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sábado, 7 de novembro de 2009

Mistério geológico proposto por Darwin é resolvido

16:58 0
Charles Darwin, conhecido principalmente pela evolução e seleção natural, se considerava um geólogo


Em junho de 1833, Charles Darwin pediu ao capitão da embarcação HMS Beagle que atrasasse a partida de Tierra del Fuego para que ele pudesse estudar um grupo estranho de rochedos de granito que ele havia encontrado na costa da Bahía San Sebastian.

"Um deles, com um formato de celeiro, tinha 14 metros de circunferência e se projetava 1,5 metro acima da praia", ele posteriormente escreveu.

"Havia muitos outros com metade desse tamanho e eles devem ter viajado pelo menos 144 km de seu rochedo de origem."

O que tornava os rochedos incomuns era que, fora as cerca de 500 grandes rochas espalhadas em uma região longa em forma de banana, não havia outros rochedos nas proximidades. Darwin ficou perplexo. Como as rochas haviam chegado lá?

"Darwin é conhecido principalmente pela evolução e seleção natural", diz Edward Evenson, geólogo glacial da Universidade Lehigh em Bethlehem, Pensilvânia - mas seus interesses eram mais amplos.

"Darwin se considerava um geólogo", Evenson disse em recente encontro da Sociedade Geológica da América em Portland, Oregon.

Na América do Sul, as rochas misteriosas não foram tudo que Darwin encontrou. Ele também viu paisagens praianas, centenas de metros acima das águas do Pacífico de hoje.

Ele viu rochas incrustadas em gelo glacial e ouviu pelo menos um relato de um iceberg rochoso flutuando no alto mar.

Os rochedos, ele concluiu, haviam se desprendido de montanhas e foram levados por geleiras mar adentro.

Os icebergs encalharam nos bancos de areia, derreteram e depositaram sua carga rochosa no leito do mar, onde uma elevação subsequente ergueu as rochas sobre as ondas.



Em forma de picles



Era uma boa teoria, mas infelizmente, disse Evenson, que recentemente revisitou o local como parte de um projeto de mapeamento, ela não funciona.

Para começar, ele disse, existe outro grupo similar de rochas em um lugar chamado Bahía Inútil. Esse grupo era composto de mil grandes rochedos, também espalhados por uma zona alongada, cujo contorno Evenson comparou a um picles ou pepino em conserva, com oito quilômetros de extensão e dois quilômetros de largura. "Darwin nunca viu essas rochas", ele disse.

Se ambos os grupos tivessem sido carregados por icebergs, esses icebergs teriam que ser extraordinariamente parecidos.

No entanto, ambos os grupos de rochas eram angulares, indicando que haviam sido carregados no topo do gelo, ao invés de empurrados em sua parte frontal.

"Onde grandes rochedos angulares são carregados por geleiras hoje?", Evenson perguntou. "Em deslizamentos de pedras."

O formato da área onde estavam os rochedos deu outra pista: como o fluxo das geleiras é mais rápido no centro do que nas beiradas, fragmentos de deslizamentos tendem a se estender em elipses cada vez mais longas enquanto descem um vale.

Finalmente, ele disse, a rocha deve ter caído sobre a geleira em algum lugar acima da zona onde a neve derrete mais rápido do que se acumula.

Daí para cima, Evenson disse, as geleiras tendem a ser côncavas, possibilitando que as rochas deslizem para longe.

Em altitudes mais baixas, as geleiras tendem a ser mais convexas, aprisionando as rochas perto das beiradas.

Juntando todas essas pistas, Evenson foi capaz de determinar três possíveis locais de origem da queda das rochas, sendo que a mais provável delas fica ao lado de um afluente chamado Parry Glacier, a 200 quilômetros dos locais atuais dos rochedos.

Quando o fluxo de um grupo mais ou menos circular de rochas surge a partir desse local, ele disse, "acabamos com um picles em Bahía Inútil e uma banana em San Sebastian".

Outros cientistas ficaram impressionados. "Foi bem convincente", disse Kevin Padian, curador do Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Ele observa, no entanto, que Darwin não estava completamente errado. "Ele acertou na ideia geral de onde (as rochas) vieram e em qual direção elas estavam indo, mas não percebeu que elas foram carregadas por uma geleira", Padian disse. "Ele achou que elas foram carregadas por icebergs."


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cientistas acham centenas de ovos de dinossauro na Índia

19:32 0






Geólogos anunciaram nesta quinta-feira a descoberta de centenas de ovos de dinossauro em uma vila no sul da Índia.

Eles afirmam que os ovos dos dinossauros saurópodes (quadrúpedes, herbívoros, geralmente com corpo grande, pescoço longo e cabeça pequena) teriam mais de 65 milhões de anos de idade.

A descoberta aconteceu por acaso. A equipe de cientistas estava escavando um local para achar o leito de um antigo rio no Estado de Tamil Nadu. Ao perfurar a terra, eles acharam camadas de ovos fossilizados.



Fotos e amostras foram enviadas para análise nos Estados Unidos, Europa e Índia, e pesquisadores confirmaram que os ovos fossilizados eram de dinossauros.


Descoberta importante


Os ovos, que estavam depositados em ninhos de areia, têm entre 13 cm e 23 cm de diâmetro.

O pesquisador M U Rumkumar, que liderou a equipe, disse à BBC que os ovos podem ajudar a resolver o mistério sobre a extinção dos dinossauros.

"A importante descoberta é que estes ovos foram encontrados em diferentes camadas, o que significa que os dinossauros retornavam a este local ano após ano", disse Ramkumar.

