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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cientistas da NASA levitam ratos usando campo magnético

20:18 0

Os ratos levitaram com o uso de um imã supercondutor que produz um campo forte o suficiente para rivalizar com a força da gravidade, como parte da pesquisa das condições suportadas por astronautas no espaço

Após testes iniciais em filhotes de ratos que giraram freneticamente no ar, os cientistas decidiram sedar os roedores para tornar suas provas menos perturbadoras.

Descrevendo o primeiro teste com filhotes de ratos de três semanas e 10 gramas, o pesquisador Yuanming Liu do Laboratório de Jato Propulsão da NASA, em Pasadena, Califórnia, disse: "Realmente começaram a girar". "Sem o atrito, girariam mais rápido e mais rápido, e ficariam ainda mais desorientados. "



Os experimentos foram realizados em uma gaiola plástica especialmente concebida, aberta na parte superior para ventilação e para inserir alimentos e água.

Os pesquisadores, que trabalham para a NASA e agora estão buscando mais verbas, esperam que seus testes lancem luz sobre o impacto físico das condições de gravidade zero.

Astronautas são conhecidos por sofrer de densidade óssea reduzida durante missões espaciais de longa duração. "É emocionante podermos contribuir para a futura exploração humana do espaço", disse Liu ao site Live Science.

Cientistas já conseguiram levitar sapos e gafanhotos, mas os ratos são as cobaias mais úteis, pois sua fisiologia está mais próxima a dos seres humanos.


Fonte: Telegraph/ Live Science/arquivosdoinsolito

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O que é matéria escura?

22:01 0

É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que seja. É matéria, porque se consegue medir sua existência por meio da força gravitacional que ela exerce. E é escura, porque não emite nenhuma luz. ssa segunda propriedade é justamente o que dificulta seu estudo. Todas as observações de corpos no espaço são feitas a partir da luz ou de outro tipo de radiação eletromagnética emitida ou refletida pelos astros. Como a matéria escura não faz nenhuma dessas coisas, é "invisível". Ainda assim, sabe-se que ela está lá. Na década de 1930, o astrônomo Fritz Zwicky, um húngaro radicado nos Estados Unidos, calculou a massa de algumas galáxias e percebeu que ela era 400 vezes maior do que sugeriam as estrelas observadas! A diferença está justamente na massa de matéria escura. E quanta diferença! Pelas contas do professor Fritz, você deve ter percebido que ela não é apenas um detalhe na composição do Universo, e, sim, seu principal ingrediente. Hoje em dia, calcula-se que el corresponda a mais ou menos 95% do Universo. É como se todas as galáxias que conhecemos atualmente fossem apenas alguns pedacinhos de chocolate encravados no grande bolo do Universo. Existem várias teorias sobre o que seria a tal massa escura. O mais provável é que ela seja feita de partículas subatômicas, menores que nêutrons, prótons e elétrons e ainda indetectáveis pelos atuais instrumentos de medição dos cientistas. Para terminar, vale um esclarecimento: apesar da semelhança no nome, matéria escura não tem nada a ver com buraco negro. "A massa escura é um componente do Universo, sem luz, enquanto o buraco negro é um objeto astrofísico com um campo gravitacional tão forte que não deixa nem mesmoa luz escapar", afirma o astrônomo Enos Picazzio, da Universidade de São Paulo (USP).


Fonte: mundoestranho
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Diferença entre os pólos magnéticos e geográficos da Terra

21:53 0
Os Pólos Norte e Sul geográficos são uma convenção humana, enquanto os pólos magnéticos são conseqüência de um fenômeno natural. Os pólos geográficos são os lugares onde o eixo de rotação da Terra corta a superfície do planeta. Já os pólos magnéticos são os pontos do planeta em que um ímã aponta para baixo, formando um ângulo de 90 graus com o chão. Isso acontece porque a Terra também é um ímã gigante, fato conhecido desde a Antiguidade - sabendo disso, os chineses inventaram a bússola, por volta do século 4. Quando esse conhecimento chegou à Europa, no século 13, impulsionou as grandes navegações e o mapeamento de todo o globo. A vida dos navegantes ficou mais fácil com a cartografia moderna, que criou o sistema de meridianos e paralelos, baseado no Pólo Norte geográfico. Até o início do século 19, acreditava-se que os pólos geográficos e magnéticos ficavam no mesmo lugar. Mas, em 1831, o explorador inglês James Clark Ross chegou pela primeira vez ao lugar do Ártico onde a bússola aponta para o chão - o norte magnético - e descobriu que os pontos não coincidiam. Naquela mesma época, na Dinamarca, o físico Hans Oersted fazia suas primeiras pesquisas sobre eletromagnetismo, ciência que anos mais tarde ajudaria a explicar esse fenômeno.


Fonte: mundoestranho
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Entenda O que é Fusão e Fissão Nuclear

21:46 0

FUSÃO

Fusão é o processo de colidir dois átomos propositalmente para formar um terceiro, mais pesado. A reação libera energia e, dependendo de quais forem os reagentes, um nêutron livre

CONDIÇÕES PARA OCORRER

Dois átomos não colidem naturalmente porque seus campos eletromagnéticos se repelem. Só pressão e temperatura altíssimas conseguem fazer com que elétrons se dispersem do núcleo, facilitando a colisão. Esse processo só ocorre naturalmente em estrelas, como o Sol

ENERGIA GERADA

6 g de hidrogênio, o elemento químico mais usado na fusão, geram 127 x 1023 MeV, o suficiente para abastecer uma casa com quatro pessoas por 156 dias HISTÓRICO A fusão começou a ser estudada na década de 1930, e, nos anos seguintes, as pesquisas tinham a intenção de criar armamentos militares, que só começaram a ser testados nos anos 1950. Na mesma década, a tecnologia começou a ser estudada para a produção de energia, o que continua até hoje

USOS

Atualmente, seu uso mais notável é na produção de bombas de hidrogênio, um tipo de bomba nuclear. No futuro, servirá, principalmente, para produzir energia de forma mais eficiente e limpa que a fissão

É LIMPA?

Sim. Na reação de fusão mais fácil de ser realizada, a do hidrogênio, dois isótopos (átomos com o mesmo elemento, mas número diferente de nêutrons) se unem para formar um atómo de hélio, gás inerte e não-radioativo.

FISSÃO

Fissão é o processo de forçar a divisão de um átomo para formar dois outros, mais leves. A reação também libera energia e um nêutron livre

CONDIÇÕES PARA OCORRER
A fissão ocorre na natureza a temperatura e pressão ambientes tais como as minas de urânio do Gabão, que funcionaram como um reator natural de fissão há 2 bilhões de anos. Há teorias de que a fusão também possa ser realizada a frio, mas elas ainda são consideradas especulação

ENERGIA GERADA
6 g de urânio, elemento mais usado na fissão, rendem 0,520 x1023 MeV, equivalente ao abastecimento de uma casa com quatro pessoas durante um dia

HISTÓRICO
Também começou a ser pesquisada na década de 1930 e depois passou a ser estudada para uso militar. Daí surgiram as atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Em 1957, foi inaugurado o primeiro reator de fissão nuclear para gerar energia

USOS
Já é usada para a produção de energia, embora o lixo radioativo seja considerado um problema. Também é usada para a fabricação de bombas nucleares, como as da II Guerra Mundial e as atuais, de países como a Coréia do Norte

É LIMPA?
Não. Quando um átomo de urânio é dividido, ele pode gerar quaisquer dois elementos (desde que o peso dos dois somados seja igual ao do urânio). Isso inclui os altamente tóxicos e radioativos (como o bário), que não podem ser liberado no ambiente, exigindo armazenamento especial.


