltos em linho ainda pareciam apresentáveis e uns poucos exibiam caras enfeitadas.

As crianças do vilarejo ofereciam os melhores espécimes aos turistas por qualquer troco. O resto era vendido a peso como fertilizante.

Um navio chegou a transportar cerca de 180 mil gatos mumificados para Liverpool, uma carga que pesava algo como 17 toneladas, para serem espalhados pelos campos da Inglaterra.

Eram os idos tempos das expedições que escavavam por toda parte no deserto em busca de tumbas reais com esquifes e máscaras de ouro.

Os muitos milhares de animais mumificados que apareciam não passavam de coisas a serem removidas para dar passagem ao que de fato interessava. Pouca gente dedicou-se a estudar esse material, e sua importância era ignorada.

No século seguinte, a arqueologia tornou-se menos uma caça aos troféus e mais uma ciência. Os escavadores se deram conta de que boa parte da riqueza dos sítios repousa na multidão de detalhes sobre pessoas comuns. As múmias de animais são parte importante dessa empreitada.

"Eles são de fato manifestações da vida cotidiana", afirma a egiptologista Salima Ikram. "Bichos de estimação, comida, morte, religião.

Essa é a gama de interesses dos egípcios." Especialista em zooarqueologia – o estudo dos despojos de animais antigos -, Salima ajudou a encaminhar nova linha de pesquisa direcionada a gatos e outras criaturas.

Como professora da Universidade Americana do Cairo, ela adotou a negligenciada coleção de animais mumificados do Museu Egípcio no âmbito de um projeto. Ao realizar mensurações precisas, espiar sob as bandagens de linho com raio X e catalogar suas descobertas, Salima criou uma ala para a coleção.

"Você olha para esses animais e, de repente, diz 'Ah, o rei tal tinha um bicho de estimação. Eu também tenho'. E eis que os antigos egípcios saltam os mais de 5 mil anos que nos separam deles para se tornar gente como a gente."


É provável que este cão de caça, cujas bandagens caíram há muito tempo, pertencesse a um faraó. Como bicho de estimação da realeza, ele "deve ter sido alimentado com pedacinhos de comida fáceis de mastigar e mimado até não mais poder", diz Salima Ikram. Foi sepultado no Vale dos Reis.

As múmias de animais são agora uma das atrações mais populares no museu. Atrás de painéis de vidro jazem gatos envoltos em bandagens de linho, formando desenhos de diamantes, listras, quadrados e xadrês; musaranhos acondicionados em recipientes de pedra calcárea; carneiros em embalagens adornadas de contas; um crocodilo de carapaça, com 5 metros de comprimento, que havia sido enterrado ostentando múmias de jacarezinhos bebês dentro de sua bocarra; fardos recobertos de intrincados apliques contendo íbis, a ave de pernas longas e bico fino encurvado, endêmica ao longo do rio Nilo; gaviões; peixes. Até mesmo pequeninos escaravelhos com as bolotas de fezes que eles comiam.

Alguns animais eram preservados para que seus falecidos donos tivessem companhia na eternidade.

Os antigos egípcios abonados preparavam suas tumbas com toda pompa, na esperança de que seus pertences pessoais estivessem disponíveis por vias mágicas depois da morte.

A partir de mais ou menos 2950 a.C., os reis da primeira dinastia eram sepultados em seus complexos funerários, em Abidos, com cachorros, leões e burros.

Mais de 2,5 mil anos depois, durante a 30ª dinastia, um plebeu de Abidos chamado Hapi-men foi levado ao jazigo com seu cachorrinho encolhido a seus pés.

Também mumificavam alimentos para os mortos. Os melhores cortes de carne, patos suculentos, gansos, pombos eram salgados, desidratados e envoltos em linho.

"Provisões mumificadas", diz Salima Ikram. "Pouco importava se a pessoa tivesse ou não tido acesso a esses alimentos durante a vida. O fato é que, depois da morte, eles estariam lá à disposição."


Os mais íntimos segredos das múmias vieram à tona em um recente estudo. Um esquife de madeira em forma de gato recoberto de gesso e caiado para imitar pedra calcárea, de 37 centímetros, apequena o bichano lá dentro (raio X, na próxima imagem). Bandagens em espiral e uma máscara abrigam um gato (nesta foto), um dos muitos felinos sepultados como oferendas nas areias de Istabl Antar.

