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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ficção Científica, Ciências Ocultas e Mitos Nazistas

22:32 0

Não é minha intenção fazer pouco do nacional-socialismo interpretando-o em termos de fantasias pitorescas. Todavia, negligenciar e ver como inofensivos os elementos totalmente irracionais do nazismo, evidentes desde sua primeira origem, têm ao menos ajudado parcialmente à conjurar uma aparentemente "natureza incompreensível" das ações nazistas.

No nacional-socialismo, as contradições e irracionalidades de um sistema sócio-econômico clássico capitalista e suas estruturas de poder, foram transmutadas em uma ideologia e apologia aparentemente "naturais". O poder explorador e limitador de classes tornou-se racismo, com uma raça de senhores e sua liderança mística; ciclos de crise econômica e outros direcionamentos tornaram-se a lei cósmica de ciclos recorrentes; o caráter alienante da ciência e tecnologia usados indevidamente como meios para dominação, tornaram-se os conceitos centrais de cultos secretos pseudo-religiosos; o atraso da economia e tecnologia assim como as prevalecentes condições sociais tornaram-se uma obscura mistura de industrialismo enfurecido com uma teoria de "Sangue e Solo". O continuísmo das classes governantes obsoletas era salvaguardada por mitos de "conspirações", enquanto às massas oprimidas eram oferecidos bodes expiatórios como um escoadouro para agressões reprimidas.

Qualquer um que se negue à identificar as justificativas para a irracionalidade na filosofia "séria" (de Schopenhauer e Nietzsche à Spangler ou Jung) como conduzindo ao obscurantismo, naturalmente ficará impressionado em ver que tais fantasias são subitamente e de fato, tomadas muito seriamente quando o fascismo chega ao poder.

Em 1919, a burguesia alemã precisava experimentar quaisquer meios que justificassem a defesa do seu poder. Nesta época, mitos e mágica mudaram-se das salas de visita e cafeterias para lutar contra razão e revolução. A enchente de panfletos e dissertações pseudo-científicas tornou-se devastadora. A FC, lida pelas classes sociais que não eram atingidas pelos panfletos pseudo-científicos e filosóficos, também sucumbiu à esta irracionalidade. A idéia de que o tempo estava maduro para uma "reorientação espiritual" também na literatura, era persistentemente sugerido por tais autores. Eles clamavam por sensações e fantasias imaginativas que ajudariam a conquistar o "materialismo" bruto e sua contraparte, o realismo. Uma articulação aparentemente não-política destas tendências, estendia-se como se segue:

Existem muitos indícios de que o materialismo mecanicista - derivado das ciências exatas que imprimiram sua marca na última década, está finalmente agonizando, devido à recente revolução espiritual. Obviamente, as saudades transcendentais da maioria da humanidade não podem ser suprimidas à longo prazo... Em primeiro lugar, chegamos novamente ao ponto de vista do "assombro" - isto é, nós não mais desprezamos como tolices todas as coisas que não são explicáveis em termos das leis conhecidas da física. Misteriosas conexões entre os seres humanos, independentes de separação espacial e temporal, espectros, a aparição de fantasmas, estão todos novamente no reino do possível.(1)

A citação vêm da revista Der Orchideengarten, a qual era devotada a publicar somente ficção fantástica e desenhos - de modo análogo às revistas americanas "sobrenaturais" e "fantásticas" de FC. Max Valier, que posteriormente seria pioneiro de foguetes e presidente da "Sociedade para o Vôo Espacial", que viajou por todo o país palestrando sobre o fim do mundo, sobre Atlântida e Lemúria, sobre a Cosmogonia Glacial e a penetração no Espaço, e que em 1929 fez uma tentativa mal-sucedida de interessar Hitler no potencial militar dos foguetes (2), foi ainda mais explícito, seja escrevendo só -

Nossa época atual, mais do que qualquer outra, requer uma fonte e centro verdadeiramente cósmicos, para orientação espiritual. Nós precisamos de um choque tremendo, mesmo supra-terreno, para fazer com que recuperemos o senso de nossa identidade que perdemos no redemoinho do egoísmo cotidiano... Na base de uma nova teoria da cognição, buscaremos um conhecimento mais profundo; e para nossas emoções, buscaremos sensações do verdadeiramente primevo choque, de forma que mesmo o fim do mundo e desta Terra, será uma experiência construtiva.(3)

- ou em conjunto com G. W. Surya:

Acreditamos que a astronomia e a astrofísica, dentre as ciências naturais, são pela natureza do seu tema, particularmente talhadas para despertar essa elevação de pensamento, essa revolução espiritual, a qual nós tão desesperadamente precisamos, se o destino de nossa Pátria, até mesmo o do mundo inteiro, é fazer uma virada para melhor... Somente o retorno à um ponto de vista profundo, transcendental, podem ajudar a curar nossas feridas à partir de dentro.(4)

Valier passava a fazer mais precisas suas metáforas nebulosas de realidades políticas e sociais contemporâneas, declarando que "ele sentia-se obrigado a considerar Einstein... como um representante da extrema esquerda"(5). Uma nova publicação de Surya, A Metafísica e a Guerra Mundial, a qual tentava provar que as guerras mundiais não eram devidas somente à atividades humanas, mas que "outras forças" estavam também em operação, era mais abertamente apresentada como "uma tese política extremamente importante".(6)

A função política de tal teoria altamente transcendental é claramente demonstrada nos trabalhos do ex-monge cisterciano Adolph Joseph Lanz, aliás, "Jörg Lanz von Liebenfels", aliás, "Dr. Jörg Lanz". Ele foi o fundador da "Teozoologia" e da "Ordo Novi Templi" (ONT). Em seus trabalhos, termos como "materialismo" e "egoísmo", tornam-se códigos para política racional, socialismo, revolução, e "intelectualismo judeu-bolchevista". "Revolução espiritual", "Fé na transcendência" e "idealismo", por outro lado, representam conciliação social, políticas domésticas reacionárias e uma política nacionalista para estrangeiros:

ao promover seu desenvolvimento, o Império Talmúdico-Tacandálico obteve sucesso em controlar a inteligência dos Cristãos Arianos para seus propósitos, por intermédio da... sociedade secreta dos Maçons. Esta sociedade de obscurantistas é responsável pelo assim chamado "Iluminismo", as várias revoluções, liberalismo, socialismo e materialismo no século XIX, e pelo bolchevismo no XX... Durante a Idade Média... não havia proletariado e nem problema proletário. Esta classe somente veio a existir através dos esforços demoníacos dos maçons modernos e suas falsas doutrinas do assim chamado "Iluminismo".(7)

Qualquer um que veja a razão como a mais elevada atividade da mente humana, é tão retrógrado quanto aqueles eruditos da Renascença que consideravam a Terra como centro do universo.(8)

O monte de esterco conceitual, o excremento mental que é a filosofia e a ciência materialisticracionalistica-socialdemocrática-bolchevista-tacandálica do período moderno, não serão mesmo de interesse histórico nas futuras gerações.(9)

Lanz deriva suas percepções da "teozoologia" e "metafísica racial", cada uma destas um tipo de ciência oculta. Se fôr extraído o nem tão distante racismo moderno declarado, metafísica racial poderia ser vista como o projeto para uma parte considerável da FC produzida em nossos dias:

A prática da metafísica de raças, está relacionada com a pesquisa da história das raças antes de seu ciclo de desenvolvimento terrestre (pré-terrestre)... no futuro das raças depois de seu período terrestre (pós-terrestre), e finalmente com a pesquisa das forças extra-sensoriais, extra-terrestres e cósmicas que influenciam o desenvolvimento racial no presente.(10)

As contradições inerentes deste e de sistemas similares não serão discutidas aqui. Uma análise de tais itens assim como a rejeição simultânea do darwinismo e a aceitação da pseudo-darwinista "sobrevivência dos mais aptos", ou os argumentos para um universo populado com seres inteligentes, os quais são contraditos pelo conceito de um universo racialmente etnocêntrico, meramente ilustraria em detalhe as bases irracionais destes sistemas insanos. Parece mais frutífero apontar a flagrante congruência de tais construções com os sintomas psicóticos e as tendências fascistas de "caráter autoritário", tais como [1] o desejo sado-masoquista por submissão à uma força externa irresistível (diversamente interpretada como um "agente" da Providência, ou Natureza, ou Destino, etc), com o concomitante desejo de fazer as pessoas mais fracas pagarem, em compensação por isso; [2] a projeção de nossos próprios impulsos destrutivos e primitivos sobre minorias impopulares; [3] a rejeição da política racional, de fato, de todo e qualquer esclarecimento intelectual; [4] as lendas de "conspirações".(11)

O grau em que fantasias conspiratórias foram projeções puras de suas próprias intenções secretas, é demonstrado pelo modo como elas foram primeiro nutridas em grupos de ciências ocultas de algum tipo de sociedade secreta. Estes grupos e seu obscurantismo foram de considerável significância no primitivo desenvolvimento do partido nazista, sua ideologia e sua posterior organização de células em "ordens".(12)

Da confusa massa de conceitos obscuros que eram usados em FC, quatro tentativas vagas de sistematização podem ser extraídas: "Cosmogonia Glacial", o mito da Atlântida/Thule, Teozoologia, e a teoria do Mundo Oco. Estas sistematizações podiam ser combinadas, e apoiavam-se uma na outra.

