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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Fenômenos estranhos e sem explicação assustam comunidade na região sul da Bahia

00:20 1








Fenômenos estranhos e sem explicação têm deixado os moradores do distrito de São João do Paraíso, no município de Mascote, no sul do Estado, assustados. O mistério está acontecendo em uma casa em São João do Paraíso. 
Os moradores dizem que móveis pegaram fogo sozinhos, sem nenhum motivo aparente, e pedras que estavam no terreno vizinho começaram a voar e foram parar dentro da casa. Os poucos móveis e eletrodomésticos que restaram estão quebrados, amassados ou revirados, vários pontos estão também queimados cobertos por cinzas.


Tudo começou na sexta-feira (19) e se estendeu no final de semana. O trabalhador rural Sidnei Pereira, que é dono da casa, estava com a mulher e o neto quando os fenômenos teriam começado a acontecer. 
A vizinha Silene Almeida diz que “teve prato e pedra quebrando, as pedras rodando e rodando no ar, foi aí que o fogo começou a aparecer do nada, sofá queimando. Eu mesmo presenciei e achei aquilo incrível, porque nunca tinha visto, só em filme”.
Do lado de fora da casa, ainda teve mais estragos. No quintal, a pia da lavanderia foi virada, muita coisa foi destruída e pedras que estavam em terrenos próximos vieram para aqui. A família ficou impressionada, sem entender direito como tudo aconteceu. 
E não foi a primeira vez, numa outra casa onde a família morava em Itapebi, pedras caíram do telhado, e na roça de parentes, objetos pegaram fogo e mais pedras caíram. Um padre que é parapsicólogo foi chamado para tentar descobrir o que está acontecendo.
“Vim tranquilizar a família, dizer que trata-se de um fenômeno humano parapsicológico, o tratamento está sendo feito, nós vamos acompanhar durante um tempo as emoções, os traumas, os problemas internos fazem com que a telergia seja liberada produzindo assim esse fenômeno”, afirma o padre Juarez Faria. Jornal da Chapada com informações da Rede Bahia.

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Objetos mudam de lugar, fogo surge do nada, família vive drama em Ronda Alta

01:02 5













De maneira inexplicável coisas mudam de lugar, objetos pegam fogo e família rondaltense vive drama há vários dias.  
A pedido de uma vizinha a reportagem da Rádio Navegantes foi chamada para registrar o fenômeno, aos prantos a avó os recebeu pela manhã, quatro pessoas da mesma família vivem uma verdadeira história de terror, desde quando ainda moravam linha Santo Antônio Ronda Alta, interior do município.


A família começou a ter problemas com barulhos inexplicáveis, pedras caindo em cima da casa, barulhos estranhos na residência, fortes estalos no imóvel que os perturbavam, fatos que começaram a se agravar. 
Um certo dia, a mãe, uma senhora viúva, veio com seu filho para a cidade para receber a aposentadoria, chegando em casa colocou o dinheiro em cima de um móvel e foi fazer serviço dentro mesmo da residência, ouviu um cheiro de queimado e foi verificar, notou que o dinheiro havia pegado fogo, fato que na ocasião os intrigou e os deixou abalados.


Depois de um tempo a família veio morar na cidade. Poucos dias atrás o carro em que mãe e filho viajam do interior pegou fogo de forma inesperada no meio do caminho, sem explicação, na ocasião, a reportagem da rádio registrou o ocorrido. 
Agora, nas últimas semanas, inexplicavelmente o fenômeno se agravou ainda mais, sempre com maior intensidade nos finais de semana. Além de várias coisas inesperadamente pegarem fogo dentro de casa, onde encontramos todos os colchões queimados, o adolescente da família tem sido atacado com palavras escritas no espelho, ameaças de morte, manchas de batom escrito na parede, manchas de sangue sem ninguém ter se ferido, nas roupas de cama e no lençol.


Frutas que foram compradas no supermercado ou doados por alguém estavam em sacos plásticos que começou queimar, uma bolsa de adubo orgânico que estava no porão da casa começou a queimar e o fogo foi apagado em tempo.


Pastores já tiveram no local fazendo orações, assim como o padre Célio Zamarqui, mas o fenômeno continua. Na manhã da segunda-feira, a Policia Civil de Ronda Alta esteve no local, e isolou a área até a chegada da perícia técnica.


A casa possui seguro, mas a família insiste em permanecer no local, pois existe a proximidade com vizinhos e o temor é por um possível foco de fogo.


Na tarde da segunda-feira, 06, a família, que está abalada, prestaria depoimento na delegacia. Os nomes não foram revelados para preservar a privacidade dos envolvidos.

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Fenômenos 'paranormais' intrigam e assustam população de cidade alagoana

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Moradores do município de Cajueiro, na Zona da Mata alagoana, estão intrigados desde o início da semana, depois que alguns fenômenos supostamente paranormais começaram a atormentar uma família, moradora de uma casa no centro da cidade. 


A equipe de reportagem da TV Pajuçara esteve no município e encontrou dona Gilvânia e dona Iara, que viviam com outros três familiares na residência. Segundo elas, vozes começaram a ser ouvidas dentro dos cômodos há alguns dias. Em seguida, começaram a ver objetos quebrados e alimentos espalhados pela casa. 


Nos ambientes, a equipe de reportagem encontrou pratos quebrados, restos de farinha de milho e marcas avermelhadas de mãos na parede. 


A vizinhança acompanha a história com medo e atesta que muitos já viram e ouviram coisas estranhas na casa de muro amarelo. “Já chamamos pastor, padre e ninguém dá jeito nessa agonia”, contou uma das vizinhas. “A energia está muito carregada”, opinou. 