Alguns animais eram mumificados por serem os representantes vivos de uma divindade. A cidade de Mênfis, capital do Antigo Egito durante boa parte de sua história, cobria 50 quilômetros quadrados no seu ápice, em torno de 300 a.C., com uma população de cerca de 250 mil habitantes.

Hoje, a maior parte de sua glória jaz sob a aldeia de Mit Rahina. No entanto, ao longo de uma estrada poeirenta, as ruínas de um templo se erguem entre tufos de grama.

Era ali o local em que se embalsamava o touro Ápis, um dos mais reverenciados animais daquela época.

Símbolo de força e virilidade, o Ápis tinha ligações estreitas com o rei. Ele era meio animal e meio deus, e foi eleito para veneração por causa de um conjunto incomum de marcas que ostenta no corpo: um triângulo branco na testa, formas esbranquiçadas de asas nos quartos dianteiros e traseiros, a silhueta de um escaravelho na língua e pelo duplo na ponta do rabo.

Descoberta em 1914 no local onde ficava Abydos, uma íbis votiva usa a coroa elaborada de Osíris, senhor da vida após a morte. Tecido endurecido forma os dois chifres horizontais do adorno de cabeça, um disco solar e uma coluna central alta ladeada por duas penas. (Museu Egípcio, Cairo, CG 29868)


Ao longo de sua vida, era mantido em um santuário especial, onde se via paparicado pelos sacerdotes, adornado com ouro e joias e adorado pelas multidões.

Ao morrer, acreditava-se que sua essência divina migrava para outro touro, deflagrando, então, a busca por esse novo escolhido.

Nesse meio tempo, o corpo do falecido era transportado para o templo e depositado em um leito de travertino (um tipo de rocha calcárea), trabalhado com primor.

A mumificação demorava pelo menos 70 dias - 40 para secar o enorme repositório de carne e 30 para cingi-lo de bandagens.

No dia do enterro do touro, os citadinos assomavam às ruas para presenciar esse momento de luto. Soltando lamúrias, eles se apinhavam no trajeto até a catacumba.

Seguindo em procissão, os sacerdotes, os cantores do templo e as augustas autoridades depositavam a múmia na rede de túneis em abóbada escavados nas formações rochosas de calcáreo.


As formas de uma ave de rapina contêm apenas ossos.


Ali, encerravam o animal mumificado em um sarcófago de granito ou madeira. Nos séculos vindouros, porém, a santidade do lugar seria violada por larápios que, forçando a tampa do sarcófago, saqueavam as múmias à procura de seus ornamentos. Nem uma única tumba do touro Ápis resistiu intacta.

Diferentes animais sagrados eram reverenciados. Salima acredita que a idéia de tal divindade surgiu no alvorecer da civilização egípcia, época em que chuvas mais pesadas que as atuais tornavam a terra verdejante e fértil.

Convivendo com os animais, as pessoas passaram a associá-los a divindades de acordo com os hábitos de cada bicho.

Os crocodilos, por exemplo. Por instinto, eles depositam seus ovos na futura linha-d'agua no ápice das cheias anuais do Nilo, evento fundamental que irrigava os campos, permitindo ao Egito renascer ano após ano.

"Os crocodilos eram seres mágicos", diz Salima, "por terem essa habilidade de antever o futuro."

As indicações de que a cheia seria boa ou ruim eram importantes em uma terra de fazendeiros. Assim, com o tempo, os crocodilos tornaram-se símbolos de Sobek, um deus aquático da fertilidade, e um templo foi erigido em Kom Ombo, um dos lugares ao sul do Egito em que a cheia montante era observada em primeiro lugar todos os anos.

Naquele espaço sagrado, próximo da barranca do rio onde os crocodilos selvagens tomavam banho de sol, seus parentes cativos levavam uma vida mansa e, ao morrer, eram sepultados com os devidos rituais.


Sepultado com o cachorro (nas outras fotos), o babuíno guarda um segredo que ajudou a identificá-lo como bicho de estimação: um raio X revelou a falta de seus dentes caninos, removidos para impedir que mordesse os dedos reais.


As múmias eram, em sua maioria, objetos votivos ofertados durante os festivais anuais nos templos dedicados aos cultos de animais.

Esses encontros animavam os centros religiosos ao longo do Nilo. Os peregrinos chegavam às centenas de milhares.

A rota da procissão enchia-se de música e dança. Mercadores vendiam comida, bebida e lembranças. Os sacerdotes viravam homens de vendas, oferecendo tanto múmias enroladas com simplicidade como as mais elaboradas a quem podia pagar mais - ou achava que podia.

