Os caça-fantasmas do Recife e suas histórias sobrenaturais


  Valter da Rosa Borges
Casa localizada no bairro de Beberibe, Zona Norte do Recife. Lá, objetos pegavam fogo. Caso ficou conhecido como 'poltegeist de Beberibe' Arquivo/IPPP
Em Igarassu, Região Metropolitana do Recife, imagem do rosto do pai de uma criança apareceu na tela da televisão Arquivo/IPPP
 Valter da Rosa Borges e Jalmir Brelaz são uns dos poucos parapsicólogos em atuação no Brasil
Nathan Santos/LeiaJáImagens
 
 
 Jalmir Brelaz
Em Igarassu, Região Metropolitana do Recife, imagem do rosto do pai de uma criança apareceu na tela da televisão Arquivo/IPPP
 Sofá na casa de Beberibe acabou queimado Arquivo/IPPP
 
 
Parapsicólogos mantêm vivo um trabalho que investiga "assombrações". Entre os casos investigados estão o "Poltergeist de Beberibe" e a suposta imagem de um homem que apareceu num aparelho de televisão desligado, em Igarassu.
 
 
Vultos, barulhos, objetos que se movem sozinhos, aparições, fantasmas. São muitas as histórias de eventos paranormais que há séculos amedrontam a despertam a atenção da sociedade. Há quem diga que já viu casos extremamente estranhos ou pessoas que juram ter feito contato com seres do além.


E diante dos “fenômenos poltergeist” que acontecem em vários cantos do mundo, alguns homens e mulheres utilizam a parapsicologia para tentar explicar e desvendar ocorrências sobrenaturais. Assim como nos famosos seriados americanos e no tradicional filme “Caça fantasmas”, na vida real existem profissionais que trabalham investigando casos do tipo.


No Recife, os poucos remanescentes da parapsicologia brasileira aguardam ansiosos por novos casos e ainda mantêm vivo um trabalho que já acabou com o medo e a aflição de muita gente.


“Os fantasmas têm medo de mim. Toda vez que chego a um local dado como mal assombrado, os fantasmas correm de medo”.


O depoimento descontraído é de um dos poucos parapsicólogos que existem no Brasil. Valter da Rosa Borges, pernambucano de 81 anos, é claro em sua resposta quando perguntado pelo LeiaJá se fantasma existe: “É uma experiência subjetiva e alucinatória. Pode acontecer, por exemplo, quando você toma conhecimento de que uma pessoa morreu e essa informação é muito impactante. Essa mensagem pode vir como forma dessa pessoa aparecer depois de morta. Para nós (parapsicólogos), aquilo é uma informação traumática tão grande que, no lugar de ser uma informação intelectual, aquilo vira algo alucinatório”. Veja no vídeo “histórias de arrepiar” e explicações sobre a atuação da parapsicologia.


Valter ingressou no ramo da parapsicologia aos 30 anos. Em 1º de janeiro de 1973 fundou o Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas (IPPP), instituição que ao longo do tempo foi ganhando adeptos e ajudou a desvendar eventos paranormais no Estado.


Pessoas aflitas e o próprio poder público, por diversas vezes, clamaram pela ajuda dos responsáveis pelo IPPP. Munidos de aparelhos como gravadores de áudio e ferramentas eletrônicas de ondas, os parapsicólogos revelaram que muitas histórias, na verdade, não tinham relação com “assombrações”.


Jalmir Brelaz, de 57 anos, fez pós-graduação em parapsicologia no IPPP. Durante mais de 20 anos de atuação, Brelaz, junto com Valter, já vivenciou vários casos no Recife e Região Metropolitana. Diferente do companheiro de investigação, Jalmir afirma que durante a infância chegou a ver aparições, porém, ele não garante que de fato foram fantasmas. 
 
 
“Tinha por volta de dez anos e estava no quarto, olhando em direção à cozinha. Foi quando vi um ente pequeno, negro e bastante vermelho. Identifiquei como a figura de um escravo pelas vestimentas de algodão brancas e compridas. Naquele momento senti medo!”, conta o parapsicólogo.


 


Fonte: LeiaJá
Via: Arquivos Do Insolito
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