Cosmogonia Glacial ou a Doutrina do Gelo Universal (Welteislehre) e o mito da Atlântida tinham um relacionamento particularmente próximo. Atlântida (ou Thule) representava o Paraíso Terrestre e o lar original dos arianos teutônicos, enquanto o conceito de recorrência cíclica da Cosmogonia Glacial assegurava que a Atlântida se levantaria novamente. Deste modo, o mito da Atlântida e a Cosmogonia Glacial tornaram-se os temas dominantes da FC germânica nos anos 1920 e 1930. Ou o ressurgimento da Atlântida causaria a submersão dos países da Entente (13) (possivelmente de acordo com a teoria dos vasos comunicantes), ou restos da Atlântida, a qual tinha sido destruída por eventos cósmicos, eram descobertos no espaço, advertindo os astronautas germânicos a reconstruirem o legítimo império global ariano (isto é, alemão), retornar à pureza racial, à uma liderança mística e ao irracionalismo chamado "ciência ariana":

As criaturas estavam muito mais próximas da terra nestes dias. Eles controlavam as misteriosas forças da natureza não em virtude do seu conhecimento, muito menos por sua ciência, mas em virtude de seu próprio ser. Quanto mais a humanidade aprendeu a pensar racionalmente, quanto mais perdeu seus poderes visionários. Eles se deliciaram com sua perspicácia e falharam em notar o aviso de seus poderes primevos.(14)

Naturalmente, as várias quedas da Lua sobre a Terra na Cosmogonia Glacial, sempre ocorriam em tempos de depravação racial e ética.

A crença na Atlântida e na Cosmogonia Glacial também inspiraram os cerca de 600 membros da "Sociedade para o Vôo Espacial"(15), que desejavam escapar da miséria alemã por meio de espaçonaves. Eles queriam descobrir "novos mundos, como conquistadores modernos"(16); eles planejavam aumentar a grandeza da Alemanha construindo uma estação espacial cujo "valor estratégico", entre outras coisas, consistia, como Willy Ley escreveu, em "criar tornados e tempestades, destruindo exércitos em marcha e suas linhas de suprimentos, e queimando cidades inteiras"(17). Graças à ativa propaganda desta sociedade, a idéia da viagem espacial tornou-se tão popular que foguetes lunares tornaram-se um item regular em desfiles carnavalescos, e Fritz Lang foi estimulado a fazer o filme A Mulher na Lua (1928), para o qual ele recorreu à consultoria especializada da Sociedade.

Os líderes nazistas tinham uma fraqueza especial pelo mito da Atlântida. O professor racista e panfletário Herman Wirth, interpretou um papel principal nesta conexão, advogando em seus concílios internos, "uma tremenda reviravolta da cultura, para longe da idade da razão e consciência, rumo à era de uma 'certeza sonâmbula', a era da mágica supra-racional". Heinrich Himmler e Wirth fundaram o "Grupo de Estudo da História Espiritual", Deutsches Ahnenerbe (Herança Germânica) - a qual propagava tal pseudo-ciência e a qual era, por exemplo, responsável pelos experimentos de congelamento profundo (com coito subseqüente, "um antigo remédio popular"!) nos campos de concentração, bem como pela coleção de esqueletos em Estrasburgo, abundantemente suprida por espécimes de "raça inferior" assassinados (18). Deste modo, eles acharam louváveis os esforços do Conselheiro de Edificação do Governo (Regierungsbaurat), Edmund Kiss, um dos mais bem sucedidos exploradores dos temas Cosmogonia Glacial/Atlântida. Além dos romances de aventura em geral, ele escreveu uma tetralogia (19) na qual apresentava uma versão mitologizada da queda do império germânico, sua reconstrução, e sua vindoura supremacia mundial sob a norma fascista.

No primeiro volume de Kiss, O Mar Vítreo, o apocalipse de João, o qual "encarna o conhecimento primitivo do cosmos e do nosso mundo" (20), é reinterpretado como uma descrição de uma catástrofe global, a qual resultou da queda da "lua terciária". Antes deste evento, havia existido ordem no mundo: escravos tinham sido treinados com o "relho de mamute" (p.120). Agora, para os "louros de olhos azuis", havia chegado a hora de "manterem suas cabeças erguidas sob as bordoadas do destino" (p.169), e assegurar "a existência continuada da raça humana" apossando-se das mulheres disponíveis - lema: "Faça com que confiem em você, depois agarre-as" (p.240).

No segundo volume, Primavera em Atlântida, os "Ases" (isto é, arianos) obtiveram sucesso. Eles se multiplicaram rapidamente em seu reino setentrional, até o ponto de construirem a "comunidade orgânica de um império mundial" (p.11), com seu centro e capital na Atlântida. "Peles marrons de olhos puxados" trabalham para os "louros de crânios estreitos". Graças à uma efetiva "direção espiritual", os Ases são reverenciados como "deuses brancos" (p.12, p.18). "As nações escravas visitam Atlântida, a fim de levarem a profunda e inarrancável impressão do esmagador e irresistível poder dos nórdicos, ao voltarem para seus lares distantes" (p.41). (Hitler tinha as mesmas idéias concernentes às medidas que ele empregaria para inculcar uma "consciência-mestra" nas "populações não-germânicas das zonas setentrionais ocupadas": "Ele também pensava que a superstição era um fator que tinha de ser considerado no negócio de liderar homens, mesmo sendo alguém completamente superior à ela e rindo-se dela"; "o único propósito permitido de lições de geografia deveria ser o de ensinar que a capital do Império é chamada Berlim, e que todo mundo deveria visitar Berlim pelo menos uma vez na vida"; "uma vez por ano, seria dado à uma trupe de kirghizes, um passeio turístico através da capital, para que impressionassem sua imaginação com o poderio e o poder de seus monumentos de pedra")(21). De volta à Kiss: o "Birô Racial de Asgard" (p.17), supervisiona a manutenção da pureza racial na raça mestra (22); todavia, os líderes têm de fazer as mesmas concessões que os nazistas descobriram serem inevitáveis:

O desejo de milhões [é] criar uma base racial granítica como alicerce do império, não um bloco de absoluta pureza racial - os pecados de nossos antepassados tornaram isso impossível - mas um bloco de precioso material racial com a riqueza da alma nórdica como sua importante herança. (p.278)

O herói também tinha o "olhar fixo do Führer", que Hitler supostamente praticava na frente do espelho, e que é fortemente evocativo dos efeitos de uma tireóide hiperativa:

Mas no mesmo momento... a centelha dourada brilhou novamente, das profundezas dos persuasivos olhos cinzentos, a centelha que constituía o mistério da radiante essência infantil deste homem. Quando esta centelha morria, as feições aquilinas dispostas numa expressão de férrea e predatória determinação, e o gélido fulgor cinza-claro, obrigavam muitos inimigos, não usualmente dados à tais ações, a evitar seus olhos. (p.72)

O terceiro volume, A Última Rainha da Atlântida, mostra o império dos Ases no ápice do seu poder. Os "homens nórdicos" vivem em "castelos isolados e fazendas fortificadas nas marcas fronteiriças". Os atlantes continuam a provê-los com mulheres "racialmente puras" ou puro-sangue (p.28) - como podemos ver, precisamente o modo de vida que os nazistas imaginavam para si mesmos nos territórios ocupados do Leste Europeu:

Por um momento, observamos os trabalhadores, aqueles Zipangus fortes, animalescos, cujos crânios são enfaixados em tenra idade para que se desenvolvam para trás, para que eles possam ser mantidos como o grupo projetado para o trabalho físico.(p.48)

Nós, os atlantes, sabemos por nossa história milenar, tão cheia de conquistas e derrotas, que somente uma casta de seres humanos superiores podem efetivamente governar o globo que é nossa bela Terra. Raças inferiores devem ser treinadas e moldadas para satisfazer as necessidades e os propósitos que promovem o crescimento do reino. (p.49, e igualmente p.258)

Falta de sorte! O "martelo do destino" (p.101), "atinge com poderoso golpe" (p.118), a aparição de uma nova Lua (a nossa) condena Atlântida, e os Ases são mais uma vez reduzidos a pessoas que devem "lutar por seu lugar ao sol" (p.192).