Com o incenso circulando por toda parte, os fiéis encerravam sua jornada depositando suas múmias no templo, em meio a orações.


Múmias votivas podem ser variáveis, mas nem sempre são o que parecem: o crocodilo é uma farsa - não tem nada ali dentro.



Alguns lugares eram associados a somente um deus e seu animal simbólico. Entretanto, antigos sítios de veneração, como Abidos, comportavam coleções completas de animais votivos mumificados, cada espécie relacionada a um deus em particular.

Em Abidos, terreno fúnebre dos primeiros governantes do Egito, as escavações revelaram múmias que aparentemente representavam Thoth, o deus da sabedoria e da escrita. É provável que os falcões evocassem o deus dos céus, Horus, protetor dos reis vivos.

Cães eram vinculados a Anúbis, o guardião dos mortos, com sua cabeça de chacal. Ao doar uma dessas múmias ao templo, o peregrino visava obter favores de seu deus. "A criatura estava sempre a sussurrar no ouvido da divindade: 'Aqui está seu devoto, seja bonzinho com ele'", explica Salima.

A partir da 26ª dinastia, por volta de 664 a.C., as múmias votivas tornaram-se bastante populares.

O país acabara de expulsar seus governantes estrangeiros e os egípcios sentiam-se aliviados por retomar suas tradições.

O negócio das múmias floresceu, empregando legiões de trabalhadores especializados. Os animais tinham de ser alimentados, cuidados, sacrificados e mumificados. Era preciso importar as resinas, preparar as bandagens e cavar as tumbas.

Apesar do significado religioso das oferendas, as fraudes grassavam na linha de produção. As análises de Salima com raio X revelaram toda variedade de abusos contra o consumidor: um animal mais barato substituindo um mais raro e caro; ossos ou penas no lugar do bicho completo; belas bandagens circundando nada além de barro. Quanto mais atraente a embalagem, maior a chance de fraude, constatou a cientista.

Para descobrir como os antigos embalsamadores trabalhavam - os textos da época silenciam -, Salima realiza experimentos de mumificação.

Para os insumos, ela visita o centro do Cairo e, em uma lojinha, um funcionário se vale de uma velha balança de cobre para pesar cristais cinzentos em pedaços.

Trata-se de natrão, o principal agente desidratante utilizado na mumificação, um tipo de sal que absorve umidade e gordura.

O natrão ainda é extraído a sudoeste do delta do Nilo, e é vendido para uso em faxina, como a soda cáustica.

No herbanário, a cientista encontra os óleos que farão com que corpos secos e duros se tornem flexíveis de novo, além de pedaços resinosos de olíbano que, derretidos, vão selar as bandagens.

O vinho de palmeira que os antigos usavam para lavar as cavidades internas dos corpos depois da evisceração é substituído por um gim local.


Um mussaranho em um caixão de pedra minúsculo identifica seu conteúdo com precisão.



A cientista começou mumificando coelhos. Eles têm um bom tamanho para se manipular e podem ser encontrados no açougue.

"Em vez de fazer guizado de coelho, eu dei a vida eterna", brinca ela. O coelhinho Flopsy - Salima batizou suas múmias - foi enterrado inteiro no natrão.

O corpo não durou dois dias. Gases se formaram dentro dele, e o bichinho explodiu. O coelho Tambor teve melhor sorte.

Seus pulmões, fígado, estômago e intestinos foram removidos. Depois, ele foi recheado com natrão e enterrado na mesma substância.

Fofinha, a próxima candidata, ajudou a resolver uma charada arqueológica. O natrão com que foi recheada absorveu tanto fluido corporal que a coelha ficou visguenta, malcheirosa, repelente. Salima removeu o natrão encharcado e o substituiu por saquinhos de linho cheios de natrão fresco.


A carne mumificada em exposição no Museu Egípcio do Cairo era preparada para o piquenique real no outro mundo. São patos, costelas e até um rabo de boi para sopa - tudo desidratado em natrão, envolto em linho e acondicionado num cesto de fibra de junco para o sepultamento de uma rainha.


Assim, ficava mais fácil remover o recheio quando ele estivesse encharcado, o que explicava a razão de se ter encontrado saquinhos similares em redutos de embalsamadores.

Pedro Coelho sofreu um tratamento diferente. Em vez de evisceração, foi-lhe aplicado um clister de aguarrás e óleo de cedro antes de ser colocado no natrão.