Com medo, a família deixou o local às pressas e foi morar com parentes. “Depois que encontramos marcas nas paredes e muita bagunça espalhada pela casa, decidimos sair”, relata dona Gilvânia ao repórter Rafael Alves. 
 
 
 
 
 
 
 

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Morador atribui incêndio em residência ao sobrenatural

00:23 0
Um incêndio na manhã da quarta-feira (24) destruiu um quarto de uma residência, no Bairro São Francisco, em Campo Grande.
Um dos moradores que estava no imóvel quando o fogo começou, teria dito que ao ver a fumaça em um dos quartos que fica nos fundos do sobrado tentou combater o fogo, mas sem sucesso acabando acionando o Corpo de Bombeiros.
O fogo foi controlado e destruiu roupas e eletrodomésticos do cômodo. Ninguém ficou. De acordo com o morador, que não quis se identificar, não seria a primeira vez que acontece um princípio de incêndio na residência.
“Do nada o fogo começa e achamos que é coisa do sobrenatural”, fala o morador. Ninguém ficou ferido. 
 
 
 
 
 
 
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sábado, 11 de fevereiro de 2017

5 Grandes perguntas para as quais a ciência ainda não tem uma resposta

02:06 1
Estamos explorando o universo, de uma forma ou de outra, desde que nos conhecemos por gente. Os antigos egípcios já observavam os astros e, baseados neles, formularam um calendário de 365 dias, como o nosso. Na Idade Média, a discussão era se a Terra era, como pregava a Igreja Católica, o centro do sistema solar ou se nosso planeta era apenas mais um, com a pequena diferença de que nós moramos aqui.
Passados esses questionamentos, a ciência atual enfrenta outras perguntas sem respostas – tão ou mais importantes do que as que atormentavam Galileu Galileu, Nicolau Copérnico e companhia.
Entretanto, não é apenas no campo espacial que o mundo científico ainda desconhece a resposta para perguntas tão fundamentais como “o que é o tempo?”. Até mesmo a nossa própria condição humana nos trás um pouco de mistério. Se, afinal de contas, somos apenas um amontoado de genes, por que somos tão diferentes dos nossos amigos cachorros ou, principalmente, dos nossos primos macacos?
Acompanhe, na sequência, 5 grandes perguntas para as quais a ciência ainda não possui uma resposta definitiva.

5. Qual é a natureza da matéria e da energia escuras?

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Nada mais nada menos do que 96% do nosso universo é feito de coisas que não sabemos muito bem o que são: aproximadamente 70% é constituído de energia negra, enquanto 26% corresponde à matéria negra (sim, sobram apenas
4% para todo o resto como estrelas, planetas, seres humanos, nossas casas, nossa comida etc).
A matéria e a energia escuras são, de uma maneira geral, soluções propostas para explicar alguns fenômenos gravitacionais e, até onde sabemos, são coisas distintas. O enigma vem do fato de que só sabemos de sua existência por meios indiretos, ao observar seus efeitos sobre o universo e ao tentar deduzir suas propriedades a partir deles.
A matéria escura foi proposta nos anos 1930 por Fritz Zwicky, cuja pesquisa resultou na constatação de que a energia da matéria luminosa contribui com menos de 1% da densidade média de energia do universo. Certamente existe mais matéria nas galáxias que não emite luz, mas as evidências indicam que há um limite máximo para a matéria normal – aquela feita de átomos, como eu, você, seu cachorro – presente no universo. Evidências apontam que, no máximo, 5% da densidade de massa-energia do universo e 20% da massa dos aglomerados está na forma de átomos.
É aí que entra a matéria escura. Muitos físicos e astrônomos acreditam que ela seja uma nova partícula ainda não detectada por aceleradores de partículas ou por raios cósmicos. Para ser uma partícula de matéria escura, é preciso que tenha muita massa, mais do que um nêutron, e interaja de maneira tímida com a matéria normal, de forma que dificilmente reaja produzindo luz.
Aparentemente, a matéria escura é responsável pelas estruturas que vemos no universo, como galáxias e aglomerados – ou seja, é ela que “segura” estes objetos imensos, não deixando que se desfaçam.
Já a energia escura tem sua origem nos trabalhos para entender a expansão acelerada do universo. Uma das especulações é que a aceleração é consequência de uma nova forma de matéria, que também não foi detectada até agora. Sabemos, no entanto, de que se trata de uma “energia” porque ela contribui com cerca de 70% da energia total do universo. Se descobrirmos o que é, podemos então trocar o nome para algo menos misterioso.
Em termos gerais, a matéria escura atrai e a energia escura repele. A matéria é usada para explicar uma atração gravitacional maior que a esperada, enquanto a energia revela uma atração gravitacional negativa.
Os maiores cientistas do nosso tempo trabalham no problema e nossa melhor tecnologia está examinando o cosmos, mas, por enquanto, não há outra explicação para os efeitos que observamos: a matéria escura e a energia escura são reais. Só que não sabemos muito mais do que isso.