Em Os Cisnes Cantantes de Thule, os atlantes sobreviventes têm de abrir seu caminho (tendo com eles, naturalmente, a bandeira, branca e azul com uma suástica, da Atlântida) de volta à terra de origem. Em sua "luta pela vida, território e poder" (p.27), o princípio da liderança é restabelecido: "Situações desesperadas só podem ser salvas se um homem comanda e os outros obedecem" (p.65). Para que mesmo o mais obtuso dos leitores entendesse a referência, os Ases encontram a "Teutolândia" habitada por uma "população de camponeses nórdicos de... razoavelmente boa raça" (p.208). Com a ajuda genética dos nativos, os Ases criam - num mundo cheio de "ralé de pele escura", "animais humanos" e "homens inúteis" (p.183) - "uma nova, dura e arrepiante nobreza" (p.188). Para conseguir isso, eles ocasionalmente atacam tribos vizinhas para, usando a terminologia de Hitler(23), "apurar a raça" (p.169). O romance culmina com a seguinte declaração:

Somente um homem que irá proteger tanto seus objetivos quanto sua liberdade com uma espada afiada no ataque e na defesa, pode manter o domínio sobre sua vida nessa terra. Ataque é sua melhor política. Não é nunca uma questão de ser nosso direito fazer assim. Isto é nosso em virtude da nossa existência. É uma questão de poder. (p.206)

As coisas que Kiss projetou no passado distante, as quais Hitler e Himmler queriam realizar no Leste Europeu, foram projetados no futuro próximo por Paul Alfred Mueller (pseudônimo "Lok Myler") em sua série de panfletos Sun Koh, O Herdeiro da Atlântida, e Jan Mayen (24). Os heróis, tipos carismáticos de líder, foram escolhidos pelo destino - e também providos com recursos de uma sofisticada e extremamente poderosa tecnologia. É sua vocação criar novos territórios cultiváveis para o povo alemão e as raças brancas. Isto eles obtém retirando a Atlântida do oceano e fazendo a Groenlândia (Thule) cultivável. O modo pelo qual "Sun Koh" e "Jan Mayen" tratam o resto da humanidade na perseguição dos seus objetivos, diferencia-se dos métodos nazistas somente pelo fato de que os fictícios povos inferiores se submetem rapidamente. Mueller também foi um dos autores que propagaram a teoria do "Mundo Oco". Esta importação teórica dos EUA, experimentou o ápice de sua popularidade em 1941-42, quando o Ministério da Frota Alemã aparentemente realmente executou experiências de radar, que teria - se a teoria estivesse correta - permitido-lhes observar Scapa-Flow [a principal base da Marinha britânica - N. do T.] a partir de Reugen, no Mar Báltico. A teoria do Mundo Oco era tolerada pelos nazistas (25), mas tinha somente uns poucos seguidores nos escalões superiores do partido. Dessa forma, Mueller tinha de manobrar cuidadosamente quando tentava instituir a teoria do Mundo Oco na visão de mundo oficial dos nazistas. Em seu romance, o alto funcionário do partido nazista que tinha sido convertido à teoria, sofreu um acidente fatal quando ia fazer a comunicação ao Führer.

"Teozoologia", propagada por Josef Lanz na série de panfletos de Ostara, A Biblioteca dos Louros e Direitos Masculinos (26), não era abertamente adotada nos escritos oficiais nazistas, e só raramente era explorada na FC (27). Todavia, esta teoria mostra as mais obscuras motivações do merniqueanismo racista, idéias que ainda estão espalhadas na FC de hoje em dia. Lanz não pode nem mesmo exigir o direito de ter sido o criador e inventor deste sistema de ilusão sexualmente neurótico. Um caso de compêndio para psicanálise, Lanz meramente reinterpretou a antropogênese teosófica de Blavatsky e Besant em termos sexuais. Na teosofia, a humanidade cai porque os homens copularam com animais femininos; no sistema de Lanz "todas as calamidades na história do mundo... têm sido causadas pelas mulheres liberadas" (28). De acordo com sua teoria, anunciada primeiramente em 1905 (29) (August Strindberg foi um dos primeiros convertidos):

A raça do puro-sangue e completo Homem Ariano, não foi somente o resultado de seleção natural. Em vez disso, como indicam os escritos esotéricos, ele foi o resultado de um cuidadoso e consciente processo de criação por tipos superiores e diferentes de seres, tais como os Theozoa, Elektrozoa, Anjos et sim., os quais viveram outrora nesta Terra (30).

Eles eram máquinas eletro-bióticas perfeitas, caracterizados por seu conhecimento e poder sobrenatural. Seu conhecimento englobava tudo a ser encontrado no universo e além, nos espaços metafísicos da quarta, quinta e enésimas dimensões. Eles percebiam tais objetos por meio do seu olho eletro-magnético-radiofótico em sua testa, o rudimento do qual é a glândula pineal humana. Eles tinham conhecimento de todas as coisas, e podiam ler o passado, presente e futuro a partir do éter. É por isto que eles executavam o papel de oráculos até bem dentro dos tempos históricos e continuam, ainda hoje, nos médiuns. Eles possuíam poderes sobrenaturais "divinos", cujo centro está localizado no cérebro lombar. (Nota: veja os "cintos mágicos" que conferiam desmedido poder à deuses e demônios; a "capa de invisibilidade" de Siegfried e Alberich.) Seus corpos exsudavam raios de fogo e luz, os quais... materializavam-se em uma mão e se desmaterializavam na outra, quebrando átomos e reconstruindo-os, cancelando a gravidade. (31)

Todas as espécies daninhas e imprestáveis de plantas, animais, e humanos são naturalmente o trabalho dos "Daemonozoa" (isto é, anjos caídos). O pecado original do "Homo sapiens, ou, mais precisamente, o Homo Arioheroicus" (32) foi causado pelas mulheres destes arianos louros e celestiais, que - como agora - foram atraídas, "por causa da magnitude do membro" dos "antropossauros masculinos" (com seus "pés de mesa"!) e seus descendentes, "as raças de animais humanos (negros, mongóis, judeus etc)". As mulheres copulavam com estas criaturas baixas de modo "mais sodomítico" (33). Especialmente os traços faciais dos "sanguinários bolche-judeus... nos fazem lembrar até hoje as horríveis faces dos monstros-dragões antediluvianos"; eles são os "descendentes diretos dos... hominídeos-dinossauros de duas pernas" e apropriadamente ainda pertencem ao "reino animal"; Rosa Luxemburgo, a líder assassinada da esquerda germânica e judia de origem, era uma "pequena, anã Bezah puro-sangue" - "como aquelas criadas 2000 anos atrás nos templos-zoos da Palestina" (34). "Bolchevismo, marxismo, sovietismo, comunismo, socialismo, democratismo... são desdobramentos... destas origens raciais primevas, vis e inferiores" (35). Para fazer a correção destas condições raciais e políticas, os arianos devem praticar a pureza racial e a procriação científicas:

Através do influenciamento consciente e orientado à objetivos das glândulas secretoras, seremos capazes, nos próximos dois séculos de reconstruir os átomos e células de todas as criaturas viventes e... finalmente criar uma nova raça humana, a qual desenvolverá como resultado o Aryoheróico. (36)

E quanto à técnica, "a tecnologia... [E] toda a sabedoria científica superior... deve permanecer como conhecimento secreto de uma elite governante heróico-ariana numericamente pequena, puro-sangue". (37)

Uma criatura escrava recém-criada, com nervos rudes e mãos fortes, cujas potencialidades mentais tenham sido cuidadosamente limitadas... realizará para nós todos aqueles trabalhos para os quais nós não tivermos inventado máquinas... O proletariado e a sub-humanidade não podem ser melhorados ou salvos ou tornados felizes. Eles são trabalho do Demônio e devem ser simplesmente - claro, humanamente e sem dor, eliminados. Em seu lugar, teremos máquinas biológicas, cuja vantagem sobre máquinas mecânicas é que elas consertarão e reproduzirão à si mesmas... Este 'robô' será a chave para o futuro, dado que sua existência solucionará não somente o problema tecnológico, mas também o social e o rácio-econômico - e através disso todos os problemas políticos - que nos importunam. Igualdade total é besteira!... A questão social é uma questão racial e não econômica... Quem pode dizer onde a igualdade de direitos irá parar? Por que pará-la no aborígene australiano? Gorilas, chimpanzés e morcegos têm exatamente a mesma reivindicação por "direitos humanos" socialistas.(38)