Heródoto, o famoso historiador grego, escreveu sobre tal procedimento no século 5 a.C., mas os estudiosos sempre discutiram o quanto isso era confiável.

Neste caso, o experimento provou que ele estava certo. As entranhas de Pedro Coelho se dissolveram, exceto o coração - único órgão que os antigos egípcios sempre deixavam no lugar.

Como os animais mumificados há mais de 3 mil anos, os bichos de Salima Ikram entraram felizes à posteridade.

Uma vez realizado o trabalho laboratorial, ela e seus alunos seguiram o antigo protocolo dos embalsamadores e envolveram todos os corpos em bandagens estampadas com palavras mágicas.

Recitando orações e queimando incenso, eles depositaram as múmias no armário de uma sala de aula, onde atraíram visitantes - inclusive eu.

Deixei ali minhas oferendas, desenhos de cenouras e símbolos que os antigos usavam para multiplicar por mil os presentes desenhados.

Salima Ikram me assegura que as imagens se tornam reais no outro mundo, e que seus coelhinhos estão agora muito alegres repuxando seus focinhos.



Fonte: National Geographic/arquivosdoinsolito

domingo, 1 de novembro de 2009

Bíblia seria prova de que ETs já estiveram na Terra

A existência da humanidade sobre a face da Terra está cercada pelo inexplicável. No entanto, os conhecimentos científicos da atualidade estão longe de esclarecer e revelar aquilo tudo que possa ter ocorrido e que ainda parece estar em uma espécie de cápsula do tempo da vida humana.

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Na Terra, indícios significativos levam a crer que, em vários pontos do globo, a humanidade não era tão primitiva assim e chegou a desenvolver uma espécie de sociedade organizada. Mais surpreendente é que esses mesmos vestígios indicam que os povos antigos podem ter tido contato com artefatos ou aparelhos de alta tecnologia, e com evoluídos seres que teriam vindo de outros mundos para ensinar as leis da sociedade e técnicas de construção e agricultura.

Os relatos interessantes na história das civilizações são similares quando dão conta que os antigos “deuses” tinham a capacidade de voar, e sua visão de glória era vista no céu, por todos.

Para os Aztecas, Quetzalcoatl era um deus branco barbado que vinha pelo céu, voando muito alto, enquanto fazia soprar um forte vento ensurdecedor.

Os indígenas mexicanos o chamavam de “Serpente Emplumada”, o que sugere que Quetzalcoatl dirigia um tipo de aeronave cilíndrica que causava aquele fenômeno.

No antigo Egito, bem como na velha Suméria, temos uma infinidade de fatos que desafiam os conhecimentos da nossa civilização, mas também podem dar a idéia de que seres humanos e alienígenas viveram juntos e construíram uma civilização cujos conhecimentos técnicos científicos inibem nossa astúcia de compreensão.

Os que vieram do céu

Entre os sumérios há referências sobre os Anunnakis, aqueles que “desceram do céu” em grandes embarcações celestes, vindos de um planeta que eles denominaram Nibiru.

Esse planeta, de acordo com os registros nas tábuas de argila encontradas nas escavações na civilização pré-diluviana, revela surpreendentes conhecimentos de engenharia genética e astronomia.

Os Nefillins ou Anunnakis (para os sumérios), eram descritos como seres proveniente de um mundo que tem uma aproximação cíclica com a Terra em períodos de 3.600 anos. Teriam sido os responsáveis por vários ensinamentos aos antigos povos, conhecimentos que hoje são corroborados pela ciência, como a descoberta dos planetas Plutão e Urano, o Cinturão de Küipper, as posições planetárias e as características dos planetas.

Os registros espalhados pelas duas mais antigas civilizações coincidem sempre com uma espécie de imagem gêmea: São os discos alados nos registros cuneiformes da antiga Mesopotâmia e também nos hieróglifos do país dos faraós, praticamente idênticos, levando a reflexão de que homens daqueles tempos tinham a capacidade de se erguerem do solo e sobrevoarem a Terra.

“Hórus voou acima no horizonte na forma do grande Disco Alado, por este motivo ele é chamado ‘Grande deus, senhor do céu até este dia”

Entre os indianos há um poema intitulado “Drona Parva” que relata uma guerra travada entre os homens da Terra e alienígenas. Os seres humanos que viviam na Índia em um tempo muito antigo, são relatados como heróis que combateram “deuses” vindos em suas aeronaves, chamadas Vimanas.

