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sábado, 11 de fevereiro de 2017

5 Grandes perguntas para as quais a ciência ainda não tem uma resposta

02:06 1
Estamos explorando o universo, de uma forma ou de outra, desde que nos conhecemos por gente. Os antigos egípcios já observavam os astros e, baseados neles, formularam um calendário de 365 dias, como o nosso. Na Idade Média, a discussão era se a Terra era, como pregava a Igreja Católica, o centro do sistema solar ou se nosso planeta era apenas mais um, com a pequena diferença de que nós moramos aqui.
Passados esses questionamentos, a ciência atual enfrenta outras perguntas sem respostas – tão ou mais importantes do que as que atormentavam Galileu Galileu, Nicolau Copérnico e companhia.
Entretanto, não é apenas no campo espacial que o mundo científico ainda desconhece a resposta para perguntas tão fundamentais como “o que é o tempo?”. Até mesmo a nossa própria condição humana nos trás um pouco de mistério. Se, afinal de contas, somos apenas um amontoado de genes, por que somos tão diferentes dos nossos amigos cachorros ou, principalmente, dos nossos primos macacos?
Acompanhe, na sequência, 5 grandes perguntas para as quais a ciência ainda não possui uma resposta definitiva.

5. Qual é a natureza da matéria e da energia escuras?

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Nada mais nada menos do que 96% do nosso universo é feito de coisas que não sabemos muito bem o que são: aproximadamente 70% é constituído de energia negra, enquanto 26% corresponde à matéria negra (sim, sobram apenas
4% para todo o resto como estrelas, planetas, seres humanos, nossas casas, nossa comida etc).
A matéria e a energia escuras são, de uma maneira geral, soluções propostas para explicar alguns fenômenos gravitacionais e, até onde sabemos, são coisas distintas. O enigma vem do fato de que só sabemos de sua existência por meios indiretos, ao observar seus efeitos sobre o universo e ao tentar deduzir suas propriedades a partir deles.
A matéria escura foi proposta nos anos 1930 por Fritz Zwicky, cuja pesquisa resultou na constatação de que a energia da matéria luminosa contribui com menos de 1% da densidade média de energia do universo. Certamente existe mais matéria nas galáxias que não emite luz, mas as evidências indicam que há um limite máximo para a matéria normal – aquela feita de átomos, como eu, você, seu cachorro – presente no universo. Evidências apontam que, no máximo, 5% da densidade de massa-energia do universo e 20% da massa dos aglomerados está na forma de átomos.
É aí que entra a matéria escura. Muitos físicos e astrônomos acreditam que ela seja uma nova partícula ainda não detectada por aceleradores de partículas ou por raios cósmicos. Para ser uma partícula de matéria escura, é preciso que tenha muita massa, mais do que um nêutron, e interaja de maneira tímida com a matéria normal, de forma que dificilmente reaja produzindo luz.
Aparentemente, a matéria escura é responsável pelas estruturas que vemos no universo, como galáxias e aglomerados – ou seja, é ela que “segura” estes objetos imensos, não deixando que se desfaçam.
Já a energia escura tem sua origem nos trabalhos para entender a expansão acelerada do universo. Uma das especulações é que a aceleração é consequência de uma nova forma de matéria, que também não foi detectada até agora. Sabemos, no entanto, de que se trata de uma “energia” porque ela contribui com cerca de 70% da energia total do universo. Se descobrirmos o que é, podemos então trocar o nome para algo menos misterioso.
Em termos gerais, a matéria escura atrai e a energia escura repele. A matéria é usada para explicar uma atração gravitacional maior que a esperada, enquanto a energia revela uma atração gravitacional negativa.
Os maiores cientistas do nosso tempo trabalham no problema e nossa melhor tecnologia está examinando o cosmos, mas, por enquanto, não há outra explicação para os efeitos que observamos: a matéria escura e a energia escura são reais. Só que não sabemos muito mais do que isso.

4. Estamos sozinhos no universo?

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Mais do que determinar a consistência do nosso universo, somos obcecados por saber se existe vida além do nosso planeta.
Neste ano, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, identificou (mais) dois sistemas planetários que podem abrigar vida fora do sistema solar. Dos cinco corpos que orbitam a estrela Kepler-62, que fica a 1.200 anos-luz de distância da Terra, há chances de dois deles terem água líquida na superfície. Mas essa é a só a ponta do iceberg.
Dos 1.235 planetas suspeitos até agora, cerca de um terço estão em sistemas multiplanetários solares como o nosso. A julgar por essas descobertas, parece que os planetas são tão numerosos quanto grãos de areia.
Há 25 anos, apenas 9 planetas eram conhecidos, todos em nosso sistema solar. Nós só podíamos imaginar o resto, alimentados por um rico acervo de ficção científica, para o qual o espaço exterior era uma fonte inesgotável de ideias. A situação, no entanto, é diferente agora.
Mesmo assim, encontrar exoplanetas – ou seja, aqueles que estão fora do nosso sistema solar – não é tarefa fácil. Eles não emitem luz própria, apenas refletem a luz de suas estrelas. Dadas as distâncias interestelares envolvidas, até mesmo as estrelas mais próximas de nós não são muito visíveis, por isso identificá-los é um desafio tecnológico.
Uma das formas encontradas pelos cientistas para procurar vida extraterrestre em potencial é observar a oscilação rítmica de uma estrela como o nosso sol, criada pela força gravitacional de um planeta em sua órbita.
Existem maneiras de detectar planetas menores. A nave espacial Kepler foi especificamente projetada para varrer uma parte da Via Láctea e descobrir dezenas de planetas do tamanho da Terra perto de sua zona habitável – região em que a vida como a conhecemos é possível –, determinando quantas das bilhões de estrelas em nossa galáxia possuem tais planetas. Kepler monitora continuamente 145 mil estrelas da Via Láctea.
Também, uma nova equipe internacional de astrônomos apresentou provas convincentes de que nossa galáxia está cheia de planetas do tamanho de Júpiter, à deriva entre as estrelas. A descoberta foi feita por meio de uma técnica ainda mais misteriosa: as microlentes gravitacionais. Com base na premissa de Einstein de que a gravidade dobra a luz, é possível ver objetos escuros no céu, medindo a luz que dobra das estrelas por trás deles. Desta forma, os astrofísicos viram 10 planetas andarilhos, e estima-se que pode haver um ou dois deles para cada uma das cerca de 200 bilhões de estrelas na Via Láctea.
E se planetas do tamanho de Júpiter, que são mais fáceis de detectar, existem aos bilhões, certamente deve haver muitos outros planetas do tamanho da Terra lá fora, girando em torno de suas estrelas a uma distância certa para sustentar a vida. Mas simplesmente não sabemos ainda. E não podemos descartar a hipótese, a propósito, de que em algum lugar, existam criaturas inteligentes, moldadas por uma confluência de eventos improváveis ou forças sobrenaturais, olhando para o céu neste exato momento e pensando “será que estamos sozinhos?”.