"A segunda coisa importante é que nós achamos cinzas vulcânicas depositadas nos ovos, o que sugere que atividade vulcânica poderia ter causado a extinção. Outra coisa que descobrimos é que todos esses ovos são inférteis. Nós precisamos fazer novas análises para aprender mais."


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nasa divulga imagem de lago brasileiro captada do espaço

14:53 0
O lago Erepecu (metade superior da imagem) corre paralelo ao rio Trombetas, um traçado ondulante ao longo da metade inferior da foto


A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira uma imagem do Erepecu, um lago com cerca de 38 km de comprimento localizado na floresta amazônica (norte do Brasil), captada por um astronauta na Estação Espacial Internacional (ISS).

O Erepecu corre paralelo ao baixo rio Trombetas que, na fotografia, serpenteia ao longo da metade inferior.

Segundo a agência, as massas de água na Amazônia muitas vezes são tão escuras que podem ser difíceis de distinguí-las do verde uniforme da floresta.

No entanto, a fotografia captada na última segunda-feira identifica os reservatórios de água detalhadamente devido ao reflexo da luz do sol sobre a superfície da água.

No canto inferior direito da imagem (onde aparece o solo avermelhado da Amazônia), também pode ser visto o aeródromo de Porto Trombetas, na margem sul do rio.

O Trombetas é um rio com cerca de 710 km e tem como principais afluentes o rio Cafuini, na Guiana, e o rio Anamu, na fronteira entre Guiana e Suriname.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Terra emite som natural que é mais alto na Europa e Américas

15:07 0


A Terra tem um zunido e as principais fontes do som são a costa oeste da Europa e partes das América, diz um novo estudo.

Desde 1998, pesquisadores sabem que a Terra emite um som de baixa frequência que não é ouvido por humanos.

As ondas sonoras são registradas por instrumentos usados para detectar terremotos mesmo quando não há ocorrência de tremores.

A equipe que descobriu o zunido da Terra sugeriu que o som poderia ser causado por ar turbulento que atinge a superfície.

Estudos posteriores, no entanto, concluíram que o zunido é gerado por ondas ao longo das linhas costeiras, disse Peter Bromirski, da Instituição Scripps de Oceanografia em La Jolla, Califórnia.

Esses estudos haviam registrado um aumento na intensidade do zunido quando ondas geradas por tempestades atingiam as regiões costeiras, mas ninguém havia apontado exatamente quais regiões estavam envolvidas.


Vibrações da costa oeste


Para seu novo estudo, Bromirski e seu colega da Instituição Scripps, o cientista Peter Gerstoft, coletaram dados entre novembro de 2006 e junho de 2007, por meio de um arranjo de sensores baseados nos EUA, capazes de ler a atividade sísmica global.

A dupla descobriu que o zunido é mais intenso ao longo da costa do Pacífico da América do Norte e Central e da costa oeste da Europa.

Isso se enquadra na teoria de que o zunido está ligado a condições de tempestade, visto que grandes ondas de tempestade frequentemente atingem as costas da Europa e da América do Norte, disse Bromirski.

"A região surpreendente foi a costa do Pacífico da América Central", que não é conhecida por ter tempestades excepcionais, ele disse.

Mesmo assim, a análise de dados mostrou que a intensidade do zunido aumentava quando essa região era atingida por ondas de tempestade geradas no Oceano Pacífico Sul.

"Sempre que (as tempestades do Pacífico Sul) acontecem, elas iluminam quase simultaneamente uma vasta extensão da linha costeira (da América Central)", disse Bromirski.

As ondas sonoras do zunido de baixa frequência podem penetrar profundamente na Terra, por isso Bromirski espera que, no futuro, os pesquisadores sejam capazes de usar o zunido como uma ferramenta natural para estudar o interior do planeta.

"Mas primeiro", ele disse, "é preciso entender qual é o mecanismo da fonte (das ondas sonoras), onde elas estão sendo geradas."

As descobertas foram publicadas no periódico Geophysical Research Letters.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cientistas desvendam mistério do carbono perdido

15:49 0
Reações químicas entre partículas de carbono e oxigênio podem explicar por que a Terra tem muito menos carbono em suas rochas do que seria esperado



Misteriosamente, a Terra tem muito menos carbono em suas rochas do que seria esperado, considerando as quantidades disponíveis do elemento nas regiões de formação de planetas de nossa galáxia.

Mas um novo modelo sugere que reações químicas entre partículas de carbono e oxigênio podem ser a explicação.

Planetas surgem dos discos de gás e poeira que se unem ao redor de estrelas. O gás e a poeira nesses discos constituem o meio interestelar que forma o espaço entre estrelas em galáxias, com a poeira contendo partículas ricas em carbono e silicato.

Apesar da superfície verde e rica em carbono de nosso planeta, o manto da Terra é muito pobre em carbono se comparado à quantidade encontrada no meio interestelar.

Meteoritos, considerados os blocos de construção de nosso planeta, também apresentam pouco carbono, ao contrário de cometas, formados a uma distância maior do Sol.

Inversamente, o silício parece conseguir passar do meio interestelar, do qual os planetas se formam, para o corpo do planeta.

Astrônomos se esforçavam para compreender completamente a falta de carbono no manto terrestre e em meteoritos.

Agora, Ted Bergin, da Universidade de Michigan, Ann Arbor, desenvolveu um modelo que pode explicar o que aconteceu com o carbono.

Ele apresentou suas ideias no recente congresso da União Internacional de Química Pura e Aplicada, em Glasgow, Reino Unido.


Dreno de partículas


A evaporação das partículas primordiais ricas em carbono do disco era uma das teorias anteriores para explicar por que todo o carbono do meio interestelar não havia chegado ao material que formou a Terra.