4. Estamos sozinhos no universo?

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Mais do que determinar a consistência do nosso universo, somos obcecados por saber se existe vida além do nosso planeta.
Neste ano, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, identificou (mais) dois sistemas planetários que podem abrigar vida fora do sistema solar. Dos cinco corpos que orbitam a estrela Kepler-62, que fica a 1.200 anos-luz de distância da Terra, há chances de dois deles terem água líquida na superfície. Mas essa é a só a ponta do iceberg.
Dos 1.235 planetas suspeitos até agora, cerca de um terço estão em sistemas multiplanetários solares como o nosso. A julgar por essas descobertas, parece que os planetas são tão numerosos quanto grãos de areia.
Há 25 anos, apenas 9 planetas eram conhecidos, todos em nosso sistema solar. Nós só podíamos imaginar o resto, alimentados por um rico acervo de ficção científica, para o qual o espaço exterior era uma fonte inesgotável de ideias. A situação, no entanto, é diferente agora.
Mesmo assim, encontrar exoplanetas – ou seja, aqueles que estão fora do nosso sistema solar – não é tarefa fácil. Eles não emitem luz própria, apenas refletem a luz de suas estrelas. Dadas as distâncias interestelares envolvidas, até mesmo as estrelas mais próximas de nós não são muito visíveis, por isso identificá-los é um desafio tecnológico.
Uma das formas encontradas pelos cientistas para procurar vida extraterrestre em potencial é observar a oscilação rítmica de uma estrela como o nosso sol, criada pela força gravitacional de um planeta em sua órbita.
Existem maneiras de detectar planetas menores. A nave espacial Kepler foi especificamente projetada para varrer uma parte da Via Láctea e descobrir dezenas de planetas do tamanho da Terra perto de sua zona habitável – região em que a vida como a conhecemos é possível –, determinando quantas das bilhões de estrelas em nossa galáxia possuem tais planetas. Kepler monitora continuamente 145 mil estrelas da Via Láctea.
Também, uma nova equipe internacional de astrônomos apresentou provas convincentes de que nossa galáxia está cheia de planetas do tamanho de Júpiter, à deriva entre as estrelas. A descoberta foi feita por meio de uma técnica ainda mais misteriosa: as microlentes gravitacionais. Com base na premissa de Einstein de que a gravidade dobra a luz, é possível ver objetos escuros no céu, medindo a luz que dobra das estrelas por trás deles. Desta forma, os astrofísicos viram 10 planetas andarilhos, e estima-se que pode haver um ou dois deles para cada uma das cerca de 200 bilhões de estrelas na Via Láctea.
E se planetas do tamanho de Júpiter, que são mais fáceis de detectar, existem aos bilhões, certamente deve haver muitos outros planetas do tamanho da Terra lá fora, girando em torno de suas estrelas a uma distância certa para sustentar a vida. Mas simplesmente não sabemos ainda. E não podemos descartar a hipótese, a propósito, de que em algum lugar, existam criaturas inteligentes, moldadas por uma confluência de eventos improváveis ou forças sobrenaturais, olhando para o céu neste exato momento e pensando “será que estamos sozinhos?”.

3. O que é o tempo?

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Estamos tão acostumados com ele, que raramente paramos para refletir sobre o tempo. Afinal, a passagem do tempo é muito clara: ontem foi passado, hoje é o presente e amanhã será futuro. Mas nem tudo é tão simples assim.
A ideia de que o tempo é uma linha ligando o passado, o presente e o futuro traz um questionamento: seria o tempo uma “direção”? Afinal, nós parecemos estar nos movendo para frente no tempo, mas só podemos ver eventos que já ocorreram.
O que acontece é que medimos a passagem do tempo com base no movimento. Pense: os dias, meses e estações do ano são cíclicos. Temos a impressão de que o tempo está indo para frente, mas podemos muito bem estar andando em círculos. Além disso, condicionamos nossas ações com o tempo: dizemos que um carro levou horas para fazer um percurso ou que o coração de uma pessoa bate um determinado número de vezes por minuto.
“O tempo pode ser apenas uma ‘moeda comum’ ou uma unidade de movimento com a qual todos os outros movimentos são medidos, tornando mais fácil a descrição do mundo, mas sem ter uma existência independente”, sugere Rawy Shaaban, um dos autores da página “Across the Universe: from quarks to quasars”. “Medir processos (de movimento) usando tempo é como usar dinheiro ao invés de troca direta de mercadorias”.
Curiosamente, o presente não pode ser restrito a uma medida de tempo. Quanto dura o “agora”? Um segundo? Um milésimo de segundo? Podemos até considerar que o presente, teoricamente, não existe. Afinal, quando os estímulos externos chegam ao nosso cérebro, o que aconteceu já é passado. E o futuro ainda está por vir. Vivemos nesse pequeno (e, ao mesmo tempo, imensurável) intervalo entre o passado e o futuro, que pode nem existir.
“Isso sugere que nossa percepção do tempo como passado, presente e futuro pode ser apenas uma ilusão criada por nossa mente em uma tentativa de entender o mundo em transformação que nos cerca”, afirma Shaaban. Nesse caso, como as mudanças do mundo ocorreriam se não existisse o tempo? A pergunta inicial permanece.
Entretanto, nem todos concordam com a ideia de que o tempo não passe de um devaneio coletivo. “O tempo é supremo, e a experiência que todos nós temos de que a realidade é o momento presente não é ilusão, mas a mais profunda pista que temos sobre a natureza fundamental da realidade”, defende o físico teórico Lee Smolin.