Essa referência aos deuses voadores está no Maabarata: “Os deuses, em carruagens de nuvem … brilhantes carros celestiais em grupo singrando o céu sem nuvens.” (Sitchin, 1985). Esse tempo, provavelmente há 30 mil anos, de acordo com os registros em sânscrito da índia primitiva.

As referências bíblicas

Visto por muitos como um livro de “metáforas” a Bíblia oferece uma gama de referências sobre o que se supõe representar a visita de seres interplanetários em suas naves brilhantes em uma visão de “glória”.

Nas passagens bíblicas há referências sobre a jornada do povo hebreu

- “E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. (Exo 13:21).

Em outra passagem: “…E levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia: Bendita seja a glória do SENHOR, desde o seu lugar. (Ezequiel 3:12)

No seu famoso livro: Charriots of Fire (Carruagens de Fogo – 1982) o escritor suíço Eerick Von Däniken sugere que as “flamejantes carruagens divinas”, descritas por Enoque e Elias, são naves espaciais e também fazem parte da mitologia budista (Padmasambhava) e na hindu (Ardjuna).

“…eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro (Elias e Eliseu); e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes.”

Comparando-se aquele tempo com o nosso, e ao substituirmos o termo “carro de fogo” por foguete, e também “cavalos de fogo” por explosão de turbinas, poderemos observar que temos diante de nossa mente a subida em vertical de um de nossas atuais aeronaves espaciais.

A Gênese proibida

O Livro de Enoque foi retirado da Bíblia, claro porque é justamente ele que apresenta revelações constrangedoras para as igrejas.

Em seus relatos Enoque fala da viagem que fez ao cume das montanhas onde moraval os deuses. Lá viu os gigantes e ‘Guardiões’. Fala ainda sobre os chamados Filhos do Céus, que são os – ‘anjos do castigo’ (Satânicos) e também dos anjos da Gênese: Miguel, Rafael, Gabriel. Mas não fala de Deus, apenas fala de “deuses”.

Jamais os seres primitivos entenderiam que Enoque, ao dizer que ‘Os anjos corromperam os filhos do homem.’, estava tentando descrever seres mortais de posse de tecnologia e que “brincavam “ de deuses, enquanto tinham em suas mãos os destino da humanidade.

Mas o que pode ter causado a retira do Livro de Enoque do Velho Testamento, inclusive sendo tachado de herege, é que o profeta descreveu os ciclos planetários com precisão, com o movimento dos planetas, satélites, estrelas, etc. São várias páginas sobre a verdadeira movimentação da Terra e outros planetas em volta do Sol, e dos satélites em volta dos planetas.

Basta retroceder na historia e lembrar o que a antiga igreja fazia com aqueles que colocassem em dúvida a teoria de que a Terra era plana e centro do Universo.


Fonte: Gnoticias

sábado, 31 de outubro de 2009

A Bruxa de Salem: Laurie Cabot

Uma bruxa, que anda pelas ruas de Salem, Massachusetts, com toda a sua indumentária e é considerada a bruxa mais famosa e respeitado do mundo.

Laurie Cabot, hoje com 76 anos, nasceu em 1933 na cidade de Wewoka. Seu nome era Mercedes Elizabeth Kearsey. Desde criança mantinha sua admiração pelo ocultismo e o mundo sobrenatural. A primeira bruxa que viu na mídia foi a do filme “A Branca de Neve e os Sete Anões”. Para ela não existia somente feitiço do mal, afinal o beijo do príncipe que despertou a Branca de Neve não seria um feitiço, um tipo deu magia do bem?

Por outro lado, a bíblia era confusa... enquanto o livro sagrado ensinava que as bruxas deveriam morrer (inquisição), incoerentemente ele também ensina que devemos amar uns aos outros e não se deve matar ninguém?! – “Moises não recorreu à magia quando desafiou o faraó. E Jesus quando nasceu... Ele foi visitado pelos três reis magos, que eram na verdade astrólogos e feiticeiros”. Apesar de ter aprendido que Maria era uma pessoa comum que deu a luz a um Deus... Isto não fazia sentido em sua cabeça – “Como pode alguém crer que uma mulher comum faria tal feito divido, por conta ela era no mínimo muito especial, me pergunto se ela não seria verdadeiramente uma deusa. Ela tinha poder demais.”

