Dez desordens mentais muito bizarras

As desordens mentais afetam milhões de pessoas no mundo todo. Em geral, apenas algumas são conhecidas do grande público, como o transtorno bipolar, a esquizofrenia e o mal de Alzheimer.

Nesta lista estão compilados 10 tipos de desordens mentais incomuns, que dificilmente se vê por aí. É muito difícil encontrar um conhecido ou até mesmo matérias na mídia falando de alguma destas desordens.


10. Síndrome de Estocolmo



Um exemplo famoso da síndrome de Estocolmo é a história de Patty Hearst, filha de um milionário que foi seqüestrada em 1974, e que desenvolveu simpatia pelos seus captores, e mais tarde participou de um roubo


A síndrome de Estocolmo ocorre em pessoas sequestradas que, após o término da situação de risco pela qual passaram, começam a nutrir um certo tipo de simpatia pelos seus sequestradores. Também há casos registrados desta síndrome em estuprados, mulheres que apanham dos maridos, e crianças abusadas.

Esta desordem ganhou seu nome após um assalto a banco em Estocolmo, na Suécia, onde os reféns, apesar de passarem sob domínio dos bandidos do dia 23 ao dia 28 de Agosto de 1973, pediam que a polícia os libertasse e se recusavam a testemunhar contra.


9. Síndrome de Lima



Membro do Tupac Amaru


O oposto da Síndrome de Estocolmo: neste caso, os bandidos têm extrema compaixão pelas vítimas.

Ganhou este nome após a crise na embaixada japonesa em Lima, no Peru, entre 26 de Dezembro de 1996 e 22 de Abril de 1997.

Os membros do grupo guerrilheiroTupac Amaru tomaram como reféns os convidados de uma festa promovida na casa do embaixador japonês no Peru. Entre os reféns encontravam-se diplomatas, membros do governo e militares.

Depois de meses de negociações infrutíferas, os reféns foram libertados por militares peruanos, embora um refém tenha sido morto com todos os guerrilheiros.


8. Síndrome de Diógenes




Diógenes foi um filósofo grego que vivia em um barril pregando ideais de animalismo e niilismo.

Esta síndrome é caracterizada por extremo negligenciamento, tendências reclusivas e acumulação compulsiva, algumas vezes de animais. É encontrada principalmente em pessoas mais velhas e é associada à senilidade.


7. Síndrome de Paris




É uma síndrome exclusiva de japoneses, que surtam ao chegar nesta cidade. Dos milhões que visitam Paris todo ano, aproximadamente uma dúzia de turistas japoneses precisa de tratamento psicológico depois de visitar Paris e precisa ser levado de volta ao Japão.

Isto ocorre basicamente devido a um grande choque cultural. Alguns turistas que chegam à cidade são incapazes de dissociar a visão utópica que tem de Paris, como aquela vista em filmes como Amélie Poulain, da realidade de uma grande metrópole.

Se um dos portadores da síndrome encontra um garçom mal-educado, por exemplo, ele se força a guardar a raiva para si e acaba sofrendo uma fadiga mental muito grande.

O fenômeno foi descrito pela primeira vez no jornal de psiquiatria "Nervure", em 2004. Segundo o psicólogo do hospital Hotel-Dieu,Yousef Mahmoudia, um terço dos pacientes se recupera imediatamente, outro terço sofre recaídas e o restante tem psicoses.


6. Síndrome de Stendhal


No filme "A Noite dos Generais" o ator Peter O'Toole interpreta um general psicopata que sofre da Síndrome de Stendhal


Esta doença psicossomática causa taquicardia, tonturas, confusão e até mesmo alucinações em quem a tem e é exposto a artes.

Os ataques ocorrem especialmente se a arte é muito bonita ou se há muitas obras reunidas em um mesmo local.

Esta desordem tem este nome em homenagem ao escritor francês Stendhal, que descreveu estas sensações em um livro, após visitar Florença, na Itália.