FABRIQUINHA DE ÁTOMOS
Para fundir átomos de hidrogênio tem que ter disposição e habilidade

Está em construção nos Estados Unidos o National Ignition Facility (NIF), aparelho que pretende fazer fusões nucleares. Para isso, dois pulsos de laser fracos, de um bilionésimo de joule, sao emitidos e passam por um sistema que aumenta a energia. Cada pulso é emitido no início de um dos dois corredores paralelos, onde os lasers são amplificados por lentes de vidro e divididos em 192 feixes. Os 192 feixes de laser chegam a uma enorme bola de 10 metros de diâmetro, feita com painéis de alumínio e fechada a vácuo para que a rota do laser não seja desviada. Juntos, eles aplicam o equivalente a 1,8 milhão de joules sobre a bola em alguns poucos bilionésimos de segundo, ou cerca de 500 trilhões de watts. Esta grande câmara redonda é revestida por 30 centímetros uma mistura de concreto com boro, elemento que absorve nêutrons que resultam da fusão. A ideia do experimento é reproduzir as fusões que ocorrem em estrelas, com temperatura e pressão altíssimas e que geram mais energia do que gastam. Um dos braços mecânicos segura, no centro da esfera, um pequeno cilindro de ouro que comporta uma bolinha de 0,15 grama, recheada com átomos de deutério e trítio, isótopos do hidrogênio, com diferente número de nêutrons, que são ótimos combustíveis para a fusão nuclear. Os lasers entram pelas extremidades do cilindro e atingem suas paredes, aumentando a temperatura, que chega a dezenas de milhões de graus Celsius. Ao mesmo tempo, o rebatimento dos lasers gera ondas de raios-X que comprimem a cápsula. Com tanta pressão e calor, os nêutrons e elétrons se afastam do núcleo dos isótopos, que se unem e formam átomos de hélio. Em apenas dez bilionésimos de segundo, o experimento deve gerar de dez a cem vezes a energia usada para ativar a máquina – ou seja, de 5 a 50 quatrilhões de watts. Se tudo der certo, pode ser a primeira vez que um processo de fusão gere mais energia do que gasta, o que pode ser, no futuro, uma fonte de energia para a humanidade

HAJA ENERGIA!
Entenda o quanto de energia o NIF vai precisar para funcionar

500 trilhões de Watts = 5 milhões de lâmpadas incandescentes de 100 W
= Mais de 3 500 vezes a capacidade diária de Itaipu
= 5,35 vezes mais do que o produzido por Itaipu em um ano de pico
= 2,63% de toda a energia produzida no mundo em 2008


Fonte: mundoestranho

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Projeto Starchild, a "Criança das Estrelas"

15:51 0

Há aproximadamente 60 ou 70 anos atrás, uma menina americana morando no México descobriu os esqueletos de um adulto e uma criança aparentemente malformada em uma caverna próxima à sua vila. A menina coletou os dois crânios e os guardou por toda a vida, até sua morte recente. Pouco antes de morrer, ela passou os crânios a um homem americano desconhecido que os manteve durante cinco anos. Os crânios foram então passados a um casal americano que os possui até hoje.

Esta é pelo menos a história que vem sendo contada sobre a assim chamada 'Starchild', ou 'criança das estrelas'. Os crânios e a história contada são certamente interessantes. É interessante especular sobre por que o adulto e a criança morreram naquela caverna. Qual era a causa das malformações da criança? Eram congênitas, adquiridas ou algo mais? Teriam sido a causa da morte dela? A mãe morreu pela dor da criança perdida, ou foram ambos expulsos de sua aldeia? Certamente, uma comovente história deve estar por trás dos restos de um adulto e uma criança malformada achados lado a lado em uma caverna no México.

Há uma tendência, porém, de preencher tal especulação com a mitologia da cultura local. E uma das mitologias prevalecentes de nosso tempo refere-se à visitação de nosso planeta por pequenos aliens cinzas que estariam conduzindo um projeto misterioso de abdução humana, talvez envolvendo um projeto de hibridização. Não é surpresa portanto que aqueles que acreditam e popularizam esta mitologia apegaram-se à história destes dois crânios e interpretaram os detalhes de acordo com suas convicções.

Dois destes crédulos, Lloyd Pye e Mark Bean, montaram o que eles chamam de Projeto Criança das Estrelas (The Starchild Project), e têm um extenso website dedicado à sua investigação destes crânios (Pye e Bean, 1999). A investigação deles é um exemplo típico de pseudociência, e eu examinarei a análise deles citando as características pseudocientíficas presentes.

Aqui está um excerto da introdução do website:

Como informado por seu descobridor, o crânio "Criança das Estrelas" é malformado de muitos modos cruciais. De fato, há pouco no crânio que se compare a um humano normal. Ele realmente possui o mesmo número e tipo de ossos cranianos, mas nenhum é amoldado ou está posicionado como nos humanos. Também há outras semelhanças, incluindo certas extrusões e contornos ósseos, ligamentos de músculo e aberturas para veias e artérias que correspondem a humanos. Apesar dessas e outras conformidades reconhecíveis, uma esmagadora maioria de comparações demonstra desvios da norma humana.
Por vezes essas divergências são pequenas, mas na maioria das vezes elas são enormes, a um grau que deveria ter produzido um monstro fetal incompatível com a vida como nós a conhecemos. Ao invés, elas se combinam sutilmente para formar um esboço craniano assustadoramente semelhante ao tipo alien cinzento exemplificado na capa do livro de Whitley Streiber, "Communion".
Uma vez que o crânio "Criança das Estrelas" mostra tantos desvios da norma humana, nós podemos seguramente esperar que o teste de DNA prove uma das três coisas: (1) um puro alien tipo Cinzento; (2) um híbrido alien-humano; ou (3) a mais bizarra deformidade humana desde o Homem Elefante.

Algumas características pseudocientíficas são reconhecíveis no excerto anterior. Os autores claramente mostram seus preconceitos de vários modos: usam citações assustadoras sobre a palavra 'malformado', chamam o crânio em questão de "Criança das Estrelas" (Starchild) e têm preferência clara por uma explicação alienígena. Eles usam uma linguagem forte para enfatizar as divergências do crânio, enquanto subestimam as similaridades com a anatomia humana. Eles então partem para declarar que as divergências se encaixam "sutilmente" com a imagem de um típico alien cinzento. (Veja a alegada reconstrução forense do crânio reproduzido no início. Seria curioso descobrir como eles sabem que os olhos eram completamente negros.)

Finalmente os confiantes autores predizem que a "Criança das Estrelas" ou é um alien cinza, um híbrido alien-humano, ou "a mais bizarra deformidade humana desde o Homem Elefante". Aqui eles estão prematuramente limitando o número de hipóteses potenciais a duas hipóteses desejadas e uma caricaturização tendenciosa. Eles estão tentando estabelecer por uso de linguagem forte que se a criança for o resultado de uma malformação, é uma unicamente extrema e bizarra. Esta é uma tentativa clara de fazer esta hipótese não desejada parecer menos provável.

