Liberado o Arquivo X de grandes felinos da Grã-Bretanha


Houve mais de 100 avistamentos de animais exóticos e não identificados na Inglaterra desde 2005, de acordo com um dossiê elaborado pela Natural England.

Eles são uma lenda rural - mas ao longo de décadas, avistamentos de grandes felinos nos campos britânicos tem sido rejeitados como fraude ou fantasia.

No entanto, agora o chefe de uma agência governamental encarregada de investigar tais incidentes, declarou que acredita que essas misteriosas criaturas realmente existem.

Seus comentários acompanham o lançamento de um dossiê feito pela Natural England , que lista mais de 100 avistamentos de animais exóticos, não-nativos, e não-identificados na Inglaterra desde 2005.

Destes, 38 eram "grandes gatos". Em alguns casos, populares alegaram ter visto a criatura em si; em outras ocasiões, informaram a descoberta de animais de fazenda, ou silvestres, que haviam sido atacados ou mortos.

Os documentos - do " Arquivo X grandes gatos" da Grã-Bretanha- mostra em que medida a Natural England leva a sério os relatos.

A agência lançou uma série de investigações, envolvendo visitas de funcionários e de veterinários especializados em examinar os ferimentos.

Os avistamentos de grandes gatos foram relatados por toda a Inglaterra. Em algumas áreas elas geraram lendas, como a chamada Fera de Bodmin no sudoeste.

As investigações ainda não encontraram provas conclusivas da presença de criaturas misteriosas, mas, questionado sobre a sua existência, Charlie Wilson, que coordena os relatórios para a agência do governo, disse: "A evidência é que animais estranhos fogem, ou são libertados e voltam ao estado selvagem de vez em quando".

"Nós sabemos disso. Estou preparado para acreditar nisso. No entanto, eu não acho que existam populações se reproduzindo .

"Se eles estão lá, estão em pequenos números, o risco do encontro com as pessoas é muito pequeno, e os riscos que apresentam estão em algum lugar próximo de zero".

E acrescentou: "Todos as informações são registradas em nosso sistema. Se houver apenas uma observação, então não há, normalmente, muito mais a ser feito para dar prosseguimento.

"Mas nós somos capazes de fazer isso, se há algo um pouco mais tangível que nós pudéssemos olhar, como as carcaças de outros animais, ou pegadas. Existem relatos que acabam por ser plausíveis."

Uma teoria é que várias espécies de grande porte, como panteras, leopardos e linces, foram deliberadamente colocadas em liberdade por seus proprietários em 1976, após a introdução do Dangerous Wild Animals Act, que impôs restrições para a manutenção de determinadas espécies.

Em uma " investigação de grande gato ", uma carcaça de uma fazenda de avestruzes em Cambridgeshire foi examinada e o local foi monitorado.

Em outra, em Surrey, um veado foi arrastado por duas cercas, teve sua carcaça eviscerada e ficou com marcas de perfuração. ANatural England foi informada pela polícia e os seus funcionários estudaram fotografias.

Em Lincolnshire, um fazendeiro encontrou vários de seus carneiros mortos e comidos. Em algumas das carcaças restaram apenas o crânio e a coluna. O fazendeiro disse que o ataque foi feito por umgrande gato e funcionários visitaram o local. Fotos das carcaças foram tiradas.

Em outro caso, um cavalo ferido foi encontrado em um campo em Warwickshire, com marcas de garras no corpo. Em um outro relatório, as autoridades estudaram fotografias de raposas mortas, que se acreditava terem sido atacadas por um grande gato em Suffolk.

Um grande gato, avistado em uma estrada entre as aldeias de Mark e Burtle, em Somerset, seria tão alto quanto um carro. Em outra aparição no mesmo município, um motorista num M5 relatou ter visto um gato grande em um campo próximo.

Embora muitas das investigações tenham sido "inconclusivas", outras foram resolvidas. Uma suposta visita de grande gato em Norfolk, por exemplo, acabou por ser um texugo.

Danny Bamping, da Big Cats British Society, disse que o número real de avistamentos seria ainda maior.

"Acreditar em felinos de grande porte não é como acreditar no monstro de Loch Ness", disse ele. "Não há absolutamente nenhuma dúvida de que eles estão lá fora.

"Os relatórios mais confiáveis são de fazendeiros, esses caras conhecem a coisa. Tivemos também relatos de avistamentos porpoliciais. Para cada observação, existem outros que não se preocupam em relatá-la."

Assim como os grandes gatos , a documentação da Natural England detalha outras investigações que, em alguns casos, encontraram a evidência da presença de espécies exóticas de grande porte.

Por exemplo, os cães guaxinim - nativos da Ásia e Rússia - foram confirmados vivendo em Oxfordshire e West Berkshire, enquanto esquilos da Sibéria, que podem carregar doenças fatais, também foram confirmados em Berkshire, Wiltshire e Cheshire.

Guaxinins mortos foram encontrados em Kent e Hampshire, quando também houve um relato confiável - embora inconclusivo - de um vivo em Surrey.

Uma tartaruga Alligator de grande porte, também foi descoberta em Kent. O dossiê declara que a espécie "pode ser perigosa" e diz que é necessário capturar e matar o animal.

Catorze ratões do banhado também foram relatados. O grande roedor sul-americano foi levado para o Reino Unido por fazendeiros na década de 1930, mas alguns escaparam e estabeleceram populações selvagens. Se pensava que haviam sido erradicados devido a caça em larga escala.

Os novos avistamentos sugerem que alguns continuam em liberdade, embora não existam provas conclusivas.

O avistamento de um wallaroo - um animal australiano, que é menor do que um canguru, mas maior que um wallaby - vivendo em Cornwall foi tomado como sendo possível, embora não comprovado.

Outros relatos não confirmados incluem mais guaxinins e cães guaxinim, um lobo em Surrey, e um cão da pradaria em Buckinghamshire.

Vinte e oito dos avistamentos envolveram javalis, que escaparam de fazendas e estabeleceram-se em algumas partes do país nos últimos anos. Avistamentos em outras áreas são monitorados de perto.

A informação foi divulgada em resposta a um pedido de liberdade de informação do Sunday Telegraph.


Tradução: Carlos de Castro


Fonte: Telegraph/arquivosdoinsolito
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