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terça-feira, 17 de março de 2015

Escorpiões de livros

21:33 0
Você já ouviu falar nos pequenos escorpiões de livros?

Se você possui livros antigos em casa, é provável que dentro dele existam pequenos escorpiões que andam pelas páginas. E, apesar de você achá-los esquisitos, eles são extremamente importantes para preservar o bom estado dos seus volumes. Acontece que esses minúsculos seres gostam de comer os piolhos de livros, que são responsáveis por mastigar as colas que mantêm as páginas juntas – ou seja, esses pequenos escorpiões estão fazendo um grande favor de preservação, apesar de parecem meio nojentos.


Contudo, precisamos esclarecer que mesmo que sejam parecidos com os escorpiões, eles não são escorpiões de fato. Batizados de pseudoescorpiões, eles são muito pequenos (com menos de um centímetro) e são minúsculos demais para ferir qualquer ser humano – por isso evite matá-los se você encontrar esses bichinhos entre os seus livros.


Um intruso bem-vindo

Os pseudoescorpiões só podem ser encontrados em locais onde livros verdadeiramente antigos estão armazenados. Isso ocorre por que os livros mais recentes utilizam outro tipo de colagem que os chamados piolhos de livros não podem comer – e consequentemente os miniescorpiões não podem sobreviver se não houver alimento para eles. Por outro lado, se você possui livros antigos, é muito provável que existam alguns piolhos no meio deles.
Nesse caso, você irá querer que os escorpiões se alojem por ali (e você pode fazer algumas coisas para ajudar no processo). Para isso ocorrer, compre alguns volumes mais velhos, não limpe as estantes excessivamente e jamais mate os pequenos escorpiões que encontrar pelas páginas – eles podem estar salvando diversas histórias. Veja abaixo um vídeo com um exemplo do inofensivo escorpião de livros:


Fonte: Bicho Noturno
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sábado, 24 de abril de 2010

Porco com pele de cordeiro cobre ingleses de dúvidas

15:05 2


Suíno com casaco de pele, que intriga até especialistas, corre risco de extinção. Que bicho é esse? Porco ou carneirinho? À primeira vista, com esse vistoso casaco de lã, a criatura parece uma ovelha.

Mas não. Buddy é um suíno de uma espécie rara. O animal está sendo criado no zoo de Essex, no sudeste do país, e não é uma fusão genética, apesar de lembrar uma experiência científica criada por um especialista doido.

Buddy é um porquinho de uma espécie variante da raça mangalitza, originária do interior da Hungria e da Áustria, que apareceu no interior da Inglaterra e está sumindo do mapa.

A cobertura de pelos foi uma adaptação evolutiva para o animal se proteger do frio na região de onde ele veio.

Uma variação dessa espécie viveu em Lincolnshire, região centro-leste da Inglaterra, e acabou extinta em 1972 por causa de caçadores que matavam o bicho para cortar o pelo.

No início da década de 70, alguns moradores de sítios dessa região britânica venderam porquinhos-ovelhas para criadores da Áustria e Hungria, onde foram cruzados com os mangalitza originais, criando o lincolista.




Em 2007, fazendeiros austríacos se mudaram para a Inglaterra levando alguns lincolistas. Um grupo de pesquisadores do Tropical Wings, entidade do zoo de Essex, cuida de espécies em extinção e está estudando o porco-ovelha.

- Todo mundo acha que é uma ovelha. Olhando para o focinho e para o rosto, dá para perceber que é um suíno, diz Denise Cox, pesquisadora do Tropical Wings.

São poucos os lincolista que possuem pelagem branca. A maioria tem coloração preta ou acinzentada. Um deles é Buddy, que foi então parar no zoo de Essex. Há uma fêmea, chamada Porsche, que está grávida.

Devem nascer, portanto, mais porcos em pele de cordeiro e confundir suínos e carneirinhos no pasto – e deixar os ingleses cobertos de duvidas.


Fonte: R7/arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Extinção em massa não foi causada por cometa, diz pesquisa

15:18 0
Imagem de satélite dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, atingidos por uma frente fria que durou 1.300 anos


O impacto de um cometa não deu início a uma frente fria que durou 1.300 anos e extinguiu a maior parte da vida na América do Norte, cerca de 12,9 mil anos atrás.

Ainda que ninguém conteste a ocorrência desse período de frio intenso, conhecido como "Dryas recente", mais e mais pesquisadores vêm encontrando dificuldades para confirmar um avaliação conduzida em 2007, segundo a qual uma colisão teria deflagrado a mudança.

O estudo anterior afirma que a queda na temperatura, e mais incêndios causados pelo suposto impacto, extinguiram os tigres de dentes de sabre, mastodontes e outros animais gigantescos, e podem ter causado o declínio de uma civilização anterior conhecida como "cultura Clóvis".

A pesquisa de 2007 combinava artefatos arqueológicos e grãos magnéticos extraterrestres encontrados em amostras de solo recolhidas de uma fina camada de sedimento encontrada em toda a América do Norte.

A equipe responsável pela pesquisa, liderada por Richard Firestone, químico nuclear do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, também descobriu o que ele define como traços de carvão e pedaços microscópicos de carbono, de intensos incêndios causados pela colisão.

No entanto, novas pesquisas cujos resultados foram apresentados em uma reunião da Sociedade Geológica da América, esta semana, em Portland, Oregon, contestam todas essas constatações.