Agora que eles definiram a pergunta de uma forma limitada que lhes é conveniente, eles continuam a descartar a indesejada hipótese alternativa. Eles discutem as causas da deformidade, separando-as em duas categorias, infligidas e naturais. Eles discutem então, corretamente, que a natureza das deformidades não corresponde a qualquer prática conhecida de deformidade infligida, como bandagens na cabeça. Eles erram quando descartam uma possível deformidade natural.

Eles discutem que a criança não pode ter uma malformação genética (herdada) por causa da simetria do crânio e da falta de fusão prematura das suturas cranianas. Porém, eles descartam todas desordens genéticas nesta base, quando na verdade há algumas desordens sem assimetria nem fechamento prematuro das suturas cranianas. Eles discutem então que a criança não pode ter sofrido uma malformação congênita (presente no nascimento, mas não necessariamente herdada) porque a deformação é muito grande para que a criança sobrevivesse. Argumentam que malformação congênita em três áreas do crânio principais geralmente produz um feto inviável, enquanto a "Criança das Estrelas" exibe malformações em oito regiões do crânio e sobreviveu durante pelo menos alguns anos (métodos de cálculo de idade estimam que a criança tinha aproximadamente cinco anos quando morreu). Porém, eles ignoram a possibilidade da que a criança tenha sofrido uma desordem capaz de produzir vasta deformidade ao longo do crânio, sem causar morte imediata.

Pye e Bean alegam que consultaram 50 peritos (que eles mantêm em sigilo) e nenhum dos peritos pôde explicar adequadamente a aparência da "Criança das Estrelas" com base em deformidade natural. Eles declaram que "nas mãos de cientistas dedicados a enfiar peças quadradas nos buracos redondos do pensamento convencional, a patologia pode explicar virtualmente qualquer desvio". Dado o preconceito claro e profundo dos autores, porém, não é surpreendente que eles tenham chegado a esta conclusão. Eles também demonstram a característica pseudocientífica de descartar a ciência como mera protetora do status quo. O que eles não fornecem é uma análise detalhada de qualquer deformidade particular oferecida pelos peritos e por que a deformidade proposta não se ajustaria ao crânio "Criança das Estrelas".

Os autores nunca consideram diretamente a hidrocefalia congênita como uma possível explicação, embora eles a descartem junto com uma lista longa de deformidades naturais. Hidrocefalia quer dizer literalmente "água no cérebro" e resulta de um bloqueio no fluxo normal de fluido cérebro-espinhal (FCE) de onde ele é produzido dentro do cérebro ao espaço que cerca o cérebro e a coluna espinhal onde é reabsorvido. Como resultado do bloqueio, o fluido se acumula dentro do cérebro, empurrando para fora o cérebro e o crânio. Uma vez que em crianças pequenas os ossos do crânio ainda não se fundiram, o crânio fica livre para aumentar e acomodar este acúmulo de fluido.

Se uma criança sofrer de hidrocefalia sem tratamento até a idade de quatro ou cinco anos, seu crânio exibiria distorções em quase todas características. Todos ossos, proeminências, buracos, e suturas estariam presentes, como elas estão no crânio "Criança das Estrelas", mas estariam deformados e deslocados. Isto é exatamente o que nós encontramos no crânio "Criança das Estrelas". A hidrocefalia se acumula com o passar do tempo, assim uma criança com esta desordem pode sobreviver vários anos, e sem tratamento (hoje a hidrocefalia é tratável com uma cirurgia para drenar o fluido) provavelmente morreria com alguns anos de idade. A grande cabeça bulbosa resultante seria vagamente semelhante à imagem típica de um alien cinza.

Pye e Bean virtualmente ignoram esta explicação mundana, e a descartam com bases insatisfatórias. Eles também se estendem longamente para interpretar o crânio de acordo com sua hipótese claramente preferida. Eles assim demonstram a característica central da pseudociência.

E quanto à previsão confiante de que o teste de DNA provaria que a criança era alien? Bem, uma amostra de DNA foi tirada do crânio e sujeita a análises de DNA desenhadas para descobrir seqüências de DNA únicas aos humanos (executadas pelo Dr. David Sweet, Diretor da Agência de Odontologia Legal da Universidade de British Columbia). O DNA do crânio "Criança das Estrelas" foi descoberto como possuidor tanto de um cromossomo X quanto um Y. Isto é evidência conclusiva de que a criança não só era humana (e um menino), mas que ambos os pais deveriam ter sido humanos também, já que cada um deve ter contribuído com um dos cromossomos sexuais humanos presentes.

Frente a tal evidência, seria razoável esperar que se Pye e Bean fossem cientistas genuínos eles abandonariam sua hipótese alienígena. Porém, o website deles continua a apoiar uma explicação alien à "Criança das Estrelas", e isto é o que eles têm a dizer sobre a evidência de DNA:

Outro conceito avançado que deve ser considerado é a suposição razoável que um híbrido alien-humano poderia ter tanto DNA humano quanto instruções genéticas aliens embutidas em sua formação, com ambos os conjuntos de instruções ativos, complementares e cooperativos. Além disso, ambos poderiam ser construídos de modos completamente diferentes, com o DNA sendo a base da estrutura genética humana e ??? (base de silício, nanotecnologia, etc.) sendo a base da estrutura alien. Indo um passo adiante, tanto DNA quanto ??? poderiam estar presentes como conjuntos completos -- a totalidade do DNA humano e a totalidade do código genético alien, qualquer que seja -- e ambos os conjuntos estariam disponíveis para referência ou reparo.

Pye e Bean executaram a clássica manobra pseudocientífica de recuar frente a evidência contrária e partir para uma versão mais estranha e bizarra de sua hipótese desejada. Se um conjunto completo de DNA humano estiver presente, então todos os testes para humanidade serão positivos. O desconhecido componente alien provavelmente nunca será detectável. Pye e Bean agora se isolaram de qualquer chance de abandonar a hipótese desejada.

Dada a tendência dos pseudocientistas de abraçar a cultura do estranho, e rejeitar padrões científicos, eu não fui pego de surpresa ao descobrir que tanto Pye quanto Bean já defenderam outras idéias pseudocientíficas. Pye, por exemplo, publicou um livro intitulado "Tudo o que você sabe está errado, Parte 1: Origens Humanas" (Everything You Know is Wrong, Part I: Human Origins) no qual ele diz explicar por que nós só usamos 10% de nosso cérebro, por que a evolução Darwiniana está errada, por que não há nenhum antepassado fóssil humano, provas do Pé Grande e o Yeti, e como os antigos Sumérios aprenderam tudo você sempre quis saber sobre origens humanas de aliens espaciais. (Pye, 1999) Pye promete "evidência forte e baseada em fatos" para apoiar suas alegações.

