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domingo, 19 de julho de 2015

Arqueólogos encontram pegada de soldado romano ainda intacta

20:43 0








O exército romano era uma máquina militar com legiões de soldados disciplinados que marcharam vitoriosamente para construção do seu vasto império. Apesar da fama de suas conquistas, poucas pegadas resistiram a 2 mil anos de história. 
Agora, uma descoberta arqueológica promete contar como nunca detalhes dessa marcha romana. Arqueólogos encontraram, em Israel, uma pegada bastante preservada, que revela os detalhes do sapato de um soldado romano, indicando a técnica para a construção do seu solado com travas.
As pegadas foram encontradas em Hippos-Sussita, um sítio arqueológico ao leste do Mar da Galileia, em Israel. O que a torna rara é que foi achada em argamassa, entre tijolos e telhas, um fato bastante incomum, de acordo com os pesquisadores envolvidos nas escavações. 
Imagina-se que foram deixadas por um soldado romano, pois foram encontradas dentro de uma área de artilharia defensiva. Estima-se que a pegada seja do século 1 d.C.
A pegada tem 24,5 cm de comprimento, assim como outras imperfeitas também encontradas em meio a tijolos e telhas. Em tamanhos atuais, poderia representar um calçado número 39 no Brasil.
Todos os soldados eram equipados com esse tipo reforçado de calçado romano, com tiras de couro que eram amarradas até abaixo do joelho. O solado com travas de ferro também era usado como arma contra o inimigo. O que os romanos chamavam de sandália era, na realidade, usado somente dentro de casa.
 
Além desse raro achado, os arqueólogos também descobriram uma necrópole e um mausoléu, uma máscara de bronze do deus grego Pan, um relevo de um busto de Heracles e parte de uma estátua romana nos restos de uma casa de banhos. 
As escavações foram realizadas pelo Instituto de Arqueologia Zinman, da Universidade de Haifa, Israel, que segue com os trabalhos no local.

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Estátua do demônio escondida há mil anos é finalmente encontrada em catedral

19:52 0



 
 
Imagens feitas por câmeras em drones mostraram uma estátua de um demônio feita na Catedral de Chester durante a sua construção, há mil anos.
 

Uma pequena estátua do demônio foi encontrada escondida no alto da Catedral de Chester, em Cheshire, na Inglaterra. Operadores de uma câmera presa em um drone filmaram o edifício para um passeio turístico e encontraram a escultura situada no alto da nave, perto de uma janela.


A obra foi apelidada de “O Demônio de Chester” pelos historiadores. Um porta-voz da catedral disse que sabia que a escultura estava lá, mas a imagem do drone lhes deu o primeiro close-up da obra.


De acordo com a lenda, um padre medieval estava supervisionando a construção da catedral e ficou surpreso ao ver Satanás olhando para ele através de uma das janelas. Na manhã seguinte, um construtor foi enviado para esculpir a imagem do diabo em uma das paredes na tentativa de amedrontá-lo e evitar que ele retornasse algum dia.


As filmagens foram encomendadas para a empresa Big Heritage, que fez um circuito histórico pela cidade e recebeu permissão para filmar a catedral. 
 
 
“As câmeras dos drones foram capazes de chegar perto de partes de nossa bela catedral de mil anos que não foram vistas desde que foram construídas e isso é incrivelmente emocionante não só para nós como para toda a equipe da catedral, mas, esperamos, que também para toda a cidade”, disse Dean Paton, da companhia. 
 