Lanz descobriu-se em ilustre companhia com tais idéias. Oswald Spengler articulou o conceito fascista-tecnocrático de tecnologia, ciência e filosofia como instrumentos de dominação quase da mesma forma - os arianos tornar-se-iam novamente "os sábios sacerdotes da máquina" (39) e cultivar as ciências como uma religião de classe dominante:

O grupo da espécie-Führer permanece pequeno. Eles constituem o grupo das verdadeiras bestas de rapina, o grupo dos dotados, os quais dominarão o crescente rebanho dos outros, de um jeito ou de outro. (40)

Estas são... não somente dois tipos de tecnologia... mas também dois tipos de criaturas humanas... aqueles cuja natureza é para comandar, e aqueles que obedecem, sujeitos e objetos de qualquer processo político e econômico. O mais significante sintoma do iminente declínio e queda, está para ser encontrado no que eu gostaria de chamar de traição da tecnologia... Em vez de manter o conhecimento científico secreto, o conhecimento que representa a mais sagrada posse das pessoas "Brancas", foi prepotentemente revelado para qualquer um, em universidades, em conversas, palestras, e publicações... As vantagens insubstituíveis que as pessoas brancas mantinham, têm sido desperdiçadas, dissipadas, traídas. (41)

Himmler e Hitler (42) queriam prevenir a iminente derrocada da civilização "Ocidental", nos territórios conquistados da Europa do Leste ao menos, precisamente através destes métodos que eles imputavam aos judeu-bolchevistas: "tentar eliminar os transportadores nacionais de inteligência dentro de uns poucos anos, para fazer as pessoas... prontas para um destino de permanente escravidão e opressão" (43). As pessoas dos "Territórios Orientais" deviam, de acordo com as idéias de Hitler e Himmler, viver em comunidades aldeãs isoladas e desenvolver seus próprios "cultos mágicos": "Seria melhor ensinar-lhes a entender apenas uma linguagem de sinais. O rádio deveria prover música ilimitada, o que é bom para estas comunidades. Eles não devem aprender a usar seus cérebros." (44)

Hitler, o discípulo de Lanz, também considerava "Ciências puras e aplicadas... uma realização quase exclusivamente Ariana" (45). Somente "quando conhecimento readquire o caráter de conhecimento secreto, iniciático, e deixa de ser acessível à qualquer um, isto preencherá novamente a sua função normal, nomeadamente aquela de ser os meios e o poder para controlar tanto a natureza humana quanto a não-humana" (46). Com seu inegável instinto para o que era publicamente aceitável, Hitler discutiu suas teorias favoritas somente entre íntimos. Estas idéias provaram ser coletadas quase que exclusivamente de tratados de "ciência popular" tais como os de Boelsche e Lanz:

Eu tenho lido um trabalho sobre a origem das raças humanas. Eu costumava pensar muito sobre esse assunto na minha juventude, e eu devo dizer que se alguém olhar mais de perto para os mitos e lendas tradicionais... chega-se às mais peculiares conclusões. Em parte alguma há um desenvolvimento dentro das espécies que seja comparável em grau e tipo ao que o homem teve de experimentar, para cobrir a distância entre um estado de quase-símio e seu presente modo de ser... Mitos não podem ter sido construídos sem qualquer fundamento. Qualquer conceito deve ser precedido pelo fenômeno do qual é derivado. Não há nada que nos impeça, e deveras, eu acredito que deveríamos estar certos, em assumir que personagens e situações mitológicos são representações de uma realidade anterior. (47)

Um novo tipo de ser humano está começando a se manifestar, muito no sentido científico de uma nova mutação. As velhas espécies de homem até aqui existentes, agora entram necessariamente no estágio biológico de degeneração... Uma submergirá sob o homem e a outra se erguerá bem acima do homem atual... Sim, o homem deve ser transcendido... O novo homem vive entre nós. Ele existe!... Eu vou lhes contar um segredo. Eu vi o novo homem, destemido e impiedoso. E eu tive medo. (48)

Lanz poderia não só afirmar ser um dos "avôs do Fascismo e Nacional Socialismo"(49), ele é também um legítimo ancestral da moderna FC. Como declarou em 1930, "uma geração totalmente nova de autores está já agora vivendo de sua exploração das idéias-'Ostara'" (50).

Uma ciência e tecnologia funcionando como uma religião de massa e a "transcendência do homem" são hoje mesmo os conceitos favoritos de precisamente todos aqueles burocratas (e seus aliados literários) que pensam em si mesmos como particularmente progressistas e não-preconceituosos. Da mesma forma que no fascismo, freqüentemente eles também propagam uma pseudo-filosofia de modo-de-vida-são, usualmente consistindo de um barbarismo social-darwinista como estilo de governo e princípio de organização social. Como Hitler disse: "Sim, nós somos bárbaros. Nós realmente escolhemos sê-los. É um título principesco. Somos nós que renovaremos o mundo, Este mundo está morrendo" (51). A epítome de todos os slogans contra-revolucionários, "Em nosso mais distante passado jaz nosso mais moderno futuro", de Lanz (52), foi o lema sócio-político do fascismo. Na FC - germânica e americana - este conceito é ainda constantemente utilizado e reanimado (quanto ao bestseller de Erich Von Däniken, Memórias do Futuro, alguém poderia começar uma ação de direitos autorais contra ele). Sua conjunção tradicional com o racismo, têm, sem dúvida, se tornado menos prevalente, mas a combinação programática de "espada e feitiçaria" como estilo de poder e estrutura social, com "ficção científica", representando o capitalismo sem freios e o industrialismo tecnocrático, ainda está conosco.

(Manfred Nagl é crítico literário, e autor de Science Fiction in Deutschland).



Fonte: ceticismoaberto

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Humanóides reptilianos

18:40 0
Em 1999, Icke escreveu e publicou The Biggest Secret: The Book that Will Change the World, no qual identificou os carcereiros extraterrestres como reptilianos da constelação de Draco. Eles andam de forma ereta e tem uma aparência humana, vivendo não somente em seus planetas de origem, mas também em cavernas e túneis aqui na Terra. Eles fizeram cruzamentos com humanos, criando "híbridos", que são possuídos pelos reptilianos puros. O DNA humano-reptiliano de um híbrido permite que eles passem da forma reptiliana para a humana, caso consumam sangue humano. Icke esboçou paralelos com a série de ficção científica dos anos 80 V - A batalha final, que retratava a Terra sendo invadida por aliens em forma de répteis disfarçados de humanos.
De acordo com Icke, o grupo reptiliano inclui muitas pessoas proeminentes e praticamente todos os líderes mundiais, desde Elizabeth Bowes-Lyon a George H. W. Bush, Hillary Clinton, Harold Wilson e Tony Blair. Essas pessoas ou são reptilianas ou trabalham para os répteis e são chamados, por Icke, de "vítimas escravas" do Transtorno Dissociativo de Identidade: "Os Rothschilds, Rockefellers, a Família real britânica e as poderosas famílias dos Estados Unidos que controlam os setores político e econômico e o resto do mundo provêem desta mesma linhagem sangüínea. A questão do esnobismo é para se melhor preservar a estrutura genética, a combinaçãodo DNA mamália-reptiliano, a qual permite que eles troquem de forma".
Em Tales From The Time Loop e outros trabalhos, Icke afirma que as religiões mais organizadas, especialmente o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, são criações dos Illuminati, designadas para dividir e conquistar a raça humana por meio de conflitos sem fim. Seguindo o mesmo raciocínio, Icke acredita que as divisões étnicas e raciais são uma ilusão criada pelos reptilianos e que o racismo alimenta o plano dos Illuminati.
Fragmentam nossas mentes, reprogramando os fragmentos, utilizando os Illuminati para ativar, através de diversos canais (mídia, sons, orações, etc.) os programas mentais do fragmento que desejarem, a fim de levarem a cabo uma Agenda Mundial.
Estão disfarçados de humanos, e bebem o sangue dos humanos para se manterem (Drácula, Draco - uma espécie de réptil). Também utilizam chips para controlar os humanos. São bem individualistas e só se preocupam com a sobrevivência.

