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sábado, 30 de maio de 2015

As 10 espécies mais espetaculares do ano

15:05 0
Jonathan Brecko


O Instituto Internacional para a Exploração de Espécies publica mais ou menos a cada ano sua lista das Top 10 espécies mais relevantes entre as que foram descobertas nos 12 meses anteriores. Os especialistas do centro, vinculado à Universidade Estadual de Nova York (EUA), selecionaram estas dez entre as 18.000 novas espécies descritas no ano anterior. A espécie da foto é um bicho-pau gigante que foi batizado de 'Phryganistria tamdaeoensis'. O inseto mede cerca de 23 centímetros e foi descoberto no Parque Nacional de Tam Dao (Vietnã). O inseto mais comprido do mundo é outro bicho-pau gigante, o 'Phobaeticus chani', original da ilha de Bornéu, no sudeste asiático. Mede quase 57 centímetros. 
 Robert Bolland

Esta lesma marinha do arquipélago japonês surpreende por suas cores azul, vermelho e ouro vivas. Batizada de 'Phyllodesmium acanthorhinum', o Instituto Internacional para a Exploração de Espécies a considera um “elo perdido” entre as lesmas do mar que se alimentam de corais e as que dependem de hidroides, uma etapa da vida de várias espécies marinhas.  
Yoji Okata
Nos últimos 20 anos os cientistas tentaram descobrir a origem destas estranhas formações circulares, de dois metros de diâmetro e recheadas de formas geométricas, que apareciam no fundo do mar ao largo da ilha japonesa de Amami Oshima. O 'arquiteto' mostrou ser o macho de uma nova espécie de peixe-balão, 'Torquigener albomaculosus', que constrói esses ninhos para atrair as fêmeas.

O macho da espécie 'Torquigener albomaculosus' ocupado em construir um ninho circular e geométrico com o qual atrair fêmeas. Os ninhos, que só são usados uma vez, protegem os ovos das correntes marinhas e dos predadores.
Um macho e uma fêmea de 'Torquigener albomaculosus' durante o cortejo.  
Ingo Rechenberg, Universidad Técnica de Berlín

Esta aranha de Erg Chebbi, região desértica do sudeste do Marrocos, move-se rapidamente dando cambalhotas quando pressente uma ameaça. O aracnídeo, cujo nome científico é 'Cebrennus rechenbergi', dobra sua velocidade quando opta por esta técnica de fuga com ginástica. 
A. Espejo

Quando se diz que foi descoberta uma nova espécie, costuma-se afirmar que era desconhecida para a ciência, não para os habitantes de sua região. É esse o caso da planta 'Tillandsia religiosa', usada nos vilarejos mexicanos de Tlayacapan e Tepoztlán no Natal para enfeitar os presépios. A planta, que alcança 1,5 metro de altura, cresce nos habitats montanhosos do Estado de Morelos.  
Mark A. Klingler, Museo Carnegie de Historia Natural

Este dinossauro é conhecido informalmente como “frango do inferno”, embora medisse um metro e meio de altura e pesasse cerca de 300 quilos. Seus restos fósseis, encontrados nos Estados norte-americanos de Dakota do Norte e do Sul, sugerem um misto de características de ave e de dinossauro. Batizada de 'Anzu wyliei', a espécie tinha penas, ossos ocos e um focinho semelhante a um bico de papagaio. Viveu há cerca de 66 milhões de anos, na mesma época que os tiranossauros e os triceratopes. 