Terras úmidas e minimeteoritos



Nicholas Pinter, geólogo da Universidade do Sul de Illinois, argumentou que as camadas negras descritas como carvão pela pesquisa de 2007 não constituem efetivamente carvão. Em lugar disso, são uma forma muito antiga e escura de terra formada em terras úmidas do passado, afirmou Pinter.

"É uma interpretação equivocada daquilo que essas camadas representam", ele disse. Da mesma forma, as pequenas quantidades de carbono "não estão unicamente associadas a incêndios de alta intensidade", ele disse.

Quanto aos grãos magnéticos, eles podem bem ter vindo do espaço exterior. Mas é provável que os grãos provenham das cerca de 30 mil toneladas de minúsculos meteoritos que caem na Terra a cada ano.

Ele encontrou grãos semelhantes em concentrações iguais ou ainda maiores em diversas outras camadas, datadas de períodos diferentes.


Evolução de estilo



Vance Holliday, arqueólogo da Universidade do Arizona, acrescentou que não existe sinal de que a extinção da cultura Clóvis esteja relacionada a uma colisão de cometa com a Terra.

Por volta da época em que surgiu a frente fria, o estilo das pontas de pedra usadas nas lanças dessa cultura mudou, e segundo Firestone e seus colegas isso representaria indicação de que os povos da cultura Clovis teriam declinado devido ao impacto do cometa.

Mas Holliday disse que isso reflete uma evolução normal de preferências. Ele comparou os desenhos das pontas de lança à aparição - e desaparição -de rabos-de-peixe nos automóveis clássicos.

"Não sabemos ao certo o que o estilo representa em termos de registro arqueológico", ele afirmou. O gosto "vai e vem, e não sabemos por quê". Mas "um impacto extraterrestre representa uma solução desnecessária para um problema arqueológico que nem mesmo existe".


Firestone defende suas constatações



O proponente original da teoria sobre o cometa, Richard Firestone, defende sua tese. Ainda que ninguém seja capaz de provar que a cultura Clóvis tenha desaparecido naquela época, ou como, o número total de pontas de lança identificadas cai muito depois do período em questão, ele afirmou em mensagem de e-mail.

Da mesma forma, outras pesquisas demonstraram um hiato de mais de uma centena de anos entre os traços finais da cultura Clóvis identificados na América do Norte e os traços iniciais da cultura que a sucedeu na região, a cultura Folsom, apontou Firestone.

Quanto a outros indícios, a camada deixada pelo impacto do cometa é muito fina, ele declarou à revista australiana Cosmos, e é fácil ignorá-la sem querer caso as amostras tenham sofrido diluição por terra proveniente de camadas adjacentes.

Pinter, da Universidade do Sul do Illinois, também está errado sobre o carvão e sobre os fragmentos de carbono, ele acrescentou. Essas substâncias não estão dispersas da mesma maneira que a terra, e só podem ser localizadas em uma banda estreita de sedimentos.

Além disso, os grãos magnéticos não têm a mesma composição dos que costumam ser encontrados nos pequenos meteoritos típicos, ele disse.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Aspirina teve participação em gripe espanhola, diz estudo

15:54 0
Garrafa de aspirina fabricada e distribuída em 1899


A epidemia de gripe de 1918 foi provavelmente a calamidade mais mortal da história da humanidade, matando mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, parece que um pequeno número das mortes pode ter sido causado não pelo vírus, mas por um remédio usado em seu tratamento: a aspirina.

A Dra. Karen Starko, autora de um dos primeiros ensaios ligando o uso da aspirina à Síndrome de Reye, publicou um artigo sugerindo que overdoses do relativamente novo "medicamento milagroso" poderiam ter sido fatais.

O que levantou as suspeitas de Starko foi que altas doses de aspirina, quantidades consideradas inseguras hoje em dia, eram comumente utilizadas para tratar a doença.

Além disso, os sintomas de overdose de aspirina poderiam ser difíceis de distinguir dos próprios sintomas da gripe --especialmente entre aqueles que morreram logo após ficarem doentes.

Algumas dúvidas foram levantadas ainda na mesma época. Pelo menos um patologista que trabalhava para o Serviço de Saúde Pública achou que os pulmões examinados durante as autópsias das primeiras mortes estavam pouco danificados para que o óbito fosse atribuído à pneumonia viral, e que as grandes quantidades de líquido sangrento e aquoso nos pulmões deveria ter alguma outra causa.

Starko reconheceu não ter relatórios de autópsia ou outros documentos capazes de provar a culpa da aspirina.

"Aqueles lugares eram um caos", disse ela, "e não acho que haja registros de qualidade em lugar algum".

Porém, dos muitos fatores que podem ter influenciado os resultados de qualquer caso em particular, escreveu Starko, a overdose de aspirina se destaca por diversas razões, incluindo uma confluência de eventos históricos.

Em fevereiro de 1917, a Bayer perdeu sua patente americana sobre a aspirina, abrindo um lucrativo mercado farmacêutico a muitos fabricantes.

A empresa contra-atacou com abundante publicidade, celebrando a pureza da marca exatamente quando a epidemia atingia seu auge.

As embalagens de aspirina eram produzidas sem avisos sobre intoxicação e poucas instruções de uso.

No outono de 1918, enfrentando uma doença mortal alastrada sem cura conhecida, as autoridades do governo e a marinha dos EUA recomendaram a aspirina como tratamento sintomático, e os militares compraram grandes quantidades do medicamento.