3. O que é o tempo?

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Estamos tão acostumados com ele, que raramente paramos para refletir sobre o tempo. Afinal, a passagem do tempo é muito clara: ontem foi passado, hoje é o presente e amanhã será futuro. Mas nem tudo é tão simples assim.
A ideia de que o tempo é uma linha ligando o passado, o presente e o futuro traz um questionamento: seria o tempo uma “direção”? Afinal, nós parecemos estar nos movendo para frente no tempo, mas só podemos ver eventos que já ocorreram.
O que acontece é que medimos a passagem do tempo com base no movimento. Pense: os dias, meses e estações do ano são cíclicos. Temos a impressão de que o tempo está indo para frente, mas podemos muito bem estar andando em círculos. Além disso, condicionamos nossas ações com o tempo: dizemos que um carro levou horas para fazer um percurso ou que o coração de uma pessoa bate um determinado número de vezes por minuto.
“O tempo pode ser apenas uma ‘moeda comum’ ou uma unidade de movimento com a qual todos os outros movimentos são medidos, tornando mais fácil a descrição do mundo, mas sem ter uma existência independente”, sugere Rawy Shaaban, um dos autores da página “Across the Universe: from quarks to quasars”. “Medir processos (de movimento) usando tempo é como usar dinheiro ao invés de troca direta de mercadorias”.
Curiosamente, o presente não pode ser restrito a uma medida de tempo. Quanto dura o “agora”? Um segundo? Um milésimo de segundo? Podemos até considerar que o presente, teoricamente, não existe. Afinal, quando os estímulos externos chegam ao nosso cérebro, o que aconteceu já é passado. E o futuro ainda está por vir. Vivemos nesse pequeno (e, ao mesmo tempo, imensurável) intervalo entre o passado e o futuro, que pode nem existir.
“Isso sugere que nossa percepção do tempo como passado, presente e futuro pode ser apenas uma ilusão criada por nossa mente em uma tentativa de entender o mundo em transformação que nos cerca”, afirma Shaaban. Nesse caso, como as mudanças do mundo ocorreriam se não existisse o tempo? A pergunta inicial permanece.
Entretanto, nem todos concordam com a ideia de que o tempo não passe de um devaneio coletivo. “O tempo é supremo, e a experiência que todos nós temos de que a realidade é o momento presente não é ilusão, mas a mais profunda pista que temos sobre a natureza fundamental da realidade”, defende o físico teórico Lee Smolin.