 
 
 

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cientistas revelam idade da mais antiga múmia de cachorro já encontrada

20:04 0











Cientistas da Universidade NEFU (Universidade Federal do Norte Oriental, em tradução livre) examinaram o único cachorro mumificado em gelo encontrado até hoje no mundo.
A análise durou quatro anos e conseguiu definir a idade do bichinho. A conclusão dos cientistas é que o animal viveu por volta de 12.450 anos atrás. As informações são do jornal Siberian Times.
O animal foi encontrado mumificado no gelo de um lago na região da Iacútia, na Sibéria Oriental, enquanto pesquisadores buscavam por restos mortais de mamutes, em 2011. 
A cadela teria idade de três meses quando morreu e tinha galhos no estômago, o que levou os cientistas a concluírem que ela teria tentado lutar por sua vida ao morder os galhos antes de cair em um lago.
O pelo, pele, ossos e órgãos internos da cadela estavam intactos.
Os pesquisadores vão voltar ao local onde o animal foi encontrado acompanhados de arqueólogos, nos próximos meses, quando será verão e o gelo estará no pico de derretimento. A intenção é encontrar outras evidências que possam ajudar a concluir se tratava-se de um animal domesticado.
Os especialistas acreditam que a necrópsia possa ajudar em pesquisas de espécies antigas de cachorros.

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terça-feira, 9 de junho de 2015

A misteriosa caverna dos gigantes ruivos

19:54 0
Muitas tribos nativas do noroeste e sudoeste dos Estados Unidos ainda falam sobre as lendas de gigantes ruivos e de como seus ancestrais combateram longas e terríveis guerras contra estes gigantes, há mais de 15.000 anos.
Mesmo na América Central, os antigos astecas e maias registraram seus encontros com uma raça terrível de gigantes no norte, quando eles se aventuravam em expedições à procura de novas terras.
Quem eram estes gigantes que muitas lendas falam a respeito?  Poderia esta ser uma parte da história que tem sido ignorada pelos acadêmicos?  Seria possível, como a evidência sugere, que gigantes viviam na Terra, num passado distante?
Tem havido numerosos lugares no globo onde foram escavados esqueletos gigantes em sítios arqueológicos.  Pesquisadores apontam que nos Estados Unidos estes misteriosos gigantes foram encontrados nos estados de Michigan, Illinois, Tennessee, Arizona e Nevada.

Em 1924, estes mitos se tornaram realidade quando pesquisadores descobriram, no estado de Nevada, restos de seres gigantes na Caverna Lovelock.  A caverna – localizada a 20 quilômetros ao sul da cidade de Lovelock – tem aproximadamente 12 metros de profundidade e 18 de largura.  Ela é uma caverna que data da época pré-humana no continente.  Em tempos pré-históricos ela ficava sob um enorme lago, chamado de Lahontan, que cobria a maior parte do oeste de Nevada.
Geólogos determinaram que a caverna foi formada pela ação de ondas e correntes do lago.
Os Paiutes, uma tribo nativa da região dos estados de Nevada, Utah e Arizona, contaram aos primeiros ‘homens brancos’ a história de batalhas de seus ancestrais contra uma raça de gigantes ferozes, com pele pálida e cabelo vermelho
De acordo com a tradição paiute, estes gigantes viveram na região por muito tempo.  Os paiutes chamavam os gigantes de “Si-Te-Cah”, que literalmente significa “comedores de junco”.
O junco é uma planta aquática muito fibrosa, da qual os gigantes faziam balsas, as quais teriam sido usadas para navegar e escapar dos paiutes.
Eles usavam as balsas para navegar através do que restou do Lago Lahontan.  De acordo com as lendas dos paiutes, estes gigantes de cabelo ruivo eram cruéis e maus, matando e comendo os paiutes capturados.
Milhares de anos mais tarde, a misteriosa caverna onde os gigantes se refugiavam foi redescoberta e escavada.  Após 13 anos de escavações, arqueólogos fizeram descobertas incríveis.
Mais de 10.000 artefatos foram escavados e entre eles estavam os restos mumificados de dois gigantes.  Uma fêmea de 6,5 metros de altura e um macho de 8 metros.