2. Quais mudanças genéticas nos fizeram diferentes dos outros animais?

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Cada geração de antropólogos se propõe a explorar a questão e tentar respondê-la: “O que nos torna humanos?”. O famoso paleontólogo Louis Leakey acreditava que fosse a capacidade de construir ferramentas que nos tornava únicos. Por isso, quando ele descobriu ossos de hominídeos perto de ferramentas de pedra na Tanzânia, em 1960, ele batizou o suposto grupo responsável pelas ferramentas de Homo habilis, o mais antigo membro do gênero humano.
No entanto, pouco tempo depois, a primatologista Jane Goodall demonstrou que chimpanzés também usam tipos de ferramentas, e hoje a discussão entre os pesquisadores é se os H. habilis realmente pertencem ao gênero Homo.
Elizabeth Culotta, da revista Science, conta que estudos posteriores creditaram o domínio dos humanos na Terra a traços tais como o bipedalismo, a cultura, as línguas, o humor e, claro, um grande cérebro. “No entanto, muitas dessas características também podem ser encontradas, pelo menos em algum grau, em outras criaturas – chimpanzés têm cultura rudimentar, papagaios falam e alguns ratos parecem rir quando recebem cócegas”, conta.
O que é incontestável é que os seres humanos, como todas as outras espécies, têm um genoma único, moldado por nossa história evolutiva. Com o genoma humano já mapeado e os dados sobre o genoma dos primatas começando a surgir, estamos entrando em uma era na qual pode se tornar possível identificar as mudanças genéticas que ajudam a nos separar de nossos parentes mais próximos.
As diferenças genéticas reveladas entre humanos e chimpanzés podem ser profundas, apesar de as estatísticas apontarem que apenas cerca de 1,2% do nosso DNA é diferente. Isso porque uma simples mudança de 1% pode afetar milhares de genes – e a diferença percentual se torna muito maior se você contar as inserções e deleções de cada um.
Mesmo se nós conhecermos os 40 milhões de sequências diferentes entre humanos e chimpanzés, o que elas significam? Provavelmente, muitos genes são simplesmente a consequência de 6 milhões de anos de deriva genética, com pouco efeito sobre o nosso corpo ou o nosso comportamento, enquanto outras pequenas mudanças – como, por exemplo, as sequências reguladoras, não codificadas – podem ter consequências dramáticas.
Chegamos a um novo dilema: apenas metade dos genes que nos diferenciam dos macacos é que pode definir um chimpanzé, em vez de um ser humano. Como é que podemos saber quais são eles?
Segundo Culotta, uma maneira é descartar os genes que foram favorecidos pela seleção natural nos seres humanos. Estudos que buscam sinais sutis de seleção no DNA dos seres humanos e outros primatas identificaram dezenas de genes, em particular aqueles que estão envolvidos na interação patógeno-hospedeiro, reprodução, sistemas sensoriais como olfato e paladar, e muito mais.
“Porém, nem todos esses genes ajudaram a nos diferenciarmos dos nossos primos macacos, originalmente. Nossos genomas revelam que evoluímos em resposta à malária, mas não é a defesa da malária que nos torna humanos”, ressalta.
Alguns pesquisadores realizam mutações clínicas para poder rastrear a evolução dos genes – uma técnica que tem identificado uma boa quantidade de genes com potencial para explicar esse mistério. “Por exemplo, os genes MCPH1 e ASPM, quando mutados, causam microcefalia [condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o normal], o FOXP2 causa defeitos na fala – e os três apresentam sinais de pressão de seleção durante a evolução dos humanos, mas não dos chimpanzés. Assim, eles podem ter desempenhado um papel na evolução de cérebros grandes e na fala dos seres humanos”, explica Culotta.
Mesmo com essas evidências, a resposta final dos cientistas ainda está em aberto. Uma compreensão completa das características exclusivamente humanas, no entanto, inclui mais do que apenas o DNA. Os cientistas podem manter a discussão com uma linguagem demasiadamente sofisticada ou utilizar termos genéricos como “cultura” ou “tecnologia”. Estamos na era do genoma, mas ainda somos capazes de reconhecer que é preciso muito mais do que genes para se fazer um ser humano.

1. É possível unificar as leis da física?

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Para Charles Seife, da revista especializada “Science”, o Modelo Padrão da física de partículas é um poema inacabado. “A maioria das peças está lá e, mesmo inacabada, é sem dúvida a obra mais brilhante na literatura da física. Com grande precisão, descreve toda a matéria conhecida, incluindo todas as partículas subatômicas, como quarks e léptons, bem como as forças por meio das quais as partículas interagem umas com as outras”, diz.
As forças a que se refere são o eletromagnetismo, que descreve como objetos carregados sentem a influência de outros; a força fraca, que explica como as partículas podem mudar suas identidades; e a força forte, que descreve como quarks se unem para formar prótons e outras partículas compostas.
O problema é que algumas dessas peças que fazem parte do grande quebra-cabeça da física estão faltando – e algumas presentes não se encaixam muito bem. É o caso da gravidade, por exemplo.
Essas diferenças, entretanto, podem ser superficiais. O eletromagnetismo e a força fraca parecem muito diferentes entre si. Entretanto, ainda na década de 1960, os físicos mostraram que, em altas temperaturas, essas duas forças se “unificam”.
Torna-se evidente que o eletromagnetismo e a força fraca são realmente a mesma coisa, assim como fica óbvio que o gelo e água em estado líquido são a mesma substância se você aquecê-los juntos. Essa conexão deu aos físicos a esperança de que a força forte também pudesse ser unificada com as outras duas forças, produzindo uma grande teoria – um dos grandes mistérios da física atualmente.
Uma teoria unificada deve ter consequências observáveis. Por exemplo, se a força forte de fato é a mesma que a força eletrofraca, então os prótons podem não ser verdadeiramente estáveis, uma vez que, a longo prazo, eles devem decair espontaneamente.
Apesar de muitas pesquisas, ninguém observou, até hoje, o decaimento de um próton – assim como ninguém jamais avistou quaisquer partículas previstas por algumas modificações de melhoria do modelo padrão, como a supersimetria. Pior ainda, mesmo uma teoria unificada não estaria realmente completa – a não ser que ignorasse a gravidade.
A gravidade é uma força problemática. A teoria que a descreve, a da relatividade geral, presume que o espaço e o tempo são suaves e contínuos, enquanto a física quântica que rege as partículas subatômicas e as forças é inerentemente descontínua e agitada.
“A gravidade se confronta tão fortemente com a teoria quântica que ninguém ainda foi capaz de elaborar uma maneira convincente de construir uma teoria única, que inclui todas as partículas, as forças forte e eletrofraca e a gravidade – tudo em um grande e uniforme pacote”, conta Seife. No entanto, os físicos possuem, sim, algumas pistas. Talvez a mais promissora seja a teoria das supercordas.
Essa teoria tem um grande número de seguidores porque fornece uma maneira de unificar diversos elementos da física em uma teoria maior, com uma única simetria. Por outro lado, exige um universo com 10 ou 11 dimensões, montes de partículas ainda não detectadas, além de muita bagagem intelectual que nunca poderá ser verificada.
Podem existir dezenas de teorias unificadas, das quais apenas uma é correta, mas os cientistas jamais terão meios para determinar qual. Ou talvez a luta para unificar todas as forças e partículas seja em vão.
Nesse meio tempo, os físicos continuam a procurar o decaimento de prótons, bem como ainda buscam partículas supersimétricas no acelerador de partículas subterrâneo, o “Grande Colisor de Hádrons”, em Genebra, na Suíça. Ou seja, ainda esperam que, um dia, seja possível terminar o poema e encaixar todas as peças desse misterioso quebra-cabeça. [How Stuff WorksThe New York TimesScience MagazineScience Magazine]