2. Quais mudanças genéticas nos fizeram diferentes dos outros animais?

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Cada geração de antropólogos se propõe a explorar a questão e tentar respondê-la: “O que nos torna humanos?”. O famoso paleontólogo Louis Leakey acreditava que fosse a capacidade de construir ferramentas que nos tornava únicos. Por isso, quando ele descobriu ossos de hominídeos perto de ferramentas de pedra na Tanzânia, em 1960, ele batizou o suposto grupo responsável pelas ferramentas de Homo habilis, o mais antigo membro do gênero humano.
No entanto, pouco tempo depois, a primatologista Jane Goodall demonstrou que chimpanzés também usam tipos de ferramentas, e hoje a discussão entre os pesquisadores é se os H. habilis realmente pertencem ao gênero Homo.
Elizabeth Culotta, da revista Science, conta que estudos posteriores creditaram o domínio dos humanos na Terra a traços tais como o bipedalismo, a cultura, as línguas, o humor e, claro, um grande cérebro. “No entanto, muitas dessas características também podem ser encontradas, pelo menos em algum grau, em outras criaturas – chimpanzés têm cultura rudimentar, papagaios falam e alguns ratos parecem rir quando recebem cócegas”, conta.
O que é incontestável é que os seres humanos, como todas as outras espécies, têm um genoma único, moldado por nossa história evolutiva. Com o genoma humano já mapeado e os dados sobre o genoma dos primatas começando a surgir, estamos entrando em uma era na qual pode se tornar possível identificar as mudanças genéticas que ajudam a nos separar de nossos parentes mais próximos.
As diferenças genéticas reveladas entre humanos e chimpanzés podem ser profundas, apesar de as estatísticas apontarem que apenas cerca de 1,2% do nosso DNA é diferente. Isso porque uma simples mudança de 1% pode afetar milhares de genes – e a diferença percentual se torna muito maior se você contar as inserções e deleções de cada um.
Mesmo se nós conhecermos os 40 milhões de sequências diferentes entre humanos e chimpanzés, o que elas significam? Provavelmente, muitos genes são simplesmente a consequência de 6 milhões de anos de deriva genética, com pouco efeito sobre o nosso corpo ou o nosso comportamento, enquanto outras pequenas mudanças – como, por exemplo, as sequências reguladoras, não codificadas – podem ter consequências dramáticas.
Chegamos a um novo dilema: apenas metade dos genes que nos diferenciam dos macacos é que pode definir um chimpanzé, em vez de um ser humano. Como é que podemos saber quais são eles?
Segundo Culotta, uma maneira é descartar os genes que foram favorecidos pela seleção natural nos seres humanos. Estudos que buscam sinais sutis de seleção no DNA dos seres humanos e outros primatas identificaram dezenas de genes, em particular aqueles que estão envolvidos na interação patógeno-hospedeiro, reprodução, sistemas sensoriais como olfato e paladar, e muito mais.
“Porém, nem todos esses genes ajudaram a nos diferenciarmos dos nossos primos macacos, originalmente. Nossos genomas revelam que evoluímos em resposta à malária, mas não é a defesa da malária que nos torna humanos”, ressalta.
Alguns pesquisadores realizam mutações clínicas para poder rastrear a evolução dos genes – uma técnica que tem identificado uma boa quantidade de genes com potencial para explicar esse mistério. “Por exemplo, os genes MCPH1 e ASPM, quando mutados, causam microcefalia [condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o normal], o FOXP2 causa defeitos na fala – e os três apresentam sinais de pressão de seleção durante a evolução dos humanos, mas não dos chimpanzés. Assim, eles podem ter desempenhado um papel na evolução de cérebros grandes e na fala dos seres humanos”, explica Culotta.
Mesmo com essas evidências, a resposta final dos cientistas ainda está em aberto. Uma compreensão completa das características exclusivamente humanas, no entanto, inclui mais do que apenas o DNA. Os cientistas podem manter a discussão com uma linguagem demasiadamente sofisticada ou utilizar termos genéricos como “cultura” ou “tecnologia”. Estamos na era do genoma, mas ainda somos capazes de reconhecer que é preciso muito mais do que genes para se fazer um ser humano.

1. É possível unificar as leis da física?

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Para Charles Seife, da revista especializada “Science”, o Modelo Padrão da física de partículas é um poema inacabado. “A maioria das peças está lá e, mesmo inacabada, é sem dúvida a obra mais brilhante na literatura da física. Com grande precisão, descreve toda a matéria conhecida, incluindo todas as partículas subatômicas, como quarks e léptons, bem como as forças por meio das quais as partículas interagem umas com as outras”, diz.
As forças a que se refere são o eletromagnetismo, que descreve como objetos carregados sentem a influência de outros; a força fraca, que explica como as partículas podem mudar suas identidades; e a força forte, que descreve como quarks se unem para formar prótons e outras partículas compostas.
O problema é que algumas dessas peças que fazem parte do grande quebra-cabeça da física estão faltando – e algumas presentes não se encaixam muito bem. É o caso da gravidade, por exemplo.
Essas diferenças, entretanto, podem ser superficiais. O eletromagnetismo e a força fraca parecem muito diferentes entre si. Entretanto, ainda na década de 1960, os físicos mostraram que, em altas temperaturas, essas duas forças se “unificam”.
Torna-se evidente que o eletromagnetismo e a força fraca são realmente a mesma coisa, assim como fica óbvio que o gelo e água em estado líquido são a mesma substância se você aquecê-los juntos. Essa conexão deu aos físicos a esperança de que a força forte também pudesse ser unificada com as outras duas forças, produzindo uma grande teoria – um dos grandes mistérios da física atualmente.
Uma teoria unificada deve ter consequências observáveis. Por exemplo, se a força forte de fato é a mesma que a força eletrofraca, então os prótons podem não ser verdadeiramente estáveis, uma vez que, a longo prazo, eles devem decair espontaneamente.
Apesar de muitas pesquisas, ninguém observou, até hoje, o decaimento de um próton – assim como ninguém jamais avistou quaisquer partículas previstas por algumas modificações de melhoria do modelo padrão, como a supersimetria. Pior ainda, mesmo uma teoria unificada não estaria realmente completa – a não ser que ignorasse a gravidade.
A gravidade é uma força problemática. A teoria que a descreve, a da relatividade geral, presume que o espaço e o tempo são suaves e contínuos, enquanto a física quântica que rege as partículas subatômicas e as forças é inerentemente descontínua e agitada.
“A gravidade se confronta tão fortemente com a teoria quântica que ninguém ainda foi capaz de elaborar uma maneira convincente de construir uma teoria única, que inclui todas as partículas, as forças forte e eletrofraca e a gravidade – tudo em um grande e uniforme pacote”, conta Seife. No entanto, os físicos possuem, sim, algumas pistas. Talvez a mais promissora seja a teoria das supercordas.
Essa teoria tem um grande número de seguidores porque fornece uma maneira de unificar diversos elementos da física em uma teoria maior, com uma única simetria. Por outro lado, exige um universo com 10 ou 11 dimensões, montes de partículas ainda não detectadas, além de muita bagagem intelectual que nunca poderá ser verificada.
Podem existir dezenas de teorias unificadas, das quais apenas uma é correta, mas os cientistas jamais terão meios para determinar qual. Ou talvez a luta para unificar todas as forças e partículas seja em vão.
Nesse meio tempo, os físicos continuam a procurar o decaimento de prótons, bem como ainda buscam partículas supersimétricas no acelerador de partículas subterrâneo, o “Grande Colisor de Hádrons”, em Genebra, na Suíça. Ou seja, ainda esperam que, um dia, seja possível terminar o poema e encaixar todas as peças desse misterioso quebra-cabeça. [How Stuff WorksThe New York TimesScience MagazineScience Magazine]