Recriação artística do dinossauro conhecido como “frango do inferno”, o 'Anzu wyliei'.  
P.B. Pelser & J.F. Barcelona


Conhecem-se apenas 50 exemplares da espécie 'Balanophora coralliformis', planta parasita que não tem clorofila e, por isso, é incapaz de fazer a fotossíntese. Sua alimentação depende de ela parasitar outras plantas. A espécie, que vive a 1.500 metros de profundidade nas águas do arquipélago das Filipinas, se assemelha a um coral. Considera-se que ela corre perigo crítico de extinção. 
Jørgen Olesen

Como indica seu nome científico, a 'Dendrogramma enigmatica' é uma espécie misteriosa. Embora pareça um cogumelo, é um animal, com uma boca em uma ponta e a outra extremidade em forma de disco aplainado. Os pesquisadores o relacionam com os cnidários, grupo que abrange as águas-vivas e os corais, mas não se descarta que ele constitua uma nova categoria animal ou um fóssil vivo, já que se assemelha a restos da era pré-cambriana, de mais de 540 milhões de anos atrás. A 'D. enigmatica' possui um talo de cerca de oito milímetros e foi descoberta a 1.000 metros de profundidade na costa de Point Hicks, na região de Victoria (Austrália).
Michael Staab

A vespa 'Deuteragenia ossarium' é surpreendente. Constrói seus ninhos em buracos de caules com vários compartimentos. O inseto mata várias aranhas e coloca uma em cada ‘quarto’, para alimentar sua prole. Mas na porta do ninho ela coloca até 13 formigas mortas, criando uma barreira química de defesa. Os cadáveres das formigas secretam produtos voláteis que confundem os inimigos que se alimentam das larvas das vespas. A espécie foi descoberta na Reserva Natural de Gutianshan, no leste da China. 
Merten Ehmig

Ninho da vespa 'Deuteragenia ossarium', com uma barreira de formigas mortas atuando como defesa contra os predadores de larvas. 
Detalhe da barreira de formigas mortas na porta do ninho da vespa 'Deuteragenia ossarium'.  

Existem 6.455 espécies conhecidas de rãs no planeta, e praticamente todas se reproduzem por fecundação externa: o macho fertiliza os ovos liberados pela fêmea. A rã indonésia 'Limnonectes larvaepartus', de quatro centímetros de comprimento e original da ilha de Sulawesi, apresenta uma forma de reprodução única no mundo: uma fertilização interna, depois da qual a fêmea dá à luz a girinos. 

Um macho da rã 'Limonecetes larvaepartus' ao lado de girinos (no círculo). 
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nasa encontra "estranhas formas de vida" na Terra

15:30 0
Lago Mono no leste da Califórnia


Escondida nas profundezas de um lago na Califórnia, a descoberta de uma bactéria capaz de alimentar-se de arsênico deixou pesquisadores da Nasa boquiabertos, o que deve ampliar a busca por formas de vida na Terra e fora dela.

O estudo, financiado pela Nasa e divulgado nesta quinta-feira (2), redefine o que a ciência considera como elementos necessários para a vida, como carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre.

Não apenas revela que as bactérias vivem em arsênico, mas também crescem incorporando o elemento a seu DNA e membranas celulares.

"O que é novo aqui é o arsênico sendo usado como tijolo pelo organismo", explicou Ariel Anbar, coautor do estudo que será publicado na edição online da revista Science Express.

"Nós sempre tivemos a ideia de que a vida existe com estes seis elementos sem exceção e veja só, bem talvez haja uma exceção", afirmou.

A descoberta foi feita por Felisa Wolfe-Simon, uma ex-cientista do grupo de pesquisas de Anbar, na Escola da Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona.

O vago anúncio da Nasa, feito no início da semana, durante entrevista coletiva, sobre "uma descoberta de astrobiologia que impactaria a busca por evidências de vida extraterrestre", semeou a internet de especulações.

A astrobiologia se dedica ao estudo da vida no universo, inclusive sua origem e evolução, onde está localizada e como pode sobreviver no futuro.

Mas Anbar reconhece que será necessário dar um grande salto para se descobrir vida extraterrestre.

"Estamos mais no começo de tudo", afirmou. "Talvez haja outras exceções sobre as quais devamos pensar a respeito".

"Somos muito influenciados pela vida como conhecemos. Quanto a vida pode ser diferente e ainda funcionar?", questionou.