Muitos artefatos podem ser vistos no museu de história natural, localizado em Winnemucca, Nevada. Porém, os esqueletos gigantes não estão em exposição.  À medida que os arqueólogos continuaram com as escavações, os mitos dos paiutes pareciam cada vez mais como contos precisos do que teria acontecido num passado distante.

Gentilmente retirado do blog Meu Mundo É Assim

Fontes: ovnihoje.com
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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Estatuetas de 7 mil anos retratariam alienígenas

14:32 0


Supostas provas que extraterrestres teriam influenciado a humanidade foram descobertas no Iraque, onde EI tem desaparecido com peças antigas.
Além de destruir sítios arqueológicos de valor cultural inestimável, o furor extremista do Estado Islâmico no Iraque pode fazer desaparecer provas de que seres alienígenas já estiveram entre nós.


Com a cabeça oval, olhos alongados e narinas como as de répteis, algumas estatuetas de 7 mil anos de idade, encontradas na região Sul do Iraque, seriam  indícios que seres de outro planeta interferiram em nossa civilização, segundo diversas teorias de ufólogos.


As peças de arte, cujos primeiros exemplares foram descobertos no começo do século 20, são do período de Ubaid, parte da pré-história da Mesopotâmia, tida como o berço da civilização humana e que ficava no atual território do Iraque. 


Pesquisas arqueológicas indicam que, por causa da pose das figurinhas, provavelmente elas não indicam nenhuma divindade – a maior parte delas representa mães com seus bebês. Feitas de terracota, elas têm o cabelo representado por betume.


Estudiosos da pré-história mesopotâmica acreditam as estatuetas com cabeças alongadas poderia representar pessoas que tiveram o crânio moldado, desde a infância, por talas enfaixadas. Apesar disso, os arqueólogos não sabem o que elas representam.


Já para os adeptos da teoria de que extraterrestres interferiram na civilização humana, as figuras representam uma outra raça, que teria ajudado os deuses sumérios a criarem o homo sapiens.


Por enquanto, Tell al-'Ubaid, o sítio arqueológico onde a maior parte delas foi descoberta,  encontra-se fora do alcance do Estado Islâmico, já que fica ao sul do país e as forças do grupo estão mais concentradas ao norte.


O EI, porém, está perto de Bagdá, onde o Museu Nacional do Iraque, que já teve o acervo seriamente danificado em 2003, durante a guerra contra Sadam Hussein, também esconderia provas de vida alienígena.


Em 2014, a jornalista Paula Froelich, colaboradora do “Huffington Post”, visitou o bagunçado museu e fotografou um estranho ser esculpido em cerâmica.


“Eles desenhavam o que conheciam e isso não parece humano”, escreveu Froelich, que frisou não acreditar em teorias sobre ETs, mas que havia “algo de muito estranho” na figura careca, de grandes olhos, corpo alongado e mais de cinco dedos. 
 

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Primeiras ferramentas podem ter 3,3 milhões de anos, diz estudo

14:55 0























As primeiras ferramentas existentes no mundo podem ser muito anteriores ao que se achava até agora: foram descobertas no Quênia diversos objetos de pedra que datam de 3,3 milhões de anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica britânica "Nature". 
Os objetos descritos no trabalho antecipam consideravelmente as origens conhecidas do gênero "Homo", que se distingue por fabricar ferramentas, entre outras características, e que inclui os humanos atais, embora falte determinar que espécies de hominídeos os produziram. 
A existência de utensílios de pedra associadas ao gênero "Homo" tinha sido datada em 2,6 milhões de anos a partir de descobertas feitas na Etiópia. Lá, foram encontrados instrumentos de pedra junto a partes de fósseis de um dos mais antigos exemplares do gênero "Homo", o "Homo habilis", pertencente à cultura denominada olduvaiense. 
A principal autora do estudo publicado hoje, Sonia Harmand, do West Turkana Archaeological Project, mostra que os objetos desenterrados na jazida Lomekwi 3 perto do Lago Turkana, no Quênia, são anteriores as ferramentas olduvaiense em mais de 700 mil anos. A coleção inclui bigornas, martelos de pedra e cantos do mesmo material empregados para cortar e afiar. 
O trabalho mostra que as peças recém-descobertas são mais antigas do que as ferramentas da cultura olduvaiense e, assim como que os hominídeos da zona de Lomekwi, tinham uma poderosa aderência manual e bom controle da motilidade, dando mostras de capacidades cognitivas de parentes próximos do ser humano.
Além disso, a forma das ferramentas achadas no Quênia indica que foram usadas com toda a força possível para amassar objetos e fabricar lâminas afiadas, conforme o relatório. 