Nós provavelmente nunca saberemos toda a história sobre a "Criança das Estrelas", mas o que está claro é que aliens não precisam ser invocados. A criança muito provavelmente sofreu de hidrocefalia não tratada, uma explicação mundana e simples para as anomalias vistas no crânio. Testes de DNA confirmam, sem surpresa, a ascendência humana da criança. Entretanto, é provável que os verdadeiros crentes agarrem-se tenazmente a suas hipóteses preferidas, e continuem a espalhar historinhas sobre um programa de procriação alien-humano. A ciência progride, enquanto a pseudociência permanece estagnada em desejadas crenças predeterminadas.


Fonte: ceticismoaberto

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Síndrome de Münchhausen

22:34 0
Síndrome de Münchausen é uma desordem psiquiátrica em que os afetados fingem doença ou trauma psicológico para chamar atenção ou simpatia a eles. Às vezes os sintomas podem ser induzidos ou fingidos.

Síndrome: A Síndrome de Münchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem. Na Síndrome de Münchausen, a pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, tratamento e simpatia. Em casos extremos, pessoas com esta síndrome têm um alto conhecimento sobre medicina e conseguem produzir sintomas para operações desnecessárias. Por exemplo, podem injetar na veia um material infectado, causando infecção e prolongando sua estada no hospital. É diferente de Hipocondria, o paciente com Munchausen sabe que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.


Origem do Nome: O nome deriva de Barão de Münchausen (Karl Friedrich Hieronymus Freiherr von Münchausen, 1720-1797), a quem é atribuída uma série de contos fantásticos.

Em 1950, o Dr. Richard Asher (o pai de Jane Asher e Peter Asher) foi o primeiro em descrever um padrão de auto-dano onde os indivíduos fabricavam histórias, sinais, e sintomas de doença. Lembrando o Barão de Münchausen, Asher nomeou esta condição como Síndrome de Münchausen. Originalmente, este termo era usado para desordens fictícias. Porém, agora é considerada que é um grupo extenso de desordens fictícias, e a diagnose de Síndrome de Münchausen é reservada para a forma mais severa onde a simulação de doença é a atividade central da vida da pessoa afetada.


*essa postagem foi sugerida por uma amiga


Fonte: wikipedia
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cientistas transplantam genoma em novo 'passo' rumo à criação de vida sintética

14:48 0
A descoberta pode ser útil na busca de energias alternativas.


Cientistas americanos dizem estar mais próximos de criar uma célula sintética após anunciarem a criação de um novo tipo de bactéria a partir de um genoma modificado.

A equipe comandada pelo cientista J. Craig Venter, conhecido expoente no campo da biologia sintética, transferiu o genoma de uma bactéria para uma célula de levedura, modificou o genoma e em seguida o transferiu para uma outra bactéria.

No estudo, publicado na edição mais recente da revista científica Science, os pesquisadores do J.Craig Venter Institute afirmam que a transferência de um genoma fabricado pelo homem para uma célula de bactéria abre caminho para a criação de um organismo sintético.

Segundo os cientistas, o transplante de um genoma sintético para uma célula de bactéria pode resultar na criação de bactérias programadas para desempenhar funções específicas - como digerir material biológico para a produção de combustível.


Rejeição


"Nos preocupávamos que as diferenças entre o DNA da bactéria e o DNA da levedura seriam uma barreira intransponível, impedindo a transposição dos genomas", afirmou à BBC o cientista Sanjay Vashee, um dos autores do estudo.

"Mas agora sabemos como fazer isso", disse ele.

Segundo Vashee, as bactérias possuem um sistema imunológico que as protege de DNA alheios, como os materiais genéticos de vírus.

A equipe conseguiu bloquear esse sistema imunológico, formado por proteínas chamadas de enzimas de restrição, que atacam pontos específicas do DNA invasor.

As bactérias são capazes de defender seus próprios genomas desse processo ao anexar compostos químicos - conhecidos como grupos metílicos - aos pontos em que as enzimas atacam.

Na pesquisa, os cientistas modificaram o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides quando este ainda estava dentro da célula de levedura.

Em seguida, eles desativaram a ação das enzimas de restrição usando compostos metílicos, antes de transplantar o genoma para outra bactéria.

De acordo com Vashee, o experimento é um avanço significativo nos esforços para criar uma célula sintética.

Os esforços no campo da biologia sintética com o objetivo de criar vida artificial, entretanto, são polêmicos.

Críticos na comunidade científica temem que a tecnologia ligada à modificação genética de organismos possa cair em mãos erradas.

Segundo Vashee, no entanto, a equipe de Venter "trabalha com bioeticistas e com setores da opinião pública para incentivar a discussão e a compreensão sobre as implicações sociais do trabalho do grupo e da área de genomas sintéticos".


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito
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IBM usa DNA para produzir microchips genéticos

14:44 0



A IBM está estudando a peça básica de construção de nossos corpos - o DNA - como possível estrutura para microchips de próxima geração.

À medida que os fabricantes de chips concorrem para desenvolver chips cada vez menores e a preços mais baixos, os projetistas enfrentam dificuldades para reduzir custos.


Nanoestruturas artificiais de DNA, ou "origami de DNA", podem oferecer uma base barata sobre a qual produzir microchips minúsculos, de acordo com um estudo publicado no domingo pela revista Nature Nanotechnology.

Microchips são usados em computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos."Trata-se da primeira demonstração do uso de moléculas biológicas a fim de ajudar com processamento, no setor de semicondutores," disse Spike Narayan, gerente de pesquisa da IBM, em entrevista à Reuters.

"Basicamente, isso nos informa que estruturas biológicas como o DNA, na verdade, oferecem tipos muito repetitivos de padrões, passíveis de reprodução, o que podemos aproveitar de forma prática nos processos de semicondutores," disse.

A pesquisa foi conduzida por cientistas do Almaden Research Center, da IBM, e do California Institute of Technology.

No momento, quanto menor o chip, mais caro o equipamento. Narayan disse que se o processo de origami de DNA conseguir atingir nível de produção, os fabricantes poderiam trocar centenas de milhões de dólares em complexas ferramentas por menos de um milhão de dólares em polímeros, soluções de DNA e equipamentos de aquecimento.

"As economias em diversas áreas representariam montante significativo, somadas," ele diz. Mas os novos processos só devem estar em uso daqui a no mínimo 10 anos.

Narayan afirmou que, embora o origami de DNA possa permitir que os fabricantes de chips construam estruturas bem menores do que as possíveis com ferramentas tradicionais, a técnica ainda precisaria de anos de experiência e teste.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

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Diferença no cérebro faz com que esquizofrênicos ouçam vozes

14:43 0


Uma diferença anatômica no cérebro, que pode surgir durante o terceiro trimestre da gravidez, explicaria por que certos pacientes esquizofrênicos ouvem vozes em sua cabeça e outras vozes provenientes do exterior.

A esquizofrenia afeta um 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As alucinações auditivas verbais, ou seja, a percepção de vozes, é um dos sintomas frequentes, já que 70% dos pacientes esquizofrênicos padecem disso, segundo um trabalho conjunto de um laboratório da Comissão de Energia Atômica francesa e a Assistência Pública dos Hospitais de Paris.

Depois de demonstrar, há um ano, este fenômeno vinculado às anomalias anatômicas no conjunto das regiões do cérebro envolvidas na linguagem, uma equipe de pesquisadores do laboratório CEA-Inserm e de psiquiatras hospitalares quis compreender por que a percepção de vozes difere de um caso para outro, explicou Arnaud Cachia, do Serviço Hospitalar Frederic Joliot, associado ao CEA-Inserm, em Orsay.