O "Journal of the American Medical Association" sugeriu uma dose de mil miligramas a cada três horas, o equivalente a quase 25 comprimidos-padrão de 325 miligramas a cada 24 horas. Isso é aproximadamente o dobro do que hoje se considera uma dose segura.

O artigo de Starko, publicado na edição de 1º de novembro do Clinical Infectious Diseases, gerou algum interesse entre outros especialistas.

"Acho que o artigo é criativo e está fazendo boas perguntas", disse John M. Barry, autor de um livro sobre a gripe de 1918, chamado "The Great Influenza".

Mas não sabemos quantas pessoas realmente tomaram as doses de aspirina discutidas no artigo".

A farmacologia da aspirina é complexa e não foi totalmente compreendida até a década de 1960, entretanto a dosagem é crucial. Dobrar a dose dada em intervalos de seis horas pode causar um aumento de 400% na quantidade de remédio que permanece no corpo.

Até mesmo doses diárias bastante baixas --de seis a nove pílulas padrão por dia durante vários dias-- podem levar a níveis perigosamente altos do medicamento no sangue de algumas pessoas.

Peter A. Chyka, professor de farmácia na Universidade do Tennessee, disse ter achado a teoria de Starko "intrigante".

Pouco se sabia a respeito de dosagens seguras na época, disse ele, e os médicos simplesmente aumentavam a quantidade até verem sinais de intoxicação.

"No contexto do que sabemos hoje sobre aspirinas e produtos parecidos com ela, Starko fez uma tentativa interessante de reunir tudo isso", disse Chyka. "Há outras coisas além da gripe que podem complicar uma doença como essa".

Embora duvide que mais do que um pequeno número de mortes possa ser atribuído à overdose de aspirina, o Dr. David M. Morens, epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, disse que o artigo era valioso por "fazer um esforço para examinar fatores ambientais ou hospedeiros que possam estar envolvidos". Segundo ele, "Não conseguimos explicar todas as mortes em jovens adultos com o vírus em si".

Starko estava hesitante em estimar quantas mortes a overdose de aspirina poderia ter causado, mas sugeriu que os arquivos militares eram um lugar para se procurar.

"Estou esperando que outros venham em seguida", disse ela, "ao examinar registros disponíveis de tratamento".


Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Seres que sobrevivem sem água inspiram técnica de preservação de órgãos

19:08 0
Rotíferos bdeloides, invertebrados que entram em anidrobiose quando enfrentam períodos de secas prolongadas



Parece mágica. Bichos e plantas que levavam todo o jeito de estar mortos, ressequidos feito cadáveres há muito sepultados, voltam à vida com um pouquinho de água.

É o fenômeno da anidrobiose, uma das estratégias de sobrevivência mais fascinantes e pouco compreendidas do planeta.

Um grupo de biólogos brasileiros quer domesticar a anidrobiose e colocá-la a serviço da medicina moderna.

A possibilidade mais ambiciosa da pesquisa: descobrir como se produz um coração de pedra. Literalmente de pedra.


Mudando vidas


"Já me cansei de dar palestras dizendo para as pessoas que a vida delas nunca mais será a mesma depois de me ouvir", brinca Tiago Campos Pereira, reconhecendo que a ideia tem um quê de megalomania.

Entusiasmo não falta ao biólogo, recém-aprovado para o cargo de professor na USP de Ribeirão Preto.

Os olhos de Pereira brilham ao explicar os detalhes bizarros do fenômeno. "É quase como se o organismo se transformasse inteiramente num mineral, numa espécie de cristal", compara ele.

A anidrobiose, em geral, é um último recurso de organismos relativamente simples que, como todas as outras formas de vida, dependem de água para manter seu metabolismo andando.

Os mestres do truque são animais como os rotíferos (os invertebrados minúsculos que ilustram esta reportagem) e as artêmias (pequenos crustáceos que os peixes de aquário adoram devorar).

Mas criaturas maiores também são capazes de entrar nesse estado e sair dele sem maiores problemas.

"Um exemplo impressionante é a planta-da-ressurreição [nome dado a várias espécies de vegetais de áreas desérticas], que realmente parece ser capaz de ressuscitar", conta Pereira.

O que acontece é que, diante de situações ambientais adversas, nas quais o organismo "sabe" (sem consciência disso, claro) que não vai conseguir sobreviver, o metabolismo é simplesmente desligado.

A animação suspensa em estado "mineral" pode ser prorrogada por anos a fio, até que as condições melhorem e a criatura em questão possa retomar sua vidinha de sempre.

Agora, o pulo-do-gato: imagine a utilidade disso para preservar qualquer tipo de material biológico --um coração a ser transplantado, por exemplo-- nas situações mais adversas do mundo.

"O grande desafio é que os animais anidrobiontes são pequenos, da ordem de milímetros, em comparação com os tecidos e órgãos humanos.

Orquestrar todo esse processo de entrada e saída da anidrobiose em estruturas orgânicas tão grandes será um desafio para a biologia molecular, celular e de tecidos", reconhece Pereira.

O trunfo do pesquisador para atingir esse objetivo é conhecido como Panagrolaimus superbus. Apesar do nome grandiloquente, trata-se de um verme nematoide, uma das formas mais simples de invertebrado.

O P. superbus tem duas grandes vantagens: é um anidrobionte e, ao mesmo tempo, é parente do C. elegans, verme que é um dos organismos mais estudados nos laboratórios mundo afora.