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sexta-feira, 13 de março de 2015

Descoberta casa do primeiro século da era cristã em Nazaré

20:29 0











Construção de argamassa e pedra já havia sido apontada como a morada do Cristo menino por freiras, no século 19.



A casa onde Jesus teria passado a infância foi descoberta por arqueólogos na cidade de Nazaré, em Israel.


A construção, que tem paredes feitas de argamassa e pedra, está apoiada em uma encosta rochosa. No fim do século 19, freiras do convento das irmãs de Nazaré tinham encontrado a casa, mas só nove anos atrás arqueólogos britânicos identificaram que a estrutura datava do primeiro século da era cristã.


Os pesquisadores descobriram relatos de pessoas que viveram centenas de anos depois da época de Jesus, afirmando que ele havia sido criado ali por Maria e José.


Também foi constatado que o Império Bizantino, que controlava a cidade até o ano 700, decorou a casa com mosaicos e ergueu uma igreja sobre a construção, para protegê-la.
 

Fonte: Band Via: ArquivosDoInsolito
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Homens mumificados em vulcão mexicano morreram abraçados há meio século

19:48 0






 
 
A posição dos dois corpos mumificados achados no Pico de Orizaba, no centro do México, permite acreditar que esses homens morreram abraçados há 50 anos, relataram na sexta-feira (6) os membros do Grupo de Resgate Delta de Chalchicomula de Sesma, no estado de Puebla.


Conforme informaram, na próxima semana eles voltarão ao local a mais de 5 mil metros para retirá-los do gelo e levá-los ao local onde as autoridades farão a identificação.


Em declarações à Agência Efe, Francisco Rodríguez, escalador e diretor de Defesa Civil de Chalchicomula de Sesma, um dos que subiu ontem ao Orizaba, informou que o grupo está trabalhando na integração da equipe de especialistas que os recuperará, já que se trata de uma missão muito complexa. Segundo ele, a dificuldade se dá não apenas porque os corpos estão em uma "área perigosa", como porque devem ser preservados "tal qual estão", disse.


Ele e Hilario Aguilar chegaram ao local ontem, depois que outros alpinistas localizarem o primeiro corpo mumificado no último fim de semana. Ao escavarem o gelo, encontraram o segundo corpo, mas a operação teve que ser interrompida por conta de uma espessa neblina.


"O primeiro apresentava uma lesão no crânio, o que indica que sofreu uma severa queda. O segundo estava abraçado ao primeiro, cada um deles com pequenos fragmentos de roupa", explicou Francisco Rodríguez.


O Orizaba é a montanha mais alta do México, com 5.630 metros. Os dois corpos estão na parte nordeste, a 5.270 metros de altitude, uma região conhecida como Geleira Jampa.


Segundo Rodríguez, é possível distinguir a cor dos fragmentos de roupa que está conserva, uma mochila e parte de uma arcada dentária.


"Esses detalhes poderiam ajudar as famílias que acreditam que eles são seus parentes a fazer o reconhecimento", apontou Aguilar.

A Justiça de Puebla espera os corpos congelados para realizar os exames genéticos correspondentes para identificá-los.