Fonte: Hypescience
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22 Fotos de testes nucleares que parecem ficção cientifica

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Durante a Guerra Fria, cientistas testaram bombas atômicas em diversas áreas remotas do globo. Essas imagens aterrorizantes foram usadas para pesquisa, mas também para intimidar qualquer pessoa estúpida o suficiente para desafiar os EUA ou a URSS em um conflito armado.

Confira testes nucleares que até parecem mentira

Experiência “Trinity”, 3 milissegundos

testes nucleares
testes nucleares
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Essas fotos de alta velocidade foram feitas por Harold “Doc” Edgerton durante os três primeiros milissegundos da Experiência “Trinity”, o primeiro teste nuclear da história, conduzido pelos Estados Unidos em 16 de julho de 1945.

Experiência “Trinity”, 0,016 segundo

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Essa imagem é da mesma experiência, 0,016 segundo depois da explosão a 48 km de Socorro, no que é hoje o Campo de Teste de Mísseis de White Sands, perto de Alamogordo (Novo México).

“Baker Day”

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"Baker Day" Blast at Bikini Island
"Baker Day" Blast at Bikini Island
Nuvem atômica que subiu durante a explosão “Baker Day”, feita pelos EUA no Atol de Bikini, no Pacífico, em 25 de julho de 1946.

“George”

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Explosão de “George”, a terceira das quatro explosões durante a Operação Greenhouse dos EUA, em 9 de maio de 1951.

“Ivy Mike”

Landscap
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“Ivy Mike”, o primeiro teste de uma arma termonuclear, realizado de 31 de outubro a 1 de novembro de 1952.

“Ivy King”

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Ivy King foi a mais poderosa bomba de fissão feita pelos Estados Unidos durante a operação Ivy. Ela gerou 500 quilotoneladas e foi o único teste nuclear do mais poderoso dispositivo de fissão pura, o Mark 18, em 15 de novembro de 1952.

Operação Upshot-Knothole

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Teste feito em 25 de maio de 1953 como parte da Operação Upshot-Knothole, uma série de onze testes conduzidos pelos Estados Unidos com as duas únicas bombas de hidreto de urânio, lançado pelo canhão Grable.

“Castle Bravo”

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“Castle Bravo” foi o primeiro teste americano de uma bomba de hidrogênio com combustível seco, e foi uma das maiores bombas termonucleares já construídas pelos Estados Unidos, detonada em 1 de março de 1954 no Atol de Bikini.

“Castle Romeo”

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“Castle Romeo” foi um teste da arma termonuclear TX-17 feito pelos EUA em 27 de março de 1954.

Nuvens radioativas

H-bomb test at the Bikini Atoll
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Nuvens radioativas no Atol de Bikini em 21 de maio de 1956.

“Licorne”

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“Licorne” (unicórnio, em francês) foi o quarto e penúltimo teste nuclear da França de uma bomba termonuclear no Atol de Mururoa, na Polinésia Francesa, feito em 3 de julho de 1970. Rendeu 914 quilotons.
Fonte: Hypscience
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sábado, 2 de julho de 2016

Aves são ‘tão inteligentes’ quanto primatas, diz pesquisa

13:53 0


Tradicionalmente considerados as criaturas mais inteligentes da vida selvagem, os primatas agora terão que dividir esse crédito com as aves. Pelo menos é o que diz um estudo publicado na edição de ontem do periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”. 
De acordo com a pesquisa da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, corvos, araras e papagaios, apesar de terem cérebros significativamente menores que os de muitos primatas, contam com uma impressionante densidade de neurônios povoando esse espaço ‘compacto’.

— O cérebro dos pássaros é pequeno, mas vemos ali uma grande concentração de neurônios, superior à conhecida em muitos mamíferos — destaca Suzana, que apresentaria o estudo no Congresso Mundial sobre o Cérebro, em Buenos Aires, mas teve seu voo cancelado e não pôde participar do evento. 
— As aves desenvolveram comportamentos cognitivos complexos: têm discernimento para resolver problemas, reconhecem-se em um espelho e se planejam para necessidades futuras, entre outros papéis que considerávamos exclusivos dos primatas.
O estudo de Suzana confirma outro realizado com pombos há dois anos, que demonstrou que a ligação de neurônios — e, portanto, o funcionamento de todo o cérebro — nas aves era semelhante à de mamíferos.
Agora, a neurocientista pretende estudar a relação entre o número de neurônios das aves e o custo metabólico para que as espécies realizem suas atividades. Estima-se que a quantidade de energia demandada pelo cérebro para a realização de atividades seja maior entre as aves do que aquela observada entre os mamíferos.
Este é o primeiro estudo publicado por Suzana desde que ela trocou a UFRJ pela Universidade Vanderbilt, em Nashville, nos EUA (o trabalho já estava pronto quando ela deixou o Brasil). A neurocientista saiu do país criticando abertamente a falta de recursos públicos para a ciência e a inovação, o que motiva a “fuga de cérebros” para o exterior.
— Meu novo laboratório é de três a quatro vezes maior. A verba também nem se compara — garante a cientista. — Em breve, duas estudantes do pós-doutorado que trabalhavam comigo no Rio virão para cá.
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Casa assombrada de Amityville onde ocorreu trágico assassinato em massa é colocada à venda por R$ 2,9 milhões