Depoimentos sobre aparecimentos de Seres Répteis.


Existem na rede milhares de matérias sobre o legendário homem rã de Loveland na localidade de Ohio, Estados Unidos no ano 1955. Numerosos casos aconteceram desde aquele avistamento, no entanto, o mais célebre sucessor em anos recentes foi a loucura do homem lagarto que dizem ter aparecido em Bishopville na Carolina do Sul em 1988. Um homem disse que uma besta réptil de sete palmos de altura, de olhos roliços e apêndices de três dedos perseguiu seu carro através de uma estrada rural a 40 milhas por hora. Um grande número de outros avistamentos seguiram-lhe, e os oficiais de policia descobriram várias impressões estranhas na região. Mas como todo grande enigma, ainda não foi dada a resposta fática ao acontecido.


Fonte: medob

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sábado, 23 de maio de 2009

Estrelas 'feitas' pelo homem podem desvendar segredos cósmicos

13:50 0
Supernova

O Centro Nacional de Ignição pode criar as condições de dentro de uma supernova.

Quando o centro de laser mais poderoso do mundo entrar em ação no final do mês uma pequena estrela nascerá na Terra.

O Centro Nacional de Ignição (NIF, na sigla em inglês), no Estado americano da Califórnia, terá como um de seus objetivos estudar ciências físicas e planetárias e examinar, no conforto do laboratório, fenômenos distantes, como a formação de planetas ou as violentas explosões que dão origem a estrelas, chamadas de supernovas.

"Para entender onde estamos no universo e do que somos feitos, é preciso entender a explosão das estrelas", disse o professor Paul Drake, da Universidade de Michigan.

Ele é um entre vários pesquisadores esperando para testar suas teorias usando o centro que demonstrará ainda as possibilidades da fusão nuclear, a reação que está no centro do sol e que é uma potencial fonte de energia abundante e limpa para o planeta.

Mas, enquanto muitas atenções estarão voltadas para o objetivo de satisfazer a demanda da humanidade por energia, alguns cientistas esperam responder outras questões fundamentais.

"No NIF você pode marcar uma explosão estrelar para uma quinta-feira às nove da manhã ao invés de ter que esperar que isso aconteça por acidente no universo", disse Eril Storm, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, onde fica o NIF.

Onda de choque

Outros centros, como o laser Omega na Universidade de Rochester, em Nova York, já são usados para este tipo de teste.

Mas os 192 lasers do NIF criarão mais energia do que qualquer outra instalação, dando aos cientistas uma janela sem precedentes para fenômenos cósmicos distantes.

Centro Nacional de Ignição

Centro Nacional de Ignição tem 192 lasers.

Durante os experimentos de fusão, os raios focam brevemente 500 trilhões de watts - mais do que o pico de energia gerado nos Estados Unidos inteiros - em uma cápsula contendo combustível de hidrogênio.

A intensa energia cria temperaturas de 100 milhões de graus e pressões bilhões de vezes maiores do que a pressão atmosférica terrestre, forçando o núcleo do hidrogênio a fundir e liberando uma quantidade colossal de energia.

Nos experimentos astrofísicos, no entanto, a cápsula de combustível seria substituída por uma meia esfera de elementos arranjados em camadas, criada para imitar o centro de uma estrela.

"Você escolhe o material e as estruturas entre ele para ser relevante ao que acontece quando uma estrela explode", disse o professor Drake.

"O laser atingiria o centro - que corresponde ao centro da estrela - criando uma onda tremenda de choque que explodiria o material."

O experimento deverá permitir que os pesquisadores investiguem o interior de estrelas e supernovas em detalhes sem precedentes e entendam melhor como surgem esses objetos.

Chuva de diamantes

Mas não são apenas os astrofísicos que estão animados com o centro. Cientistas planetários também querem acesso ao equipamento para testar suas teorias sobre a formação dos planetas e de sistemas solares.

"A arquitetura do Sistema Solar é muito provavelmente controlada em certa medida pela existência de planetas como Júpiter", disse o professor David Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

A gravidade do planeta gigante controlou a posição de vastas nuvens de poeira e detritos em nossa vizinhança cósmica e, por isso, também fez com que blocos de construção estivesses disponíveis para a formação dos outros planetas, incluindo a Terra.

E, como outros 300 gigantes gasosos com massa similar ou maior do que Júpiter foram encontrados recentemente orbitando outras galáxias, o entendimento de como e quando esses objetos são formados também pode ajudar na compreensão da evolução de outros sistemas planetários.

Para isso, cientistas estão contando com o NIF para tentar entender mais sobre as extremas condições de temperatura e pressão no coração dos planetas, e o efeito que essas variáveis têm na matéria.

Segundo o professor Ray Jeanloz, da Universidade da Califórnia, os conceitos básicos de química são virados de cabeça para baixo com essas pressões esmagadoras.

"Hidrocarbonetos iriam se decompor em uma mistura de hidrogênio e carbono", explicou. "O resultado seriam diamantes chovendo da atmosfera."

"Esse é o tipo de processo que você nunca adivinharia se não pudesse estudar os próprios materiais."


Fonte: BBC Brasil

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domingo, 10 de maio de 2009

As 10 pesquisas militares mais chocantes da história

21:36 0
Desenvolver super-soldados como o mutante Wolverine - personagem do filme lançado recentemente X-Men Origins: Wolverine - e aperfeiçoar a tecnologia militar são sonhos perseguidos incessantemente pelos Estados Unidos desde o século XX.

De lá para cá, o governo americano promoveu diversas experiências reais e chocantes, já que grande parte delas utilizava o próprio ser humano como cobaia.

Veja abaixo as dez pesquisas mais estranhas na busca pela evolução da ciência de guerra, segundo o site Live Science.



Armadura interna


A produtora de entretenimento Marvel, criadora do personagem Wolverine, interpretado no cinema pelo ator Hugh Jackman no filme X-Men - Origins, não se distancia muito da realidade no que diz respeito às tecnologias militares que podem - e estão sendo - desenvolvidas para a utilização humana.

O super-herói conhecido pela resistência física, velocidade e suas garras retráteis indestrutíveis reflete o que o governo americano tem aprimorado na ciência da guerra, com invenções que poderiam ser adotadas pelos soldados de combate, estudadas agora pela Agência Americana de Pesquisa e Projetos de Defesa (Darpa, na sigla em inglês).

A intenção é estudar formas de capacitar o homem com habilidades dos animais, como a possibilidade de voar em altas altitudes e a capacidade - como a do leão-marinho - de redirecionar o fluxo sangüíneo de um órgão a outro durante mergulhos profundos para equilibrar a demanda de oxigênio no organismo.

"Não posso aceitar que nossos soldados não possam superar um inimigo fisicamente!", disse Michael Callahan, que lidera o Darpa nos Estados Unidos.

A intenção é fazer de soldados vários Wolverines, com resistência a todos os tipos de condições, incluindo imunidade ou capacidade de sobrevida em casos de doenças infecciosas ou contato com contaminações químicas, biológicas e armas radioativas, além de temperaturas e altitudes extremas. Ou seja, transformar o ser humano em uma espécie de mutante.



Guerreiro 24 horas


O sono pode ser o pior inimigo de um soldado, seja durante um longo dia de batalhas, seja durante um exaustivo vôo cruzando o mundo.

Mas diversas frentes militares adotaram o uso e a distribuição de pílulas estimulantes, como as anfetaminas.

O mais recente recurso está sendo testado e implementado entre as forças armadas. O Provigil permite que um soldado fique acordado por até 40 horas seguidas sem efeitos colateriais.

E o Darpa continua financiando novos estudos para o desenvolvimento de drogas e técnicas para combater o cansaço, dentre elas, até a estimulação magnética cerebral.



Visão Psíquica


Videntes podem não ter muita credibilidade entre os cientistas, mas o Pentágono gastou aproximadamente US$ 20 milhões, entre 1972 a 1996, na aplicação de testes extrassensoriais (ESP, na sigla em inglês) para o desenvolvimento de capacidades como a visualização remota.

Observadores remotos seriam capazes de rastrear a localização geográfica de locais jamais descobertos, como abrigos nucleares e bunkers.



Pulverização a gás


As ameaças de guerra química e biológica levaram os Estados Unidos, através do seu Departamento da Defesa, a iniciar o Projeto 112, desenvolvido nas décadas de 60 e 70.

Parte do esforço envolvido foi feito com a pulverização de diferentes navios e centenas de marinheiros com armas químicas a fim de testar a eficácia dos procedimentos de descontaminação e as medidas de segurança daquela época.