Com o C. elegans, os biólogos aprenderam como estudar a função de dezenas de genes em paralelo, graças ao uso da RNAi (interferência de RNA). É tudo uma questão de dar a comida certa ao bicho.

A RNAi consiste em "silenciar" ou "desligar" certos genes de maneira indireta, com a ajuda de formas específicas de RNA, a molécula "irmã" do DNA.

A técnica impede que a receita para a produção de proteínas contida nos genes vá para a "linha de montagem" da célula.

Assim, se o gene deixou de servir de receita para proteínas, a falta que isso faz para o organismo é percebida pelos cientistas, os quais podem inferir a função de cada região do DNA para o bicho.


Repasto de RNA


Pereira explica que basta oferecer um lanchinho especial aos C. elegans para que a técnica funcione --são bactérias que produzem as moléculas responsáveis por iniciar a RNAi.

"Vimos que o mesmo processo pode ser feito em P. superbus. Além disso, como ambos são nematoides, isso permite que diversas técnicas de biologia molecular, de cultivo em laboratório e manipulação de C. elegans, muito bem conhecidas e estabelecidas, sejam aplicadas em P. superbus", diz ele.

Manipular o funcionamento de muitos genes em paralelo é importante porque isso deve ajudar a elucidar as vias metabólicas que regem a anidrobiose, ou seja, a interação entre muitos genes que torna possível esse fenômeno.

O maior desafio vem depois: aplicar esse conhecimento a células e tecidos de mamíferos --e, espera-se, humanos, os maiores interessados no truque.

"A anidrobiose é um mistério, tanto na entrada quanto na permanência e na saída desse estado. O que sabemos é que o processo existe na natureza, ou seja, é possível emergir dele sem graves danos", diz Pereira.


Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cientista mapeia DNA de pelos dos cães

15:37 0
Galgo

O pelo curto do buldogue, o pelo encaracolado do poodle e a pelagem comprida do cocker spaniel podem ser bem diferentes, mas cientistas nos EUA e França descobriram agora que a combinação de apenas três genes é responsável pela variação.

Não se trata de mera curiosidade científica. Trabalhos como este dão pistas para o conhecimento de doenças hereditárias no cão e no homem.

Foi um trabalho em larga escala. A equipe de vinte pesquisadores coordenados por Elaine Ostrander, do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, de Bethesda, EUA, recolheu amostras de DNA de mais de mil cães de 80 raças e examinou milhares de sequências do material genético.

"Este tipo de estudo não consegue dar informações práticas para donos de cães sobre uma doença, mas ele ajuda muito a avançar o conhecimento científico sobre como estudar características complexas, uma categoria na qual as doenças geralmente se enquadram", disse Ostrander à Folha.

"Nós sabemos que seres humanos e cães têm um grande número de doenças em comum, como epilepsia, doença cardíaca, cegueira, surdez, artrite, lúpus etc.

E sabemos que os mesmos genes subjacentes estão envolvidos nelas", afirma a pesquisadora. "Por isso, entender como lidar com o problema de características complexas no sistema canino com certeza vai nos dar lições que podemos aplicar à doença."


Letras trocadas


O objetivo era fazer um estudo de associação envolvendo todo o genoma do cão, cujo sequenciamento foi publicado em 2005 (isto é, o ordenamento das "letras", as bases químicas que compõem o material genético). O novo estudo está disponível no site do periódio científico americano "Science" (www.sciencemag.org).

Nesse tipo de estudo, os cientistas fazem uma varredura da ordem das letras em busca de variações entre os genomas dos indivíduos, em geral de apenas uma letra trocada.

A troca de uma letra pode ou não ser significativa para a função do gene, assim como acontece com as palavras.


Lhasa Apso


Ao mudar a palavra "contrate" para "contrata", o significado continua similar. Trocar "refina" por "retina", porém, muda muito o sentido.

A grande variedade de pelagens entre as diferentes raças e também em uma mesma raça permitiu um estudo capaz de associar os locais no genoma com letras trocadas com a característica exibida pelo cão -o seu "fenótipo", como os biólogos costumam dizer.

A raça que primeiro deu pistas importantes foi o dachshund, o pequeno cão "salsicha" que no Brasil costuma ser erradamente chamado de "bassê".

A equipe vasculhou o DNA de 96 cães da raça de três variedades de dachshund de pelo liso, pelo duro, e pelo duro com "acessórios" (bigode e sobrancelha peluda). Justamente por serem da mesma raça ficou mais fácil achar as diferenças.

O segundo conjunto de dados usou o genoma de 76 cães d'água portugueses, a mesma raça de Bo, a cadela presenteada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, a suas filhas.

E o terceiro conjunto de dados foi obtido com a busca dos genes da pelagem em 903 cães de 80 raças variadas.


Populações fechadas


"O aspecto único do modelo do cão é o grande número de raças, isolados genéticos, isto é, populações fechadas que não são permitidas cruzarem entre si.

Cada uma dessas raças dá um retrato do genoma do cão, contendo diferentes combinações de genes que produzem animais saudáveis e reproduzindo", disse à Folha outro autor do estudo, Karl Gordon Lark, da Universidade de Utah.

Lark tem uma fêmea, Mopsa (da mesma raça de Bo, a "primeira cachorra" americana), que também doou sua amostra de DNA para o estudo sobre a variação de pelagem.