Alguns anos atrás, Wolfe-Simon, Anbar e o colega Paul Davies começaram a discutir a ideia de que formas diferentes de vida possam existir na Terra, mas por regras biológicas diferentes das nossas, uma noção conhecida informalmente por cientistas como "vida estranha".

O trio de cientistas publicou em 2009 a hipótese de que o arsênico, que aparece diretamente abaixo do fósforo na tabela periódica, poderia substituir o fósforo em formas de vida terrestres.

Wolfe-Simon saiu a campo para testar sua teoria, em colaboração com Ronald Oremland, um renomado especialista mundial em microbiologia.

Ela recolheu sedimentos do lago Mono, conhecido por seus altos índices de sal e arsênico, no leste da Califórnia, e levou o material para o laboratório.

GFAJ-1 da família Halomonadaceae Gamoproteobacteria


Wolfe-Simon conseguiu fazer uma bactéria conhecida como a cepa GFAJ-1 da família Halomonadaceae Gamoproteobacteria, crescer no laboratório.

"O organismo vem da natureza", disse Anbar. "É uma bactéria conhecida", emendou.

A descoberta pode abrir novos caminhos na pesquisa de doenças e possivelmente novos capítulos em livros de biologia, disseram os cientistas.

"Às vezes você pensa que algo não vai funcionar, mas aí você procura e às vezes encontra", disse Anbar.

"E então você percebe, 'oh, eu não entendia as coisas tão bem quanto pensava'. Isto acontece todo o tempo na ciência. É o que torna as coisas divertidas", concluiu.




Fonte: UOL Via: ArquivosDoInsolito

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Biólogos descobrem sete novas espécies de cogumelos fosforescentes

18:36 0
Mycena luxaeterna (luz eterna), coletado na mata atlântica, em São Paulo, tem menos de 8 mm de diâmetro


Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de sete novas espécies de cogumelos que brilham no escuro.

As espécies foram descobertas em Belize, no Brasil, na República Dominicana, na Jamaica, no Japão, na Malásia e em Porto Rico.

Os cogumelos são estruturas visíveis a olho nu, que são produzidas por algumas espécies de fungos durante a reprodução sexuada.

Mycena luxarboricola (luz da árvore), coletado no Paraná em árvore em parte antiga da mata atlântica


Sua função é similar a dos frutos (produção, proteção e dispersão dos esporos reprodutivos).

Segundo o site da revista Wired, quatro das espécies são completamente novas para os cientistas, e três espécies previamente descobertas foram identificadas como fosforescentes.

Todas as sete espécies, assim como a maioria das 64 espécies de cogumelos fosforescentes anteriormente conhecidas, são da família Mycena.

Mycena silvaelucens (luz da floresta), que foi coletado no solo do Centro de Reabilitação Orangutan, na Malásia


"O que nos interessa é que na Mycena, as espécies fosforescentes vem de 16 diferentes linhagens, o que sugere que a fosforescência se desenvolveu em um ponto único --e algumas espécies perderam, mais tarde, a habilidade de brilhar", disse o biólogo Dennis Desjardin, da Universidade Estadual de San Francisco, que conduziu o estudo publicado na segunda-feira (5), na revista "Mycologia".


Mycena luxperpetua em imagem demonstrando formato no claro e a fosforescência no escuro


As novas descobertas devem ajudar os cientistas a entender quando, como e por que cogumelos tinham a capacidade de brilhar.

Desjardin suspeita que a fosforescência pode atrair animais noturnos, que ajudam os cogumelos a espalhar esporas reprodutivas.


Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Planta capaz de comer ratos é descoberta nas Filipinas

14:18 0
A nova espécie tem 1,5 metro de altura


Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de planta carnívora gigante, capaz de prender e devorar pequenos roedores e insetos e que pode atingir 1,5 m de altura.

A planta foi descoberta na região central das Filipinas durante uma expedição científica que também catalogou outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas.



