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sábado, 30 de maio de 2015
As 10 espécies mais espetaculares do ano
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Nasa encontra "estranhas formas de vida" na Terra
Escondida nas profundezas de um lago na Califórnia, a descoberta de uma bactéria capaz de alimentar-se de arsênico deixou pesquisadores da Nasa boquiabertos, o que deve ampliar a busca por formas de vida na Terra e fora dela.
O estudo, financiado pela Nasa e divulgado nesta quinta-feira (2), redefine o que a ciência considera como elementos necessários para a vida, como carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre.
Não apenas revela que as bactérias vivem em arsênico, mas também crescem incorporando o elemento a seu DNA e membranas celulares.
"O que é novo aqui é o arsênico sendo usado como tijolo pelo organismo", explicou Ariel Anbar, coautor do estudo que será publicado na edição online da revista Science Express.
"Nós sempre tivemos a ideia de que a vida existe com estes seis elementos sem exceção e veja só, bem talvez haja uma exceção", afirmou.
A descoberta foi feita por Felisa Wolfe-Simon, uma ex-cientista do grupo de pesquisas de Anbar, na Escola da Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona.
O vago anúncio da Nasa, feito no início da semana, durante entrevista coletiva, sobre "uma descoberta de astrobiologia que impactaria a busca por evidências de vida extraterrestre", semeou a internet de especulações.
A astrobiologia se dedica ao estudo da vida no universo, inclusive sua origem e evolução, onde está localizada e como pode sobreviver no futuro.
Mas Anbar reconhece que será necessário dar um grande salto para se descobrir vida extraterrestre.
"Estamos mais no começo de tudo", afirmou. "Talvez haja outras exceções sobre as quais devamos pensar a respeito".
"Somos muito influenciados pela vida como conhecemos. Quanto a vida pode ser diferente e ainda funcionar?", questionou.
Alguns anos atrás, Wolfe-Simon, Anbar e o colega Paul Davies começaram a discutir a ideia de que formas diferentes de vida possam existir na Terra, mas por regras biológicas diferentes das nossas, uma noção conhecida informalmente por cientistas como "vida estranha".
O trio de cientistas publicou em 2009 a hipótese de que o arsênico, que aparece diretamente abaixo do fósforo na tabela periódica, poderia substituir o fósforo em formas de vida terrestres.
Wolfe-Simon saiu a campo para testar sua teoria, em colaboração com Ronald Oremland, um renomado especialista mundial em microbiologia.
Ela recolheu sedimentos do lago Mono, conhecido por seus altos índices de sal e arsênico, no leste da Califórnia, e levou o material para o laboratório.
GFAJ-1 da família Halomonadaceae Gamoproteobacteria
Wolfe-Simon conseguiu fazer uma bactéria conhecida como a cepa GFAJ-1 da família Halomonadaceae Gamoproteobacteria, crescer no laboratório.
"O organismo vem da natureza", disse Anbar. "É uma bactéria conhecida", emendou.
A descoberta pode abrir novos caminhos na pesquisa de doenças e possivelmente novos capítulos em livros de biologia, disseram os cientistas.
"Às vezes você pensa que algo não vai funcionar, mas aí você procura e às vezes encontra", disse Anbar.
"E então você percebe, 'oh, eu não entendia as coisas tão bem quanto pensava'. Isto acontece todo o tempo na ciência. É o que torna as coisas divertidas", concluiu.
Fonte: UOL Via: ArquivosDoInsolito
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Biólogos descobrem sete novas espécies de cogumelos fosforescentes
Mycena luxaeterna (luz eterna), coletado na mata atlântica, em São Paulo, tem menos de 8 mm de diâmetro Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de sete novas espécies de cogumelos que brilham no escuro.
As espécies foram descobertas em Belize, no Brasil, na República Dominicana, na Jamaica, no Japão, na Malásia e em Porto Rico.
Os cogumelos são estruturas visíveis a olho nu, que são produzidas por algumas espécies de fungos durante a reprodução sexuada.
Mycena luxarboricola (luz da árvore), coletado no Paraná em árvore em parte antiga da mata atlântica
Sua função é similar a dos frutos (produção, proteção e dispersão dos esporos reprodutivos).