Em 2002, o Pentágono revelou os detalhes do projeto e dos efeitos causados na saúde dos velejadores veteranos que participaram da iniciativa.

Este foi apenas um dos muitos testes para verificar o que poderia ocorrer em caso de uma guerra química que foram experimentados e conduzidos pelos militares americanos, cujas experiências começaram ainda na Segunda Guerra Mundial, aplicadas com gás de mostarda.



Guerra alucinógena


Drogas psicoativas, como a maconha e o LSD, também poderiam se tornar "armas químicas" usadas para afetar soldados inimigos, segundo pesquisadores.

Para analisar os efeitos de psicotrópicos na performance dos soldados, o exército americano testou em voluntários algumas das drogas de 1955 a 1972.

Uma delas foi o benzilato quinoclidinilo, que tem efeito sonífero, cuja aplicação foi testada em artilheiros.

Em 1981, novamente, a Academia Nacional de Ciências realizou um estudo sobre o assunto, que está relatado no livro Guerra Química - Segredos Quase Esquecidos, do psiquiatra James Ketchum, de 2007.



Quase na velocidade do som


Quando a Força Aérea dos Estados Unidos tinha a intenção de descobrir até qual altitude os pilotos seriam capazes de sobreviver, as atenções se voltaram para o capitão Joseph Kittinger Jr.

O militar ficou famoso por participar do projeto Excelsior, onde saltou de um balão de hélio a uma altura de 31,3 km (o equivalente a 102,8 mil pés), no dia 16 de agosto de 1960, no deserto do Novo México.

O programa, iniciado na década de 1950, consistia em uma série de saltos com o objetivo de testar um sistema de pára-quedas mais confiável para ejeções em grandes alturas e velocidades.

A queda livre do piloto durou cerca de 4 minutos e 36 segundos, alcançando a velocidade máxima de 988 km/h (614 mph) antes de abrir o pára-quedas - a barreira da velocidade é de 1.148 km/h (714 mph).

Ele também ficou exposto a temperaturas de até -70°C. Além disso, Kittinger bateu os recordes de maior altitude alcançada por um balão, maior altitude de um salto, maior queda livre e maior velocidade atingida por um homem na atmosfera.



Porquinhos-da-índia pacifistas


A maioria dos soldados americanos não se inscreveu na série de estudos sobre guerra biológica realizado pelo governo americano em um projeto secreto chamado "Operação Whitecoat".

Exceto aproximadamente 2,3 mil jovens Adventistas do Sétimo Dia. Em uma interpretação literal da Bíblia ("Tu não matarás"), os religiosos se candidataram para servir de cobaias, no lugar de porquinhos da índia, para desenvolver vacinas contra armas biológicas.

Alguns voluntários recordaram que durante vários dias sentiram febre, calafrios e dores profundas devido às experiências com doenças, como a denominada Febre Q.

No entanto, nenhum participante morreu durante os testes, realizados em Fort Detrick, no Estado de Maryland, entre os anos de 1954 e 1973.



Trenó com foguetes


Antes do homem poder se lançar ao espaço e à Lua, os primeiros testes com foguetes foram realizados no solo terrestre na busca por entender os efeitos das forças de aceleração e desaceleração no organismo humano.

Para isso, os cientistas da Nasa, agência espacial americana, desenvolveram o "desacelerador humano", chamado de Gee Whiz, que consistia em um trenó com propulsão por foguetes colocado sobre uma pista com trilhos de 610 m e um poderoso sistema de frenagem de 14 m.

Em 1954, o escolhido pela Força Aérea Americana para medir a resistência humana a grandes acelerações foi o coronel John Stapp.

Ao todo, ele realizou 29 corridas experimentais, alcançando velocidades até então inatingidas de 1017 km/h, na base aérea de Hollomon, no Estado do Novo México.

Por conta dos testes, Stapp sofreu inúmeras lesões, incluindo membros e costelas quebrados, descolamento de retina e outros traumas, como o rompimento de vasos sanguíneos dos seus olhos.



Vacina de plutônio


Quando os Estados Unidos se apressaram para construir a primeira bomba atômica perto do final da Segunda Guerra Mundial, os cientistas ainda buscavam mais conhecimentos sobre os riscos do plutônio.

O primeiro teste foi realizado em 10 de abril de 1945, com a injeção do elemento radioativo na vítima de um acidente de trânsito em Oak Ridge, Estado do Tennessee, para ver quanto tempo demorava até que seu corpo se livrasse da substância.

Esse foi apenas o primeiro de 400 experimentos em homens que incluíram análises dos efeitos biológicos da radiação em diferentes doses e possíveis tratamentos para o câncer. O Departamento de Energia nacional publicou os registros da pesquisa somente em 1995.



Visão noturna


A Marinha dos Estados Unidos queria aperfeiçoar seus soldados, desenvolvendo a sua capacidade de visão noturna para que pudessem enxergar raios infravermelhos durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, os olhos humanos não são capazes de captar esses sinais, já que não são tão sensíveis. Apesar disso, os cientistas sabiam que a vitamina A poderia melhorar a recepção de imagem nos olhos e deram início às pesquisas para criar uma substância alternativa para alcançar a visão noturna.

Os voluntários foram alimentados com suplementos à base de fígado de peixe e, depois de alguns meses, a iniciativa obteve resultados.

Os participantes ficaram com a visão modificada e capaz de captar os sinais infravermelhos. Porém, a chegada dos óculos de visão noturna - desenvolvido pouco tempo depois por outros pesquisadores - fez com que o método pioneiro fosse deixado de lado.


Fonte: Terra

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domingo, 3 de maio de 2009

Sonda revela segredos da superfície vulcânica de Mercúrio

14:22 0
Imagem colorizada artificialmente realça detalhes de Mercúrio (Foto: Nasa)


Espaçonave Messenger, da Nasa, fez segundo sobrevoo do planeta. Resultados trazem dados de composição e campo magnético do astro.

O segundo sobrevoo da sonda Messenger, da Nasa, sobre Mercúrio se mostrou revelador para os cientistas. Uma série de resultados sobre essa fase da missão, ocorrida em outubro de 2008, acabam de ser divulgados numa série de artigos no periódico científico americano "Science".

Um dos estudos revela detalhes da interação do campo magnético do pequenino planeta Mercúrio -- o menor do Sistema Solar -- com o campo magnético solar. Como ele é o planeta mais próximo do Sol, essa dinâmica é bastante intensa.

Outros dois estudos revelam detalhes sobre a superfície de Mercúrio -- planeta que só recebeu visita de uma outra sonda antes, a americana Mariner 10, nos anos 1970.

Segundo os resultados obtidos pela equipe da Nasa, a superfície do astro é majoritariamente constituída por material vulcânico -- erupções violentas e constantes que devem ter ocorrido durante longos períodos de tempo.

A Messenger deve fazer mais um sobrevoo de Mercúrio, antes de entrar definitivamente numa órbita ao redor do planeta, quando os cientistas terão acesso a uma quantidade de dados muito maior para decifrar os mistérios do astro.


Fonte: G1

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Novo planeta poderia abrigar vida, afirma astrônomo

14:12 0
O Gliese 581d teria condições propícias à presença de água em forma líquida e vida
O Gliese 581d teria condições propícias à presença de água em forma líquida e vida
21 de abril de 2009
AP

Kate Ravilious

Estados Unidos


Talvez um visitante não viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente. Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e, assim, de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente.

"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.

Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.

"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.

Vizinho próximo
O Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.

Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.

"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.

"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.

"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times


Fonte: Terra
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Cientistas anunciam avanço em criação de 'manto de invisilibade'

14:09 0
'Capa de invisibilidade' (Foto: Xiang Zhang Universidade da Califórnia em Berkeley)

Os minúsculos furos em toda a capa curvam a luz em volta do volume escondido

Cientistas americanos conseguiram criar uma nova versão de uma espécie de "capa de invisibilidade", que torna objetos tridimensionais invisíveis sob luz infra-vermelha.

O manto criado pela equipe, do formato de um lenço com vários buracos, foi capaz de cobrir um objeto dando a impressão visual de que não estaria cobrindo objeto algum.

Segundo os cientistas, o "manto de invisibilidade" cancela a distorção produzida pelo volume do objeto que é escondido debaixo dela ao "curvar" a luz em volta deste volume, como água em volta de uma pedra, e, com isso, criar a ilusão de uma superfície lisa.

Os cientistas afirmam que conseguiram um avanço importante em relação a estudos anteriores pelo fato de não terem usado metais no manto.