"Cada combinação resulta em um diferente fenótipo selecionado para tamanho, morfologia [forma] e comportamento", explica Lark.

"Em um artigo no periódico "Genetics" nós mostramos como essas diferenças podem ser usadas para identificar locais genéticos para comportamento e longevidade, assim como morfologia."


Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Raposa-voadora pode ser extinta até 2015 na Malásia, diz estudo

16:20 0


Cientistas estão pedindo ao governo da Malásia para proibir a caça de um dos maiores morcegos do mundo, o Pteropus vampyrus, conhecido como raposa-voadora.

Os pesquisadores dizem que a espécie vai desaparecer da península malaia se o atual nível de caça continuar. Segundo eles, cerca de 22 mil animais são caçados legalmente a cada ano e muitos outros são mortos na clandestinidade.

Em artigo na publicação científica Journal of Applied Ecology, Jonathan Epstein, da organização ambientalista internacional Wildlife Trust, e seus colegas dizem que a espécie pode estar extinta na região já em 2015.

O Pteropus vampyrus pode ter asas com até 1,5 metro de envergadura e são cruciais para os ecossistemas da floresta tropical nessa parte da Ásia.

"Eles comem frutas e néctar e, ao fazer isso, derrubam sementes no solo e polinizam as árvores. Então eles são cruciais para a propagação das plantas da floresta tropical", disse Epstein à BBC.

As estimativas mais otimistas indicam que a população de morcegos da espécie Pteropus vampyrus na península malaia gira em torno de 500 mil animais.


Caçada


As raposas-voadoras são caçadas no país para alimentação, remédios e esporte. Os caçadores começam a busca pelos animais ao anoitecer, enquanto os morcegos saem para sua própria caçada noturna.

Os pesquisadores fizeram cálculos e chegaram à conclusão que, se as atuais taxas de caçada continuarem inalteradas, serão necessários entre seis e 81 anos para que os morcegos sejam caçados até a extinção.

Os cientistas pesquisaram e coletaram informações do governo da Malásia a respeito das licenças de caça e usaram um programa de computador para prever o destino dos animais de acordo com as variações das taxas de morte e uma série de estimativas da população atual.

Esta foi a primeira vez que a técnica de monitoramento por satélite foi usada para rastrear morcegos na Ásia. O método é geralmente usado para rastrear aves - seu uso para estudar mamíferos é mais raro.

Os pesquisadores capturaram morcegos e colocaram colares em seus pescoços antes de libertá-los. Cada colar enviava um sinal de satélite que permitia que os cientistas rastreassem o animal com ajuda de computadores.

A equipe descobriu que os animais viajavam até 60 km por noite em busca de alimentos.


Revisão da lei


As raposas-voadoras são protegidas na Tailândia, país vizinho da Malásia, e partes da Indonésia.

"Acreditamos que isto mostra a necessidade de um gerenciamento coordenado para a proteção nos países onde estes morcegos vivem.

Está claro agora que eles não são apenas morcegos malaios, eles passam parte do tempo na ilha de Sumatra (Indonésia), na Tailândia e na Malásia", afirmou Epstein.

Os departamentos de proteção à vida selvagem da Malásia foram parceiros do estudo e estão analisando uma revisão nas leis de caça devido aos resultados mostrados pelos cientistas.

Epstein e sua equipe recomendaram a implantação de pelo menos uma proibição temporária à caça para permitir que a população de morcegos se recupere e dê aos cientistas mais tempo para uma análise mais ampla das ameaças à sobrevivência dos animais na península malaia.


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Polvo que abre potes é atração de zoológico suíço

12:25 0





Um polvo que sabe destampar embalagens é a mais nova atração do Jardim Zoológico da Basileia, na Suíça.

Nas horas de alimentação do animal, os visitantes se reúnem em volta do aquário para vê-lo usando seus oito tentáculos para abrir potes de iogurte, desatarraxar vidros de conservas ou tirar tampas de garrafas. O octópode está sendo exibido desde o mês passado.

De acordo com o zoológico da Basileia, as embalagens contendo de peixes, crustáceos ou ostras constituem uma espécie de "exercício mental" para evitar que o bicho "fique entediado".

O "show" do polvo é aberto ao público sempre nas tardes de segundas, quartas e sábados, entre 15h e 16h (no horário local).

A atração do zoológico suíço, no entanto, não chega a ser uma façanha inédita. Em 2007, o Aquário Nacional da Nova Zelândia também revelou possuir um polvo capaz de abrir uma garrafa de plástico para pegar seu alimento.

O polvo neozelandês usava dois tentáculos e sucção para tirar a tampa da garrafa e um tentáculo para pegar carne de caranguejo que os tratadores colocavam dentro.
Vivendo solitários, exceto no período de acasalamento, os polvos estão entre os animais marinhos mais inteligentes que existem, com cérebros e sentidos altamente desenvolvidos. Eles moram em grutas submarinas e saem para caçar geralmente durante a noite.

Na procura por nutrientes, esses moluscos costumam vasculhar o fundo dos mares de forma incansável, inspecionando superfícies rochosas, abrindo conchas e revirando pedras pesadas à procura de suas presas.

Durante a caça, podem chegar até mesmo a deixar a água e se mover por alguns metros na superfície terrestre.


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito
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Garoto de 9 anos pesca tubarão de 70 kg nos EUA

12:19 0



Um garoto de nove anos diz ter apanhado um tubarão de 70 kg por engano quando pescava em uma baía perto de sua casa, no Estado americano de Washington, na semana passada.