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Uma casa onde ocorreu um trágico assassinato em massa no ano de 1974 está sendo vendida por US$ 850.000 (R$ 2,9 milhões).
O imóvel, situado em Long Island, Nova Iorque, EUA, é o local de um crime onde um homem matou os próprios pais e quatro irmãos.
Segundo os advogados do criminoso, vozes vindas da casa o obrigaram a tal atitude. O crime inspirou um livro best-seller e dois filmes, todos chamados “The Amityville Horror”, com base na suposta assombração de uma família que morou lá brevemente após os assassinatos.
No entanto, moradores e o agente imobiliário Gerald O’Neill dão poucos créditos às obras citadas acima. “Já houve quatro proprietários desde os assassinatos, nenhum deles saiu correndo da casa gritando e não houve experiências estranhas”, relatou Gerald.
A casa tem dois andares, mede mais de 1.000 metros quadrados, tem 5 quartos, uma grande garagem para barcos, entre outras coisas.

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O inquietante mistério das gêmeas Pollock: um caso de reencarnação documentado pela ciência

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Ian Stevenson, doutor em medicina e professor universitário de psiquiatria canadense, estudou mais de 3 mil casos de crianças que pareciam se lembrar de vidas passadas.
 
 
Um dos mais significativos foi o das gêmeas Pollock. O dia 5 de maio de 1957 amanheceu com um sol esplêndido em Whitley-Bay, no Reino Unido, às margens do Mar do Norte. Como todos os domingos, as famílias locais se dirigiam apressadas à igreja, para celebrar a missa. As duas pequenas filhas da família Pollock, Joanna e Jacqueline, de 11 e seis anos, respectivamente, foram antes de seus pais para garantir um lugar. 


Quando dobravam uma esquina, uma carruagem com cavalos desenfreados as atropelou, matando-as instantaneamente. Seus corpos ficaram praticamente destruídos, assim como o coração de seus pais ao receber a trágica notícia. Mas eles não sabiam que o destino traria um dos casos mais estranhos de que já se houve notícia. 


Mais de um ano após o acidente, os Pollock voltaram a ter filhos, dessa vez, as gêmeas Gillian e Jennifer, nascidas em 4 de outubro de 1958. Quando tinham somente três anos, as pequenas começaram a falar e, então, seus pais notaram que acontecia algo estranho. Incrivelmente, elas eram capazes de lembrar eventos passados da vida de suas irmãs, falecidas em 1957. 


Elas mostravam conhecer à perfeição cada canto da casa e as pessoas da cidade. E também praticavam hábitos e costumes idênticos aos de suas irmãs e, inclusive, falavam do mesmo jeito. Embora fossem gêmeas, uma parecia ser maior e protegia a outra, que aceitava o papel de irmã menor. 


Enquanto Gillian recordava a vida de sua irmã Joanna, morta aos 11 anos, Jennifer recordava a de Jacqueline, de seis. Elas conheciam as brincadeiras de suas irmãs e colocavam nas bonecas exatamente os mesmos nomes. Houve uma vez em que seus pais as ouviram falar do acidente, descrevendo sensações e a lembrança do sangue saindo de suas bocas. Além disso, demonstravam uma fobia a veículos que passavam pela rua. 


Entretanto, precisamente aos cinco anos, idade em que os cientistas coincidem em apontar um limiar para a recordação de vidas passadas, as pequenas deixaram de experimentar esses comportamentos estranhos. O caso teve tanto impacto que foi publicado no livro European Cases of the Reincarnation Type.
  


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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Dono de circo de horrores adquire cão com dois focinhos

14:29 0




Todd Ray é proprietário do Venice Beach Freakshow, tradicional circo de horrores em Los Angeles (Califórnia, EUA), e detém o recorde de dono maior coleção de animais com duas cabeças. Ele só não tinha um com dois focinhos. Agora já tem. 


O empresário adquiriu um cão com dois focinhos que estava em um abrigo em Fresno, no mesmo estado, e que estava no "corredor da morte". 


O pastor australiano, de 2 anos, havia sido abandonado pelo primeiro dono. Provavelmente por causa da deformidade. 


"Eu liguei e me disseram que o cão estava no seus últimos dias e que seria logo abatido", contou Todd ao "Huffington Post".


O pastor ganhou o nome de Toby-One Kenobi, mas também é conhecido como Toby Two-Nose. Ele se junta a um bando que já tem Pinky, uma chihuahua com duas patas, e Rocky, um pinscher com cinco patas. 


Toby-One Kenobi tem um olfato apuradíssimo.