Em 2006, uma equipe de cientistas britânicos e americanos testou uma versão anterior de um "manto de invisibilidade" em laboratório. O "manto" - na verdade um equipamento circular, feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre - fez com que as ondas emitidas pelo radar se desviassem do objeto e se reencontrassem do outro lado, como se tivessem passado por um espaço vazio.

Silício

Os cientistas, desta vez, também usaram um dielétrico - um material isolante - que absorve menos luz.

Neste projeto trabalharam Michal Lipson e sua equipe na Universidade Cornell, e o professor de engenharia mecânica da Universidade de Berkeley, Xiang Zhang e uma das equipes descreveu o processo na revista especializada Nature Materials.

"Basicamente, estamos transformando uma linha reta de luz em uma linha curva em volta da capa, então você não percebe qualquer mudança em seu caminho", explicou Zhang.

"Metais introduzem perda (de luz), ou reduzem a intensidade da luz", acrescentou o professor. Esta perda de luz pode levar a manchas escuras quando se coloca a capa sobre um objeto.

De acordo com Zhang, o uso do silício nesta capa, um material que absorve pouca luz, foi uma "grande evolução".

Segundo o professor Zhang a capa "muda a densidade local" do objeto que cobre.

"Quando a luz passa do ar para a água, ela se curva, devido à densidade ótica, ou índice de refração", disse o professor à BBC.

"Então, ao manipularmos a densidade ótica de um objeto, podemos mudar o caminho da luz de uma linha reta para qualquer outro caminho que escolhermos."

O novo material consegue este feito devido aos minúsculos furos, perfurados estrategicamente em uma folha de silício.

'Perfil'

A equipe de Zhang conseguiu "decidir qual o perfil" do objeto escondido alterando a densidade ótica com os furos.

"Em algumas áreas vamos perfurar muitos furos e, em outras, eles são bem mais escassos. Onde há mais furos, há mais ar do que silício, então a densidade ótica do objeto é reduzida", afirmou Zhang.

"Cada furo é muito menor do que o comprimento de onda da luz. Então a luz ótica não 'vê' um furo - apenas vê uma espécie de mistura de ar com silício. Então, no que diz respeito à luz, nós conseguimos ajustar a densidade do objeto."

O professor destacou que o "manto de invisibilidade" que ele e sua equipe criaram é muito pequena, apenas alguns milésimos de milímetro de lado a lado. Mas existem usos até para uma "capa de invisibilidade" deste tamanho.

Este dispositivo pode ser usado, por exemplo, na indústria eletrônica, para esconder falhas em cópias complexas ou em "máscaras", espécie de plantas que determinam como o processador deve ser.

"Isto pode significar uma economia de milhões de dólares para a indústria. Poderia permitir que eles corrigissem falhas ao invés de produzir novas máscaras", afirmou Zhang.


Fonte: BBC Brasil

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Estátuas de pedra guardam múmias no norte do Peru

23:06 0


Quando se pensa em um povo milenar do Peru e nas ruínas de sua civilização, a primeira coisa que vem à cabeça são os incas e Machu Picchu.

A força desse monumento é tanta que ofusca outras jóias, como Ayachaqui, um conjunto de sarcófagos deixados pelo povo chachapoya no nordeste do país, na Amazônia peruana.


Os soberanos chachapoya ficavam em lugares onde pudessem ter uma visão digna dos deuses


Os chachapoyas formavam uma nação pré-colombiana que construiu fortalezas em meio à selva. Após uma série de conflitos no século XV, ela acabou subjugada pelos inimigos incas, que ganharam não apenas o controle, mas também a fama.

A mais notável das fortalezas chachapoyas restantes é Kuélap, conhecida no jargão turístico como "Machu Picchu do norte", embora muito menos visitada do que a irmã inca por ser de difícil acesso.



Ayachaqui, ao norte da cidade de Lamud, é outro bom destino para quem quer se aprofundar na cultura desse povo, mas a viagem requer muito preparo físico.

Localizado 1.200 quilômetros a nordeste de Lima (capital do País), o sítio arqueológico foi descoberto só no final de 2005. Desde então, passou a receber alguns corajosos visitantes, que, para chegar lá, vencem dois dias de caminhadas por entre abismos, vales e montes.

O momento mais instigante da travessia é cruzar a cachoeira de Gocta, a terceira mais alta do mundo, com 771 metros.

O esforço compensa pela visão dos sarcófagos, que datam entre os anos 0 e 500 d.C. Medindo mais de dois metros cada, os túmulos são feitos de argila e decorados com pintura avermelhada.

São como estátuas encravadas na montanha, modeladas com traços quase infantis. A diferença é que cada uma preserva uma múmia em seu interior.



A tradição mortuária chachapoya previa que os seus reis fossem sepultados em lugares especialmente bonitos, como nessas colinas rochosas cobertas de vegetação.

O cuidado com a escolha do local permitiu que os túmulos fossem poupados dos ataques de caçadores de tesouros.

Com a preservação, os olhares hoje se cruzam: enquanto os visitantes levantam o queixo para admirar as esculturas, lá no alto, os soberanos continuam mirando imponentes a paisagem digna dos deuses.


Fonte: Terra
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Astrônomos descobrem planeta do tamanho de Júpiter

23:04 0

Um grupo de astrônomos descobriu um planeta do tamanho de Júpiter e que realiza a órbita ao redor de uma estrela similar ao Sol, segundo a "BBC".

O planeta batizado de HD80606b se movimenta por uma incomum órbita elíptica ao redor dessa estrela, segundo explicaram os especialistas do University College de Londres.

Quando o astro atinge o ponto mais distante em relação a esta estrela, alcança uma distância semelhante à que separa a Terra do Sol (123 milhões de km).

Já quando o HD80606b chega ao ponto mais próximo, a distância é dez vezes menor que os 5 milhões de km que separam Mercúrio do Sol.

Os astrônomos disseram que sua temperatura apresenta uma variação entre três e 1.200 graus. Com isso, há uma grande mudança na quantidade de calor, segundo o pesquisador David Kipping.


Fonte: Terra
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nova teoria tenta explicar surgimento de supernovas rápidas

15:18 0
Supernova. Foto: Nasa.

Cientistas chineses têm nova teoria sobre formação de supernovas

Pesquisadores chineses elaboraram uma nova teoria sobre como algumas estrelas podem se transformar em supernovas em um período muito menor do que o normal.

A teoria existente explicava porque supernovas se formam em 100 milhões de anos, mas não esclarecia porque algumas supernovas - as do tipo 1a - surgem muito mais rápido.

O segredo, segundo os pesquisadores, é que as estrelas anãs brancas sugam massa de "estrelas de hélio" até possuírem massa o suficiente para virarem uma supernova.

A pesquisa foi publicada no periódico Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

Teoria anterior

As estrelas anãs brancas são "sobras" de estrelas como o Sol, em que o hidrogênio se transforma em hélio e depois o hélio vira carbono e oxigênio.

A teoria anterior afirmava que as estrelas anãs brancas feitas a partir de carbono e oxigênio conseguiam acumular a massa de uma outra estrela na sua proximidade, chamada de "estrela companheira".

Ao atingir um determinado tamanho (cerca de 40% do Sol), as duas estrelas - a anã branca e a companheira - passam por uma fusão. Em poucos segundos, o carbono das estrelas se transforma em elementos mais pesados, em um processo que libera quantidades gigantescas de energia. Esse processo é chamado de supernova.

Como esse processo acontece com uma quantidade constante de claridade, os astrônomos usam supernovas para determinar distâncias no espaço.

Teoria nova

A teoria anterior estabelecia que esse processo de acumulação de massa duraria até 100 milhões de anos. No entanto, ela não servia para explicar as supernovas do tipo 1a, que podem acontecer em até metade deste tempo.

O astrônomo chinês Bo Wang, do Observatório Nacional da Academia Chinesa de Ciências, investigou o fenômeno com cálculos que envolveram cerca de 2,6 mil pares de estrelas anãs brancas e estrelas companheiras.

A equipe de Wang descobriu que se a estrela companheira é uma "estrela de hélio", a estrela anã consegue sugar sua massa mais rapidamente, criando uma supernova em menos de 100 milhões de anos.

"Antes desta investigação, não havia modelo para explicar o surgimento de uma população tão jovem de supernovas do tipo 1a, e nenhum conhecimento de como isso acontecia em tantos números", disse um dos autores do estudo, Xuefei Chen, à BBC.