Cosmo Miller estava pescando com seu avô na baía de Puget Sound perto da cidade de Burien, no noroeste dos Estados Unidos, quando sentiu um puxão em sua linha.

O avô do garoto disse à emissora de TV Fox News que, quando viu o tamanho do animal que estava preso no anzol do neto, pensou: “E agora?”.

“Foi bem intimidador”, disse.

O menino disse que reconheceu imediatamente o tubarão de seis guelras, que media cerca de 2,5 metros, porque já tinha visto outros iguais em um programa sobre natureza em um canal de TV a cabo.

Segundo o jornal The Seattle Times, relatos de encontros entre humanos e tubarões de seis guelras são raros, mas existe uma população considerável deles em Puget Sound.

Greg Bargmann, do Departamento de Vida Marinha e Selvagem de Washington, disse ao jornal que normalmente estas criaturas vivem em águas profundas – a cerca de 100 metros da superfície – e com pouca luminosidade.

Segundo ele, cientistas estão estudando a hipótese de que fêmeas de tubarão se trasladem para as águas mais superficiais de Puget Sound para dar à luz. Os filhotes permaneceriam na região até cerca de 10 ou 12 anos de idade, ele afirmou.

Bargmann estimou que o tubarão apanhado pelo garoto deve ter entre quatro e oito anos de idade, considerando o seu peso – pequeno se comparado à média de um adulto, entre 180 kg e 280 kg.

Mas para Cosmo, que até então se gabava de ter pescado um salmão de 12 kg, a pescaria renderá uma boa “história de pescador” quando ele voltar das férias, após o verão no hemisfério norte.


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito
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sábado, 8 de agosto de 2009

Experimento com pássaros confirma fábula de Esopo

13:44 0


Corvo usa pedras para fazer subir o nível da água em um recipiente, repetindo narrativa clássica.

Da gansa que botava ovos de ouro à corrida entre a tartaruga e a lebre, as fábulas de Esopo são famosas por ensinar lições de moral, e não por serem literalmente verdade. Mas um novo estudo mostra que pelo menos uma delas pode ser fiel aos fatos.

Trata-se da fábula do corvo sedento. O pássaro encontra uma jarra com o nível da água baixo demais para que possa alcançá-la com o bico.

O corvo então eleva o nível da água jogando pedras na jarra. Moral: devagar se vai ao longe ou, em outra interpretação, a necessidade é a mãe da invenção.

Agora, cientistas informam que um tipo de corvo que existe na Europa e na Ásia, o Corvus frugilegus, usa o mesmo truque das pedras para alcançar uma minhoca flutuante.

Os resultados de experimentos com três pássaros são publicados na edição desta quinta-feira pelo periódico Current Biology.

Vários tipos de corvo já demonstraram a capacidade de usar ferramentas, em experimentos realizados anteriormente.

O cientista Christopher Bird, da Universidade Cambridge, e um colega expuseram corvos a um tubo de plástico de 15 cm de altura, contendo água e com uma minhoca na superfície.

Os pássaros usaram o truque de jogar pedras espontaneamente, e pareceram fazer uma estimativa do número de pedras que seria necessário. Eles aprenderam, depressa, que pedras maiores funcionavam melhor.



Em comentário que acompanha o artigo que descreve o estudo, os pesquisadores Alex Taylor e Russell Gray, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, notaram que, em um experimento anterior, os mesmo pássaros haviam jogado uma única pedra num tubo, para liberar a comida presa no fundo.

Então, talvez estivessem apenas repetindo a estratégia no novo experimento.

Mas Bird argumenta que o resultado é mais significativo que isso: os corvos usaram várias pedras em vez de apenas uma antes de tentar pegar a minhoca, e foram pegá-la no alto do tubo, em vez de procurar embaixo.


Fonte: Estadão / arquivosdoinsolito
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Agricultores encontram urubu albino em Sergipe

14:30 0

Ele estava debilitado e com ferimentos. Animal foi levado para Centro de Conservação de Aves de Rapina.

Um urubu albino foi encontrado por agricultores em Sergipe. Levado ao Centro de Conservação de Aves de Rapina, em Itabaiana, ele virou o xodó do tratador José Percílio Costa.

O urubu, de quatro meses de idade, tem asas branquinhas e bico rosado. A ave nasceu sem melanina, a pigmentação que dá cor aos animais.

É um fenômeno raro entre essas aves. "Existem registros de outras espécies albinas, como pássaros e outros vertebrados. Há pouquíssimas informações sobre urubus", disse o biólogo Marcelo Cardoso.



A ave foi encontrada há menos de 15 dias, num pasto. Quando foi levada ao centro de conservação, estava debilitada e tinha ferimentos.

Agora, está recuperada e tem se adaptado bem ao local. Segundo os biólogos, se não fosse encontrada rapidamente, ela certamente não sobreviveria.

Como não enxerga tão bem quanto o urubu preto, o albino tem mais dificuldades para se defender dos predadores e encontrar alimento.

Na natureza, se tornaria presa fácil. No centro, o urubu fica com outras aves e preso apenas pela pata. Ele passa a maior parte do tempo em troncos de árvores.


O local, aberto para visitação, recebe uma média de cem pessoas por dia e não há quem não se impressione com tanta brancura em um urubu.