Os seis escaladores que encontraram por acaso o primeiro corpo congelado tentaram manter a descoberta em segredo para preservar a imagem da montanha, conforme disse à Agência Efe Alberto Rangel, um dos integrantes desse grupo. A tentativa se viu frustrada quando uma foto do corpo mumificado foi parar no Facebook sem autorização e em poucas horas deu a volta ao mundo.


"Aconteceu exatamente o que queríamos evitar: que escaladores sem formação adequada para o resgate do corpo acessassem o local e se vangloriassem de uma descoberta que não fizeram, transformando o fato em mercadoria", lamentou Rangel.


O Pico de Orizaba, também conhecido como Citlaltépetl, se encontra nos limites entre os estados de Puebla e Veracruz e é terceira maior montanha da América do Norte.





Fonte: UOL Via: ArquivosDoInsolito
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terça-feira, 10 de março de 2015

Instituto dos EUA divulga documentos sigilosos sobre esqueletos humanos gigantes

21:07 0
Uma decisão da Corte Suprema dos EUA pediu que o Instituto Smithsoniano tornasse públicos documentos do final do século XIX e início do XX relacionados à descoberta de esqueletos de humanos gigantes. 
Acredita-se que o Instituto tenha, inicialmente, ocultado e, depois, destruído os fósseis remanescentes desses seres, com a suposta finalidade de preservar a ideia convencional da evolução humana.
Os arquivos abertos mencionam a existência de antigos corpos humanos com mais de dois metros e meio de altura. Um dos textos, escrito em 1894 por pesquisadores da Oficina de Etnologia do Instituto Smithsoniano, descreve: “Debaixo de uma camada de conchas (...) descansando sobre a superfície natural da Terra, havia um grande esqueleto em posição horizontal em toda sua extensão (...). O comprimento da base do crânio aos ossos dos dedos dos pés era de dois metros e meio. É provável, portanto, que esse indivíduo, quando vivo, chegasse a quase 2,70 metros de altura”.
A respeito disso, as autoridades do Instituto negaram qualquer tipo de envolvimento com esses esqueletos, o que acabou gerando várias teorias conspiratórias, muitas das quais apontam para uma ocultação inescrupulosa da existência de seres humanos gigantes no passado de nossa civilização.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Pedras podem mesmo prever eclipses como em Stonehenge?

15:11 0



Desde o início da Idade Média, o monumento de Stonehenge, em Salisbury, no Reino Unido, tem sido alvo de inúmeras especulações. 
Não faltam teorias malucas para explicar a origem desse santuário de pedras. A verdade é que, por mais que o local já tenha sido pesquisado à exaustão, ainda não existem respostas pendentes para todos os seus enigmas.
A cada dia surge uma nova descoberta sobre o monumento. No início deste mês, arqueólogos anunciaram que há ao menos 17 outros santuários neolíticos ao redor de Stonehenge. 
E muitos deles têm o mesmo desenho circular. A análise desses dados, que poderá levar anos, talvez ajude a desvendar o mistério em torno do lugar, que foi construído em três fases, a primeira em 3.100 a.C., de acordo com a datação por radiocarbono.
Os estudos que mostram a relação de Stonehenge com a astronomia começaram por volta de 1950, quando o engenheiro Alexander Thom e o astrônomo Gerald Hawkins, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram vários alinhamentos entre as pedras, dando início à arqueoastronomia, ou seja, o estudo da astronomia conhecida pelas antigas civilizações. 
Para Thom e Hawkins, estava claro que os povos responsáveis pela construção tinham enorme sofisticação matemática e habilidades em engenharia.
Uma coisa é certa, segundo os pesquisadores: embora o local seja associado aos rituais druidas, essa sociedade celta não teve nada a ver com a criação de Stonehenge. Os druidas só apareceram cerca de 1.500 anos depois que o último anel de pedra foi levantado.

Deuses ou astronautas?