Fonte: Page Not Found  Via: Arquivos do Insolito
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domingo, 24 de janeiro de 2016

5 coisas que você não sabia sobre Hitler

14:42 0

Filho de um funcionário da alfândega, Adolf Hitler (1889-1945) teve uma infância pobre e uma adolescência triste e solitária. Detalhes de sua vida – alguns nunca antes revelados – foram expostos em 265 verbetes no livro “O arquivo de Hitler”, escrito por Patrick Delaforce, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. A obra está prestes a ser lançada no Brasil pela Panda Books. 


O autor pesquisou escritos e discursos do líder nazista, pontos de vista de pessoas que o conheceram e bibliografias a respeito de Hitler para contar a jornada de um jovem pobre e desacreditado, que se tornou o maior ditador do século 20. Nesta terça-feita (20 de abril de 2010), Hitler faria 121 anos. Galileu traz alguns fatos curiosos narrados pelo livro de Delaforce:

O sonho de Hitler era ser artista 

O ditador teve uma adolescência muito sofrida. Em setembro de 1900, aos 11 anos, ingressou na Realschule de Linz, uma escola secundária que formava rapazes para a carreira comercial ou técnica. “De modo algum desejava me tornar um funcionário público. Um dia, tive certeza de que seria pintor, um artista... Meu pai ficou perplexo, mas logo se recuperou... ‘Artista, não, jamais enquanto eu viver!’”, assim escreveu Hitler em seu livro Mein kampf. Aos 16 anos, após a morte do pai, Alois Hitler, Adolf se mudou para Linz com sua mãe, irmã e tia e consagrou “toda a vida à arte”. Ele fazia esboços, pintava, projetava museus, uma ponte sobre o rio Danúbio, teatros e até mesmo a completa reconstrução de Linz. Fez também, por um tempo, algumas aulas de piano. Além disso, frequentava concertos, teatros, um clube de música, outro de livro e um museu de cera. Como teria sido a história da Alemanha se Hitler tivesse obtido sucesso em seu sonho? 


O filho de Alois Schickelgruber e Klara Hitler ainda bebê


Hitler escrevia poemas 

Aos 15 anos, Adolf passava a maior parte do tempo desenhando, pintando e lendo. Nessa época, morava numa casa de família em Steyr, na Áustria, onde ficava a escola que então frequentava. Escreveu também, com essa idade, um poema um tanto quanto incoerente. Os símbolos (-) são palavras indecifráveis:

As pessoas ali se sentam numa casa ventilada
Enchendo-se de cerveja e vinho
Comendo e bebendo em êxtase
(-) então de quatro.
Ali escalam os altos picos das montanhas
(-) com as faces cheias de orgulho
E caem como acrobatas em cambalhotas
E não podem se equilibrar
Então, tristes, voltam para casa
E em calma esquecem o tempo
Então ele vê (-), sua esposa, pobre homem,
Que lhe cura as feridas com uma boa sova.

O poema estava ilustrado com o desenho de uma mulher robusta surrando o marido.
E a fase poeta de Hitler não acabou na adolescência. Durante a guerra de trincheiras, em 1915, o ditador escreveu:

Frequentemente sigo em noites frias
Ao Carvalho de Odim no calmo bosque
Tecendo com negra magia uma união
A Lua traça runas com seu feitiço
E sua mágica fórmula humilha
Os que se enchem de orgulho à luz do dia!
Forjam suas espadas em fulgurante aço – mas, em vez de lutar,
Congelam como estalagmites
Assim se distinguem as almas – as falsas das verdadeiras
Penetro um ninho de palavras
E distribuo dádivas aos bons e aos justos
E minhas mágicas palavras lhe trazem bênçãos e riquezas!


Hitler era um adolescente preguiçoso na escola 

Observe o boletim de quando o ditador cursava a 4ª série, na escola de Steyr, emitido em 15 de fevereiro de 1905.


Um empenho sofrível na escola mostra como o adolescente de 16 anos era preguiçoso. Mas quando o assunto era arte, ele obtinha ótimos resultados. Porém, o mais espantoso era seu excelente desempenho em ginástica, já que, quando adulto, Hitler detestava exercícios físicos, raramente caminhava e não praticava esportes.


O primeiro amor de Hitler foi uma judia 

Muitos sabem que Adolf Hitler tinha uma relação muito forte com sua mãe. Mas o primeiro amor dele, de fato, foi Stefanie (ou Stephanie) Isak, uma jovem loira e alta que vivia no mesmo subúrbio de Linz. O sobrenome dela indicava que fosse judia, mas isso não o incomodava.

O menino apaixonado de 17 anos dedicou a ela uma série de poemas românticos e, na companhia de seu melhor amigo, Gustl Kubizek, ficava todos os dias esperando Stefanie passar na rua, que infelizmente estava sempre sob o olhar atento da mãe.

Hitler confessou a Gustl que, para fugir com ela, seria capaz de sequestrá-la. E como a moça o ignorava, Adolf planejou suicídio nas águas do rio Danúbio, levando-a consigo. Stefanie, que possivelmente nunca conversou com Hitler, acabou se casando com um soldado, o tenente Jasten.


Hitler já ficou do lado de um movimento comunista


Logo depois do armistício de 11 de novembro de 1918, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, o cabo Adolf Hitler deixou o hospital e retornou a Munique. Lá, ficou fascinado por um jornalista judeu e fanático socialista, Kurt Eisner (1867-1919), que era também crítico teatral da cidade. Kurt Eisner organizou uma revolução que proclamou a Baviera um estado livre da mornarquia alemã em 1918.