Existem dois tipos de alucinações auditivas na esquizofrenia: o tipo em que os pacientes ouvem vozes em sua cabeça e o tipo em que essas vozes são exteriores.

Na comparação feita graças a imagens de ressonância magnética (IRM), a anatomia do cérebro das pessoas que não sofrem dessa doença e as dos dois grupos de pacientes esquizofrênicos (12 que ouvem apenas vozes externas e 15 que ouvem as internas), os pesquisadores evidenciaram uma diferença na região envolvida na localização espacial do som (córtex temporoparietal do hemisfério direito do cérebro).

Os cientistas descobriram uma anomalia que diz respeito à união entre os dois surcos do córtex: o sulco temporal superior e o sulco angular.

Em comparação com indivíduos saudáveis, a união está deslocada para frente do cérebro dos pacientes que ouvem vozes externas e, ao contrário, na parte de trás do cérebro para os que ouvem vozes internas a sua cabeça, segundo o estudo que foi publicado pela revista "Schizophrenia Bulletin".

Esta diferença pode, segundo os autores do estudo, indicar a existência de "desvios na maturação do cérebro" durante o terceiro trimestre da gravidez, quando estes dois surcos aparecem e depois se conectam.

"Se um fenômeno tão subjetivo e íntimo como a localização das vozes se traduz por uma diferença na anatomia do cérebro, esse é um argumento adicional para deixar de estigmatizar os pacientes afetados por esta doença que ainda é pouco conhecida".

Fonte: UOL/arquivosdoinsolito
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Amigos imaginários melhoram linguagem da criança, diz estudo

16:29 0

Pais, não se preocupem: os amigos imaginários são bons para a capacidade linguística de seus filhos, podendo inclusive melhorar seu rendimento escolar, segundo um estudo neozelandês.

Gabriel Trionfi e Elaine Reese, da Universidade de Otago, investigaram a capacidade linguística de 48 meninos e meninas com cinco anos e meio de idade --23 deles tinham amigos "invisíveis".

Os pesquisadores concluíram que as crianças que brincavam com esses amigos imaginários tinham habilidades narrativas mais avançadas do que as crianças que não mantinham esse tipo de atividade.

"Como a capacidade das crianças para contar histórias é um forte indicador da sua futura capacidade de leitura, essas diferenças podem ter mesmo repercussões positivas para o desempenho acadêmico das crianças", disse Reese em nota divulgada no site da universidade.

A habilidade linguística das crianças foi avaliada com base no seu vocabulário e na sua capacidade de recontar uma história ficcional a um boneco, e então uma história realista baseada em um passeio ou evento familiar.

Embora não houvesse diferenças significativas em termos de vocabulário, as crianças com amigos imaginários contavam com mais qualidade as histórias fictícias e reais.

"O mais importante é que as crianças com amigos imaginários adequavam suas histórias à tarefa. Para as histórias ficcionais, elas incluíam mais diálogos. Para as histórias realistas, elas forneciam mais informações sobre hora e lugar, em comparação com as crianças sem amigos imaginários", explicou Reese.

"Acreditamos que as crianças com amigos imaginários podem estar obtendo uma prática adicional no ato de contar histórias. Primeiro, podem estar criando histórias com seus amigos imaginários. Segundo, como seus amigos são invisíveis, as crianças podem relatar suas aventuras a adultos interessados", acrescentou.

O estudo foi publicado na mais recente edição da revista Child Development.


Fonte: Folha Online/ sobrenatural.org
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Peso da Luz?

21:44 0

O assunto é controverso, afinal luz não é algo material que você possa pegar um punhado e botar na balança. Mas, em artigo recente, a astrofísica americana Laura Whitlock, da Nasa, disse que um fóton (uma partícula de luz) deve pesar algo em torno de 4 x 10-48 grama, ou seja, 0,000000000000000000000000000000000000000000000004 grama. Mas isso está longe de ser a palavra final sobre o tema. "Luz não tem peso", diz o físico Ernesto Kemp, do Instituto de Física da Unicamp. O artigo da astrofísica da Nasa não deixa muito claro como ela chegou ao número apresentado, mas certamente seguiu as mesmas idéias dos cientistas que defendem o tal peso da luz. "Eles pegam a clássica equação de Einstein que diz que a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado (E = mc2) e misturam com outra que mede a quantidade de energia eletromagnética de um corpo", afirma Ernesto Kemp. Esse malabarismo envolvendo a famosa definição matemática de energia de Einstein pode ser exagerado, mas, de fato, o físico alemão tem tudo a ver com o assunto. Seus estudos sobre as características dos fótons - quando definiu que eles possuem, ao mesmo tempo, aspectos de onda eletromagnética e de partícula - lhe deram o Prêmio Nobel de Física em 1921.


Fonte: mundoestranho
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Os Elementos Químicos Perigosos

18:47 0
A periculosidade dos elementos químicos depende de vários fatores. "Alguns elementos podem ter uma toxicidade alta e oferecer um risco baixo em função das condições da exposição", diz Elizabeth Nascimento, toxicologista da USP. É o caso do plutônio, considerado pelo Guinness o elemento mais perigoso por poder ser usado em bombas atômicas. Mas ele é raríssimo na natureza - é pouco provável que você o encontre por aí. Outros critérios que influenciam o grau de perigo são dose, concentração, solubilidade, tamanho, forma de contato, tempo e freqüência da exposição e até mesmo a sensibilidade de cada pessoa à substância.

Maus elementos

Na tabela periódica, até elementos aparentemente inofensivos podem se tornar uma ameaça

AGENTES DUPLOS

Sódio, potássio, cálcio e magnésio são essenciais para o corpo, mas uma só gota de potássio na corrente sanguínea mata em segundos. Ele acaba com a diferença de carga elétrica que existe entre as partes interna e externa das células, fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos. Isso impede a contração muscular e o coração pára de bater

HEAVY METAL

O grupo dos metais tem venenos como o arsênio e elementos que intoxicam por acumulação. Nosso corpo não consegue excretar sais de mercúrio, cádmio, cromo, manganês e chumbo que ingerimos pela água ou pela respiração. Aí, eles vão se acumulando e podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, renais e até matar

ONDAS FATAIS

Na turma do fundão da tabela, muitos elementos dos grupos de lantanídeos e actinídeos são radioativos: seu núcleo emite ondas de energia que atravessam nossa pele e atrapalham o funcionamento das células, causando câncer. Nesse grupo se encontram vilões famosos, como o urânio das usinas nucleares e o plutônio das bombas atômicas

GÊNIOS DO MAL

O grupo dos halogênios inclui flúor e cloro, que, diluídos a menos de 1% na pasta de dentes e na água, nos protegem de bactérias. Mas algumas baforadas de ar com cloro a 0,1% são fatais. No pulmão, os elementos desse grupo reagem com água e formam ácidos fortes, que corroem tudo. O gás mostarda, usado na Primeira Guerra Mundial, era puro gás cloro


Fonte: mundoestranho

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Medição de tempo com o Carbono 14

18:40 0

1. Essa medição é apenas uma das várias formas de datação histórica. O princípio de tudo é checar a proporção no objeto estudado do elemento químico carbono 14, forma instável do carbono, um dos principais componentes dos seres vivos. Por isso o método só serve para datar coisas orgânicas, como ossos, tecidos, madeira ou papel. O passo inicial é coletar uma amostra desses materiais.