Fonte: Hypescience
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O misterioso e indecifrável manuscrito de Voynich

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Voynich_Manuscript_(170)
Há quase 100 anos, o manuscrito de Voynich intriga linguistas, criptógrafos e entusiastas de teorias conspiratórias: os textos supostamente escondem uma mensagem secreta, e são acompanhados por ilustrações detalhadas de plantas desconhecidas e outros objetos misteriosos.
Para jogar uma luz sobre o problema, os pesquisadores Marcelo Montemurro (da Universidade de Manchester, Reino Unido) e Damián Zanette (do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina) analisaram o material do ponto de vista estatístico.
Resultado: o manuscrito segue a Lei de Zipf, segundo a qual a palavra mais comum em uma linguagem natural é duas vezes mais usada que a segunda e três vezes mais do que a terceira, e assim por diante – e, dessa forma, teria uma linguagem estruturada.
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De acordo com os autores, essa semelhança com linguagens naturais sugere que o texto não é uma farsa: “Enquanto o mistério da origem e do significado do texto ainda precisa ser resolvido, a evidência acumulada a respeito da organização em diferentes níveis limita severamente o escopo da hipótese de farsa, e sugere a presença de uma estrutura linguística legítima”.

Mistério medieval

O manuscrito, embora só tenha ganhado destaque em 1912 (quando foi comprado pelo vendedor de livros antigos Wilfrid Voynich), data do começo do século 14. Tem 240 páginas, algo que deveria facilitar o trabalho de decifrá-lo, já que haveria bastante material disponível para os criptógrafos analisarem.
Até o momento, no entanto, foram feitas pelo menos 25 pesquisas sobre o manuscrito, e o fato de nenhuma delas ter decifrado o material reforçava a hipótese de que ele é uma farsa.
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O pesquisador Gordon Rugg, da Universidade de Keele (Inglaterra), por exemplo, não está tão otimista quanto Montemurro e Zanette. “Não creio que haja muitas chances de que o manuscrito de Voynich seja simplesmente uma linguagem não identificada, porque há muitas características em seu texto que são diferentes de tudo o que é encontrado em uma linguagem real”, aponta. Rugg até mesmo produziu um texto sem sentido seguindo uma estrutura similar à do manuscrito, para mostrar que tudo pode não passar de uma fraude. Sem desanimar, porém, Montemurro defende a autenticidade do material. “Depois desse estudo, qualquer novo suporte à hipótese da farsa deve fazer referência explícita a essa sofisticada estrutura. Até agora, isso não foi feito”.[BBC, LiveScience]voynichcosmologicalFonte: Hypescience
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Kera: O caso OVNI mais estranho da história da humanidade