 

Mas, afinal, o sítio está mais para templo ou para observatório? É possível que as duas coisas estivessem ligadas para os povos que o idealizaram.
"Provavelmente, a construção de Stonehenge foi motivada para o estudo astronômico, porém, com a finalidade de estabelecer uma conexão com os deuses", explica o astrônomo Eder Martioli, do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Minas Gerais, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 
Mais tarde, na Idade Média, o local foi adotado como templo de adoração e cultos religiosos e os povos que o frequentavam provavelmente não conheciam sua função astronômica.
Mas como é que um conjunto de monolitos é capaz de revelar informações sobre os astros? Algumas das pedras de Stonehenge, na formação original, estão alinhadas com pontos de referência no céu. 
É o caso da pedra central e a do Calcanhar ("Heelstone", em inglês),  alinhadas perfeitamente à direção do pôr do Sol no solstício de verão no Hemisfério Norte.

"As pedras centrais de Stonehenge também se alinham a outros eventos astronômicos, como o nascer ou pôr da Lua em diferentes épocas do ano. 
Esses alinhamentos demonstram que seus construtores estavam cientes dos pontos de referência no céu que definem ciclos astronômicos que utilizamos até hoje em nossos calendários, como a passagem do ano e das estações, ou a repetição dos eclipses", relata Martioli.
"O local possui, ainda, vários círculos com marcações feitas através de buracos escavados no chão (círculo Y, Z e Aubrey), que possibilitavam a contagem de tempo entre eventos que determinam os ciclos astronômicos".

Eclipses

 

É possível calcular a ocorrência de eclipses em Stonehenge, pelo menos em tese. "Um eclipse ocorre quando a Lua cruza o caminho do Sol (eclipse solar) ou quando a Lua cruza a sombra da Terra (eclipse lunar). 
Stonehenge permite verificar os pontos de passagem do Sol e da Lua em épocas específicas dos ciclos em que esses astros se movimentam no céu, como é o caso do solstício. 
A contagem do tempo entre a ocorrência de um evento e outro pode ser feita através das marcações no chão. Assim, é possível traçar o caminho destes dois astros (Sol e Lua) no céu, permitindo prever quando eles irão se cruzar", detalha o astrônomo do LNA.
"A ideia é bem simples, porém, na prática, isso exige alinhamentos precisos, fato comprovado pela existência de Stonehenge, de observações sistemáticas ao longo de muitos anos e registros escritos que pudessem ser acessados e comparados posteriormente", acrescenta.
Para muita gente, é incrível que as civilizações antigas tivessem tanto conhecimento. Por isso, muitos defendem que o local foi construído por astronautas de outros planetas, que já conheciam profundamente o Universo. 
Ainda são necessários anos de estudo para se ter mais detalhes sobre os povos que levantaram aquelas pedras tão pesadas -- algumas chegam a 50 toneladas. Mas nenhuma descoberta deverá acabar com a aura de mistério que envolve esse monumento, visitado por milhares de pessoas nos solstícios de verão e inverno.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Jardineiro faz descoberta importantíssima sobre os mistérios de Stonehenge

19:37 0
Um jardineiro e uma mangueira curta foram responsáveis por uma descoberta das mais importantes dos últimos anos na arqueologia. Tim Daw, que cuida da irrigação de Stonehenge, foi responsável por descobrir que o semicírculo neolítico já foi um círculo completo.


Para chegar à descoberta, ele utilizou apenas uma mangueira. Ao perceber que ela era curta demais, ele observou padrões na grama ressecada por conta da falta de água. Eles indicavam que ali já havia existido pedras iguais às que formam o semicírculo.