Como membro da 7ª Companhia do 1º Batalhão de Reserva do 2º Regimento de Infantaria da Baviera, Hitler foi nomeado Vertrauensmann (representante). Entre outras funções, ele deveria ajudar o departamento de propaganda do revolucionário Partido Social-Democrata Independente da Alemanha. Em 13 de abril, os soldados dos conselhos de Munique realizaram uma eleição para assegurar que sua guarnição se mantivesse leal à nova república comunista. Como vice-presidente do batalhão, de acordo com o livro de Delaforce, o cabo Hitler era um dos defensores da república comunista, e muitos de seus amigos também apoiavam a instauração. Em 3 de maio de 1919, o a revolução foi massacrada e dissipada.


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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

10 espantosas coincidências

21:42 0
Todos se deparam com coincidências na vida. Para alguns elas são surpreendentes e dignas de nota. Já para os céticos, tudo é explicado pela lei das probabilidades. Confira estes 10 exemplos de coincidências e vejamos o que você pensa.


1- Um computador errou e deu para duas mulheres americanas chamadas Patrícia o mesmo número do seguro social.

Quando as duas mulheres se encontraram em um escritório para retificar o erro, descobriram que: Ambas se chamavam Patrícia Ann Campbell. Seus pais se chamavam Robert Campbell. As duas aniversariavam em 13 de Março de 1941.

Se casaram com militares em 1959 com uma diferença de onze dias. Tinham dois filhos com idades entre 19 e 21 anos e interesse por pintura à óleo. Ambas estudaram cosméticos e trabalharam como bibliotecárias.


2- Em 1893 Henry Ziegland terminou o relacionamento com a namorada. A jovem ficou perturbada e se suicidou. O irmão da garota, desesperado, culpou Ziegland pela morte da irmã.

Foi a casa de Ziegland e encontrou-o no jardim, sacou uma arma e atirou. A bala atingiu o rosto de Henry Ziegland de raspão e alojou-se em uma árvore.

Em 1913, vinte anos depois do incidente, Henry decidiu usar dinamite para arrancar uma árvore do jardim. A explosão impeliu a bala alojada na árvore. O projétil atingiu Henry na cabeça matando-o imediatamente.


3- Em 5 de Dezembro de 1660 um navio afundou no porto de Dover. O único sobrevivente se chamava Hugh Williams.

Em 5 de Dezembro de 1767, um outro navio afundou nas mesmas águas. 127 pessoas perderam suas vidas. O único sobrevivente se chamava Hugh Williams.

Em 8 de Agosto de 1820, um barco afundou no rio Tamisa. Houve um único sobrevivente: Hugh Williams.

Em 10 de Julho de 1940, uma traineira foi destruída por uma mina alemã. Sobreviveram apenas dois homens, tio e sobrinho, e ambos se chamavam Hugh Williams.




4- O senhor MacDonald era um fazendeiro que morava no Canadá. Até aí nada de extraordinário.

Até você saber que seu código postal continha a sequência EIEIO.







5- Em 1996, policiais parisienses foram chamados tarde da noite para investigar um acidente automobilístico que envolvia dois carros.

Os motoristas morreram instantaneamente, e se comprovou mais tarde que eram marido e mulher.

A policia inicialmente suspeitou de um pacto suicida. Mas no decorrer das investigações se descobriu que o casal estava separado já havia vários meses, e não teriam como saber do paradeiro um do outro. Era uma coincidência terrível.


6- Michael Dick viajava com sua família pelo Reino Unido procurando a filha Lisa que não via há dez anos.

Após uma longa busca infrutífera, entrou em contato com a Suffolk Free Press que concordou em ajuda-lo colocando seu apelo com uma foto.

Lisa viu a foto e reencontrou o pai. Mas o estranho é que Lisa estava atrás do pai, na fotografia ao lado, tirada pela Suffolk Free Press.



7- Um antigo aluno de quinze anos da Argoed High School do norte de Gales foi prestar exames em 1990.

Seu nome era James Bond, e seu exame tinha como número de referência 007.






8- Em 1965, quando tinha quatro anos, Roger Lausier foi salvo do afogamento em uma praia em Salem por uma mulher chamada Alice Blaise.

Em 1974, na mesma praia, Roger estava em uma balsa quando tirou da água um homem que se afogava.

Surpreendentemente o homem que Roger salvou era Blaise, marido de Alice.




9- O major Summerford da cavalaria britânica foi lutar nos campos de Flandres em 1918, o último ano da Primeira Guerra Mundial.

Durante uma tempestade, um raio caiu sobre seu cavalo, e Summerford ficou paralisado da cintura para baixo.

Então mudou-se para Vancouver, no Canadá. Seis anos mais tarde, durante uma pescaria, o major Summerford foi atingido novamente por um raio que paralisou seu lado direito.

Após dois anos de recuperação, estava em um parque quando iniciou-se uma súbita tempestade de verão. Novamente atingido por um raio, Summerford ficou permanentemente paralisado. Morreu dois anos depois. No entanto, quatro anos após a sua morte, sua pedra tumular foi destruída. Por um raio!


10- O empresário Danie de Toit fez um discurso para uma platéia na África do Sul cujo tema era: "Esteja atento pois a morte pode chegar a qualquer momento".

Terminado o discurso, ele colocou uma bala de hortelã na boca. Engascou e morreu.





Fonte: Purple Slinky Via: Arquivos do Insolito
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A menina que “lia” pensamentos

15:58 0

 
 
Garota de 12 anos ficou conhecida como “Dorygeller”, em alusão a israelense que dizia ser paranormal.
 