Os pesquisadores batizaram a nova planta carnívora de Nepenthes attenboroughii em homenagem ao veterano apresentador de programas de natureza da Grã-Bretanha David Attenborough.

"A espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares, capazes de aprisionar não apenas insetos, mas também roedores do tamanho de ratos", afirmou o cientista e produtor britânico Stewart McPherson, um dos responsáveis pela descoberta.

O feito foi divulgado na publicação especializada Botanical Journal of the Linnean Society.


Expedição


A planta carnívora já tinha sido avistada por dois missionários cristãos que em 2000 tentaram escalar o Monte Vitória, uma montanha pouco conhecida nas Filipinas.


Monte Victoria


Sem terem se preparado corretamente para a empreitada, os missionários acabaram perdidos e passaram 13 dias vagando pelas florestas, até serem resgatados.

A descrição da enorme planta carnívora despertou o interesse de McPherson, do botânico Alastair Robinson, da Universidade de Cambridge, e do pesquisador Andreas Fleischmann, da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, na Alemanha.



Os três, especialistas nesse tipo de vegetal, decidiram então montar uma expedição para encontrar novas espécies.

A viagem científica aconteceu durante dois meses em 2007. A descoberta da grande planta carnívora aconteceu próxima ao pico do Monte Victoria, a cerca de 1,6 mil metros de altitude, entre grandes pedregulhos.



"De repente vimos uma grande planta, depois a segunda e depois muitas outras. Imediatamente sabíamos que o que tínhamos encontrado não era uma espécie conhecida", disse McPherson.

Na mesma expedição, os cientistas encontraram outra planta carnívora que não era vista na natureza há cem anos e cujos últimos exemplares em estufa tinham se perdido em um incêndio em 1945.


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Rãs voadoras e víbora perigosa são descobertas no Himalaia

14:50 1
Mais de 350 novas espécies de animais e vegetais foram descobertas na região do Himalaia oriental na última década apesar das ameaças causadas pelo aquecimento global, anunciou nesta segunda-feira a ONG WWF (World Wide Fund for Nature).

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas


O catálogo, com dados coletados entre 1998 e 2008, apresenta 244 raridades de plantas, 16 anfíbios, 14 peixes, duas aves, dois mamíferos e pelo menos 60 invertebrados. As informações são do jornal espanhol El Pais.

Entre as novas espécies, encontram-se rãs voadoras, o menor cervo do mundo, o fóssil de uma espécie de lagarto com mais de 100 milhões de anos e a perigosa víbora venenosa Trimeresurus gumprechti.


A espécie de macaco Macaca Munzala descrita em 2005


Os achados foram realizados por um grupo internacional de cientistas em uma região da cadeia montanhosa que compreende desde o Butão e o noroeste da Índia até o norte da Birmânia, do Nepal e o sul do Tibete (China).

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar.


A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar


O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg.


O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg


Em 2002, os cientistas observaram pela primeira vez a Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa que é capaz de atingir 1,3 m de comprimento.


A Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa, foi vista pela primeira vez em 2002


No entanto, os especialistas acreditam que existam exemplares maiores. Do ponto de vista científico, conforme a WWF, um dos descobrimentos mais importantes foi o fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos.


O fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos


O resto fossilizado do réptil foi encontrado em uma mina de âmbar no vale de Hukawng, norte da Birmânia.


O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento


O Himalaia oriental abriga uma diversidade biológica que inclui 10 mil espécies de flora, 300 mamíferos, 977 aves, 176 répteis, 105 anfíbios e 269 tipos de peixes de água doce.


A Impatiens namchabarwensis foi encontrada em um cânion do Tibete e pode crescer até 60 cm


Além disso, a região concentra a maior população de tigres de Bengala do planeta e a última com a ocorrência do rinoceronte indiano.