Mas, para esse modelo funcionar, as temperaturas deveriam estar a pelo menos mil graus Kelvin, uma temperatura inalcançável na Terra considerando sua distância do Sol.

Bergin, com Jeong-Eun Lee, da Universidade de Sejong, na Coreia do Sul, e seus colegas desenvolveram um modelo dos processos químicos que poderiam estar ocorrendo no disco para determinar a temperatura do oxigênio e o local em que essas reações estariam acontecendo.

Bergin afirma que a superfície do disco já foi quente, embora nem de perto tão quente quanto os 1,2 mil graus Kelvin necessários para evaporar carbono.

Neste cenário, existem átomos de oxigênio que reagem com as minúsculas partículas de carbono, mas não com os silicatos.

Essas partículas têm cerca de um décimo de micrômetro de diâmetro. Por causa dessa reação, a parte intermediária do disco, onde os planetas são formados, teria se esvaziado de carbono.

"A reação é oxigênio se chocando com partículas de carbono e ejetando carbono", diz Bergin. E isso pode ocorrer a cerca de 500 Kelvin, explica ele.

Distante de uma fonte de calor, a reação entre oxigênio e carbono seria bem mais lenta, o que explica a razão de planetas como Marte não apresentarem déficit de carbono.


Salva-vidas


Mike Jura, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, considera o modelo muito plausível. "Em amostras aleatórias de matéria interestelar, espera-se encontrar muito carbono", afirma ele.

Jura concorda que o modelo que sugere a evaporação de carbono é falho: "Não estamos nem perto de 1,2 mil Kelvin. E isso exige muito calor." O modelo químico de Bergin ajuda a descartar a necessidade de calor, diz ele.

Se o novo modelo estiver correto, espera-se constatar carbono em abundância na parte gasosa do disco do qual os planetas são formados.

Ele trabalha agora em uma forma de detectar esse carbono astronomicamente e espera no futuro testar a teoria.

E todo o carbono extra na parte gasosa do disco liberado no modelo pode ter ajudado a formar a vida, sugere Jura.

"Está muito claro que se a Terra ficasse com todo o carbono disponível, creio que isso representaria um certo problema para a formação da vida", afirma Bergin. "Nós teríamos um excesso de efeito estufa e a água teria evaporado."


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Oceanos podem estar escondidos sob a crosta da Terra, indica estudo

14:13 0
Cientistas dizem que poderia haver mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos juntos



Um estudo que mediu a eletrocondutividade no interior do planeta indica que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra.

A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade.

Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre - região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo - poderiam ser um indício da presença de água.

Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature.

As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas - blocos rígidos que compõem a superfície da Terra - entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto.

Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade.

"Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água", disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.


Mistério geológico


Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto.

"Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra", disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert.

"Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados."

Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.

A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações.

A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afetar o que acontece na superfície do planeta.

E se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá.

"Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?", pergunta Schultz.

"E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas".

Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.

Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.


Fonte: BBC/arquivosdoinsolito
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sábado, 15 de agosto de 2009

Cientistas estudam maneiras artificiais de resfriar a Terra

14:15 0

O presidente Barack Obama e os demais líderes do Grupo dos 8 (G8) decretaram na semana passada que a temperatura média do planeta não deve subir em mais de 1°C ante a média atual.

Mas e se a Mãe Natureza não tiver recebido a mensagem? Como escapar ao calor, no futuro?

Duas opções. Plano A: continuar discutindo a questão do clima. Essa vem sendo a abordagem preferida na Europa Ocidental, pelas duas últimas décadas.

Os líderes da região gostam de prometer um ao outro que manterão a temperatura mundial sob controle por meio do reduções drásticas nas emissões de carbono.

Mais tarde, quando as emissões sobem do mesmo jeito, eles se reúnem para fazer novas promessas e declarar que, dessa vez, estão realmente falando sério.

Plano B: fazer alguma coisa quanto ao clima. Originalmente conhecida como geoengenharia, essa abordagem costumava ser descartada como fantasia digna da ficção científica: refrigerar o planeta por meio de partículas que bloqueiem o sol ou cortinas; alterar a composição das nuvens de forma a torná-las mais reflexivas; remover vastas quantidades de carbono da atmosfera.

Hoje essa abordagem é conhecida pelo nome de "engenharia climática", um nome bem menos grandioso, e algumas de suas propostas começam a parecer praticáveis.

Diversas revisões recentes sobre essas ideias concluíram que refrigerar o planeta poderia ser viável em termos técnicos e ter custo acessível em termos econômicos.

Muita gente continua cética, mas até mesmo essas pessoas vêm apelando por mais pesquisas quanto às possibilidades da engenharia climática.

Os céticos compreensivelmente temem as consequências inesperadas que a manipulação do termostato do planeta poderia acarretar, mas temem igualmente a possibilidade - que eu definiria como quase certeza - de que os líderes políticos nada façam por reduzir as emissões mundiais de carbono.

A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e a Royal Society britânica estão preparando relatórios sobre engenharia climática, e o governo Obama prometeu levar a alternativa em conta.

Mas até o momento o apoio governamental a pesquisa e desenvolvimento foi nulo - certamente muito inferior às dezenas de bilhões de dólares concedidos para os programas ecológicos de energia e outras ideias cujos efeitos sobre o clima demorariam décadas a se fazer sentir.

Com verbas da ordem de talvez US$ 100 milhões, os engenheiros climáticos poderiam começar a testar suas ideias dentro de cinco anos, diz Ken Caldeira, da Carnegie Institution for Science.

Caldeira é membros do grupo de estudos sobre engenharia climática que se reuniu no ano passado no Instituto Kavli de Física Teórica, sob a liderança de Steven Koonin, que hoje é subsecretário de ciência no Departamento de Energia dos Estados Unidos.