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Infelizmente, há pouca informação sobre este caso, que poderia muito bem servir de inspiração para um filme blockbuster.
Tudo começou com uma série de estranhos eventos que ocorreram em 25 de agosto de 1972, em Kera, área da cidade de Kochi, em Shikoku, uma ilha japonesa. Naquela tarde em questão, um estudante de 13 anos chamado Michio Seo estava voltando para casa da escola quando, supostamente, de acordo com relatórios, capturou um objeto de metal encontrado em um campo de arroz.
De repente, o menino espantado observava o estranho aparelho que começou a “levitar”, balançando acima do campo de arroz. O objeto voando parecia com um gigante chapéu prata com um fundo plano e com a borda estreita. A cúpula curvada sobre a borda era relativamente íngreme e uniforme em seu ápice. O menino depois comparou o movimento do objeto com o de um morcego, por causa de sua semelhança ao fazer curvas apertadas. Mas o que aconteceu depois que deixou todo mundo indiferente…
Seo, que se sentiu um pouco impotente sem saber o que fazer com o objeto, que estava levitando na área, foi rapidamente ao local. Quando ele voltou para Kera, ele se reuniu com seus quatro melhores amigos para dizer-lhes sobre seu encontro incrível. Seus amigos, que não acreditaram nele, ficaram intrigados e em breve reuniram um grupo para sair e encontrar o suposto objeto voador. Cerca de 7 horas depois, as crianças foram para o campo de arroz e ficaram um bom tempo monitorando até que, para surpresa de todos, o objeto retornou.
KERA resultado de imagem: o mais estranho UFO Incident História
Adolescentes ficaram algum tempo olhando para o objeto, que começou a emitir uma luz brilhante quando o Sol começou a se pôr. Um dos jovens, pressionado por seus amigos, começou a se aproximar do objeto. O objeto, por sua vez, começou a brilhar com uma tonalidade azulada, então os jovens, assustados, decidiram voltar para suas casas. Após a reunião, eles voltaram várias vezes para o campo de arroz, e no dia 4 de Setembro, às 21h30, o objetou voltou para o local, voando quase 1 metro acima do solo. O objeto começou a brilhar fortemente, o que fez os rapazes ficarem com medo de deixar suas casas.
No dia seguinte eles tiveram uma ideia, pegar uma câmera e passar o dia todo no campo de arroz para registrar o objeto voador. O objeto não retornou durante toda a noite, no entanto, no dia seguinte, a história mudou.
Em 6 de setembro, quando eles voltaram para o campo de arroz, eles viram que o objeto estava deitado no chão, bem no meio do campo. Os adolescentes, armados com uma câmera, decidiram tirar uma foto do objeto antes de se aproximar dele. Mas, ao receber o flash da câmera, o objeto respondeu e voltou a levitar, o envio de luz foi ainda mais forte do que os anteriores, mas logo depois, voltou a cair acentuadamente no chão.
Então, Hiroshi Mori, de 14 anos, moveu com cuidado o pequeno disco voador. O menino decidiu agarra-lo com as mãos e levantá-lo para tirar uma foto. Quando o fez, sentiu uma espécie de “motor” se movendo dentro dele. Em seguida, uma foto de Miro foi tirada segurando o UFO. Miro o cobriu com um saco plástico e o colocou em sua mochila. Uma vez em casa, os rapazes olharam para ele com cuidado e o mediram, dizendo que ele tinha cerca de 20 cm de largura, 10 cm de altura e pesava cerca de um quilo.
Após uma inspeção inicial, os meninos o envolveram em um plástico e trouxeram para a casa de Yasuo Fujimoto. Seu pai, Mutsuo, era o diretor do Centro de Educação e Ciência na cidade de Kochi. Embora à primeira vista não desse muita importância ao objeto, logo ele se lamentou e disse: “Aquele objeto começou a me preocupar, eu perguntei ao meu filho se era verdade o que ele disse. Era verdade. O objeto era como um cinzeiro, feito de ferro fundido, mas leve demais para ser de metal. Tinha uma capa traseira, que não abria e o seu interior era semelhante aos de um pedaço de rádio. Eu não dei muita importância, mas agora eu me arrependo de não ter o estudado de perto”.
Depois do seu pai verifica-lo, ele foi novamente colocado no plástico, mas para surpresa de todos, no dia seguinte, eles viram que o objeto não estava na mochila. Apesar de não ser a última vez que o objeto seria visto ou recuperado. Durante as próximas duas semanas, os rapazes afirmaram ter visto o objeto, pelo menos seis vezes. O mesmo Fujimoto o viu três vezes e o grupo conseguiu capturar o objeto uma segunda vez, embora sempre acabassem perdendo ele de vista. Os rapazes tentaram pensar no que poderia determinar o desaparecimento do objeto, e concluiu que a chave poderia ser os dias chuvosos.
Aparentemente, o objeto nunca apareceu em dias de chuva, como se tivesse “medo” da água. Foi então que um plano para capturar o estranho aparelho foi criado. Em 19 de setembro, o grupo voltou para o campo de arroz para tentar a sua sorte, desta vez com um grande balde de água e alguns trapos. Eles correram para o objeto no chão, imóvel, o cobriram com trapos e derramaram água sobre ele. Eles tentaram preencher todos os “buracos” do objeto estranho com água para tentar enfraquecê-lo. Mas assim que a água entrou no dispositivo, ele começou a emitir um som desagradável, semelhante ao zumbido de uma cigarra. O interior do objeto também começou a brilhar.
Os meninos foram intimidados por uma possível reação do mesmo, então decidiram atirar pedras. O objeto permaneceu deitado no chão, de modo que os meninos voltaram para capturá-lo. Quando chegaram em casa e verificaram, viram que dentro havia pequenos dispositivos e cabos, além de desenhos estranhos. Eles penduraram o dispositivo de cabeça para baixo por um fio. Dentro, disseram ver um material não identificado, viscoso. Eles se perguntaram: Aquilo seria os restos derretidos de seu piloto devido ao contato com a água?
O grupo também se questionou se o aparelho provavelmente não seria algum tipo de mecanismo de monitoramento por “controle remoto” de origem tecnológica. Novamente eles cobriram o objeto com trapos acreditando que isso poderia impedir o objeto de vazar qualquer tipo de “radiação do mal”. Mas, mais uma vez, eles ficaram intrigados ao descobrir que no dia seguinte, não havia nada sob os trapos. Após a pesquisa, eles já sabiam que o objeto conseguiu se livrar deles por conta própria. Um dia, ao jogar bola, Kojima viu o objeto imóvel sobre o terreno e então o agarrou e o trouxe de volta para casa.
Eles decidiram pinta-lo de outra cor para verificar se, de fato, aquele objeto era o mesmo que sempre escapava. Os rapazes colocaram o objeto em um saco cheio de água, e o amarraram com uma corda para se certificar de que ele não poderia escapar. Eles saíram para um passeio com bicicletas, enquanto um deles levava o objeto amarrado ao pulso com uma corda para não escapar, no entanto o rapaz disse que sentiu uma força puxando o seu pulso, de modo que os rapazes pararam para verificar o que seria. Quando eles abriram o saco e retiraram a corda, eles viram que o objeto não estava lá. Infelizmente, esta seria a última vez que os meninos veriam o objeto.
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Existem muitas teorias sobre a descoberta do suposto objeto voador, mas a verdade é que nunca se conheceu nada de exato sobre isso. Se nós olharmos para a história, esta “máquina” resistiu a todas as tentativas dos adolescentes de mantê-lo. E, embora nenhuma das opções acima mencionadas tenha funcionado, esta seria a prova de que o objeto possuía algum tipo de vida inteligente, o que deixa toda a história ainda mais intrigante. Talvez estivessem lidando com um dispositivo de vigilância do solo, um tipo de tecnologia zangão, ou mesmo com algo enviado de outro mundo, tempo, dimensão ou das profundezas do oceano, mas tudo não passa de teoria. O que você acha sobre o assunto? Comente!