"Eu estava olhando para a grama perto das pedras e pensando que deveríamos arranjar uma mangueira mais comprida, para que as partes secas ficassem mais verdes. Lembrei que aquelas marcas de grama seca estavam onde os arqueologistas tinham procurado, sem sucesso, sinais de que ali havia buracos de pedras", afirmou ele à BBC.
As informações obtidas por Daw foram averiguadas e confirmadas por um grupo de cientistas, que publicou estudo sobre o tema na revista científica Antiquity. Agora, restam os mistérios que rondam os autores das estruturas e as motivações que os levaram a erguer Stonehenge.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Povos viveram isolados no Ártico norte-americano durante 4.000 anos

20:37 0
Um grupo de povos antigos há muito extinto, conhecido como paleo-esquimós, viveu em isolamento no Ártico norte-americano por mais de 4.000 anos, revela um estudo publicado na quinta-feira (28).


Cruzando o Estreito de Bering, eles caminharam da Sibéria até seu novo lar, e não fizeram nenhum contato com outras culturas, que realizaram a mesma jornada em diferentes momentos da História, incluindo os nativos americanos e o povo inuit.


Estes paleo-esquimós desapareceram cerca de 700 anos atrás, por volta do tempo em que os ancestrais dos inuits modernos se mudaram para o leste, procedentes do Alasca, afirmam os cientistas no artigo publicado na revista americana Science.


"De certa forma, eles eram presa fácil e, ainda que tivessem sido empurrados para os limites do Ártico, onde não poderiam sobreviver economicamente, ou para outro lugar, eles podem simplesmente ter sido aniquilados de uma forma estranha", explicou William Fitzhugh, diretor do centro de estudos do Ártico do Museu Nacional Smithsonian's de História Natural.


Para o estudo, os cientistas obtiveram o DNA de um osso humano antigo, dentes e amostras de cabelos das regiões árticas da Sibéria, Alasca, Canadá e Groenlândia.


Eles também decodificaram os genomas de dois inuits atuais da Groenlândia, de dois Nivkhs siberianos, de um esquimó das Ilhas Aleutas e de dois nativos-americanos atabascanos.


Um estudo de seus genes demonstrou que os paleo-esquimós não tinham relação com os nativos americanos ou com os inuit.


Conhecidos como Saqqaq e povo Dorset, estes paleo-esquimós viveram em pequenos povoados, com um punhado de casas e grupos de apenas 20 a 30 pessoas.


É difícil saber com certeza qual era o tamanho de sua população, mas os cientistas afirmam que provavelmente era de poucos milhares.


Em vista da uniformidade encontrada pelos cientistas no DNA mitocondrial, que é passado pela mãe, aparentemente havia poucas mulheres entre eles e as relações consanguíneas parecem ter sido comuns.


"A história ocupacional do Ártico é única em comparação com outras regiões do planeta", declarou Maanasa Raghavan, biólogo molecular e cientista do Museu de História Natural da Dinamarca.


"As mudanças culturais foram provocadas pelo movimento de ideias e não por povos novos vindos à região", acrescentou.


Especialistas afirmam que o povo Dorset era conhecido por sua arte e sua habilidade na elaboração de pequenas lâminas e lanças de pedra. No entanto, não se acredita que eles usassem arcos e flechas.


Eles caçavam e pescavam e celebravam encontros rituais em malocas tradicionais.


No entanto, Fitzhugh disse que arqueólogos "tiveram muitos problemas em compreender sua mentalidade".


A história tampouco tem comparação conhecida para grupos que ficaram por sua própria conta por tanto tempo quanto eles.


"Penso que é uma incidência notável de estabilidade cultural e continuidade. E não acho que se possa encontrar um exemplo moderno nos últimos 4.000 ou 5.000 anos como este", afirmou.