Sua primeira experiência sobrenatural ocorreu mesmo numa igreja católica. Foi quando entrou em estado de transe durante uma oração, nesta época ela tinha 6 anos. Depois vieram as experiências cognativas (presságios), onde conseguia prever fatos corriqueiros dias antes de acontecerem. É claro que para uma criança tudo isso era estranho e bizarro. Mas Laurie absorvia as novas experiências com muita rapidez e sensatez.

Durante sua adolescência, os contatos com espíritos e sua curiosidade aumentava sua fome por mais conhecimento, foi quando aprendeu sobre porções e cura. Tudo o que lhe parecia natural, para seus amigos era na verdade manifestações sobrenaturais, com isso a discriminação e o isolamento social foi uma conseqüência inevitável.

Mas atualmente as coisas mudaram muito. Cresceu acreditando que poderia sim existir bruxas do bem, que fazem porções para curar e ritos para promoverem o bem estar da das pessoas.

Famosa no mundo inteiro e pioneira da divulgação da bruxaria nos Estados Unidos, publicou livros que viraram best sellers. Títulos como: The Power of the Witch, The Witch in Every Woman, Celebrate the Earth foram traduzidos para diversos idiomas.

Hoje quando ela sai pelas ruas de Salem com toda a sua indumentária com certeza ainda provoca espanto em muitas pessoas, mas também admiração.

Em Salem, Laurie Cabot é muito conhecida, uma verdadeira celebridade, chegou ser declarada pelo poder publico com “Bruxa Oficial de Salem”. O que tornou sua loja que antes vendia somente ervas, porções e tarot num verdadeiro ponto turístico.

Como se faz uma porção de bruxa:

PORÇÃO DE PROTEÇÃO
Primeiramente você irá precisa de um caldeirão de ferro ou uma panela de barro que possa ser levada ao fogo:

Ingredientes:
4 xícaras de água de fonte ou de cachoeira.
1 colher de sopa de ferro em pó – você pode pegar um prego virgem e passar na lima de ferro
2 colheres de sopa de sal marinho
2 colheres de sopa de mirra
2 colheres de sopa de olíbano = franquincenso, é uma resina aromática muito usada na perfumaria e fabricação de incensos.
Uma pitada de pêlo de lobo – Você pode conseguir os pêlos no zoológico, com o tratador.
Uma pitada de poeira da tampa do tumulo de alguém que seja reverenciado por sua bravura.

Coloque todos os ingredientes no caldeirão, dê uma leve fervura, mexa com uma colher de madeira em sentido horário. Recite com fé: “Esta porção e para proteger, para me proteger de qualquer mal e de qualquer energia negativa que venha me causar algum dano físico, mental, material ou espiritual”. Repita pelo menos 12 vezes. Depois guarde a porção numa garrafa em seu altar. Você pode colocar um pouco nas janelas, para proteger a casa da entrada de intrusos. Nos pneus do carro para evitar acidentes. E usar também umas gotas em seus punhos.

É evidente que o uso da porção não implica em banalizar a sua segurança, portando nada de deixar as janelas abertas e nem sair correndo em alta velocidade com seu carro. Cometendo estes abusos, você próprio estará quebrando o efeito da porção.

PORÇÃO PARA AUMENTAR O PODER DA BRUXA
Esta é bem simples e deve ser feita na lua cheia.
1 Panela ou caldeirão de ferro
1 colher de madeira
500 g de sementes de girassol
Açúcar, mel.
Água de fonte ou água mineral sem gás.

Coloque para torrar na panela 500 gramas de sementes de girassol. Até queimar casca e romper, deixando um aroma de pipoca queimada... aguarde até sair um pouco de fumaça. Sempre misturando as sementes em sentido horário com uma colher de madeira, para não agarrar no fundo da panela. Enquanto meche, mentalize que esta porção aumentará o seu poder e sua vidência.

Depois que as sementes ficarem torradas, acrescente 500ml de água, deixe a água ferver um pouco... Apague o fogo, acrescente açúcar e mel para adoçar a porção, guarde em uma jarra na geladeira... Beba um cálice à noite antes de dormir ou antes de fazer outro sortilégio. Isto aumentará seu poder e sua vidência.

O gosto e aroma lembram muito ao da pipoca e do café. Eu particularmente gosto muito!

VIDEO
Este documentário está em inglês... Mas tem boas imagens da Laurie Cabot e de seus seguidores em Salem. Dá para ter uma idéia de como eles se vestem e como é o local em que vivem.


Mais Informaçoes:

Autor: Mr.Tlaloc

Fonte: sobrenatural.org

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