Vi lá no Minulua
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os relatos mais impressionantes de reencarnação

16:14 0
Veja o que a ciência diz sobre pessoas que garantem se lembrar de vidas passadas.
Em sua última vida (ao menos das que tivemos notícia), Peter Hulme era um simples funcionário de bingo em Birmingham, Inglaterra. No entanto, ele vivia às voltas com um sonho recorrente e dramático: nele, soldados que pareciam vindos do passado atacavam um castelo sempre inacessível.
Hulme não nutria maior interesse por história e jurava não ter ideia da origem de suas visões. Em busca de uma resposta, nos anos 90, submeteu-se a sessões de hipnose. O resultado foi inusitado: concluiu que também tinha sido John Raphael, soldado escocês servindo a certo capitão Leverett na Escócia do século 17.
Parecia uma fantasia, mesmo porque inexistiam registros históricos de uma batalha na região e nas circunstâncias descritas por Hulme. Investigando por conta própria, ele e seu irmão Bob encontraram indícios da existência do castelo e, empolgados, resolveram viajar à Escócia em busca de provas.
Contra todas as expectativas, recuperaram resquícios de batalha no local apontado por Hulme - e, mergulhando em documentos antiquíssimos, acharam documentos que comprovam a existência de um capitão Leverett e do próprio John Raphael. Com base nesses indícios, Peter Hulme afirmou até o fim da vida que suas memórias eram genuínas e ele era, de fato, a reencarnação de um soldado escocês.
O caso de Hulme não está acima de dúvidas: historiadores apontam inconsistências e contradições nas memórias do suposto reencarnado. Mas o relato ilustra uma situação que ainda intriga a ciência: pessoas que juram recordar experiências de vidas passadas, em detalhes às vezes desconcertantes para os cientistas.
A ideia de uma consciência que sobrevive à morte e reencarna em novos corpos é quase tão antiga quanto a fé em divindades e surgiu de forma independente em inúmeras culturas ao redor do planeta. De todos os cantos do globo, encontrou na Ásia o terreno mais fértil. A ideia está tão arraigada nas crenças hinduístas e budistas que, em lugares como Índia e Sri Lanka, a reencarnação é vista como algo quase natural.
Não é à toa que surgem de lá muito dos casos considerados mais sólidos pelos pesquisadores do tema - como o de Swarnlata Mishra, que desde os 3 anos recordava com riqueza de detalhes a vida de outra pessoa, chamada Biya e morta quase uma década antes.
A naturalidade com que Swarnlata tratava os integrantes de sua "outra" família, ao ponto de mencionar apelidos íntimos de gente que não conhecia pessoalmente, fez com que o caso virasse um clássico e deixa pesquisadores coçando a cabeça até hoje. Mesmo no mundo ocidental, uma boa parcela da população acredita em reencarnações, um interesse que aumentou em alguns países após o surgimento do espiritismo na França do século 19.
Na Europa Ocidental, dados de 2006 apontam que 22% pensam que a reencarnação é uma realidade, enquanto nos EUA pesquisas falam em 20 a 25% de crença em vidas passadas. Nas cidades do Ocidente, em especial no Brasil, a doutrina espírita tem grande penetração, e manifestações religiosas recentes, como a cientologia, também levam as vidas passadas como parte de suas crenças.
A postura da ciência diante disso tudo é de ceticismo. A maioria dos cientistas trata os relatos de vidas passadas como frivolidades, frutos de autoindução ou fraudes. 
Além disso, não existe nenhum indício científico de que a "alma" exista ou de que ela possa sobreviver à morte do corpo (ela existiria de que forma entre uma encarnação e outra?). Mas é claro que alguns pesquisadores pensam diferente. Um dos mais destacados foi o psiquiatra Ian Stevenson, que dedicou mais de 40 anos ao estudo de quase 3 mil relatos de crianças ao redor do mundo.
Para Stevenson, a maioria das recordações infantis sobre vidas passadas envolve mortes violentas, com relatos iniciando entre 2 a 4 anos e quase sempre desaparecendo antes da adolescência. Ele também estudou sinais de nascença e tumores, dizendo que podiam relevar ferimentos sofridos em vidas anteriores. Em um estudo de 1992, Stevenson cita 49 casos onde foram localizados documentos médicos de pessoas que as crianças diziam ter sido em vidas anteriores.
De acordo com o pesquisador, a correspondência entre ferimentos mortais e sinais físicos nos supostos reencarnados seria no mínimo satisfatória em 43 desses casos, 88% do total.
No entanto, o próprio Stevenson admitia uma grave lacuna: seus estudos não mostram como seria possível uma consciência sobreviver à morte física e ingressar no corpo de outra pessoa. Seus livros são alvos de muitas críticas, que vão desde análise tendenciosa dos dados até uso de fontes não confiáveis, que já acreditavam em reencarnação antes dos supostos casos na família. Ou seja, não existiria evidência de reencarnação além de depoimentos dos próprios reencarnados ou de indícios que, mesmo intrigantes, podem ser meras coincidências.
Mas alguns aspectos de supostas vidas passadas ainda são desconcertantes para a ciência. É o caso, por exemplo, da xenoglossia, uma capacidade súbita que algumas pessoas manifestam de falar, com diferentes graus de fluência, línguas que deveriam desconhecer. Um dos casos mais marcantes é o de Iris Farczády, uma húngara de 16 anos que, no ano de 1933, passou a agir como uma espanhola de 41 anos chamada Lucía, morta anos antes.
A suposta reencarnada esqueceu o húngaro natal e passou a falar espanhol fluente, nunca mais recuperando sua personalidade anterior. O caso está registrado no livro Paranormal Experience and Survival of Death ("Experiência paranormal e sobrevivência da morte", sem tradução para o português), de Carl Becker, professor de ética médica da Universidade de Kyoto.
Para a maioria dos cientistas, a história de Iris (ou Lucía) não passa de mais um caso de almanaque, mas há quem acredite que a comprovação científica da xenoglossia seria a prova definitiva de que a reencarnação é uma realidade. É viver (uma ou mais vezes) para crer.