Chen disse que a sugação de massa de estrelas de hélio produz a maioria das supernovas do tipo 1a observadas, mas não todas. Mas ele diz que a descoberta pode ter impacto nos estudos sobre evolução química das galáxias e sobre distâncias cosmológicas.

A equipe pretende estudar agora o surgimento em "alta velocidade" de estrelas de hélio, que seriam sobras das supernovas do tipo 1a.


Fonte: BBC Brasil

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Espetáculo de galáxias marca os 19 anos do Hubble

15:16 0
Foto: Nasa, Agência Espacial Europeia e Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

A imagem foi captada pelo telescópio espacial Hubble

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Para comemorar os 19 anos do Hubble, a Nasa (agência espacial americana) e a Agência Espacial Europeia divulgaram uma série de imagens feitas pelo telescópio espacial que mostram um incomum sistema interligado de galáxias.

O sistema, que recebeu a designação Arp194, engloba várias galáxias e um rastro azul de estrelas, gás e poeira que se estende por mais de 100 mil anos-luz.

Os núcleos de duas galáxias podem ser vistos no topo da imagem durante o processo de fusão. A brilhante causa azulada que surge no meio das duas é composta de várias estrelas recém-nascidas. O fenômeno geralmente ocorre quando duas galáxias se chocam.

A cauda azul parece conectar uma terceira galáxia, na parte de baixo, mas esta se localiza de fato ao fundo e não está relacionada com o sistema.

A ilusão ocorre por causa do alto poder de resolução das imagens do Hubble.

Localizada na constelação de Cepheus, o Arp194 está distante cerca de 600 milhões de anos- luz da Terra e é um dos vários sistemas conhecidos de galáxias que se mesclam e fundem.

As imagens foram feitas em janeiro de 2009 utilizando filtros azuis, verdes e vermelhos simultaneamente.

O Hubble foi lançado no espaço pela Nasa no dia 24 de abril de 1990. Desde então já captou mais de 570 mil imagens de 29 mil corpos celestes.


Fonte: BBC Brasil

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Planetas 'caem' dentro de sóis e desaparecem, diz estudo

15:13 0
Planeta Gliese 581 E (à esq.)

O planeta Gliese 581 E é o mais leve fora do sistema solar

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns planetas descobertos fora do nosso sistema solar "caem" dentro de seus próprios sóis e desaparecem.

Segundo o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington, trata-se da primeira prova de um fenômeno já previsto por modelos computacionais no ano passado, que mostravam que a força da gravidade é capaz de "puxar" um planeta para dentro de seu sol.

"Quando examinamos as propriedades de planetas extra-solares, podemos ver que esse fenômeno já ocorreu com alguns deles", afirmou Barnes.

Os modelos computacionais apontam a localização dos planetas em um determinado sistema solar, mas a observação direta mostrou que, em alguns desses sistemas, os planetas que deveriam estar mais próximos de seu sol não existem mais.

Segundo os cientistas, a proximidade entre esses astros faz com que um "puxe" o outro com uma força gravitacional cada vez mais intensa, que causa uma deformação na superfície do sol, provocando ondas na sua superfície gasosa.

"As ondas distorcem a forma dessas estrelas, e quanto maior essa distorção, mais rapidamente as ondas 'puxam' o planeta para dentro", explicou Brian Jackson, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, e chefe da equipe de pesquisadores.

Massas gasosas

A maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar são gigantes massas gasosas, como Júpiter, mas ainda maiores que este planeta.

Entretanto, no início deste ano, astrônomos detectaram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro encontrado até o momento.

Batizado de CoRoT-7 B, o astro tem uma órbita a cerca de 2,4 milhões de quilômetros de seu sol - uma distância menor do que Mercúrio está do nosso Sol. Com isso, o planeta estaria em vias de ser 'absorvido'.

"A destruição deste planeta é lenta, mas inevitável", decretou Jackson.

"As órbitas desses planetas mudam em uma ordem de dezenas de milhões de anos. Em um certo momento, o planeta fica tão perto de seu sol que, começa a ser desmantelado por ele", disse o cientista.

"Ou o planeta é destruído antes de atingir a superfície do sol, ou, no processo de destruição, sua órbita acaba entrando em intersecção com a atmosfera desse sol e o calor dele faz o planeta desaparecer."

Os cientistas esperam que o estudo, a ser publicado no Astrophysical Journal, facilite a compreensão de como as estrelas destroem planetas e como esse processo afeta as órbitas planetárias.


Fonte: BBC Brasil

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Cientistas fotografam o evento cósmico mais distante já descoberto

14:40 0
Gemini Observatory/NSF/AURA, D. Fox and A. Cucchiara (Penn State Univ.) and E. Berger (Harvard Univ.)

No detalhe, a explosão ocorrida a 13 bilhões de anos-luz


Astrônomos americanos anunciaram nesta terça-feira ter fotografado o incidente cósmico mais distante já descoberto.

A fotografia mostra o resultado da colossal explosão de uma estrela gigante a uma distância de mais de 13 bilhões de anos-luz. O evento foi batizado pelos cientistas de GRB 090423.

Segundo os cientistas, a explosão, que teria resultado na criação de um buraco negro, foi descoberta em 23 de abril por um observatório espacial da Nasa, o Swift, que tem a capacidade de captar emissões de raios gama de incidentes cósmicos distantes.

Depois da descoberta, outros telescópios foram usados para analisar a mesma região do céu, confirmando a fonte das emissões.

"Isto nos leva a domínios que nunca vimos antes", disse o cientista Nial Tanvir, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha.

"Este é a mais distante erupção de raios gama já detectada, e também o evento mais distante já descoberto."

Até agora, o evento mais distante que já havia sido observado também pelo Swift, em setembro do ano passado, havia ocorrido há 190 milhões de anos luz mais próximo da Terra do que o GRB 090423.

Segundo o professor Gerry Gilmore, da Universidade de Cambridge, a estrela que explodiu no evento foi "provavelmente uma das primeiras estrelas a se formar no universo".


Fonte: BBC Brasil
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sábado, 25 de abril de 2009

Cientistas observam como buraco negro devora matéria

19:39 0
Uma equipe internacional de cientistas observou como o buraco negro supermassivo da Via Láctea, com uma massa 4 milhões de vezes maior que a do Sol, segue devorando matéria no centro da galáxia, informou nesta terça-feira, 18, o Centro Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (Csic).

Os pesquisadores, alguns do Csic detectaram intensos brilhos de Sagittarius A (SgrA), o buraco negro supermassivo, situado no centro da galáxia, a 26 mil anos-luz da Terra, que revelariam a existência de nuvens de gás desgarradas ao girar em grande velocidade ao seu redor, tal como comprovado pelos telescópios VLT e Apex.

Os buracos negros são difíceis de observar e este constitui um objetivo especialmente complicado, já que no centro da Via Láctea há enormes quantidades de gás e pó que fazem a radiação que emitem os objetos na longitude de onda visível (o tipo de luz que vêem nossos olhos) se extinguir pelo caminho.

Os telescópios VLT e Apex, situados no Chile, captam ondas infravermelhas e submilimétricas, respectivamente, e trata-se da primeira vez que se obtêm medidas simultâneas de uma fulguração com estes instrumentos.

"O SgrA é visível na luz infravermelha durante curtos períodos de tempo, quando exibe fortes brilhos. Como não se pode prever quando ocorrerão estas fulgurações, não é fácil observá-las com dois telescópios que não estejam no mesmo lugar, porque uma simples nuvem poderia tapar a região do céu que interessa", explica Rainer Schödel, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, no sul da Espanha.

Após várias noites de espera, os astrônomos encarregados do VLT descobriram que o SgrA se ativava e que seu brilho aumentava cada minuto.

Eles alertaram seus colegas do Apex e, durante as seis horas seguintes, todos observaram violentas variações no brilho de SgrA, além de quatro fulgurações maiores.

Como previam os astrônomos, as fulgurações se registraram primeiro por ondas infravermelhas e, uma hora e meia depois, em ondas submilimétricas.

Isto se deve à expansão das nuvens de gás que finalmente caem ao buraco: a velocidade com a qual giram nas últimas órbitas em torno do SgrA faz com que se estirem, aumentando seu tamanho e voltando mais transparentes; é quando então a radiação pode viajar através delas e chegar até a Terra, por fases.

Por enquanto, segundo o analista, só se pode perceber "a emissão do SgrA como um ponto de luz".

No entanto, "como em termos astronômicos se encontra próximo à Terra e é relativamente grande, em cinco ou dez anos esperamos ser capazes de observar diretamente o gás que circula ao seu ao redor", acrescentou.


Fonte: Estadão

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