O grupo acaba de lançar um relatório no qual analisa o uso de partículas de aerossol para refletir de volta ao espaço a radiação solar de ondas curtas.

As partículas poderiam ser lançadas à estratosfera a fim de reproduzir os efeitos do aerossol que resulta de eventos como a erupção vulcânica do Monte Pinatubo, em 1991, que resultou em uma queda mundial de temperatura da ordem de meio grau.

Da mesma forma que as consequências da erupção, os efeitos do projeto desapareceriam com a queda das partículas de volta à Terra.

Manter o planeta constantemente refrigerado (ao menos até que as emissões se reduzissem) poderia custar US$ 30 bilhões ao ano, caso as partículas sejam disparadas por unidades militares de artilharia, ou US$ 8 bilhões ao ano se forem dispersadas na atmosfera por aviões, de acordo com o relatório.

A ideia de até mesmo testar um sistema como essa assusta as pessoas, e alguns cientistas argumentam que as pesquisas de engenharia climática deveriam se realizar apenas no campo teórico.

Mas Caldeira diz que testes em pequena escala - talvez uma experiência projetada para produzir um ligeiro resfriamento no Ártico - seriam mais seguras do que a inação.

"O pior cenário", ele diz, "seria aquele em que você tem um sistema não testado que seria necessário acionar rapidamente, e em larga escala, em um esforço desesperado para evitar alguma forma de crise climática.

Seria muito melhor começar a testar em breve, em pequena escala, e observar o que acontece quando o sistema é acionado". Quanto mais cedo começarmos, ele calcula, mais delicadamente poderíamos proceder.

"Devido à variabilidade natural do tempo e do clima, quanto menor a experiência, por mais tempo ela precisa ser observada de modo que o sinal se torne mais perceptível que o ruído", declarou Caldeira. "Se o período de teste for curto, seria necessário bater no sistema com um martelo".

Alguns cientistas afirmam que é impossível calcular o custo/benefício dessas propostas de engenharia porque as consequências adversas são desconhecidas e potencialmente grandes.

Nenhum político desejaria interferir diretamente com o clima e levar a culpa pela próxima seca ou furacão.

Mas caso o clima esquente muito pode haver forte pressão política por ação rápida. E a engenharia climática não requer ação unânime ou aplicação rigorosa em todo o mundo.

Em lugar de dependermos das promessas dos políticos, seria mais fácil para nós lidar diretamente com o ar quente da Mãe Terra.


Fonte: Terra/arquivosdoinsolito
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sábado, 8 de agosto de 2009

Fenômeno geológico gera curiosidade em Iúna, Espírito Santo

13:41 0

Um fenômeno foi descoberto na Fazenda da Ponte, propriedade dos filhos do falecido Orozimbo Leocádio no córrego do Bonsucesso, interior de Iúna.

No início dessa semana, Darci Leocádio, proprietário da sede da fazenda, resolveu fazer um desaterro e depois de rebaixar o terreno a três metros, foi descoberta uma camada de terra contendo setenta orifícios com sinal de queimadura.

O fato gerou curiosidade a centenas de moradores de Iúna. De acordo com o irmão do proprietário, embaixo das perfurações existe uma cratera. Eles estão à espera da chegada de um geólogo para acompanhar a escavação e descobrir o que pode existir por baixo do terreno.


Fazenda da Ponte

Os orifícios são de tamanhos diferentes, sendo que alguns podem medir pouco mais de dez centímetros de diâmetros e outros chegam a cinquenta centímetros.

A profundidade deles é de no máximo trinta centímetros, sendo que ao introduzir um cano percebe-se um vácuo de mais de um metro de profundidade.

Pela quantidade de terra acima desse terreno, nota-se que é um fenômeno antigo, datado da época dos índios ou de outras povoações.

Para os moradores das proximidades, o fato vem acompanhado de um certo misticismo, associando-se às lendas contadas da época da escravatura e das aparições de assombrações na fazenda. A chegada do geólogo é aguardada com muita expectativa pelos parentes e moradores.


Fonte: CUB/A Notícia do Caparaó / arquivosdoinsolito
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Terra pode abrigar combustíveis "não fósseis" em seu interior

16:31 0


A receita padronizada para petróleo e gás natural é simples: tome restos de plantas ou animais, soterre-os sob camadas da crosta terrestre, aumente a pressão e temperatura e cozinhe por muito, muito tempo.

Mas um estudo recente sugere que a Terra pode estar cozinhando praticamente o mesmo produto final de outra maneira, com algumas substituições de ingredientes.

Ao imitar as condições extremas encontradas nas profundezas da Terra, cientistas criaram cadeias de carbono e hidrogênio que produzem os chamados combustíveis fósseis - mas sem os fósseis.

O feito pode ser um estímulo para uma teoria heterodoxa, segundo a qual a Terra talvez abrigue volume significativo de combustível abiótico, ou seja, formado sem a contribuição de organismos que um dia viveram, e formado bem abaixo da posição das camadas convencionais de petróleo.

Os especialistas acautelam, no entanto, que mesmo que essas reservas existam, explorá-las comercialmente pode representar um desafio.


Diamantes e lasers



A maioria do petróleo atual vem de depósitos encontrados a entre cinco e oito quilômetros de profundidade.

Mas Vladimir Kutcherov e seus colegas desejavam determinar se combustíveis fósseis podiam ser formados em profundidades nas quais não existe matéria orgânica - a exemplo do manto superior da crosta terrestre, a profundidades de entre 65 e 150 km.

Como matéria-prima, a equipe começou com metano - um componente do gás natural - previamente produzido em laboratório com apenas água e minerais como componentes.