Fonte: Terra / arquivosdoinsolito
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os monstros de Chernobyl

15:16 0
Chernobyl

Criaturas bizarras invadem o lugar mais mortal do planeta.


Texto Maurício Moraes
Com níveis mortais de radioatividade, a usina de Chernobyl, na Ucrânia, é um dos lugares mais contaminados e perigosos do planeta.

Mas nas ruínas desse inferno nuclear está nascendo uma criatura bizarra: um fungo que come radioatividade.

Ou melhor, não apenas um: pesquisadores dos EUA descobriram que há 37 espécies mutantes crescendo em Chernobyl.

Elas foram descobertas numa inspeção de rotina, quando um robô vistoriava o interior da usina e encontrou uma meleca preta crescendo pelas paredes do reator 4 – o mesmo que explodiu e provocou, em 1986, o pior acidente nuclear da história.

Como é possível que, além de sobreviver à radiação, algum ser vivo consiga se alimentar dela? “Nossas pesquisas sugerem que os fungos estão usando um pigmento, a melanina, da mesma forma que as plantas usam a clorofila”, diz a cientista Ekaterina Dadachova.


Ekaterina Dadachova


Ou seja: os fungos teriam sofrido mutações que os tornaram capazes de fazer uma espécie de “radiossíntese”, transformando radiação em energia.

Dentro da usina, os fungos mais comuns são versões mutantes do Cladosporium sphaerospermum, que provoca micose, e a Penicillium hirsutum, que ataca plantações de alho.

Mas como elas foram parar em Chernobyl? Afinal, o reator foi selado por uma caixa de concreto, o chamado “sarcófago”, após o acidente de 1986.


Timothy Mousseau



“Os fungos penetraram pelas brechas”, acredita o biólogo Timothy Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul.

Será que, como num filme de terror, os monstrinhos atômicos podem sair da usina e se espalhar pelo mundo?

Eles podem escapar do mesmo jeito que entraram, passando por brechas e rachaduras nas paredes.

Mas, sem radioatividade para comer, não se dariam bem fora da usina. “Geralmente, os organismos que conseguem se sair bem em um local extremamente hostil têm dificuldades em outros ambientes”, diz Mousseau.


Fonte: Superinteressante / arquivosdoinsolito
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Americanos descobrem nova espécie de cogumelo fálico

14:48 1
O novo fungo, com seu formato característico (Foto: Brian Perry/Divulgação)



Pequeno fungo vem de São Tomé e Príncipe, na África Ocidental. Criatura emite cheiro podre para atrair moscas e dispersar esporos.

Pesquisadores da Academia de Ciências da Califórnia deram um presente de grego a um de seus colegas: batizaram uma nova espécie de cogumelo, que tem formato de pênis, com o nome dele.

O fungo fálico, do tipo "stinkhorn" (algo como "chifre fedido", em inglês), recebeu o nome científico de Phallus drewesii. A descrição da espécie sairá na revista científica "Mycologia".

O cogumelo ocorre na ilha africana de São Tomé e produz um odor penetrante de carne podre, afirmam seus descobridores, Dennis Desjardin e Brian Perry, que também trabalham na Universidade Estadual de San Francisco. É o único tipo de cogumelo fálico que apresenta uma curvatura para baixo, e não para cima.

O cheiro característico serve para atrair moscas, as quais consomem os esporos do fungo e o dispersam pela floresta, auxiliando na propagação da espécie.


Bob Drewes com o fungo fálico que leva seu nome (Foto: Wes Eckerman/Divulgação)


O homenageado pelo nome do novo fungo é Robert "Bob" Drewes, curador de herpetologia (estudo de répteis e anfíbios) da Academia de Ciências da Califórnia e grande incentivador das pesquisas sobre biodiversidade em São Tomé.

"É uma grande honra e muito divertido ver que esse fungo em forma de falo recebeu o meu nome. Fui imortalizado nos registros científicos", disse Drewes em comunicado.


Fonte: G1 / arquivosdoinsolito
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