Biólogos descobrem sete novas espécies de cogumelos fosforescentes

Mycena luxaeterna (luz eterna), coletado na mata atlântica, em São Paulo, tem menos de 8 mm de diâmetro


Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de sete novas espécies de cogumelos que brilham no escuro.

As espécies foram descobertas em Belize, no Brasil, na República Dominicana, na Jamaica, no Japão, na Malásia e em Porto Rico.

Os cogumelos são estruturas visíveis a olho nu, que são produzidas por algumas espécies de fungos durante a reprodução sexuada.

Mycena luxarboricola (luz da árvore), coletado no Paraná em árvore em parte antiga da mata atlântica


Sua função é similar a dos frutos (produção, proteção e dispersão dos esporos reprodutivos).

Segundo o site da revista Wired, quatro das espécies são completamente novas para os cientistas, e três espécies previamente descobertas foram identificadas como fosforescentes.

Todas as sete espécies, assim como a maioria das 64 espécies de cogumelos fosforescentes anteriormente conhecidas, são da família Mycena.

Mycena silvaelucens (luz da floresta), que foi coletado no solo do Centro de Reabilitação Orangutan, na Malásia


"O que nos interessa é que na Mycena, as espécies fosforescentes vem de 16 diferentes linhagens, o que sugere que a fosforescência se desenvolveu em um ponto único --e algumas espécies perderam, mais tarde, a habilidade de brilhar", disse o biólogo Dennis Desjardin, da Universidade Estadual de San Francisco, que conduziu o estudo publicado na segunda-feira (5), na revista "Mycologia".


Mycena luxperpetua em imagem demonstrando formato no claro e a fosforescência no escuro


As novas descobertas devem ajudar os cientistas a entender quando, como e por que cogumelos tinham a capacidade de brilhar.

Desjardin suspeita que a fosforescência pode atrair animais noturnos, que ajudam os cogumelos a espalhar esporas reprodutivas.


Fonte: Folha Online/arquivosdoinsolito

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