2. A amostra - que pode ter apenas alguns miligramas - é colocada num aparelho especial, o espectrômetro de massa, que é capaz de "contar" o percentual de átomos de carbono 14 presente nela. Os materiais orgânicos absorvem esse elemento químico ao longo da vida e param de fazê-lo quando morrem. A partir daí, o carbono 14 vai sumindo a uma taxa fixa.

3. Tendo o percentual do elemento químico na amostra e a taxa com que ele some ao longo do tempo, já dá para estimar a idade do objeto. Mas há um limite: como o carbono 14 desaparece relativamente rápido, só dá para usar o método para datações de até 60 mil anos atrás. Além disso, a data obtida ainda precisa passar por mais uma etapa, a "calibragem" dos dados.

4. É que a presença do carbono 14 na Terra mudou ao longo do tempo por causa de eventos naturais, como radiações cósmicas ou mudanças climáticas. Sabendo desses ciclos, os cientistas corrigem a data, levando em conta se era um período com maior ou menor presença do carbono 14 no planeta. Mesmo assim, a datação ainda tem margem de erro de mais de cem anos.


Outros métodos de datação

Até tronco de árvore é usado para determinar períodos históricos

DENDROCRONOLOGIA

O nome quer dizer "cronologia das árvores", pois a fonte da datação é o tronco de algumas espécies. A cada ano de vida, certas árvores ganham um anel de crescimento. Ao contar o total de anéis do tronco encontrado, é possível estimar sua idade - e também de uma construção feita com ele. A dendrocronologia serve para datações de até uns 10 mil anos atrás.

PALEOMAGNETISMO

O campo magnético da Terra vive trocando de lugar: a cada algumas centenas de milhares de anos, o Pólo Norte magnético vira Sul, e vice-versa. Essas mudanças ficam gravadas na posição dos átomos de ferro das rochas. Os cientistas analisam tais alterações para datar amostras de rochas de dezenas de milhões de anos.


Fonte: mundoestranho

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Portal invisível de Harry Potter é possível, dizem cientistas

14:16 0

Uma equipe de cientistas chineses afirma ter descoberto como usar materiais especiais que manipulam a luz para criar um portal invisível como o da saga de Harry Potter.

No filme, o trem que leva o bruxinho e seus amigos à escola de Hogwarts sai da estação pela Plataforma 9 3/4, uma plataforma secreta que tem uma entrada invisível que fica na parede entre as plataformas 9 e 10.

Segundo os cientistas, o salto da ficção à realidade poderia ser realizado em breve. As informações são do jornal La Repubblica.

Segundo os cientistas, para que isto ocorra será necessário utilizar materiais especiais, capazes de manipular a luz, para ocultar uma abertura em uma parede.

Esses materiais, chamados de metamateriais, podem focar os raios de luz em direções impossíveis para materiais comuns.

O estudo descreve a formação de um "portal", capaz de bloquear ondas eletromagnéticas, mas, ao mesmo tempo, permitir a passagem. "Um passo que se acredita ser possível apenas na ficção científica", dizem os autores do estudo.



Segundo os pesquisadores, quando a pessoa está em frente ao "portal" terá a mesma sensação de estar na frente de um espelho.

Quando alguém atravessar a camuflagem de luz ela deverá ondular um pouco e o lado oculto da parede ficaria parcialmente visível.

Os cientistas, porém, advertem que o seu estudo teórico não poderá ser colocado imediatamente em prática.

Um dos benefícios imediatos desta descoberta poderia ser o desenvolvimento de dispositivos que podem tornar invisíveis as coisas e as pessoas.

Além disso, no ano passado pesquisadores da Universidade da Califórnia desenvolveram um material que pode dobrar a luz em torno de objetos tridimensionais podendo fazer com que desapareçam. Os metamaterials são criados em laboratórios.

Segundo os pesquisadores, o ideal para compor este manto especial, seria, na verdade, a capacidade de desviar as ondas de luz ao redor do objeto.

A pesquisa, conduzida por quatro cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong e da Universidade Fudan, em Xangai, foi publicado no New Journal of Physics.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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sábado, 15 de agosto de 2009

Os robôs vão se tornar tão comuns quanto os computadores pessoais?

14:20 0
Um cão robô cheira uma mão; outro acena. Se os EUA ainda estiverem em guerra em 2010, os feridos talvez sejam retirados dos campos de batalha pelos braços metálicos de um Bear.



O nome vem das iniciais em inglês de Robô de Assistência de Extração do Campo de Batalha, uma máquina em formato humanóide sendo desenvolvida em Cambridge, Massachusetts, no laboratório de pesquisa da Vecna Technologies Inc., empresa com base em College Park, Md. Apesar do nome, o robô é construído para uma variedade de tarefas salvadoras de vidas.



"É projetado para tirar os feridos do caminho", disse Jonathan Klein, diretor da Vecna de marketing, "sejam feridos em batalha, em desastres naturais ou em ataques terroristas, não importa".

Depois que aspiradores de pó automáticos introduziram milhões de consumidores à robótica moderna, as empresas que participam da feira RoboBusiness 2007, no Centro de Convenções Hynes, em Boston, estão construindo aparelhos mais ambiciosos.

Entre eles está um controlador de pára-quedas, que permitirá aos aviões militares soltarem suprimentos para soldados com precisão exata, e médicos robóticos que ajudarão os especialistas examinarem pacientes a milhares de quilômetros de distância.

"Seria difícil encontrar uma indústria mais promissora e com tantos desafios", disse Colin Angle, diretor executivo da iRobot Corp., de Burlington.

A maior parte dos produtos à mostra ainda é de protótipos, e não está claro quantos entrarão para o serviço militar ou comercial.

Sath Rao, que acompanha a indústria para a Frost & Sullivan em San Antonio, compara o mercado de robôs à indústria de computadores pessoais no final dos anos 70.

"Acho que está nos primeiros estágios", disse Rao, que acredita que vai demorar pelo menos 10 ou 15 anos antes dos robôs se tornarem lugar comum -mais ou menos o mesmo tempo que foi necessário para os PCs evoluírem de uma curiosidade para uma aplicação universal.

O protótipo Bear da Vecna tem uma combinação de pneus de borracha e esteiras de rodagem, com um torso humanóide por cima.

A cabeça tem câmeras de vídeo em cada olho para ajudar o operador humano a controlar a máquina. Seus braços podem erguer 160 kg, e a próxima versão poderá segurar o dobro. Na ponta dos braços têm remos chatos, que podem escorregar sob um corpo caído, permitindo ao robô levantá-lo.

Os primeiros Bears vão custar em torno de US$ 100.000 (R$ 200.000). Klein, entretanto, quer copiar o sucesso da iRobot quando entrou para o mercado consumidor com os limpadores de chão automatizados Roomba.

Ele espera fazer versões acessíveis do Bear para ajudar a cuidar dos idosos e deficientes físicos. "Uma versão deveria estar em sua casa, ajudando-o a chegar ao banheiro, a vestir suas roupas", disse Klein.