A permanência dele no centro de conservação tem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Fonte: G1 / arquivosdoinsolito
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

'Criatura alienígena' causa espanto em praia de Gales

16:34 0


Parece uma imagem retirada de algum filme de ficção científica. E foi esta a sensação de banhistas que chegaram à praia de Oxwich, no País de Gales, ao se deparar com a misteriosa "criatura" com incontáveis tentáculos que estava na areia.



O que pode parecer o início de uma invasão alienígena na verdade tem uma explicação científica: trata-se de uma "colônia" de cirrípedes (crustáceos hermafroditas que vivem fixos em rochas, cascos de embarcações, pilares ou algas).

A massa compacta se soltou do fundo do oceano por causa do mau tempo na região e acabou na praia.



"Parecia um grande monstro marinho vivo", disse ao "Daily Mail a veranista Rebecca Porter. Até mesmo Paul Brain, professor da Swansea University, ficou supreso com o que viu: "É mesmo uma visão bem bizarra. Sem dúvida é o maior exemplar da espécie que eu já vi."

Em tempo: a "criatura" é considerada uma iguaria na Espanha.


Fonte: Blog Page Not Found
Arquivos do Insolito
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Estudo traça ponto comum entre linguagem humana e gestual de golfinho

16:27 0
Linguagem corporal de golfinho seguiria leis semelhantes às que regem a comunicação verbal entre humanos



Especialistas europeus disseram ter detectado semelhanças entre a linguagem humana e a linguagem corporal de golfinhos.

Segundo eles, quando golfinhos se movem na superfície da água, tendem a usar sequências mais simples de movimentos, da mesma forma como, entre humanos, as palavras usadas com mais frequência são as mais curtas.

Segundo os pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, e da Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha, as duas espécies seguem a chamada "lei da brevidade" na linguagem, proposta pelo filologista americano George K. Zipf.

"Padrões de comportamento de golfinhos na superfície obedecem à mesma lei da brevidade da linguagem humana, com ambas as espécies procurando os códigos mais simples e eficientes", disse Ramón Ferrer i Cancho, co-autor do estudo, publicado na revista científica Complexity.

Segundo a lei da brevidade, proposta por Zipf e outros, as palavras usadas com mais frequência em uma determinada língua são sempre as mais curtas.

Os pesquisadores observaram o comportamento de golfinhos na costa da Nova Zelândia e verificaram que, seguindo um padrão semelhante, quando estão na superfície da água os animais tendem a utilizar séries simples de movimentos com mais frequência do que outras, mais complexas.

Após as observações, os especialistas identificaram mais de 30 séries de movimentos.

Cada série continha entre um e quatro gestos distintos, ou "unidades". Entre as unidades estavam, por exemplo, bater com a cauda, saltar ou cair de lado.

Os especialistas constataram que os golfinhos usam séries compostas de uma unidade com mais frequência do que as séries que envolvem quatro unidades.

"Os resultados mostram que as estratégias de comportamento simples e eficientes dos golfinhos são similares às usadas por humanos com palavras, e são as mesmas usadas, por exemplo, quando nós reduzimos o tamanho de uma imagem fotografica ou de vídeo de forma a economizar espaço", disse Ferrer.

O pesquisador disse que estudos como esse mostram que a linguagem humana está baseada nos mesmos princípios que governam sistemas biológicos "o que nos leva à conclusão de que as barreiras tradicionais entre as disciplinas deveriams er removidas".

Estudos anteriores constataram que golfinhos se comunicam principalmente por meio de assovios e outros sons.

Os especialistas acreditam, no entanto, que eles também usam linguagem corporal quando estão nadando perto uns dos outros.

O conteúdo dessa linguagem complexa, no entanto, não foi decifrado.


Fonte: BBC
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Corpo humano brilha, dizem cientistas

14:27 0

Nesta ilustração, pode-se verificar que o corpo humano, especialmente o rosto, emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia


O corpo humano literalmente brilha, emitindo uma luz em quantidades e níveis muito pequenos que aumentam e diminuem no decorrer do dia, afirmam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão em artigo publicado esta semana na revista científica Plos One.

Pesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu.

Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres.

Esta luz visível difere da radiação infravermelha - uma forma de luz invisível - que vem o calor do corpo.

Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton.

Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus.

A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos - das 10 às 22 horas - por três dias.

Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário.

Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.

Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo - pois é mais exposto à luz solar.

A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.

O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.

"Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal", disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo.


Fonte: Terra /arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Invasão de águas-vivas gigantes

15:16 0
Essa água-viva gigante foi fotografada na Província de Shimane


Uma quantidade incalculável de águas-vivas gigantes, vindas do Mar Amarelo, na China, deve chegar nos próximos meses ao Mar do Japão e causar prejuízos que podem passar dos US$ 320 milhões, segundo estimativas da indústria pesqueira.

Pesquisadores já alertaram que este ano o fenômeno, que acontece desde 2002, vai ter um efeito devastador para os pescadores. Em muitas regiões, a expectativa é de uma queda de 80% na produção.

No país onde a pesca é uma das principais atividades econômicas, o resultado poderá realmente ser desastroso.

As criaturas marinhas, chamadas de Echizen Kurage em japonês ou Nomura, chegam a medir quase 2 metros de diâmetro e pesam mais de 200 quilos.

“Desde o mês passado estamos observando o comportamento de um grupo muito grande que se encaminha para o litoral japonês”, contou à BBC Brasil o biólogo oceanógrafo Shinichi Ue, da Universidade de Hiroshima, que também faz parte de um grupo criado pelo governo para sugerir meios de combater a invasão e diminuir os danos.