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Descoberta abundância fabulosa de cores em estátuas antigas

20:35 0
 Figura tumular de Phrasikleia (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)

 Cabeça de guerreiro do lado leste do Tempo de Aphaia (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)
 Relevo do sarcófago de Alexandre (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)

 Escultura do frontão oeste do Tempo de Aphaia em Aegina (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)
 Estátua chamada ‘Chioskore’ (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)

 Estela tumular de Paramythion (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)

 Artêmis de Pompeia (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)

Guerreiro troiano do frontão oeste do Templo de Aphaia (Vinzenz Brinkmann/Fundação Arqueológica de Munique)
Geralmente, temos uma imagem das estátuas gregas e romanas como exibidas tradicionalmente nos museus, sem cores exceto pela apresentada por seu material bruto. No entanto, muitas delas foram originalmente pintadas em cores vivas de ouro, vermelho, azul, amarelo e toda uma gama de tons.
“A impressão de esculturas de calcário e mármore branco domina nossa imagem da antiguidade clássica no mundo mediterrâneo. Fascinados pela aura de pureza do material, nos concentramos exclusivamente na forma. No entanto, sabemos que a arquitetura e escultura antiga eram pintadas em cores vivas”, destacou o Museu de História da Arte de Viena, descrevendo a gloriosa exposição “Deuses em cor”, que tem percorrido o mundo.
Anos atrás, o arqueólogo Vinzenz Brinkmann, ex-curador do Museu Glyptothek, e Raimund Wünsche, visando corrigir esse equívoco popular, prepararam uma exposição itinerante que até hoje percorre os museus para mostrar como pareciam as estátuas clássicas da antiguidade. Atualmente, a exposição tem se expandido.
Para mostrar a grande diferença entre o que se vê hoje e como foi no passado, fizeram-se réplicas das obras originais e pintaram-nas com os mesmos pigmentos identificados em análises do revestimento desgastado. Uma técnica fotográfica especial, que utiliza luz ultravioleta, destaca como luziam as estátuas originais. Identificaram-se assim os desenhos e cores que à primeira vista não eram percebidos.
 
“O que se via quando se caminhava através de uma antiga cidade, um cemitério ou um santuário”, explica Susanne Ebbinghaus, curadora de arte antiga do Museu Sackler, “seriam esculturas coloridas: mármore pintado, bronze colorido, imagens de ouro e marfim.”
“Isso muda completamente nossa imagem do mundo antigo”, destacou Ebbinghaus, segundo a revista Archeology, do Instituto Arqueológico da América.
Em vez do Calígula romano pálido visto hoje nos museus, sua imagem pintada tinha as maçãs do rosto coloridas mostrando suas bochechas arredondadas, seus lábios ligeiramente vermelhos e seus cabelos castanhos claros.
De um arqueiro troiano emergiam várias cores em que dominava o amarelo, no frontão do que foi o Templo de Aphaes em Aegina. Sua pintura alegre com calças coloridas é claramente evidenciada pela luz ultravioleta.
Ebbinghaus e outros arqueólogos pensam que a maioria não presta atenção nos vestígios de pigmentos das estátuas antigas que eram de base mineral com aglutinantes orgânicos e que foram se desintegrando ao longo do tempo. É por isso que muitos dos restos de pintura nas estátuas acabam perdidos durante a limpeza.
Com uma técnica chamada “luz rasa”, aproxima-se uma lâmpada cuidadosamente de modo que o percurso da luz seja praticamente paralelo à superfície do objeto. Quando usado em pinturas, isto revela as pinceladas, a areia e a poeira. Em estátuas, o efeito é mais sutil, pois a pintura desapareceu num ritmo diferente. No entanto, os padrões elaborados se tornam visíveis com a luz ultravioleta.
A luz ultravioleta faz com que muitos compostos orgânicos se tornem fluorescentes, diferente das tintas modernas, que os utilizam pouco. Este método pode identificar o padrão do desenho e a cor. A espectroscopia de raios-x também é usada.
A pintura das estátuas e relevos também é encontrada na Mesoamérica. No reinado Maia na Bacia de Mirador no norte da Guatemala, os belos relevos que dominaram o estilo das imponentes construções eram pintados com pigmentos que aderiam à camada de argila, geralmente da cor vermelha.
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