5. Síndrome de Jerusalém



As vítimas da síndrome vagam pelas ruas da cidade vestindo túnicas e fazendo pregações


Síndrome de Jerusalém é o nome dado a um grupo de fenômenos mentais envolvendo ideias obsessivas com religião, delírios ou outras experiências psicóticas desencadeadas por (ou que levam a) uma visita a Jerusalém.

Não é exclusiva de uma religião, podendo afetar tanto judeus quanto cristãos, mas segundo o médico Yair Bar El, que identificou clinicamente a síndrome, os cristãos de denominações protestantes são os mais suscetíveis a desenvolver a doença.

Isso acontece porque, diferentemente de católicos e judeus, que têm tradições e rituais rígidos e um mediador, como o padre ou o rabino, os evangélicos mantêm uma relação direta com Deus.

Esta perturbação surge enquanto a pessoa está em Jerusalém e causa delírios psicóticos que tendem a se dissipar após algumas semanas. Todas as pessoas que já sofreram disto têm histórico de doenças mentais.

A síndrome de Jerusalém foi identificada clinicamente pelo médico Yair Bar El, do Hospital Psiquiátrico Kfar Shaul, para onde vão todos os turistas com problemas psicológicos da cidade.

Ele estudou 470 indivíduos tratados no centro médico entre 1979 e 1993 com sintomas característicos da doença.

A pesquisa rendeu uma série de conclusões, estabeleceu os estágios do distúrbio e apontou quem é mais suscetível a desenvolvê-lo.

Umas das constatações é que, normalmente, a síndrome começa a se desenhar no segundo dia de viagem.

E só é possível “barrá-la” até o estágio em que a pessoa tenta se afastar do grupo. Se ela se veste com lençóis, só a internação consegue detê-la.

Os guias turísticos da cidade já estão treinados para alertar as autoridades sobre qualquer alteração.


4. Delírio de Capgras


Invasores de corpos


O delírio de Capgras é uma desordem rara na qual uma pessoa acredita que um conhecido seu, muitas vezes o cônjuge ou um parente próximo, foi substituído por um sósia idêntico.

É mais comum em pacientes com esquizofrenia, embora ocorra em pessoas com demência ou que sofreram algum dano cerebral.

A paranóia induzida por esta doença foi utilizada em vários filmes de ficção científica, como Vampiros de Almas, O Vingador do Futuro e Mulheres Perfeitas.


3. Delírio de Fregoli


Leopoldo Fregoli


O oposto do delírio de Capgras. Uma pessoa com esta desordem acredita que um completo estranho é, na realidade, um conhecido próximo que mudou de aparência ou está disfarçado.

Ganhou este nome graças ao ator italiano Leopoldo Fregoli, conhecido por sua grande habilidade em mudar de aparência durante suas apresentações.

Foi reportado pela primeira vez em 1927, quando uma mulher de 27 anos acreditava estar sendo perseguida por dois atores que ela frequentemente assistia no teatro. Ela acreditava que estas pessoas perseguiam-na de perto, tomando a forma de pessoas que ela conhecia.


2. Delírio de Cotard



Cena de "A Volta dos Mortos Vivos"


Esta é uma desordem rara na qual a pessoa acredita estar morta, não existir, estar apodrecendo ou ter perdido todo o sangue e órgãos vitais. Raramente pode incluir delírios de imortalidade.

Foi batizada assim devido a Jules Cotard, neurologista francês que primeiro descreveu a condição, chamando-a de le délirie de négation, em uma palestra em Paris, em 1880.


1. Paramnésia Reduplicativa




A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultâneamente em dois ou mais lugares, ou que foi movido para algum outro lugar.

Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim em um outro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado em outro lugar do país.

O termo paramnésia reduplicatica foi utilizado pela primeira vez em 1903 pelo neurologista checo Arnold Pick, para descrever a condição em que se encontrava uma paciente com suspeita de mal de Alzheimer.

Esta paciente insistia que havia sido transferida da clínica de Pick para outra clínica idêntica à dele, mas localizada em um subúrbio familiar. Para explicar as discrepâncias, ela afirmava que Pick e sua equipe trabalhavam nos dois locais.


Fonte: a grande abóbora/Listverse/Isto É Independente/arquivosdoinsolito
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