 
Chegamos a Rondonópolis naquele 12 de março de 1977, depois de uma viagem no Cyborguinho (Fusca de tantas viagens), pilotado pelo Gerson Menezes. O fotógrafo Sílvio Inácio abriu um sorriso e disse:
– Agora, ou vai ou racha.


Nossa missão para o jornal Correio do Estado: encontrar e entrevistar a menina que “lia” pensamentos, atrasava ou adiantava relógios e entortava talheres.


O caso veio à tona, na imprensa nacional, principalmente porque, naquela época, estava no auge o israelense Uri Geller, que se dizia paranormal e praticava feitos semelhantes nos canais de TV (anos depois foi considerado um charlatão).


Na praça da cidade, perguntei a uma pessoa se ela sabia onde morava a “garota que lia pensamento”. A resposta positiva veio no ato e, em poucos minutos, estávamos na residência da moradora mais famosa, naquela época, da simpática Rondonópolis, cidade na região norte de Mato Grosso (o Estado não havia sido dividido).


Fomos recebidos por Celso e Maria Weigert, pais da garota, um casal muito simpático. Ele, terceiro sargento da Polícia Militar, e ela, costureira.



– Doroty vem cá! – Celso chamou a filha.


Surgiu, então, a famosa menina. Seu nome: Maria Doroty Weigert, a já chamada “Dorygeller”, em alusão ao israelense. Com 12 anos de idade, era muito tímida, porém vaidosa.


Como estava lavando roupas, ficou envergonhada e pediu licença para colocar algo “mais elegante”, voltando com um vestido longo tomara que caia.




Perguntei a seus pais se autorizavam Doroty a fazer algumas demonstrações.


– Com certeza. Vocês verão o que ela é capaz de fazer. É uma coisa que a gente não sabe explicar – disse Celso.


FAÇANHAS

 
Pedi que ela ficasse na sala com seus pais, o Sílvio e o Gerson, e eu me dirigi, sozinho, para outro cômodo da casa, onde desenhei um olho num pedaço de papel.


– Pronto. Vê se você adivinha o que desenhei – solicitei a ela.


Voltei para a sala assim que ela disse ter concluído a tarefa.


Lá estava sua obra: um círculo e, no meio, uma pequena esfera como se fosse uma órbita.


O desenho era semelhante a um olho.


Voltei para o cômodo e desenhei um peixe.


Na sala ela me mostrou o seu desenho: traços que lembravam um peixe. Dos 10 desenhos feitos, sete ela conseguiu reproduzir e, os demais, fez traços semelhantes. Todos com certa rapidez.


– Toma meu relógio. Vê o que você faz com ele – pedi. Marquei o horário: 15h25min.




Doroty encostou o relógio na testa e, depois de alguns segundos de concentração, me devolveu. Resultado: o relógio marcava 15h13min. Atrasou 12 minutos e ficou travado (levei ao conserto, mas nunca mais funcionou).


Partimos para a experiência com os talheres. Entortou todos os cinco, esfregando-os por alguns segundos. Para ela, algo tão normal, uma vez que diariamente aparecia em sua casa ao menos 40 pessoas para que fizesse a demonstração. Uma situação que, conforme confessou, a irritava e, por isso, seus pais decidiram limitar a exposição de seus feitos.


Celso e Maria proibiram, por exemplo, a filha de fazer as demonstrações na escola. Eles também chegaram a receber a oferta de um fabricante de bonecos que queria lançar produtos com as feições de Doroty.


Não aceitaram, assim como recusaram outras ofertas financeiras. O pai justificou que não queria expor a garota em demasia e nem ser considerado um explorador da própria filha, como forma de “enriquecer”.


Convidei Doroty e as irmãs – Marisel e Celma – para tomar um sorvete a fim de continuar a entrevista. Os irmãos – o Celso Júnior e o Rommel – preferiram ficar em casa com os pais. No caminho, dentro do carro, ela pegou um garfo e o entortou, também com tranquilidade.


Na entrevista que prosseguiu na sorveteria, falou do sonho de ser médica, das “mancadinhas” que dava em algumas ocasiões quando tentava os feitos considerados paranormais, de que não sentia nada de diferente e nem nenhuma vaidade quando fazia isso.


No dia 16 de março, o jornal Correio do Estado publicou a reportagem de uma página com o título: “Dorygeller, um fenômeno parapsicológico; é cuiabana e atração turística de Rondonópolis”.


A repercussão foi grande e ela participou de vários programas de TV, como o “Almoço com as Estrelas”, apresentado por Airton e Lolita Rodrigues, que foram a Rondonópolis para entrevistá-la.


Hoje

 
Maria Doroty não se formou em Medicina e, sim, em Letras. É servidora pública de carreira na Câmara Municipal de Rondonópolis.


Casada há 30 anos com Valdeir Rosa Duarte, tem duas filhas: Patrícia, fisioterapeuta, e Priscila, enfermeira padrão – e um filho, o advogado Eduardo, secretário de Governo da prefeitura de Rondonópolis.


Até hoje, segundo ela, as pessoas se recordam de seu tempo de “Dorygeller”. Ela entende que seus pais agiram certo ao protegê-la naquela época. Explicações sobre seus feitos?



– Não sei o que acontecia. Não tive orientação sobre isso. Acho que faltou isso – disse ela, em contato telefônico.




– Você ainda entorta talheres, adivinha desenhos e atrasa relógio?



– Não. Nunca mais fiz e nem tentei – respondeu.
 
 
 
 
 

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