Polêmica de Roswell: evento que revelaria imagens de aliens da Área 51 revolta ao exibir imagens “teoricamente” falsas





















Duas fotografias do corpo de um “alienígena” foram exibidas em um grande evento comercial, ontem à noite, e imediatamente refutadas como sendo falsas.



O Jornal Ciência divulgou o evento na manhã de ontem, e hoje apurou que, apesar da polêmica, o assunto ainda divide opiniões.


Muitos ufólogos apareceram no evento ‘Be Witness’, na noite passada, no intuito de conhecer as imagens prometidas de um extraterrestre que, supostamente, havia caído na Terra durante o famoso incidente Roswell, em 1947.


As imagens foram encontradas pelo ex-jornalista Adam Orvalho, que teria recusado entrevistas com revistas que queriam cobrir a história, porque "elas não estavam oferecendo qualquer compensação" a ele. 
 
 
Ele afirmou ter tomado medidas para verificar melhor as imagens dos alienígenas e disse que os especialistas da Kodak tinham revelado o filme para ele em 1947.


Porém, o resto do mundo não teve a chance de verificar ou conhecer o rigor de seus métodos, pois imagens em alta resolução do corpo ainda não estavam disponíveis.


As fotos foram supostamente encontradas no Arizona, escondida em uma coleção de imagens de propriedade do geólogo de petróleo, Bernard Ray, e sua esposa Hilda Ray. Ambos já falecidos.


Nick Pope, um pesquisador que liderou a investigação UFO no Ministério da Defesa do Reino Unido, disse que está desapontado. 
 
 
"Pode ser um modelo, ou poderia simplesmente ser uma falsa imagem, modificada para se parecer com um slide da década de décadas atrás", disse ele. "As motivações de um boato são complexas. Alguns acreditam em golpes para arrecadar fundos, mas às vezes é apenas um desejo de dizer 'nós enganamos o mundo'. 
 
 
Eu posso entender por que a comunidade ufológica está decepcionada e teóricos da conspiração provavelmente já estão alegando que tudo foi um complô do governo, projetado para desacreditar o assunto e fazê-lo parecer ridículo", completou.


Após as fotografias serem reveladas, ufólogos, imediatamente, realizaram postagens no Twitter para compartilhar as imagens, usando a hashtag "#BeDisappointed", fazendo uma alusão ao nome do evento.


Alguns compararam as imagens com fotos anteriores de múmias egípcias da Instituição Smithsonian, nos EUA.


Os críticos lembraram de um filme que mostra uma "autópsia" de um alien encontrado em Roswell, lançado exatamente 20 anos antes do evento de ontem. 
 
 
Este filme mais velho (foto abaixo) foi descoberto pelo produtor musical britânico, Ray Santilly. Apesar de ter sido comprovado como falso, ele supostamente lhe valeu uma quantidade considerável de dinheiro. 
 
 
 


Existem várias outras conexões entre o filme Santilly e a liberação das fotos de Roswell, levando alguns a reclamar que os novos slides sejam uma "farsa cuidadosamente preparada". 
 
 
Por exemplo, o extraterrestre no vídeo de Santilly, foi apelidado de Hilda - o mesmo nome da mulher que supostamente possuía os novos slides de Roswell.


A “grande revelação” ocorreu em um enorme auditório, lotado com milhares de fãs de UFOs, ansiosos. Embora tenha havido uma transmissão ao vivo disponível, os telespectadores tiveram que desembolsar 20 dólares (pouco mais de 60 reais) pela entrada.


O jornal britânico Mirror conversou com o ex-astronauta, Edgar Mitchell, sexto homem a pousar na Lua, que acredita cegamente em visitações extraterrestres em nosso planeta. 
 
 
Aos 84 anos, ele insistiu que as imagens realmente mostravam os restos de um ser alienígena. "Estas imagens mostram um tipo de alienígena conhecido como ‘Gray’, em alusão a sua cor cinza. No entanto, nós não temos nenhuma maneira de saber se era a criatura presente no incidente de Roswell”, opinou.


Gary Heseltine, um ex-policial qu e agora é editor da revista UFO Truth Magazine, também insistiu que as imagens eram reais. 
 
 
“Eu conheço muitas das pessoas que estavam envolvidas nisso. Eles não arriscariam suas reputações neste evento, se as fotos não fossem genuínas. Da minha experiência como policial, eu sei o que é evidência. Estas foram imagens intrigantes de um ser que não era humano", disse ao jornal britânico.


O pesquisador de UFO, Tom Carey, revoltou-se com o jornal, ao saber que eles estavam perguntando aos ufólogos o que achavam da veracidade dos fatos apresentados. "Nós dedicamos três anos de trabalho duro e suor no que todos viram durante quatro horas, ontem à noite, e agora os jornalistas se sentem no direito de fazer uma pergunta como essa? Estou muito ofendido com isso", declarou.


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