Os cientistas esmagaram o metano "artificial" entre dois diamantes e o aqueceram com laser para criar as condições que supostamente existem no manto terrestre - ainda que com um "período de cozimento" muito menor do que aquele que seria necessário na natureza.

A técnica de laboratório criava pressões mais de 20 mil vezes superiores às encontradas no nível do mar e temperaturas superiores a 1.300 graus.

Sob essas condições, o metano reagia de maneira a produzir uma mistura de etanol, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite.

"Não se trata apenas de uma mistura artificial de hidrocarbonetos", disse Kutcherov, do Real Instituto Sueco de Tecnologia. "A mistura também é muito similar à composição do gás natural".

O etano feito em laboratório sujeito às mesmas condições de temperatura e pressão produzia metano, de acordo com o relatório da equipe, publicado pela versão online da revista Nature Geoscience.

A reversibilidade sugere que um ciclo de produção de hidrocarbonetos poderia estar em curso nas profundezas do manto terrestre, disse Kutcherov.


Nova fonte de energia?


O estudo trata da controvertida teoria, inicialmente proposta por geólogos soviéticos nos anos 50, de que as profundezas da Terra detêm reservas de petróleo formadas por apenas minerais e água.

Alguns cientistas chegaram a sugerir que material desses reservatórios mais profundos ocasionalmente migra para a superfície e pode ajudar a reabastecer campos de petróleo conhecidos.

Henry Scott, da Universidade de Indiana em South Bend, foi parte de uma equipe que em 2004 produziu metano inorgânico com base em mármore, sob condições que simulavam as das "profundezas da Terra".

A produção de hidrocarbonetos mais pesados a partir do metano é "um grande passo adiante", diz Scott, que não participou do novo estudo.

O trabalho faz com que pareça cada vez mais provável que alguns hidrocarbonetos abióticos possam se formar nas profundezas da terra.

No entanto, acautelou o cientista, há pouco que sugira que quantidades comercialmente viáveis de petróleo, gás e outros hidrocarbonetos tenham origens não fósseis.

"Existe um conjunto esmagador de provas de que os depósitos comerciais se formam com base na decomposição de organismos um dia vivos", ele afirmou.


Fonte: Terra / arquivosdoinsolito
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vida animal nasceu nos lagos e não nos mares, dizem cientistas

15:17 0
Pesquisadores coletam amostras da Formação de Doushantuo, no Sul da China


Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia afirma que a vida animal pode não ter surgido nos mares, como se pensava, mas nos lagos.

A hipótese surgiu depois que os pesquisadores analisarem os componentes químicos dos sedimentos em que estão conservados os restos dos primeiros animais. As informações são do Live Science.

Os materiais estudados foram coletados da Formação de Doushantuo, no Sul da China, considerado o maior cemitério fóssil das primeiras formas de vida complexas, datadas de há 600 milhões de anos.

"A nossa primeira descoberta foi a abundância de um mineral argiloso chamado esmectite", indicou Tom Bristow, um dos autores do estudo, citado no comunicado oficial da Universidade da Califórnia.

Formação de Doushantuo


"Nas rochas com esta idade, a esmectite está normalmente transformada em outros tipos de barro. Esta não sofreu qualquer transformação e tem uma química especial.

Para a esmectite se formar, são necessárias condições específicas na água - condições normalmente encontradas em lagos salgados e alcalinos", disse Bristow.

"Todas as análises mostram que os minerais nas rochas e os químicos não são compatíveis com depósitos em água do mar", concluiu. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os investigadores se mostraram surpresos com a descoberta, uma vez que este é um ambiente mais instável que os mares.

"Sabemos que a vida nos oceanos é muito diferente da vida nos lagos e, pelo menos no mundo moderno, os oceanos costumam ser ambientes mais estáveis e consistentes face aos lagos, que tendem a ser elementos de curta duração quando comparados, por exemplo, com o período da evolução", explicou Martin Kennedy, outro autor do estudo.

No entanto, os investigadores não descartam a possibilidade de virem a ser descobertos organismos mais antigos que se desenvolveram nos mares.

Ou ainda, uma vez que os lagos são isolados e não têm ligação uns com os outros, de terem existido "evoluções paralelas".


Fonte: Terra / arquivosdoinsolito
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Aquecimento global 'beneficiou Império Inca', diz estudo

19:22 0

Um estudo de sedimentos encontrados na região de Cuzco, no Peru, sugere que o antigo Império Inca se beneficiou de um período de aquecimento global que durou cerca de 500 anos - exatamente na época em que aquela civilização conheceu seu maior apogeu.

O estudo, coordenado pelo pesquisador Alex Chepstow-Lusty, do Instituto Francês de Estudos Andinos em Lima, capital peruana, analisou como a evolução social e econômica verificada durante os anos incas se relacionam às mudanças climáticas nos Andes no mesmo período.

A conclusão é que séculos de temperaturas elevadas melhoraram as condições agrícolas e permitiram o cultivo de alimentos para sustentar uma população crescente e um exército poderoso.

O estudo analisou uma seqüência de sedimentos do lago Marcacocha, localizado 12 km ao norte de Ollantaytambo, um dos grandes assentamentos incas, contendo evidências das mudanças climáticas ao longo de milênios.

A pesquisa foi publicada no número atual na revista científica Climates of the Past.


Evidências


Durante a maior parte do primeiro milênio depois da era cristã, os sedimentos indicaram pouca presença de agricultura sustentada no lago, o que corresponderia a um período relativamente frio na região.

A partir do ano 880, entretanto, os sedimentos passam a indicar um período de seca, que teria ocasionado a redução do volume do lago e eliminado duas culturas rivais andinas, os Wari e os Tiwanaku.