Segundo o site da revista Wired, quatro das espécies são completamente novas para os cientistas, e três espécies previamente descobertas foram identificadas como fosforescentes.
Mycena silvaelucens (luz da floresta), que foi coletado no solo do Centro de Reabilitação Orangutan, na Malásia
"O que nos interessa é que na Mycena, as espécies fosforescentes vem de 16 diferentes linhagens, o que sugere que a fosforescência se desenvolveu em um ponto único --e algumas espécies perderam, mais tarde, a habilidade de brilhar", disse o biólogo Dennis Desjardin, da Universidade Estadual de San Francisco, que conduziu o estudo publicado na segunda-feira (5), na revista "Mycologia".
Mycena luxperpetua em imagem demonstrando formato no claro e a fosforescência no escuro
As novas descobertas devem ajudar os cientistas a entender quando, como e por que cogumelos tinham a capacidade de brilhar.
Desjardin suspeita que a fosforescência pode atrair animais noturnos, que ajudam os cogumelos a espalhar esporas reprodutivas.
Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Planta capaz de comer ratos é descoberta nas Filipinas
Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de planta carnívora gigante, capaz de prender e devorar pequenos roedores e insetos e que pode atingir 1,5 m de altura.
A planta foi descoberta na região central das Filipinas durante uma expedição científica que também catalogou outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas.
Os pesquisadores batizaram a nova planta carnívora de Nepenthes attenboroughii em homenagem ao veterano apresentador de programas de natureza da Grã-Bretanha David Attenborough.
"A espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares, capazes de aprisionar não apenas insetos, mas também roedores do tamanho de ratos", afirmou o cientista e produtor britânico Stewart McPherson, um dos responsáveis pela descoberta.
O feito foi divulgado na publicação especializada Botanical Journal of the Linnean Society.
Expedição
A planta carnívora já tinha sido avistada por dois missionários cristãos que em 2000 tentaram escalar o Monte Vitória, uma montanha pouco conhecida nas Filipinas.
Sem terem se preparado corretamente para a empreitada, os missionários acabaram perdidos e passaram 13 dias vagando pelas florestas, até serem resgatados.
A descrição da enorme planta carnívora despertou o interesse de McPherson, do botânico Alastair Robinson, da Universidade de Cambridge, e do pesquisador Andreas Fleischmann, da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, na Alemanha.
Os três, especialistas nesse tipo de vegetal, decidiram então montar uma expedição para encontrar novas espécies.
A viagem científica aconteceu durante dois meses em 2007. A descoberta da grande planta carnívora aconteceu próxima ao pico do Monte Victoria, a cerca de 1,6 mil metros de altitude, entre grandes pedregulhos.
"De repente vimos uma grande planta, depois a segunda e depois muitas outras. Imediatamente sabíamos que o que tínhamos encontrado não era uma espécie conhecida", disse McPherson.
Na mesma expedição, os cientistas encontraram outra planta carnívora que não era vista na natureza há cem anos e cujos últimos exemplares em estufa tinham se perdido em um incêndio em 1945.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Rãs voadoras e víbora perigosa são descobertas no Himalaia
Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas
O catálogo, com dados coletados entre 1998 e 2008, apresenta 244 raridades de plantas, 16 anfíbios, 14 peixes, duas aves, dois mamíferos e pelo menos 60 invertebrados. As informações são do jornal espanhol El Pais.
Entre as novas espécies, encontram-se rãs voadoras, o menor cervo do mundo, o fóssil de uma espécie de lagarto com mais de 100 milhões de anos e a perigosa víbora venenosa Trimeresurus gumprechti.
A espécie de macaco Macaca Munzala descrita em 2005
Os achados foram realizados por um grupo internacional de cientistas em uma região da cadeia montanhosa que compreende desde o Butão e o noroeste da Índia até o norte da Birmânia, do Nepal e o sul do Tibete (China).
A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar.
A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar
O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg.
O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg
Em 2002, os cientistas observaram pela primeira vez a Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa que é capaz de atingir 1,3 m de comprimento.
A Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa, foi vista pela primeira vez em 2002
No entanto, os especialistas acreditam que existam exemplares maiores. Do ponto de vista científico, conforme a WWF, um dos descobrimentos mais importantes foi o fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos.
O fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos
O resto fossilizado do réptil foi encontrado em uma mina de âmbar no vale de Hukawng, norte da Birmânia.
O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento
O Himalaia oriental abriga uma diversidade biológica que inclui 10 mil espécies de flora, 300 mamíferos, 977 aves, 176 répteis, 105 anfíbios e 269 tipos de peixes de água doce.
A Impatiens namchabarwensis foi encontrada em um cânion do Tibete e pode crescer até 60 cm
Além disso, a região concentra a maior população de tigres de Bengala do planeta e a última com a ocorrência do rinoceronte indiano.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Os monstros de Chernobyl
Criaturas bizarras invadem o lugar mais mortal do planeta.
Texto Maurício Moraes
Mas nas ruínas desse inferno nuclear está nascendo uma criatura bizarra: um fungo que come radioatividade.
Ou melhor, não apenas um: pesquisadores dos EUA descobriram que há 37 espécies mutantes crescendo em Chernobyl.
Elas foram descobertas numa inspeção de rotina, quando um robô vistoriava o interior da usina e encontrou uma meleca preta crescendo pelas paredes do reator 4 – o mesmo que explodiu e provocou, em 1986, o pior acidente nuclear da história.
Como é possível que, além de sobreviver à radiação, algum ser vivo consiga se alimentar dela? “Nossas pesquisas sugerem que os fungos estão usando um pigmento, a melanina, da mesma forma que as plantas usam a clorofila”, diz a cientista Ekaterina Dadachova.
Ou seja: os fungos teriam sofrido mutações que os tornaram capazes de fazer uma espécie de “radiossíntese”, transformando radiação em energia.
Dentro da usina, os fungos mais comuns são versões mutantes do Cladosporium sphaerospermum, que provoca micose, e a Penicillium hirsutum, que ataca plantações de alho.
Mas como elas foram parar em Chernobyl? Afinal, o reator foi selado por uma caixa de concreto, o chamado “sarcófago”, após o acidente de 1986.
“Os fungos penetraram pelas brechas”, acredita o biólogo Timothy Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul.
Será que, como num filme de terror, os monstrinhos atômicos podem sair da usina e se espalhar pelo mundo?
Eles podem escapar do mesmo jeito que entraram, passando por brechas e rachaduras nas paredes.
Mas, sem radioatividade para comer, não se dariam bem fora da usina. “Geralmente, os organismos que conseguem se sair bem em um local extremamente hostil têm dificuldades em outros ambientes”, diz Mousseau.
Fonte: Superinteressante / arquivosdoinsolito
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Americanos descobrem nova espécie de cogumelo fálico
Pequeno fungo vem de São Tomé e Príncipe, na África Ocidental. Criatura emite cheiro podre para atrair moscas e dispersar esporos.
Pesquisadores da Academia de Ciências da Califórnia deram um presente de grego a um de seus colegas: batizaram uma nova espécie de cogumelo, que tem formato de pênis, com o nome dele.
O fungo fálico, do tipo "stinkhorn" (algo como "chifre fedido", em inglês), recebeu o nome científico de Phallus drewesii. A descrição da espécie sairá na revista científica "Mycologia".
O cogumelo ocorre na ilha africana de São Tomé e produz um odor penetrante de carne podre, afirmam seus descobridores, Dennis Desjardin e Brian Perry, que também trabalham na Universidade Estadual de San Francisco. É o único tipo de cogumelo fálico que apresenta uma curvatura para baixo, e não para cima.
O cheiro característico serve para atrair moscas, as quais consomem os esporos do fungo e o dispersam pela floresta, auxiliando na propagação da espécie.
Bob Drewes com o fungo fálico que leva seu nome (Foto: Wes Eckerman/Divulgação)
O homenageado pelo nome do novo fungo é Robert "Bob" Drewes, curador de herpetologia (estudo de répteis e anfíbios) da Academia de Ciências da Califórnia e grande incentivador das pesquisas sobre biodiversidade em São Tomé.
"É uma grande honra e muito divertido ver que esse fungo em forma de falo recebeu o meu nome. Fui imortalizado nos registros científicos", disse Drewes em comunicado.







