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sábado, 2 de julho de 2016

Mão misteriosa aparece em foto antiga de funcionárias de fábrica

13:47 0


Mais de cem anos depois, uma foto que mostra um grupo de trabalhadoras de uma fábrica em Belfast, na Irlanda do Norte, ganhou atenção por um detalhe curioso: uma mão "perdida" que aparece sobre o ombro de uma das mulheres.
Tirada em 1900, a imagem mostra 15 mulheres que trabalhavam em uma fábrica de linho da cidade à epoca. Por uma exceção, todas elas aparecem de braços cruzados. No entanto, sobre o ombro da moça à direita na segunda fileira - de baixo para cima - uma mão aleatória está apoiada.
O detalhe, assustador para alguns, foi apontado por uma leitora do site "Belfast Live", que recentemente incluiu a foto em uma galeria sobre antigos trabalhadores da cidade.
A leitora, identificada como Lynda, afirmou que já havia observado aquela mão antes, já que a família dela tinha a foto por uma coincidência: a avó dela era das funcionárias retratadas. 
"Meu pai tinha foto em casa... uma foto de fantasma na família", explica ela, acrescentando não acreditar em aparições mesmo apesar de alguns acontecimentos estranhos em relação àquele retrato - que faz parte do arquivo do museu UIG.
Após a descoberta do detalhe, o jornal está tentando entender o que pode ter gerado aquela mão "extra": se um truque/erro de iluminação ou até mesmo algum detalhe na roupa da moça. No entanto, até agora não há explicação para o fenômeno.
 Fonte: Rede TV Via: Arquivos do Insolito
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O inquietante mistério das gêmeas Pollock: um caso de reencarnação documentado pela ciência

13:42 0

 
Ian Stevenson, doutor em medicina e professor universitário de psiquiatria canadense, estudou mais de 3 mil casos de crianças que pareciam se lembrar de vidas passadas.
 
 
Um dos mais significativos foi o das gêmeas Pollock. O dia 5 de maio de 1957 amanheceu com um sol esplêndido em Whitley-Bay, no Reino Unido, às margens do Mar do Norte. Como todos os domingos, as famílias locais se dirigiam apressadas à igreja, para celebrar a missa. As duas pequenas filhas da família Pollock, Joanna e Jacqueline, de 11 e seis anos, respectivamente, foram antes de seus pais para garantir um lugar. 


Quando dobravam uma esquina, uma carruagem com cavalos desenfreados as atropelou, matando-as instantaneamente. Seus corpos ficaram praticamente destruídos, assim como o coração de seus pais ao receber a trágica notícia. Mas eles não sabiam que o destino traria um dos casos mais estranhos de que já se houve notícia. 


Mais de um ano após o acidente, os Pollock voltaram a ter filhos, dessa vez, as gêmeas Gillian e Jennifer, nascidas em 4 de outubro de 1958. Quando tinham somente três anos, as pequenas começaram a falar e, então, seus pais notaram que acontecia algo estranho. Incrivelmente, elas eram capazes de lembrar eventos passados da vida de suas irmãs, falecidas em 1957. 


Elas mostravam conhecer à perfeição cada canto da casa e as pessoas da cidade. E também praticavam hábitos e costumes idênticos aos de suas irmãs e, inclusive, falavam do mesmo jeito. Embora fossem gêmeas, uma parecia ser maior e protegia a outra, que aceitava o papel de irmã menor. 


Enquanto Gillian recordava a vida de sua irmã Joanna, morta aos 11 anos, Jennifer recordava a de Jacqueline, de seis. Elas conheciam as brincadeiras de suas irmãs e colocavam nas bonecas exatamente os mesmos nomes. Houve uma vez em que seus pais as ouviram falar do acidente, descrevendo sensações e a lembrança do sangue saindo de suas bocas. Além disso, demonstravam uma fobia a veículos que passavam pela rua. 


Entretanto, precisamente aos cinco anos, idade em que os cientistas coincidem em apontar um limiar para a recordação de vidas passadas, as pequenas deixaram de experimentar esses comportamentos estranhos. O caso teve tanto impacto que foi publicado no livro European Cases of the Reincarnation Type.
  


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