Como a Vecna, a iRobot está trabalhando em uma máquina para salvar soldados feridos. Mas o iRobot Warrior pode fazer bem mais.



Com suas esteiras rolantes que sobem escadas, o Warrior de US$ 250.000 (em torno de R$ 500.000) parece uma versão gigante do famoso PackBots, da iRobot, que já está em uso por soldados no Iraque e no Afeganistão.

A parte de cima dele é plana e permite que os soldados acrescentem uma variedade de acessórios.

Um acessório que ainda está em fase de planejamento é uma plataforma ligada a uma esteira de rolagem.

Guiado por um soldado por controle remoto, o Warrior pode ir até um soldado caído, colocá-lo na esteira rolante, depois levá-lo para a segurança. A iRobot espera incluir um escudo Kevlar, para proteger o soldado durante a viagem.

O vice-gerente de programa, George Bustilloz, ex-técnico de remoção de bombas das Forças Aéreas, disse que o Warrior foi projetado primariamente para desarmar explosivos.

O protótipo na mostra tem um braço robótico que pode facilmente levantar as bombas de 160 kg freqüentemente usadas por insurgentes no Iraque. Bustilloz espera criar uma versão que possa carregar armas para a frente de batalha.



Alguns desses robôs podem ser entregues por via aérea, com outros ajudando a largá-los exatamente onde são necessários.

Engenheiros da Atair Aerospace Inc., do Brooklyn, NY, mostraram um robô de controle de pára-quedas do tamanho de uma maleta executiva, chamado Onyx.

Desenvolvido com fundos do Pentágono, o Onyx segura as cordas do pára-quedas que controlam a direção da queda.





Com a ajuda de mapas digitais e com tecnologia de navegação por satélite, o Onyx pode direcionar uma caixa de suprimentos para que caia em um raio de até 90 metros de seu alvo intencionado.

Hoje em dia, os aviões devem voar em altitude relativamente baixa para atingir tal precisão. Mas, com o Onyx, os aviões poderão liberar a carga a até 35.000 pés, mantendo-se em altitude segura da maior parte de artilharia antiaérea.

Robôs militares dominam a feira, mas a Intouch Technologies Inc. de Santa Bárbara, Califórnia, apresentou aparelhos que estão tratando de doentes em uma série de hospitais nos EUA, inclusive centros médicos na Universidade Johns Hopkins e na Universidade da Califórnia em Los Angeles.

A InTouch vendeu 120 de seus robôs de telemedicina RP-7, que permitem que um médico trate de pacientes a quilômetros de distância, pela Internet.

O robô pode ser remotamente movido de sala em sala, para que os médicos façam suas rondas virtualmente. "De fato, um médico trabalhou de cima de um trator, em sua fazenda", disse James Rosenthal da InTouch.



A "cabeça" do robô conta com um monitor de vídeo que apresenta o rosto do médico, enquanto uma câmera transmite o rosto e o corpo do paciente.

O robô não tem mãos e não pode tocar o paciente, apesar de uma enfermeira poder segurar o estetoscópio embutido no RP-7 contra o peito do paciente para que o médico ouça os batimentos.




Rosenthal disse que pacientes gostam do RP-7 porque permite que falem cara a cara com seus próprios médicos. "Está ajudando a fornecer tratamento imediato", disse ele. "Tivemos casos em que ajudou a salvar vidas."


Fonte: UOL/The Boston Globe/arquivosdoinsolito
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Pesquisadores desenvolvem sensor que interpreta pensamento

14:18 0


Engenheiros e neurologistas espanhóis e americanos desenvolvem um sensor capaz de interpretar à distância o pensamento humano e que, ao ser instalado em um boné ou um capacete, como se fosse uma roupa inteligente, poderá decodificar a intencionalidade do cérebro.

O objeto foi pensado para ser aplicado em pessoas com incapacidade neurológica e no controle de unidades robotizadas, explicou em comunicado a Universidade Politécnica de Cartagena (UPCT), cujo grupo de Neurotecnologia, Controle e Robótica (Neurocor) colabora no projeto.

No texto, o professor da UPCT Juan López Coronado, responsável do grupo de pesquisa, explica que o dispositivo permite decodificar a intencionalidade do ser humano através de sensores não invasivos conectados ao córtex cerebral.

Os sensores, cuja conexão é realizada sem necessidade de perfurar a região craniana, podem chegar a interpretar aspectos básicos do pensamento com a ajuda de complexos softwares.

Segundo López Coronado, entre duas pessoas que usem o sensor instalado em um boné ou um capacete, uma delas poderá interpretar com antecipação que a outra pretende apertar sua mão para cumprimentá-la.

Entre as aplicações do projeto, que será desenvolvido pelos próximos três anos, estão a monitoração de pessoas com incapacidades neurológicas e idosos, e o controle à distância de ações robotizadas para evitar acidentes.

Fonte: UOL/arquivosdoinsolito
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Cientistas estudam maneiras artificiais de resfriar a Terra

14:15 0

O presidente Barack Obama e os demais líderes do Grupo dos 8 (G8) decretaram na semana passada que a temperatura média do planeta não deve subir em mais de 1°C ante a média atual.

Mas e se a Mãe Natureza não tiver recebido a mensagem? Como escapar ao calor, no futuro?

Duas opções. Plano A: continuar discutindo a questão do clima. Essa vem sendo a abordagem preferida na Europa Ocidental, pelas duas últimas décadas.

Os líderes da região gostam de prometer um ao outro que manterão a temperatura mundial sob controle por meio do reduções drásticas nas emissões de carbono.

Mais tarde, quando as emissões sobem do mesmo jeito, eles se reúnem para fazer novas promessas e declarar que, dessa vez, estão realmente falando sério.

Plano B: fazer alguma coisa quanto ao clima. Originalmente conhecida como geoengenharia, essa abordagem costumava ser descartada como fantasia digna da ficção científica: refrigerar o planeta por meio de partículas que bloqueiem o sol ou cortinas; alterar a composição das nuvens de forma a torná-las mais reflexivas; remover vastas quantidades de carbono da atmosfera.

Hoje essa abordagem é conhecida pelo nome de "engenharia climática", um nome bem menos grandioso, e algumas de suas propostas começam a parecer praticáveis.

Diversas revisões recentes sobre essas ideias concluíram que refrigerar o planeta poderia ser viável em termos técnicos e ter custo acessível em termos econômicos.

Muita gente continua cética, mas até mesmo essas pessoas vêm apelando por mais pesquisas quanto às possibilidades da engenharia climática.

Os céticos compreensivelmente temem as consequências inesperadas que a manipulação do termostato do planeta poderia acarretar, mas temem igualmente a possibilidade - que eu definiria como quase certeza - de que os líderes políticos nada façam por reduzir as emissões mundiais de carbono.

A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e a Royal Society britânica estão preparando relatórios sobre engenharia climática, e o governo Obama prometeu levar a alternativa em conta.

Mas até o momento o apoio governamental a pesquisa e desenvolvimento foi nulo - certamente muito inferior às dezenas de bilhões de dólares concedidos para os programas ecológicos de energia e outras ideias cujos efeitos sobre o clima demorariam décadas a se fazer sentir.