A elevação da temperatura nos Andes a partir de 1100 foi, na visão dos pesquisadores, literalmente o divisor de águas na evolução da civilização inca.

O derretimento das geleiras coincide com o advento de técnicas de irrigação que permitiram aos incas elevar sua produtividade agrícola e alcançar altitudes mais elevadas.

"Essa condição de aquecimento teria permitido aos Incas explorar as atitudes mais elevadas (após o ano 1150), construindo terraços agrícolas que empregavam irrigação alimentada por geleiras, em combinação com técnicas agroflorestais deliberadas", escreveram os pesquisadores.

Os pesquisadores relataram diversas evidências de pastos para llamas ao redor do lago entre 1100 e 1400, assim como de plantações de batatas nas áreas mais elevadas e de milho nos locais mais baixos.

Além disso, eles verificaram níveis altos de pólen da Alnus acuminata, uma árvore andina cuja ocorrência está ligada ao reaproveitamento de solos agrícolas degradados.

Isto tendeu a desaparecer a partir do século 16, coincidindo com a chegada dos colonizadores espanhóis, em 1532.

"No contexto de doenças e de uma população decrescente, as comunidades foram forçadas a migrar ou a trabalhar sob o sistema de encomienda (escravidão por dívidas)", afirmaram os pesquisadores.

"A paisagem anteriormente cultivada rapidamente cresceu de forma descontrolada e os canais de irrigação e os terraços não mais foram mantidos, caindo em desuso."

Quando a ocupação agrícola da área voltou a ocorrer, após 1600, a ocupação se deu de forma bastante diferente, com os europeus trazendo seus próprios animais e técnicas agrícolas para a zona.


Conclusões


Para os pesquisadores, as evidências permitem estabelecer uma relação entre o desenvolvimento da civilização inca e as mudanças climáticas ocorridas nos Andes, sobretudo nos 400 anos mais significativos do império.

"Embora este crescimento meteórico tenha sido em parte devido à adoção de estratégias sociais inovadoras, apoiadas por uma grande força de trabalho e um exército poderoso, sustentamos que isto não teria sido possível sem o aumento da produtividade das colheitas, que está ligada a condições climáticas mais favoráveis", eles escreveram.

Eles chamaram atenção para o fato de que o aquecimento na região do lago Marcacocha é apoiado por evidências semelhantes em outras regiões dos Andes.

É cada vez maior a atenção dada por pesquisadores a um período de temperaturas globais maiores entre os séculos 9º e 14º da Idade Média em relação aos tempos modernos.

"A visão prevalente desse intervalo é a de que temperaturas elevadas foram experimentadas com certa intermitência e que, em certas regiões, se caracterizou por anomalias climáticas como secas prolongadas, aumento do nível de chuva e ventos de monções mais fortes", afirmaram.

Para eles, as evidências colhidas no lago Marcacocha não só reforçam os estudos sobre este fenômeno - que ainda é objeto de discussões no meio acadêmico - como apontam para um efeito positivo dele.

Para os cientistas as conclusões de quase mil anos atrás podem ser úteis no mundo de hoje. "Pode haver lições importantes para gerar desenvolvimento rural sustentado nos Andes à luz da futura incerteza climática", eles disseram.


Fonte: BBC / arquivosdoinsolito
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Geólogo data nascimento do Amazonas

18:37 0

O rio Amazonas acaba de ganhar uma certidão de nascimento. Segundo ela, o curso d'água mais volumoso da Terra nasceu há 11,8 milhões de anos.

A adolescência e a fase adulta do rio-mar também estão descritas no estudo, publicado no periódico "Geology".

Ele é assinado por Jorge Figueiredo, geólogo da Petrobras que atualmente cursa doutorado na Universidade de Liverpool (Reino Unido) e colaboradores.

Toda a história de vida do Amazonas está baseada em análises paleontológicas (fósseis de animais e pólen) e de proveniência sedimentar, feitas em amostras coletadas em poços perfurados no oceano Atlântico, na foz do rio.



De acordo com Figueiredo, existia um pequeno rio antes de 11,8 milhões de anos, no período chamado pelos geólogos de Mioceno Médio (Na África, nessa época, o gênero humano nem existia). Mas ele drenava apenas a parte oriental da atual região amazônica.

Do lado ocidental, onde hoje estão o Peru, a Colômbia e os Estados do Amazonas e do Acre, havia um tipo de pantanal, uma grande área inundada.

"Separando essas duas áreas existia uma região um pouco mais elevada que as grandes planícies amazônicas, a oeste de Manaus", diz Figueiredo.

A situação, entretanto, começaria a mudar há 11,8 milhões de anos, diz o geólogo. De um lado, por causa do aumento do manto de gelo na Antártida, o mar começou a descer -uma queda de cerca de 120 metros em média em relação ao nível atual.

De outro, a poderosa cordilheira dos Andes exibia quase toda sua força, elevando-se a alturas próximas das atuais.

Esses dois processos, que terminaram há aproximadamente 11,3 milhões de anos, fizeram com que os lagos do lado oeste fossem conectados ao riozinho do lado leste. O Amazonas, agora transcontinental, estava pronto para crescer e aparecer.

Na infância do rio, entre 11,8 milhões e 6,8 milhões de anos, ainda havia um número muito grande de lagos ao longo do Amazonas, cujo curso era sinuoso, como o de vários rios pequenos da região hoje. Os sedimentos carregados pelas águas do rio acabavam sendo depositados no continente.

Na sua adolescência, como os Andes subiram ainda mais, havia mais sedimento para ser transportado. E eles começaram a chegar em maior quantidade ao oceano, obliterando os lagos no caminho.