“Então, podemos afirmar que a chegada desses animais é inevitável e o Japão será atingido este ano por um ‘tufão’ gigantesco de águas-vivas”, alertou.


Águas-vivas capturadas por redes de pescadores na província de Iwate


Além de estragar as redes de pesca, o animal marinho pode ferir humanos e matar peixes com seu veneno. No passado, uma estação nuclear chegou a parar de funcionar porque a tubulação usada para resfriar os reatores ficou entupida de águas-vivas.


Mudanças radicais


Segundo Ue, o primeiro registro da chegada de grandes quantidades de águas-vivas gigantes ao Mar do Japão foi em 1920. Depois, o fenômeno voltou a acontecer em 1958 e em 1995.

“O ciclo era de aproximadamente 40 anos, mas desde 2002, o país sofre anualmente com a invasão maciça de águas-vivas”, lembra o pesquisador. Em 2005 houve o recorde histórico desses animais nas águas japonesas. “Mas estranhamente, apenas no ano passado elas não vieram”, conta.

Segundo o professor, uma série de causas vem sendo estudada para entender o porquê desse fenômeno.

“Podemos afirmar, por enquanto, que houve uma mudança radical na fauna marinha do mar da China, além da modificação da costa pelo homem, poluição e elevação da temperatura da água do mar”, enumera.

“Mas a principal causa talvez seja a pesca indiscriminada, pois sem concorrência, as águas-vivas têm mais plânctons para se alimentar e, por isso, esses animais se desenvolveram rapidamente.”

Empresas locais têm procurado medidas para conter os prejuízos. Pescadores usam agora redes mais resistentes e cortantes, e cientistas desenvolvem métodos para extrair colágeno dos animais para ser usado em cosméticos e até em comida.

Em 2005, a indústria pesqueira japonesa registrou mais de 100 mil casos de danos causados por águas-vivas gigantes. No pico da invasão naquele ano, cerca de 300 a 500 milhões de animais passaram diariamente pelo Estreito de Tsushima em direção ao Mar do Japão.


Fonte: BBC / arquivosdoinsolito
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aranha gigante da Amazônia vira 'pop star' em exposição no Amazonas

16:09 0
Caranguejeira da família dos terafosídeos pode chegar a 30 cm de diâmetro. Inofensiva ao ser humano, alimenta-se de pequenos animais, como ratos e sapos. Ela pode viver até 15 anos e passar seis meses sem se alimentar. Quando assustada, levanta as patas dianteiras e solta pelos irritantes. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)


Caranguejeira tem 20 cm de diâmetro, mas pode chegar a 30 cm. Veja fotos de alguns aracnídeos comuns na região.

Uma aranha caranguejeira de cerca de 20 cm de diâmetro foi uma das grandes atrações da feira de ciência e tecnologia montada durante a reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Manaus, na última semana.

O animal, que estava exposto no estande do Inpa (Instituto de Pesquisas da Amazônia) junto a outros aracnídeos amazônicos, era uma espécie da família dos terafosídeos, e pode chegar a até 30 cm de tamanho.

Segundo o responsável pela exposição, Thierry Gasnier, a caranguejeira é praticamente inofensiva aos humanos. “Quando está assustada, ela se arma e solta pelos irritantes”, conta o biólogo, que é professor da Universidade Federal da Amazônia (Ufam).


O opilião também não é aranha. Inofensivo, se alimenta de bichos muito pequenos, quase invisíveis a olho nu. Ele é um dos poucos animais que consegue habitar cavernas. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)


Esta outra espécie de caranguejeira, do gênero aviculária, cresce muito mais do que o exemplar da foto. Ela se alimenta de filhotes de pássaros. Assim como a sua ‘prima’ da família dos terafosídeos, é inofensiva. ‘Poderia ser um bicho de estimação’, diz o biólogo Thierry Gasnier. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)



O Amblypygi, apesar de ser um aracnídeo, não pertence à ordem das aranhas. Assim como os caranguejos, ele tem palpos para capturar presas. Seu primeiro par de pernas são usados como antenas. (Foto: Iberê Thenório)



A aranha-pescadora come peixes e outros animais aquáticos, como girinos e pererecas. Ela habita locais úmidos, como várzeas e matas de igapó (florestas de terrenos alagadiços). (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)



As aranhas sociais são da mesma família que a viúva-negra, mas não são perigosas para o ser humano. Elas formam uma teia que parece uma nuvem. Quando um inseto cai na armadilha, atacam em grupo. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)



A armadeira, também conhecida como aranha-macaca, é a única aranha realmente perigosa da exposição do Inpa. Uma picada dela pode matar uma criança ou uma pessoa que tenha alergia ao veneno. ‘De forma geral, ela evita contato’, afirma o biólogo Thierry Gasnier. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)



Além da aranha gigante, Gasnier mostrou em Manaus mais seis espécies de aracnídeos. Segundo o cientista, é importante estudar esses animais, pois muitos deles são perigosos e é necessário saber como agir em caso de acidentes.

“Elas também produzem substâncias que podem ter aproveitamento econômico. Há pesquisas para retirar antibióticos da aranha armadeira, por exemplo. Os venenos têm um potencial enorme para produzir remédios”, conta.


Fonte: globo.com / arquivosdoinsolito
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