Com verbas da ordem de talvez US$ 100 milhões, os engenheiros climáticos poderiam começar a testar suas ideias dentro de cinco anos, diz Ken Caldeira, da Carnegie Institution for Science.

Caldeira é membros do grupo de estudos sobre engenharia climática que se reuniu no ano passado no Instituto Kavli de Física Teórica, sob a liderança de Steven Koonin, que hoje é subsecretário de ciência no Departamento de Energia dos Estados Unidos.

O grupo acaba de lançar um relatório no qual analisa o uso de partículas de aerossol para refletir de volta ao espaço a radiação solar de ondas curtas.

As partículas poderiam ser lançadas à estratosfera a fim de reproduzir os efeitos do aerossol que resulta de eventos como a erupção vulcânica do Monte Pinatubo, em 1991, que resultou em uma queda mundial de temperatura da ordem de meio grau.

Da mesma forma que as consequências da erupção, os efeitos do projeto desapareceriam com a queda das partículas de volta à Terra.

Manter o planeta constantemente refrigerado (ao menos até que as emissões se reduzissem) poderia custar US$ 30 bilhões ao ano, caso as partículas sejam disparadas por unidades militares de artilharia, ou US$ 8 bilhões ao ano se forem dispersadas na atmosfera por aviões, de acordo com o relatório.

A ideia de até mesmo testar um sistema como essa assusta as pessoas, e alguns cientistas argumentam que as pesquisas de engenharia climática deveriam se realizar apenas no campo teórico.

Mas Caldeira diz que testes em pequena escala - talvez uma experiência projetada para produzir um ligeiro resfriamento no Ártico - seriam mais seguras do que a inação.

"O pior cenário", ele diz, "seria aquele em que você tem um sistema não testado que seria necessário acionar rapidamente, e em larga escala, em um esforço desesperado para evitar alguma forma de crise climática.

Seria muito melhor começar a testar em breve, em pequena escala, e observar o que acontece quando o sistema é acionado". Quanto mais cedo começarmos, ele calcula, mais delicadamente poderíamos proceder.

"Devido à variabilidade natural do tempo e do clima, quanto menor a experiência, por mais tempo ela precisa ser observada de modo que o sinal se torne mais perceptível que o ruído", declarou Caldeira. "Se o período de teste for curto, seria necessário bater no sistema com um martelo".

Alguns cientistas afirmam que é impossível calcular o custo/benefício dessas propostas de engenharia porque as consequências adversas são desconhecidas e potencialmente grandes.

Nenhum político desejaria interferir diretamente com o clima e levar a culpa pela próxima seca ou furacão.

Mas caso o clima esquente muito pode haver forte pressão política por ação rápida. E a engenharia climática não requer ação unânime ou aplicação rigorosa em todo o mundo.

Em lugar de dependermos das promessas dos políticos, seria mais fácil para nós lidar diretamente com o ar quente da Mãe Terra.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Neandertais não podiam sentir sabor amargo, diz pesquisa

15:15 0

Pesquisadores da Espanha concluíram que alguns neandertais não podiam perceber o gosto amargo, assim como alguns indivíduos modernos, em um caso considerado um mistério evolutivo, já que esse sabor é um aviso de toxicidade em muitos alimentos.

A descoberta ocorreu após a análise de um fragmento do gene TAS2R38, que possibilita a percepção humana de amargura, retirado do corpo de um neandertal de 48 mil anos atrás, encontrado na região das Astúrias (norte), informou nesta quarta o Centro para a Investigação Científica (CISC).

O indivíduo analisado possuía "a variante que causa a não percepção em uma cópia do gene, mas não em outros.

Para fins práticos, isto significa que ele era capaz de detectar o gosto amargo, mas em menor intensidade", disse o pesquisador do CSIC Carles Lalueza.

"Isso significa ainda que o gene variante TAS2R38 já estava presente nos neandertais que, como alguns homens modernos, não notariam o gosto amargo, mesmo em grandes quantidades", acrescentou Lalueza.

Compostos que causam o sabor amargo estão presente em muitos produtos vegetais, tais como brócolis, repolho ou couve de Bruxelas, entre outros.

Contudo, esses compostos podem ser tóxicos se tomados em grandes quantidades e, portanto, é difícil compreender a existência de evolução nesses indivíduos.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Cientistas japoneses fazem crescer dentes em ratos

19:25 0
Técnica pesquisada fez com que ratos desenvolvessem dentes substitutos



Pesquisadores japoneses conseguiram fazer crescer dentes em ratos adultos implantando uma espécie de semente resultante de bioengenharia na manbíbula dos roedores, uma técnica que consideram possível de realizar em outros órgãos, segundo estudo publicado nesta segunda-feira no Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).

Até o momento, os biólogos controlavam uma tecnologia que permitia cultivar em laboratório certos tecidos que poderiam, em seguida, ser transplantados para animais.

Mas esses pesquisadores, sob a direção do professor Etsuko Ikeda, do Departamento de Biologia da Universidade de Ciências de Tóquio, foram mais longe na terapia regenerativa conseguindo criar in vitro uma ''semente de dente'' e implantá-la na mandíbula de um rato de laboratório.

Funcionando como uma semente, esta 'semente' contém toda a informação genética necessária para o crescimento de um dente.

Depois da perda dos dentes de leite e depois de nascido o dente adulto, um novo dente pode crescer pela terceira vez consecutiva no mesmo alveólo. Os pesquisadores repetiram a operação várias vezes com êxito, segundo os trabalhos.

A estrutura e a solidez dos novos dentes são comparáveis com a dos dentes naturais, e foram desenvolvidos nervos que respondem ao estímulo da dor, segundo os pesquisadores.

"Esses trabalhos oferecem pela primeira vez a prova da substituição em um corpo adulto de um órgão completo e que funciona perfeitamente graças ao transplante de um germe reconstituído por manipulação celular in vitro", enfatizou Takashi Tsuji, um dos autores do etudo.

Os cientistas envolvidos acreditam que seu trabalho "representa um avanço importante na busca de terapias regenerativas ao mostrar o êxito de uma técnica que pode ser aplicada na substituição de outros tipos de órgãos danificados, doentes ou que estejam envelhecendo: ao invés de serem trasplantados, novos órgãos perfeitamente funcionais cresceriam no corpo a partir de células-tronco ou células germinais.


Fonte: Terra / arquivosdoinsolito
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cientistas criam estado completamente novo de matéria

15:10 0

Cientistas alemães especializados em lasers criaram um estado de matéria completamente novo, transformando alumínio em algo "que ninguém jamais viu", um exótico material transparente à radiação ultravioleta.

De acordo com o professor Justin Wark, do departamento de física da Universidade de Oxford, a descoberta é "quase tão surpreendente quanto descobrir que é possível transformar chumbo em ouro com a luz!".

Eles alcançaram este milagre ao derrubar "um elétron-chave de cada átomo do alumínio", mas sem desfazer a estrutura metálica com o bombardeio a laser.

Wark afirma que isso os ajudará a raciocinar sobre a criação de estrelas em miniatura com implosões de laser de alto poder, algo que "poderá um dia permitir a exploração do poder da fusão nuclear aqui na Terra". Ou destruir a todos nós.


Fonte: Gizmodo / arquivosdoinsolito
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