Há 2,4 milhões de anos o Amazonas entrou na fase adulta. O riacho cheio de meandros de outrora tornou-se o rio mais caudaloso do mundo.

Cálculos do projeto Piatam (Petrobras) mostram que o rio lança todos os anos no Atlântico 6,3 trilhões de metros cúbicos de água (16% de toda a descarga mundial de água doce no mar) e 1,2 bilhão de toneladas de sedimento. É tanto entulho que a foz do Amazonas pode até estar afundando poucos milímetros por ano.

"Era sabido que a evolução do Amazonas dependeu do tectonismo [elevação] dos Andes. O artigo científico, entretanto, apresenta uma idade mais fechada [para o nascimento do rio]", diz Michel Mahiques, professor do Instituto Oceanográfico da USP e especialista em oceanografia geológica.

Segundo Figueiredo, os dados atuais estão em desacordo com uma hipótese levantada por outro grupo de pesquisa --a de que o rio Amazonas, há 5 milhões de anos, corria ao contrário, do Atlântico para aquilo que começava a ser os Andes.,


Fonte: Folha Online / arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Americanos descobrem verdadeiro sexo de múmia de 2 mil anos

11:53 0




Quatro múmias do Museu do Brooklyn, incluindo a do príncipe real de Tebas (foto), foram escaneadas em computador



Pesquisadores do Museu do Brooklyn, em Nova York, descobriram que a múmia com cerca de 2 mil anos que se acreditava ser de uma mulher, batizada de "Lady Hor", na verdade deve ser chamada de "Sir Hor", informaram jornais locais nesta terça-feira.


A identificação foi feita depois que os egiptólogos americanos e especialistas do hospital universitário de Manhasset submeteram a múmia a uma tomografia computadorizada.


Pasebakhainipet



Embora o cadáver embalsamado tivesse a figura de uma mulher pintada na cobertura de linho, o corpo apresenta a anatomia de um homem, afirmou o radiologista Jesse Chusid ao site do jornal Newsday. Segundo Chusid, "foram identificados os órgãos pélvicos masculinos".

"Sir Hor" é uma das quatro múmias exibidas pelo Museu do Brooklyn. As raridades foram todas escaneadas por computador para os especialistas coletarem informações sobre as identidades, causas das mortes e práticas funerárias antigas.

Entre elas, também está a múmia de Pasebakhainipet, príncipe real de Tebas - cidade do Antigo Egito que foi capital durante o Império Novo. O exame também mostrou que o coração de Pasebakhainipet está em ótimo estado de conservação.




Fonte: Terra
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sábado, 20 de junho de 2009

As pedras respiram

13:44 0


Cientistas descobrem que para elas o gás carbônico é vital e planejam acelerar esse processo de absorção para aliviar a poluição.

A natureza surpreende a ciência. Alguns gases, para nós, são a morte. Esses mesmos gases, para pedras e rochas, são a vida - e funcionam como alimento essencial para o seu crescimento.

Essa é a constatação de cientistas americanos da Universidade de Colúmbia que acabam de descobrir o potencial de determinadas cordilheiras conhecidas como peridotito, ricas nos minerais olivina e serpentina - elas absorvem, porque precisam absorver para sobreviver, enormes quantidades de gás carbônico (CO2), o principal causador do efeito estufa.

Melhor do que isso, novamente para nós, é saber que o mundo está repleto dessas rochas e pedras.

Em um amplo mapeamento feito na semana passada, os pesquisadores apontam que só nos EUA são 15,5 mil quilômetros de peridotitos que "respiram" toneladas de CO2.

Em outros lugares do mundo como as ilhasdo Pacífico, Grécia e Arábia existem aproximadamente 46 mil quilômetros desse material geológico.

Somente em Omã, por exemplo, uma área do tamanho do Estado de Alagoas é ocupada por peridotitos que, antes de chegarem à superfície, crescem sob a crosta terrestre alimentando-se de nossa poluição - e dela precisando.


O estudo foi publicado na revista americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) e já está sendo indicado por muitos cientistas como uma das prováveis alternativas ao aquecimento global.

Segundo eles, o fenômeno começa na região conhecida como manto terrestre, isso a 20 quilômetros de profundidade.

Ali, quando a rocha está em fase de crescimento, algumas lascas de peridotito se desprendem e são empurradas pela pressão dos gases internos para a crosta terrestre, absorvendo o gás carbônico que reage com os minerais.

Forma-se então um carbonato sólido tal como mármore ou calcário. Naturalmente, esse processo absorve cerca de 100 mil toneladas de poluentes por ano.

"Isso é pouco para ajudar o planeta, mas podemos fazer com que muito mais CO2 seja absorvido", diz o coordenador do estudo, o geólogo Sam Krevor.

Em laboratório, ele e sua equipe aceleraram esse processo moendo rochas e acrescentando um catalisador (citrato de sódio) para dissolvê- las.

"Imediatamente as rochas voltaram a se formar e tudo aconteceu em questão de minutos com a absorção do gás carbônico", diz Krevor.

Para que esse ambicioso plano dê certo, os cientistas sugerem a perfuração do solo e a injeção de água quente com gás carbônico pressurizado.

A ideia é armazenar em cilindros, por exemplo, o gás poluente de uma indústria e, então, pressurizá-lo.

O calor acelera a reação, fraturando grandes volumes de rochas, forçando-as sucessivamente a reagir com mais água enriquecida com CO2.

Os cientistas afirmam que as pedras localizadas em Omã podem absorver anualmente algo em torno de quatro bilhões de toneladas do carbono que estão na atmosfera - uma parte substancial dos 30 bilhões de toneladas emitidos sobretudo pela queima de combustíveis fósseis.

Entupir o interior da Terra com poluentes, formando um aterro de CO2 pode, no entanto, gerar problemas que são ressaltados pelos próprios pesquisadores.

Com a formação de grandes quantidades de sólidos no subsolo corre-se o risco de se produzir fendas que darão origem a pequenos terremotos.

Como tudo na natureza, há prós e contras. E não é diferente com a formação de pedras, rochas e cordilheiras específicas que precisam de gás carbônico para existir.


Fonte: Isto É Independente

/ arquivosdoinsolito
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Nova teoria radical sugere que magnetismo da Terra pode estar ligado a circulação de correntes oceânicas

14:26 0


Novas pesquisas sugerem que o campo magnético da Terra pode ser produzido por correntes oceânicas, e não pela agitação de metais fundidos em torno do seu núcleo como se acreditava anteriormente.


A controversa alegação, publicada esta semana, sugere que os movimentos de volumes de água salgada ao redor do mundo têm sido seriamente subestimados pelos cientistas como uma fonte de magnetismo.

A pesquisa poderá revolucionar a geofísica, o estudo das propriedades físicas da Terra e seu comportamento, e a ideia de que o magnetismo se originaria de um núcleo fundido e um eixo central.

"Todo mundo aceitou isso, mas, na realidade, nunca houve qualquer prova", disse Gregory Ryskin, professor associado de engenharia química e biológica na Northwestern University, em Illinois.

"É só uma idéia que temos aceitado por um longo tempo sem questionar o suficiente." Sua pesquisa sugere que o magnetismo da Terra está ligado aos movimentos oceânicos. O sal na água do mar conduz eletricidade, o que significa que gera campos elétricos e magnéticos quando se move.



Os resultados, publicados pelo New Journal of Physics do Instituto de Física da Grã-Bretanha, irá sem dúvida causar um feroz debate científico.

As atuais teorias explicam que o magnetismo da Terra é gerado no centro do planeta, por uma bola sólida de ferro quente com cerca de 1.500 milhas de diâmetro, rodeada por um invólucro exterior de um espesso metal líquido em movimento com mais de 1.400 milhas.



Fonte: Daily Mail /arquivosdoinsolito
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pequenos terremotos evitam tremores mais fortes, diz estudo

15:04 0
Medidor de pressão subterrânea em Taiwan (foto de Alan Linde)


Uma pesquisa americana sugere que pequenos tremores de terra, imperceptíveis e que liberam sua energia durante horas, podem evitar a ocorrência de tremores mais violentos em uma região de atividades sísmicas de Taiwan.

Os pesquisadores da Instituição Carnegie para Ciência, dos Estados Unidos, também descobriram que estes pequenos terremotos imperceptíveis podem ser desencadeados por tufões naquela região. As mudanças de pressão causadas pelos tufões podem "desprender" uma falha na área de atividade sísmica.

Esta liberação causa um terremoto que dissipa sua energia durante várias horas, ao invés de liberar tudo de uma vez em poucos segundos, o que poderia ser devastador.

Os pesquisadores acreditam que este fato pode explicar a razão de ocorrerem relativamente poucos grandes terremotos nesta região. A pesquisa foi publicada na revista especializada Nature.


Movimentos monitorados



Alan Linde, da Instituição Carnegie para Ciência, e seus colegas monitoraram o movimento de duas placas tectônicas em colisão, no leste de Taiwan.

Eles usaram três medidores de pressão, instrumentos muito sensíveis que foram posicionados por meio de perfurações profundas no solo.

"Estes (instrumentos) detectam movimentos imperceptíveis e distorções da rocha", explicou outra autora da pesquisa, Selwyn Sacks, também da Instituição Carnegie.


Tufões podem mudar a pressão atmosférica quando passam


Os instrumentos captaram 20 "terremotos lentos", cada um com duração que variava de várias horas até mais de um dia. Destes, 11 coincidiram exatamente com tufões.

"É raro quando você vê algo tão definitivo, especialmente algo novo", afirmou Alan Linde à BBC.
As descobertas podem fornecer novas pistas que expliquem a razão de ocorrerem relativamente poucos terremotos mais fortes nesta região.


Montanhas


Na região de Taiwan, as placas tectônicas colidem tão rapidamente que elas, na verdade, "fazem" montanhas em uma taxa de quase quatro milímetros por ano.

"É surpreendente que esta área do globo não tenha tido terremotos devastadores e tenha relativamente poucos grandes tremores", afirmou Linde.

"Para comparar, o Canal de Nakai, no sudoeste do Japão, tem uma taxa de convergência de placas de cerca de quatro centímetros por ano, e isto causa terremotos cuja magnitude chega a 8 graus na Escala Richter a cada 100 ou 150 anos."

"A atividade no sul de Taiwan vem da convergência das mesmas duas placas, e também há a Placa do Mar das Filipinas, que empurra a Placa Eurasiana com o dobro daquela taxa".

"Esta falha passa por, mais ou menos, constante pressão e acúmulo de estresse", acrescentou. Linde descreveu como a falha "afunda de forma inclinada" de perto da costa leste em direção oeste.

Então, o lado da terra está sob constante pressão para se mover para cima. Quando um tufão passa sobre a terra, a pressão do ar em terra firme cai. Esta mudança "desprende" a falha e permite que se mova.

"Mas esta mudança é muito pequena", afirmou Linde. Os terremotos freqüentes e lentos que isto causa são "totalmente imperceptíveis" para quem está na terra.

E, para Linde, pode se supor que eles podem reduzir a freqüência dos terremotos mais fortes e devastadores.

Mas, o cientista alerta que isto é extremamente difícil de demonstrar. "Como você prova algo que não aconteceu?", pergunta.





Fonte: BBC / arquivosdoinsolito
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